Share

CAPÍTULO 12

last update publish date: 2021-09-09 20:21:11

      “KL”, 15 de janeiro, quinta-feira.

      Acordou às nove horas. Cedo, para não perder o dia de sol. Animado! Apesar da ressaca e da dor de cabeça.

      Achando que a vida merecia, sim, ser vivida.

      Pretendia sair daquele emprego de bosta em breve. Pretendia também vender a casa, a mobília e o carro que o tal de Paulo lhe dera e mudar de cidade. E dane-se o babaca do Luís Gruter! Acreditava que não criaria caso. Só teria que inventar uma história convincente.

      Talvez se tornasse um assassino profissional. Ou → quem sabe? → um grandioso chefão do tráfico. Ou montaria um bar. Serviço honesto. Que tal os dois? Pensaria no assunto com mais cuidado, no futuro.

      Por enquanto → principalmente para não despertar suspeitas → no domingo teria que ir para a patética quitinete e, na segunda, voltar a lavar carros. Era o jeito! Teria que suportar isso por uns dias.

      Tomou um comprimido. Vestiu bermuda jeans → com o calção de banho por baixo → e camisa verde, meia-manga, pois planejara passar o dia na praia. Bebendo. Tomando banho de mar. Sentindo o vento bater em seu rosto. Curtindo uma doce ociosidade.

      Antes, precisava comprar os jornais → estava curioso para saber o que haviam dito sobre os assassinatos → e tomar o desjejum.

      Abriu a porta e sua grade de proteção. Distraído. Sem notar o vulto que se esgueirava por trás.

      Trancou a grade. Estava se virando, com o objetivo de seguir na direção do portão pequeno, quando...

      TRUNK!

      Recebeu a forte pancada na cabeça, como se uma pedra → ou similar → tivesse caído em cima dele.

      Dor! Trevas!

      Desnorteado → sem forças para reagir → desabou ali mesmo.

      Envolvido pelo manto da inconsciência.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • A VINGANÇA DO MORTO   CAPÍTULO 18

    PARTE QUATRO - O FIM DO MISTÉRIO “FT”, 17 de janeiro, sábado. Encontraram-se no restaurante “Hutt Levidt Paladar”, naquela manhã ensolarada. Beijaram-se nas faces. Ocuparam uma mesa discreta, nos fundos do recinto. → Tudo bem? → ela quis saber. → Tudo. → O dia está lindo. → Realmente O sol está maravilhoso. → Vamos almoçar? Comeram lagosta, com arroz, macarrão, salada, feijão e farofa. E vinho branco, como acompanhamento. Em silêncio, cada um imerso em seus próprios pensam

  • A VINGANÇA DO MORTO   CAPÍTULO 17

    “FT”, 16 de janeiro, sexta-feira. Estacionou a BMW a duzentos metros do ginásio. Havia dito para a esposa que precisava resolver um assunto urgente, de trabalho. Ela → acostumada a essas ausências → não questionou nem quis saber do que se tratava. Era uma excelente esposa! Vinte e tantos anos de casamento e continuava compreensiva, fiel e meiga! Fingia, inclusive, ignorar as diversas amantes que arrumava. A mulher perfeita! Olhou o relógio: 23h10min. Saiu da BMW. Usava terno preto, com gravata azul. A pistola se encontrava no coldre axilar, este oculto pelo terno. Adorava usar esse tipo de roupa.

  • A VINGANÇA DO MORTO   CAPÍTULO 16

    “FT”, 16 de janeiro, sexta-feira. Contou tudo! Desde a abordagem pelo contato, o roubo do Corsa, o treinamento, os tiros, o estupro, a fuga, até a chegada na casa, já tarde da noite. → É isso aí → disse, para finalizar a conversa →. É... isso... aí. Cara, preciso de um remédio. Tô com u-uma fodida dor no c-cérebro, entende? O tal de Bruno → após ouvir o bizarro relato → não proferiu uma palavra sequer. Parecia um robô sem alma, como que perdido em sua própria loucura. Guardou o maçarico na maleta e tirou um celular e uma pistola, preta, com silenciador. Destravou a arma. Ergueu a mão armada. Virou-se. → Ca

  • A VINGANÇA DO MORTO   CAPÍTULO 15

    “FT”, 16 de janeiro, sexta-feira. Enquanto isso... Vitorioso! Naquela noite, trancado na biblioteca da mansão → concentrado na elaboração do discurso → sentia-se o mais vitorioso dos homens! Nunca estivera tão satisfeito. Recapitulando os acontecimentos da semana, soubera da morte de Bruno no hotel, às oito da noite da terça-feira. Kleber → gerente de vendas da matriz → lhe dera a notícia. Estava realmente no norte do país. Portanto, bem distante das ações do assassino. Viajara para a cidade de “FT” na manhã do dia seguinte, fingindo estar chocado com o fato. Comparecera ao enterro. Claro!

  • A VINGANÇA DO MORTO   CAPÍTULO 14

    “FT”, 15 de janeiro, quinta-feira. Arregalou os olhos. Viu-se diante de um... “fantasma”??? O sujeito teria entre quarenta e cinco e cinquenta anos. Alto, branco e loiro. Olhos azuis. Cultivava um bigode fino, no estilo dos mexicanos. Apesar do intenso calor, usava um terno preto, com gravata lilás. Na mão direita, uma pasta marrom. → Te matei! → gritou, surpreso → TE MATEI!!! Não pode ser! Não pode ser!!! → Você checou se eu estava realmente morto? → o homem falou e sua voz era extremamente parecida com a do Bruno Handel. → Tu morreu, cara! Puta que pariu!!! O homem depositou a maleta no c

  • A VINGANÇA DO MORTO   CAPÍTULO 13

    PARTE TRÊS - A VINGANÇA DO MORTO “FT”, 15 de janeiro, quinta-feira. Ao despertar, sentiu uma incômoda dor de cabeça. Dor chata! Como se agulhas perfurassem seu cérebro! Tentou se mexer, mas não conseguiu. Percebeu que estava amarrado a uma cadeira de aço → extremamente pesada → de espaldar alto. Cordas poderosas o prendiam por trás. Tentou de desenvencilhar, sem sucesso. → Merda! → vociferou, sem forças. Suava. O suor descia → lentamente → por seu rosto. Calculou ser quase meio-dia, com a temperatura na casa dos trinta e poucos

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status