Mag-log inVi-a pela primeira vez quando trabalhava no café. Reparei que as outras raparigas me lançavam olhares rápidos e ficavam perturbadas sempre que me viam ou me serviam, mesmo que eu aparecesse quase todos os dias com uma mulher diferente ao meu lado.
A maioria das mulheres é igual. Especialmente as de origem humilde, desesperadas por serem deslumbradas por um homem rico. Seduzem-se e atiram-se a nós, mesmo quando estamos claramente acompanhados. Para mim, todas seguem o mesmo padrão. Apegadas, carentes e quase sempre movidas apenas por dinheiro e riqueza. Sem isso, não ficam mais tempo do que uma sanguessuga quando a sacudimos. Aprendi esta verdade vezes sem conta ao longo dos anos. Mas desde que me dêem o que quero e me satisfaçam, não me importo de gastar com elas e de lhes comprar tudo o que desejam. Nasci na riqueza e consigo tudo o que quero, quando quero. Não é segredo que sou bonito e as mulheres fazem fila para ter a minha atenção. Por isso, quando escolho com quem me acompanho, têm de ser mulheres de classe e requinte. Há semanas que a observava no café e ela era a única que nunca me dirigia mais do que um olhar rápido. Também se distinguia das outras colegas, esquecendo frequentemente o meu pedido habitual, embora eu fosse um dos clientes mais assíduos daquele estabelecimento. Pensei que fosse apenas um truque, fingir que se esquecia para chamar a minha atenção. Admito que era bonita e até atraente, mas não lhe daria importância. Não desperdiço a minha energia com raparigas de origem humilde e pessoas como ela não passam de sanguessugas, apenas interessadas no luxo que posso oferecer. É evidente que sou rico, pelas roupas que visto e pelo carro caro que conduzo. — Posso anotar o seu pedido, senhor? — perguntou ela, com a voz firme e claramente irritada. — O costume — disse eu, no meu tom habitual, baixo e sereno, enquanto os meus olhos percorriam as curvas do seu corpo. Senti o seu perfume quando passou perto da mesa, doce como morangos frescos. Devia ser o seu perfume e gostava daquela fragrância numa mulher. — Peço desculpa, senhor. Qual é o seu costume? Com tantos clientes habituais, não consigo lembrar-me do pedido de todos — explicou ela educadamente. — Anotou o meu pedido há poucos dias e fez-me exatamente a mesma pergunta. É assim tão difícil lembrar-se de um café americano gelado? — retruquei, com a raiva a crescer depressa. Cerrei o maxilar enquanto a fitava. Era inegavelmente bonita, mas naquele momento pensei que devia ser um pouco distraída. Quantas vezes já tinha acontecido? Três? Quatro? Revi cada instante na minha cabeça. Ela perguntava-me sempre o que eu costumava pedir e eu pedia sempre a mesma coisa. Será que era assim tão distraída ou era tudo um jogo calculado? A ideia não me saía da cabeça. Estava zangado, mas também sentia algo mais que não conseguia nomear. Talvez curiosidade ou uma irritação intensa por causa dela. Estaria a fazer aquilo apenas para chamar ainda mais a minha atenção? Bem, acho que não está a resultar. — Vê como alguns funcionários são incompetentes? Deviam ser despedidos, sabia? — atirou a Cassy, furiosa. Eu sabia exatamente por que razão estava tão zangada. Tinha-me visto a observar as curvas da empregada e agora estava com ciúmes. Para ser sincero, já nem me lembrava de qual era a namorada daquele mês. Apenas mais uma cara bonita numa longa lista, todas rápidas a apaixonarem-se pelo meu estatuto e pela minha aparência, e igualmente rápidas a tornarem-se apegadas e possessivas. Detestava que eu sequer olhasse para outra mulher quando estávamos juntos, como se tivesse algum direito sobre mim. Os meus olhos voltaram para a empregada e vi as mãos dela cerradas em punhos. Quase conseguia sentir a raiva contida por detrás daquela calma, como se estivesse a lutar com toda a sua força de vontade para não responder às palavras cruéis da Cassy. Mesmo assim, manteve a cabeça baixa e escreveu o nosso pedido no bloco de notas com movimentos firmes e deliberados. Depois virou-se e afastou-se sem dizer uma palavra, com os ombros rígidos, em direção ao balcão para entregar o pedido. Quando a comida e as bebidas chegaram, eram trazidas por outra pessoa e algo em mim mudou. Chamei um dos empregados e perguntei por que razão não era ela a trazer o nosso pedido. Explicou-me que estava ocupada, mas eu fui firme. Disse-lhe que queria que fosse ela a entregar o nosso pedido. Afirmei mesmo que não o aceitaria se não fosse ela a colocá-lo na mesa. Não sabia por que razão aquilo era tão importante. Talvez quisesse provar que conseguia mandar nela, ou talvez apenas tivesse encontrado uma desculpa para a ver outra vez. Simplesmente não sabia a razão. Instantes depois, senti uma satisfação tranquila e sorri para mim mesmo quando ela apareceu com o nosso pedido, fazendo o que lhe tinha pedido. Mas a minha pequena vitória não durou muito. Não esperava que a Cassy começasse a provocá-la ainda mais do que antes. A minha namorada estava claramente com ciúmes e determinada a humilhar a rapariga.POV do Theo:Já passaram vários meses desde que regressámos ao país, e tudo correu bem. Os nossos pais realmente fizeram o seu melhor para compensar tudo o que aconteceu no passado. Voltei a assumir a empresa, e o Pai ficou grato quando consegui resolver os problemas do negócio quase de imediato.Honestamente, não acho que pudesse pedir mais nada. A minha vida torna-se mais feliz a cada dia que passa com a minha esposa e o filho. Os nossos pais aceitaram-nos plenamente, e agora estamos unidos aos olhos do homem e de Deus.Quem diria que me apaixonaria tão profundamente pela minha meio-irmã, mais do que gosto da minha própria vida? Nunca planeei isto. De facto, lutei contra os sentimentos porque sabia que só trariam complicações.No início, até a odiava, convencido de que ela e a mãe só andavam atrás do dinheiro e do estatuto do Pai. Mas o coração escolhe de quem gosta, independentemente da razão. Apaixonar-me por ela foi a melhor coisa qu
Ele moveu a mão ainda mais depressa, a acompanhar perfeitamente o ritmo furioso dos empurrões. A velocidade era vertiginosa, a deixar-me selvagem e desesperada por mais. O pau dele era enorme e grosso, a esticar-me e encher-me da forma mais deliciosa possível. Conseguia ouvir os sons altos, molhados e chapinhantes dos nossos corpos a colidir, misturados com a respiração irregular e as palavras sujas e sem fôlego que ofegávamos entre gemidos.Mais forte e mais fundo ele empurrava dentro de mim até eu sentir aquela espiral familiar e apertada de prazer a enrolar-se fundo no ventre, a construir-se mais depressa e mais quente a cada movimento até eu estar mesmo no limite de explodir.«Oh merda! Theo, estou tão perto! Vou gozar tão forte! Por favor fode-me mais fundo! Oh sim, assim mesmo! Ahhh…» gritei, a chorar de puro êxtase cegante.Ele empurrou ainda mais impiedosamente, a aumentar a velocidade e a força até o meu corpo inteiro tremer violentamente,
Depois de devorar os meus peitos até eu tremer e ficar desesperada, ele puxou-se de repente para trás e desceu mais baixo, a mergulhar a cabeça completamente sob a superfície escura e ondulante. Eu sabia exatamente para onde ele ia, e não hesitei — deitei a cabeça para trás e abri as pernas bem abertas, a oferecer-me a ele por completo.Observei, sem fôlego e a arder de excitação perversa, enquanto ele pressionava um beijo escaldante e de boca aberta logo contra o meu núcleo trémulo e exposto. No segundo em que os lábios quentes e molhados tocaram a carne sensível, arqueei as costas tão fortemente que quase doeu e soltei um grito fundo e gutural que ecoou pela água. Ele não se continha — chupava com força, lambia com movimentos selvagens e implacáveis, beliscava e provocava as minhas partes mais tenras, a mergulhar fundo sob a superfície para saborear cada centímetro de mim como se eu fosse a coisa mais doce e viciante que alguma vez tinha conhecido. Era cegamen
No instante em que a ideia surgiu, tanto o Theo como eu concordámos de imediato. Não visitávamos o sítio há mais de dois anos. Tinha acontecido tanto desde a nossa última estadia lá. E no entanto, apesar de tudo, a casa do lago permanecia um dos nossos sítios favoritos. Guardava inúmeras memórias. Muitos momentos bonitos, excitantes e inesquecíveis.Admito-o, desde que nos tornámos pais, ambos amadurecemos tanto, pesados pelas responsabilidades bonitas mas pesadas que vêm com criar uma criança. E no entanto, no instante em que soube que íamos de volta à casa do lago durante sete dias inteiros sem interrupções, algo selvagem e faminto inflamou-se fundo dentro de mim: uma confusão emaranhada de saudade dolorosa, excitação sem fôlego e um zumbido emocionante e proibido.Aquela parte travessa e sem vergonha da minha mente inundou-se de imediato de memórias vívidas de todas as coisas sujas, apaixonadas e imprudentes que tínhamos feito aqui antes e apercebi-me
O Theo e eu eventualmente concordámos em regressar ao nosso país de origem com a Mãe e o Pai Greg.Sim, agora chamo-lhe Pai. Ele insistiu nisso, dizendo que, como eu já era casada com o filho dele, já não era simplesmente a enteada, mas oficialmente a filha. A mesma coisa aconteceu com o Theo. Ele já não chamava à minha mãe «Tia Allie». Agora, simplesmente a chamava de Mãe.Sei que provavelmente soa confuso a qualquer outra pessoa, mas de alguma forma funcionava para nós. Depois de tudo o que tínhamos passado juntos, os rótulos já não importavam tanto quanto o amor e a aceitação por detrás deles.Antes de tomarmos a decisão, o Theo e eu passámos várias noites a discuti-la cuidadosamente. Regressar não foi uma escolha fácil. A Tailândia tinha-se tornado o nosso santuário. Era onde reconstruímos as vidas, onde encontramos paz, onde acolhemos o nosso filho no mundo e onde aprendemos a ser uma família sem medo ou interferência de mais ninguém.U
Nunca deixámos de ter esperança. Mesmo depois de tudo o que tinha acontecido, uma parte de nós ainda anseava pela reconciliação. Felizmente, desde o nosso casamento, nem a minha mãe nem o Tio Greg tinham feito nada para interferir nas nossas vidas. Só por isso, estávamos gratos. O único desenvolvimento recente tinham sido as mensagens enviadas através do assistente do Tio Greg.Apesar disso, nem o Theo nem eu conseguíamos trazer-nos a confiar completamente na situação. Sim, a esperança existia, mas também o medo. As feridas deixadas pelo passado não tinham cicatrizado o suficiente para simplesmente esquecermos tudo, por isso recusámos o convite e escolhemos deixar o assunto de lado.Os dias passaram. A vida continuou pacificamente. Até que uma tarde quieta mudou tudo.O Theo e eu estávamos a relaxar na rede fora de ca







