Se connecterCAITLINEsteban tinha insistido que eu fosse para casa. No caminho de volta, fiquei olhando pela janela, apreciando a vista.Os postes iluminavam as ruas. Era lindo. Eu quase tinha esquecido como era fazer uma caminhada no fim da tarde.Sorri, lembrando de como eu costumava voltar a pé para o apartamento no fim do expediente, apertando uma canivete no bolso do moletom ou do casaco.Eu não tinha reparado em nenhum dos prédios no caminho para o hospital. Sorri sozinha, aliviada com o jeito que as coisas tinham terminado.Embora eu preferisse que nada de ruim tivesse acontecido desde o início. Todo mundo estava seguro. Isso era o mais importante. Infelizmente, o bebê Carlos não voltaria para casa tão cedo.— Mal posso esperar para chegar em casa — respirei.— Você deve estar com muita dor — disse Rosio, me estudando. — Precisa descansar.Eu estava com dor, mas não muita. Era uma sensação desconfortável. Nada mais. Esteban só tinha exagerado.— Não, precisamos limpar cada centímetro do qu
ESTEBANEnquanto levavam Ellie para fora, levantei os olhos, torcendo para que Deus ouvisse.— Por favor, Deus — murmurei.Em momentos críticos como esses, tudo o que se pode fazer é torcer para que o ente querido não esteja coberto da cabeça aos pés por um lençol. Notei o quanto Scott estava tenso.Quando empurraram a maca e o rosto dela ficou visível com a máscara de oxigênio no nariz, o alívio me invadiu.Scott soltou um suspiro alto.— Graças a Deus!De fato, graças a Deus. Tínhamos perdido tanto ao longo dos anos. Perder mais significaria que o próprio Senhor era um adversário.Quando Scott me puxou para um abraço, fiquei imóvel. Ele bateu nas minhas costas, murmurando “Graças a Deus” várias vezes.Cuidando para não machucá-lo, apoiei uma mão de leve nas costas dele.— Obrigado, cara — disse ele.— Eu não fiz nada.— Você e eu sabemos que você fez tanto por mim — pela minha família. Deus sabe o que teria acontecido se ela tivesse ficado trancada no quarto sozinha.Pensei nisso. E
CAITLINA culpa me corroía há o que parecia uma eternidade. Pensar que ela tinha confiado em mim o bastante para compartilhar seus medos, e de alguma forma eu tinha sido tão inútil quanto os médicos que tentaram fazê-la acreditar que era normal.A porta apitou. Scott se forçou a levantar, provavelmente esperando notícias da esposa.A equipe neonatal trouxe o bebê para fora num pequeno incubadora de transporte. Quando Scott avistou aquilo, os olhos dele brilharam. Tantos sentimentos cruzaram o rosto dele de uma vez.Quer dizer, aquele era o filho dele. Um médico vinha atrás da equipe de enfermeiras.— M-minha esposa? — perguntou Scott, a voz quase um sussurro. Ele segurou o ombro do médico.O médico afastou a mão dele. — Por favor, me desculpe. O bebê precisa de cuidados urgentes. — Depois seguiu depressa.E então nada. A porta se fechou, e a luz acima dela ainda estava acesa. Ela ainda estava lá dentro. Ainda lutando. Miranda estava logo atrás da equipe. Por algum motivo, eu me juntei
ESTEBANNo dia da cirurgia de Scott, minha preocupação era a sobrevivência dele e o sucesso do procedimento. Depois, nos dias que se seguiram, eu me preocupava com a recuperação e quanto tempo levaria para tê-lo em casa de novo.Quando o vi na entrada, em pé sem apoio, parecendo saudável e forte, meu coração despencou. Eu deveria ter ficado além de feliz e orgulhoso. Me deixou feliz, sim, mas como diz o ditado, há um tempo para tudo. O timing não poderia ter sido pior.Deus sabia que se algo acontecesse com Eliana, eu estaria perdendo três pessoas de uma vez. Foi preciso muita persuasão para impedir que ele testasse a Deus. O homem tinha tentado tirar a esposa dos meus braços.Eu não tinha medo de que ele me dominasse de algum jeito e a levasse. Não, eu tinha medo de que ele se machucasse tentando. No final, não consegui convencê-lo a não segurá-la no carro. Quando o carro entrou na entrada do hospital, eu abri a porta e saltei, correndo para dentro do prédio em velocidade máxima.— T
AUTORAEsfregando os olhos de leve com as costas da mão, recostei-me na cadeira, olhando para a tela. Eu tinha muitas perguntas depois de escrever o Capítulo 70 — perguntas que a maioria dos leitores faria: O que acontece depois? Foi o Rico? Ela vai morrer?Pelo amor do primeiro livro, Meu Amor Proibido: O Melhor Amigo do Papai, eu esperava que não.Apoiei a cabeça na mesa e comecei a cochilar. “Quando a mente está em repouso, é quando ela mais trabalha.” — Michelle Chiemela*****Rico foi levado para um quarto isolado na casa enquanto Caitlin, Esteban, Scott e Rosio corriam para o hospital com Eliana.Ele sabia como a situação parecia e o que o Diablo achava que ele tinha feito. Tirando o pequeno dispositivo, apertou um botão e perguntou:— O que você fez?A raiva na voz de Rico vibrava pelas paredes do pequeno cômodo.Ele não tinha planejado causar nenhum mal durante a visita, mas não era o único jogando aquele jogo idiota.O grito da pobre mulher ecoava na cabeça dele. Assim como o
CAITLINEsteban tinha saído às pressas com Fabian, me deixando sozinha com os pensamentos. Considerando que Rico tinha sido convidado para o jantar, a chegada dele estava bem adiantada. Olhei a hora na tela do celular, perguntando-me se era uma boa ideia descer também.Embora Esteban tivesse agido um pouco estranho quando descobriu quem era o convidado, ele não tinha dito nada sobre Rico. Pelo menos não para mim. Antes de sair, não parou para me dizer se eu podia ou não descer. Não que eu quisesse — ainda.Desde a noite em que Eliana me arrastou para a sala de jantar, Esteban nunca me tinha mandado ficar dentro ou escondida. Isso, no entanto, era diferente.Conversei um pouco com a Viv, que parecia decepcionada porque no dia seguinte era sábado e ela não trabalhava nos fins de semana.Ela mandou um áudio explicando o quanto estava triste com isso. Uma risada escapou da minha garganta. Era um contraste enorme com o jeito que ela costumava se sentir em relação aos fins de semana.Toquei







