INICIAR SESIÓN– Chega Kimbe. Estou cansada de perambular por este labirinto vulcânico. Pra que lado que a saída está afinal? – Bara perdia a paciência.
– Concordo com ela Kimbe. Além de eu estar exausto por enfrentar todos esses espectros, você parece ter esquecido qual é o caminho para fora daqui. – completava Nemuru a reclamação.
– Perdão altezas. Mil vezes lhes suplico o perdão. Eu não compreendo! Em todos esses anos vivendo nessas galerias, nunca fiquei desorientado antes. – tentava defender-se Kimbe sem perceber a verdadeira razão por não conseguirem chegar na saída.
Askherone pouco se importava sobre para onde iam, apenas desejava conservar Bara sã e salva do exército negro. Incinerando qualquer um que tentasse se aproximar dela para capturá-la se a Candra não lhes encostasse antes.
– Acho que os escândalos causados pelos espectros acabou bagunçando com o seu senso de direção aqui dentro. Tem alguma ideia de onde realmente estamos agora?
– Pode ser que esteja certa princesa. De fato não estou conseguindo raciocinar direito com tanta dor de cabeça, mas espere... – Kimbe examinava uma sala próxima – Mas que desventura... Seguimos na direção contrária esse tempo todo! – indignava-se ele consigo mesmo.
– E perto do quê que nós estamos Kimbe... – pedia Nemuru cansado.
– Estamos perto do Recinto das Invocações, lugar em que sua mãe se dirigiu e, o caminho mais rápido para a saída mais próxima também...
– Como é? – Bara ficava sem entender.
– A saída mais próxima fica depois dessa área. Mais uma vez, peço que me perdoem.
– Que seja Kimbe! – Nemuru balançava a Candra que, sem que qualquer um se desse conta, a espada perfurava o último espectro que se aproximava furtivamente para pegar o príncipe desprevenido.
– Isso... Foi inesperado. – comentava Bara após o encerrar do torturoso grito – Agora os espectros acabaram, não é?
– Sim. – Kimbe limpava os ouvidos – E ainda estou incrédulo por saber que todos eles já eram.
– Um problema a menos. Por onde vamos agora Kimbe?
– Por aqui. – chamava Kimbe – Como eu disse, o caminho mais rápido para fora agora é atravessando a área em que se encontra a musgravite. Espero que o lugar já esteja limpo.
Bara e Nemuru apenas soltaram um longo suspiro enquanto Askherone revirava os olhos. O grupo já estava exausto de tudo até aquele momento! E apesar de encontrarem cada vez menos obstáculos nos caminhos, eles já estavam fartos de encarar aquelas cavernas e córregos de lava. Onde a branca e pura neve estava afinal?!
Kimbe guiou todos torcendo para que sua travessia fosse o mais tranquila possível, mas assim que começou a ouvir a batalha, teve medo de avançar.
– Parece que não haverá como passarmos sem sermos notados... – comentava Nemuru baixinho.
– IREIS ACABAR COM VOCÊS!!! – eles ouviram o grito.
– É o mestre. – Kimbe se encolhia – Ele deve estar enfrentando sua mãe agora, pela ira.
– Pois eu acho que a Candra está querendo ajuda-la... – comentava Nemuru ao perceber que a espada se aquecia levemente em suas mãos – Vai ver foi a espada que nos arrastou até aqui para por um fim naquele demônio.
– A Candra tem o poder de purificar qualquer coisa, acha mesmo que foi culpa dela ficarmos perambulando aqui dentro esse tempo todo? – cogitava Bara.
– Enquanto esse monstro existir, sua vida estará bem limitada Bara. Se é vontade dessa espada, e provavelmente de Selena também, remover a maldição invocada por sua avó, expurgando aquele mago deste mundo, irei entrar nessa luta para protegê-la sem hesitar.
– Nemuru... – Bara se emocionava.
– Então é melhor se prepararem! Pois pelo o que dá para ouvir, a batalha do mestre se encontra extremamente tensa! – declarou Kimbe, tomando coragem para seguir em frente.
Bara e Nemuru assentiram, também tomando coragem para avançar. Askherone estava focado em apenas fazer guarda à Bara. Os quatro se aproximaram com calma do lugar. Garantindo suas posições como expectadores pelo máximo de tempo possível.
Quando finalmente entraram na sala, a luta estava mesmo complicada. Dark Yami atacava sem piedade aos Reis; os guardas que ainda estavam vivos se escondiam atrás dos corpos dos lacaios que ainda serviam de escudo; Zula tentava dentro do possível, com o reforço adquirido da energia contida na musgravite, manter o campo de força que usava para proteger os aliados até que conseguissem se retirar em segurança, com seus irmãos os resgatando.
Dark Yami podia parecer um velho decrépito, mas ainda era tão vivaz quanto o Mahotsukai. E com o espírito culminado pelo ódio, sua força se mostrava ainda maior do que o desejado. Pois a adrenalina proporcionada pela raiva, compensava o que seria o desgaste etário. Usando de seu cajado hora como espada, e hora como varinha para invocar seus encantamentos mortais.
Os príncipes, que ainda não haviam sido percebidos, tentavam como podiam ocultar suas presenças para evitar uma tragédia indesejada. Enquanto Kimbe e Askherone faziam o possível para conduzir o casal seguramente, Bara e Nemuru observavam a batalha cautelosamente.
Nemuru sentia que Candra desejava encerrar com tudo aquilo o mais rápido possível. Não conseguia acompanhar os movimentos de batalha de sua mãe contra o monstro que lhe atormentara por tantos anos sem suar frio de preocupação. E Bara desejava cada vez mais poder fazer algo em relação a tudo aquilo, além de rezar.
– Pústulas réprobos! Caiam feito as moscas que sois e permaneçam no chão! – esbravejava Dark Yami, enfrentando os Reis.
– O único que cairá aqui é você, demônio! – defendia-se Hilfe – Graças à você, duas Filhas do Luar partiram cedo demais desse mundo, e não permitirei que leve a última também.
– Que estais a dizer senil...? – “divertia-se” Dark Yami (com as palavras de Bara lhe retornando à memória) – Acaso estais a falar de Qamar e Jashte? Chegastes a conhecê-las?
– Uma, ele se refere à Qamar. – Mahotsukai o enfrentava – Mas a outra, era a minha esposa, Mahina. – Dark Yami ficou um pouco mais sério – E foi sua culpa a morte precoce dela. Deixando Bara, a filha que você roubou de mim, órfã de mãe.
– És uma historia interessante... – Dark Yami sorria – Quando recuperar a princesinha ireis questioná-la com mais... proximidade. – provocava o perverso para conseguir vantagem.
O pior, é que a provocação quase funcionou. Se Bara não tivesse gritado, interrompendo o mago de aplicar o seu golpe que teria sido certeiro no Rei, Mahotsukai não teria conseguido escapar por um triz.
– Mas o que temos aqui!... Askherone, meu bom garoto, acabe com esses infames e traga a princesa até mim. – os Reis, de imediato, travaram. Não sabiam ao certo o quanto que aquele dragão poderia ter se tornado confiável agora – Que estais a esperar?! Ande! Obedeças meu comando!
Askherone não se movia. Apenas se mantinha cuidando de Bara. Ele não iria se voltar contra Dark Yami, aquele que lhe cuidou desde o ovo, mas, depois de descobrir todas as mentiras, não lhe atenderia nem mesmo um favor mais.
– Não devia ter contado tantas mentiras para ele, velhote... – provocava Nemuru – Não sei se ele vai te atacar, mas com toda a certeza ele não vai querer te obedecer. – concluiu Nemuru, ajeitando Candra em suas mãos.
– Que espada sois esta? Donde conseguistes tal arma? – questionava Dark Yami ao sentir a emanação mística de Candra, que o irritava ainda mais (se é que era possível tal coisa).
– Uma criação minha e de Selena. – declarava Bara – E graças à ela, todos os seus espectros, estão mortos.
Dark Yami ficou chocado. Os Reis e aliados respiraram com um pouco mais de alívio diante da boa noticia. Kimbe já estava junto de Zula, dando à ela o auxilio necessário.
– Criação da princesa?? Todos os meus espectros mortos?! – Dark Yami não estava aceitando os fatos – E Askherone vais abandonar-me!?...
O dragão apenas se manteve indiferente.
– Admita que essa já é uma guerra perdida Dark Yami. – aconselhava Jõo – Pereça de uma vez e pague por todos os males que já causou, seu crápula!
Se fosse qualquer outra pessoa, por conta de toda a raiva acumulada, haveria um ataque cardíaco. Mas no caso do mago, toda aquela raiva só funcionava como injeções de ânimo para lutar com ainda mais violência. Por muito pouco que Mahotsukai não tinha conseguido proteger Jõo do ataque místico que Dark Yami tentou lançar contra a Rainha!
– ACABAREI COM VOCÊS!!! COM CADA UM DE VOCÊS!!! – enlouquecia Dark Yami.
O maléfico, começou a lançar maldições de morte para todos os lados, sem dar a mínima para quem era ou não atingido. Os Reis foram forçados a se colocarem na defensiva, se unindo aos poucos soldados que Zula protegia.
Askherone rodeava Bara, que era mantida atrás de Nemuru, que tinha a Candra lhe servindo como escudo contra as maldições do mago ensandecido.
Percebendo o cruel o quão ineficaz seus ataques se mostravam contra o príncipe, decidiu avançar contra o jovem na intenção de destruir a espada que tanto lhe prejudicara. Agindo com grande violência e impiedade.
Nemuru lutava como podia contra seu inimigo. Ele ainda sentia os efeitos de ter enfrentado tantos espectros um atrás do outro, mas sabia que se ele cedesse agora, ele perderia muito mais do que gostaria de perder no pior de seus pesadelos.
Tanto Jõo quanto Bara quiseram socorrer Nemuru na batalha, mas ambas estavam sendo impedidas. Askherone fazia o que podia para manter Bara fora da luta, e Mahotsukai fazia Jõo ajudar a colocar os feridos para fora do lugar enquanto ganhavam tempo para armar uma estratégia definitiva contra o inimigo que estava sendo mantido ocupado por Nemuru.
– Alteza, perdoe-me a ousadia, mas o senhor é capaz de criar um vórtice dimensional? – perguntava Kimbe ao Mahotsukai.
– Um vórtice dimensional?! O que tem em mente exatamente? – perguntava Mahotsukai.
– O mestre tem muitos poderes, mas... E se ele for expulso desse mundo? Ele ainda poderá ser uma ameaça para todos?
– Está nos sugerindo manda-lo para um plano em que ficaria preso por sabe-se lá quanto tempo? É isso mesmo que eu entendi, Kimbe? – confirmava Zula.
– Exatamente jovem. Cheguei a cogitar algo do tipo para escapar do mestre antes, mas... Vórtices dimensionais são muito difíceis e complicados para mim. Veja minha aparência! Isso foi resultado de tentar efetuar algo muito além de minhas capacidades. Mas se o Rei-Mago for tão poderoso quanto dizem...
– Sua ideia não é ruim, meu caro. Mas é sem dúvidas algo complicado. O mais importante para se tentar isso Nemuru já está nos fornecendo, tempo. E temos que dar um jeito de garantir ao máximo a segurança dos nossos.
– Se estais preocupado com a princesa, Askherone já está tomando conta. E se o problema for o príncipe, é Candra quem o está velando.
– Aquela espada pode estar sendo extremamente útil, mas ainda é apenas uma arma. Se vocês não vão tentar nada para socorrer o meu menino, abram espaço porque eu vou!
– Você só vai entrar no meio quando eu dizer que é seguro! – declarava Mahotsukai – Porque nós iremos precisar de uma isca com capacidade de defesa para atrair aquele lúbrico para o vórtice, ou seja, você.
– Então é melhor não demorarem demais! – respondeu Jõo com o olhar fixo na batalha do filho.
O casal observava o crepúsculo da janela da torre.– O tempo voou, não é mesmo?... – Bara se recostava no marido.– Realmente. – ele a recolhia – Nem acredito que já faz um mês que você assumiu o lugar de seu pai. E nem no tanto que ele conseguiu viver! Não são muitos os que alcançam os 70 anos atualmente.– Isso só foi possível por minha causa e de Tsuki. Se minha mãe não tivesse sido impedida de me criar, meu pai teria vivido muito mais...– Teria gostado de conhecer minha sogra. A mulher que gerou o mais precioso tesouro de minha vida. – ele lhe roubava um selinho.– Você é sempre um doce. Acha que nossos filhos já superaram a perda do avô? Meu pai foi muito coruja com eles...– Os gêmeos já fizeram 15 anos, a Reinheit está quase fazendo 13 e o Ad
A resposta de Bara foi agraciada com uma imensa e calorosa salva de palmas (se bem que os seus ex-pretendentes pareciam que perderiam os braços de tão sem vontade que aplaudiam), e o sorriso de Nemuru pela resposta de sua amada ia de orelha a orelha.Askherone criou com suas chamas azuladas a figura de um grande coração para cima. Um dos muitos truques que ele desenvolvera com a ajuda de Kimbe, do qual ficara mais amigo, para deslumbrar as tantas crianças que apareciam para brincar com a princesa no castelo. Impressionando os nobres e deixando o ambiente ainda mais formidável.– Senhores! – Mahotsukai tomava a atenção – Vocês não imaginam a alegria que sinto nesse momento. Há entre vocês alguns jovens que me procuraram para fazer esse mesmo pedido à minha filha, mas... Eu pude testemunhar por mim mesmo, tudo o que lhes faltava para que eu lhe cons
As semanas correram, e Dark Yami já se tornou um sonho ruim do passado. Os Montes Korionenshõ se tornaram muito mais brandos com suas nevascas, permitindo a travessia semi-segura deles, pois ainda possuíam seus riscos naturais. E todos os reinos receberam o convite de uma grande festa em Kyuden que pretendia pronunciar uma grande noticia especial.Não foram poucos os curiosos para a tal revelação.Bara partiu com o pai, Acnarepse, Kimbe e Askherone uma semana antes para ajudarem na preparação da noticia, pois o plano era de apresentar Nemuru (acompanhado de Bara) a todos os presentes somente depois da revelação da verdade.– Ainda acho que iria ser mais interessante se eu me revelasse saindo do meio de todos eles do que de um “esconderijo”. – reclamava Nemuru em seu novo quarto.– Do jeito que você fala, até parece que aguardar do meu lado &eac
Passou-se alguns dias. Kimbe ajudou a limpar as cavernas vulcânicas de todos os seres sombrios e também a esvazia-los de tudo. Gemas, mantimentos, equipamentos, tudo foi divido por igual entre os quatro Reis.Esvaziada e limpas as montanhas de Korionenshõ, Mahotsukai convidou Kimbe a viver em Heiwa como um de seus servos, pois, apesar dele ter servido ao seu pior inimigo, reconheceu nele uma preciosa fonte de conhecimento de defesa contra as artes das trevas.De início, Kimbe se sentiu receoso em aceitar tão maravilhosa oferta (pois já se imaginava voltando a mendigar pelos becos sombrios), mas Bara e Nemuru o convenceu a aceitar. Até Askherone se mostrou mais amigável com ele!Sobre Askherone, muitos foram os que se assustaram com o dragão ao vê-lo de imediato. Acnarepse quase desmaiou ao ver o lagarto gigante caminhando lado-a-lado de sua menina! Mas aos poucos, não só Askherone
Assim que Nemuru percebeu que a razão de Askherone ter criado barreiras de chamas em todas as saídas era para impedir que Dark Yami fugisse, saltou do lugar em que estava, com Candra na mão.“De jeito nenhum que esse demônio escapará outra vez!” – pensava ele enquanto se recordava da maneira que o mago costumava abandonar o seu mundo de sonhos, sempre que aparecia.Enquanto aqueles que não estavam responsáveis pelo vórtice se desnorteavam com as chamas de Askherone, Nemuru correu em direção ao mago que citava alguma coisa que o príncipe sabia que ele não podia terminar em hipótese alguma.Seja o que fosse que Dark Yami fazia, de olhos fechados, uma espécie de névoa negra se formava ao seu redor. E essa névoa que o cercava, era facilmente repelida pela Candra.Nemuru, usando cada gota de força que conseguira recup
A situação de Nemuru era complicada. Dark Yami se mostrava um adversário tão implacável quanto a sua mãe! E ainda tinha o extra que ele suportara com os espectros antes de encarar aquela batalha.– Pirralho desprezível, inconveniente, tolo e inútil! Fareis com que te arrependas de colocastes os pés nestas passagens! – ameaçava o mago enquanto o atacava.– Acredite peste, se não tivesse colocado as patas em Bara, nem em pesadelo que eu me aproximava daqui! – declarou Nemuru se defendendo e atacando como podia.– Ínfimo! Lhe dareis a lição de tua vida! Vou acorrentardes e o torturares pelo resto de tua miserável vida! E tudo bem diante dos olhos de tua querida princesinha...– Não permitirei isso nem mesmo sob o meu cadáver. – declarou o príncipe ganhando um novo estimulo com a ameaça.