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56. Epílogo

Author: Tsuki-Hime
last update publish date: 2021-11-09 08:12:30

O casal observava o crepúsculo da janela da torre.

– O tempo voou, não é mesmo?... – Bara se recostava no marido.

– Realmente. – ele a recolhia – Nem acredito que já faz um mês que você assumiu o lugar de seu pai. E nem no tanto que ele conseguiu viver! Não são muitos os que alcançam os 70 anos atualmente.

– Isso só foi possível por minha causa e de Tsuki. Se minha mãe não tivesse sido impedida de me criar, meu pai teria vivido muito mais...

– Teria gostado de conhecer minha sogra. A mulher que gerou o mais precioso tesouro de minha vida. – ele lhe roubava um selinho.

– Você é sempre um doce. Acha que nossos filhos já superaram a perda do avô? Meu pai foi muito coruja com eles...

– Os gêmeos já fizeram 15 anos, a Reinheit está quase fazendo 13 e o Adler 12. Ainda me parecem um pouco tristes por isso, e fico me perguntando se eles sentirão alguma falta da minha mãe...

– A “avó megera”... – um riso escapou dos dois – Ao contrário de meu pai, Jõo realmente os preparam para assumir o lugar ou meu ou dela. Será que nossos filhos compreenderam bem sobre a sucessão da barreira que protege Heiwa?

– Acredito que sim. Todos eles sabem que será a barreira quem elegerá o próximo governante de Heiwa quando a morte resolver lhe guiar para junto de sua mãe. Até hoje eu não me esqueço de como tudo aconteceu.

– Se você não estive com a gente, a Ac nunca que iria conseguir dar conta de nossas crianças...

– Verdade. Fiquei pasmo quando vocês dois começaram a brilhar enquanto você conversava com ele no leito.

– Na hora, pensei que fosse minha habilidade tsuki tentando salva-lo, mas ele me explicou que era a barreira. Ele só teve tempo de me explicar as sensações que eu teria enquanto eu fosse o sustentáculo, o resto, tive de descobrir nas traduções de Zula. A primeira maga oficial de Kyuden...

– E uma das mais poderosas de acordo com o seu falecido pai. E isso porque nós, minha mãe e os Soamri somos os únicos que sabem que ela é uma zaharra!

– A única maga da família até que ela se reúne com os meus pais e os demais parentes dela...

– É. Sabe outra coisa que foi interessante de assistir? Sua coroação.

– Verdade. Muitos imaginavam que quem assumiria o trono era você, e não eu. E praticamente todo mundo ficou boquiaberto ao saber que quem escolhe o Rei, ou Rainha, de Heiwa é a barreira. E nenhuma outra lei é posta como superior a ela, como o sacerdote deixou bem claro para todos.

– Ainda bem que fui eu a receber a sua mão. Lord Kalel foi o único dos seus ex-pretendentes que compareceu a cerimônia, e ele ficou indignado por ser você aquela que tomaria todas as decisões importantes do reino.

– Graças aos céus que me livrei de todos eles! Não quero nem pensar no pesadelo que teria sido a minha vida se eu tivesse me cassado com qualquer um deles! – eles riram novamente.

– Realmente. Nenhum deles era merecedor de uma mulher tão magnifica.

– E um pouco graças a Askherone. Ele se apegou bastante aos nossos filhos, não é mesmo?

– Sem esquecer que ele praticamente triplicou de tamanho desde aquela época até aqui. Seu pai não brincou ao dizer que dragões só paravam de crescer após suas mortes ou se fossem encantados para não crescerem mais.

– É. Kimbe chegou a me perguntar se eu não queria que ele fizesse isso com o Askherone, mas eu expliquei que deixaria que o dragão decidisse se iria querer ser encantado ou não. Quero que Askherone tenha a liberdade que foi impedido de ter ao ser roubado do ninho. Se bem que... Em breve, ele já não conseguirá mais entrar no castelo.

– Tem toda a razão. – eles riam mais uma vez – E francamente, espero que ele queira viver conosco por longos e longos anos. Mesmo que peça para parar de crescer.

– Porque gosta dele ou porque ele reforça a segurança de Heiwa?

– As duas coisas!

Eles riram em divertimento de novo e o sol se despedia finalmente. Os dois se mantiveram abraçados e ainda observando o horizonte. Continuaram assim, em silêncio, por mais um tempo. Até a lua surgir e Bara resolver falar.

– Estive pensando... – Nemuru se atentava – Acho que vou tentar questionar Selena sobre o meu tempo neste mundo...

– Por quê?

– Desde Qamar, nenhuma Filha pôde viver de verdade. Por causa daquela praga. Então... Eu queria saber, se nós conseguimos viver tanto quanto meu pai viveu, ou se nosso tempo de vida é semelhante à maioria das pessoas. Entre 50 e 60 anos.

– Entendo aonde quer chegar. Você... Se importa se eu lhe fizer companhia?

– Nemuru... Desde que nos casamos, você sempre foi o meu porto seguro! Nada me faria mais feliz do que ter sua companhia nessa hora.

– Eu te amo Bara. Te amo mesmo minha querida. – declarava Nemuru acariciando o rosto da esposa.

– Eu também Nemuru. E sinto que a cada dia que passamos juntos, eu te amo um pouquinho mais.

– Pois eu te amo mais a cada minuto que vivo ao seu lado.

Os dois se deram um longo e suave beijo, para se prepararem para dormir depois.

Bara carregava um certo receio em relação à resposta de Selena, caso conseguisse contata-la, porém a presença de seu amado amenizava os seus medos.

Os dois adormeceram juntos e de mãos dadas. Com os dois rezando para conseguirem falar com Selena. Não demorou muito, e os dois se viram naquele grande lago que, depois de conseguirem dar fim a Dark Yami, nunca mais o tinham visitado no mundo dos sonhos (por mais que tivessem tentado).

“O que a angustia minha filha? Tem haver com o falecimento de seu pai ou com o desenvolver magnifico de Tsuki?” – a voz de Selena bradava gentilmente pelo lugar.

– Um pouco dos dois. – Bara começava com Nemuru lhe dando apoio – Selena, me esclareça por favor: quanto tempo uma Filha do Luar consegue viver normalmente?

“Se a Filha não se envolver com perigos mortais; cuidar bem da própria saúde, e viver no amor e na bondade, ela pode viver tanto quanto o seu pai conseguiu viver. Não precisa ter medo da morte minha querida, pois a morte é uma amiga! E que nos ajuda a descobrir as pessoas que são realmente marcantes em nossas vidas. Tenham sido elas pessoas amadas, ou pessoas profundamente desprezadas. Como os seus pais, ou como AQUELE mago.” – respondeu Selena com amabilidade.

– Obrigada Selena. Me sinto mais tranquila agora.

“Viva em paz minha Filha. Estarei sempre a velando, assim como olho por Tsuki e olharei por todas as futuras Filhas do Luar. Como sempre fiz por todas as minhas favorecidas.”

– Agradecemos de coração, Selena. – declarava Nemuru.

Selena não disse mais nada. E o casal ficou só mais cinco minutos mais ou menos naquele lugar.

Despertando os dois sobre a cama de seu quarto, na Kendrada, os dois ainda não tinham sono. Por isso, decidiram por se amarem, como comemoração pela boa notícia.

E esse “amor” durou a noooite toooda...

Até a lua acabou se ocultando entre as nuvens para que o casal tivesse ainda mais privacidade.

Bara e Nemuru só pararam, molhando os lençóis de tão suados, minutos antes da aurora surgir. E como não teriam tempo para dormirem propriamente dito, decidiram apenas que tomariam um revigorante depois que se levantassem, mas agora, eles apenas aproveitariam a presença um do outro.

– Bara, meu amor, você já pensou como que poderia ter sido nossas vidas se minha mãe não tivesse a presenteado com o meu antigo camafeu no seu aniversário? – resolveu questionar Nemuru afagando os cabelos de Bara.

– Infelizmente, não consigo imaginar tal coisa. Porque se ela não tivesse feito isso, eu nunca teria conhecido o amor de minha vida... E você nunca teria conseguido se libertar daquele demônio...

– E você teria sido forçada a deixar este mundo assim que desse à luz a sua primeira menina...

– Nossas vidas aconteceram como tinham de acontecer. Sem falar que se não fosse pela rosa que você me deu no meu aniversário, eu nunca que teria percebido que aquele “sonho”, não era um sonho qualquer.

– Não sei se já te contei, mas eu tive um susto, ao vê-la dentro do meu mundo de sonhos pela primeira vez.

– Não, você não falou. – declarava ela sorrindo – Ao menos, eu não me recordo de já lhe ter ouvido dizendo isso!

– Sempre que me lembro, acabo me sentindo mal pela forma que a tratei naquela noite. Quando o meu “visitante” estava por se anunciar...

– Isso agora é passado. Um passado beeem looonje de nós agora... – e sorria ela carinhosamente para Nemuru ao terminar de falar.

– Você não poderia estar mais certa meu amor. – declarou Nemuru tomando os lábios de Bara depois brevemente.

– Meu maior tesouro é você. Seguidos de nossas crianças, Ac, Askherone, Jõo e todo o povo de Heiwa e Kyuden. Mas... Se for para eu declarar objetos como meus maiores tesouros, estes seriam a herança de minha mãe. As ferramentas do luar. E acima destes, o camafeu e a rosa que nos uniu.

– Você mantem a rosa que lhe dei guardada até hoje, certo. – Bara apenas assentiu em concordância – Eu também considero aquele camafeu e aquela rosa como os maiores tesouros físicos existentes nesse mundo. Porque como você mesma disse, foram eles que permitiu nos unirmos. E não importa a adversidade que tentar se colocar entre nós dois, eu enfrentarei o que for necessário para estar sempre ao seu lado.

– Oh Nemuru... Eu te amo! Meu “Camafeu Coroado”...

– E eu te amo, minha “Rosa do Luar”...

Banhados pelas luzes da aurora que envolvia Heiwa, eles trocavam o mais doce e tenro beijo amoroso. Seguindo com suas vidas entre altos e baixos, mas repletas de paz e amor.

                                                                   Fim.

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Comments (1)
goodnovel comment avatar
Catia Leidens
maravilhosa leitura...️
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