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Capítulo 12

Author: I. S. S
last update publish date: 2026-09-10 11:51:36

O sol da manhã de São Paulo brilhava implacável entre os arranha-céus de concreto e vidro, filtrando-se pelas cortinas da cobertura com uma claridade ofuscante que contrastava fortemente com a densa nuvem de tensão e perigo que pairava no ar. Nala respirou fundo, sentindo o peso da realidade corporativa desabar sobre seus ombros novamente. Ela calçou um par de tênis de corrida para facilitar a mobilidade, vestiu um vestido de malha leve, prático e neutro, e jogou algumas peças básicas de roupa
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  • A intocável (Entre segredos e desejos)    Capítulo 12

    O sol da manhã de São Paulo brilhava implacável entre os arranha-céus de concreto e vidro, filtrando-se pelas cortinas da cobertura com uma claridade ofuscante que contrastava fortemente com a densa nuvem de tensão e perigo que pairava no ar. Nala respirou fundo, sentindo o peso da realidade corporativa desabar sobre seus ombros novamente. Ela calçou um par de tênis de corrida para facilitar a mobilidade, vestiu um vestido de malha leve, prático e neutro, e jogou algumas peças básicas de roupa e itens de higiene em uma mochila preta, junto com seu notebook de alta performance e os HDs criptografados de segurança da Alencar Tech. — Isso é um exagero completamente desproporcional, Breno, e você sabe disso — ela reclamou com firmeza, enquanto caminhavam a passos rápidos pelos corredores de serviço da cobertura em direção ao elevador privativo de carga que os levaria direto à garagem subterrânea. — É apenas um ataque de ransomware comum disparado por sindicatos virtuais de extorsão. Minha

  • A intocável (Entre segredos e desejos)    Capítulo 11

    Na manhã seguinte, a imensa cobertura de luxo estava mergulhada em um silêncio denso, pesado e quase palpável, que parecia guardar os ecos de tudo o que havia explodido entre eles nas últimas horas. Nala acordou sentindo cada músculo do corpo dolorido, pesado de uma exaustão que misturava a ressaca física daquela paixão avassaladora com a ressaca emocional de ter derrubado todas as muralhas que levara a vida inteira para construir. No entanto, pela primeira vez em meses de insônia crônica e noites dedicadas exclusivamente ao trabalho, a sua mente não estava ocupada com relatórios financeiros de última hora, projeções de mercado ou estratégias frias de expansão corporativa. Estava completamente ocupada pela imagem imponente de Breno, pelo jeito bruto e ao mesmo tempo protetor com que ele a segurava na penumbra, como se ela fosse a única coisa que realmente importava naquele mundo cão. Ela se espreguiçou lentamente sob os lençóis de algodão egípcio, sentindo o calor residual da presença

  • A intocável (Entre segredos e desejos)    Capítulo 10

    A luz implacável e fria da manhã invadiu o quarto espaçoso através das frestas das cortinas automatizadas, revelando o lado esquerdo da cama completamente vazio, amarrotado e frio. Breno já havia saído dali há horas, deixando para trás apenas o rastro inconfundível de seu perfume amadeirado misturado ao calor de sua presença recente. Para Nala, aquele vazio repentino funcionou como um alívio imediato — ou pelo menos foi exatamente isso que ela tentou repetir dezenas de vezes para si mesma enquanto organizava os pensamentos caóticos e tentava colocar a cabeça no lugar após uma noite de total perda de controle. O que tinha acontecido nas últimas horas naquelas quatro paredes não passou de uma descarga absurda de tensão, adrenalina e estresse corporativo acumulado, um ponto fora da curva, um acidente de percurso puramente físico que não mudaria absolutamente em nada a estrutura de sua vida blindada, sua independência inegociável ou suas prioridades de bilionária. Decidida a retomar o con

  • A intocável (Entre segredos e desejos)    Capítulo 9

    O silêncio do quarto fechado e blindado era sufocante, denso o suficiente para cortar com uma faca, mas nada no mundo se comparava ao calor insuportável e febril que consumia o corpo de Nala por dentro. Deitada sozinha na cama grande e espaçosa, vestindo apenas aquele baby-doll de seda preta que agora parecia pesar toneladas sobre a sua pele queimando, ela tinha a imagem de Breno gravada a ferro e fogo na memória recente. Os ombros largos e imponentes cobertos de cicatrizes de guerra, os pingos de água gelada escorrendo lentamente pelo abdômen trancado em gomos, a toalha branca frouxa na cintura e o volume descarado e marcante sob o tecido úmido formavam um filme mental repetitivo que fazia sua cabeça girar em um turbilhão de loucura. Sem os modelos de aluguel frios, superficiais e descartáveis que costumava usar no passado apenas para apagar o fogo físico e manter as aparências de uma vida controlada, ela percebeu de repente, com um pavor sutil, que estava completamente nua, vulneráv

  • A intocável (Entre segredos e desejos)    Capítulo 8

    Nas semanas seguintes, a rotina dentro e fora da empresa entrou em um ritmo de calmaria aparente, uma trégua frágil que mais parecia a calmaria que antecede tempestades devastadoras. Nala, decidida a provar para si mesma e para qualquer vestígio de fraqueza que ainda habitasse sua mente que tinha o controle absoluto de suas próprias emoções, cortou totalmente o contato com a agência de modelos de alto luxo e parou de procurar qualquer tipo de distração noturna efêmera. Ela queria provar que conseguia viver perfeitamente bem sem aquele alívio físico rápido e, acima de tudo, queria testar a paciência de ferro de Breno, impondo uma convivência que fosse estritamente profissional, mecânica e fria. Aos poucos, conforme as auditorias de segurança avançavam com sucesso absoluto sob a liderança firme da Titan Security e as ameaças anônimas direcionadas aos servidores da Alencar Tech diminuíam drasticamente — fruto de uma varredura rigorosa que eliminou brechas de rede —, a escolta implacável

  • A intocável (Entre segredos e desejos)    Capítulo 7

    A luz da manhã que cortava as frestas das persianas automatizadas da cobertura não trazia calor, mas sim a sensação fria de uma lâmina raspando na consciência de Nala. Sentada à mesa de vidro temperado da sala de jantar, ela empurrava distraidamente um pedaço de fruta de um lado para o outro no prato de porcelana importada, incapaz de engolir qualquer bocado. A dor de cabeça latejante não vinha de excesso de álcool ou de uma noite mal dormida comum, mas sim do peso esmagador de sua própria hipocrisia recém-descoberta. Ela repassava mentalmente cada segundo da noite anterior, lembrando-se do som abafado, dos gemidos que escaparam sem permissão, da porta do quarto que estava propositalmente — ou talvez subconscientemente — apenas encostada. E, embora não houvesse provas materiais definitivas de que Breno estivesse ouvindo cada suspiro na hora exata do seu clímax, a lembrança do olhar pesado, da postura rígida e do sorriso cínico que ele ostentava na entrada da empresa fazia o estômago d

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