INICIAR SESIÓNMichael Beckham
Não tenho como escapar da dor que senti ao me afastar do meu irmão daquele jeito, mas se não fosse pela Yven, ou pelo meu próprio casamento a alguns meses atrás, sem dúvida, eu estaria sofrendo muito até hoje.
Sempre que eu ficava sozinho, ficava pensando no que motivou meu irmão a fazer aquilo comigo, com a família que eu estava ganhando e até mesmo com os nossos pais.
Não posso dizer que não me sinto traído por ele, mas estou muito aliviado que sua recuperação tenha sido positiva apesar de quase morrer.
Foi muito difícil dizer a ele que preciso de um tempo para perdoá-lo, pois só pelo fato de vê-lo respirando, para mim já é uma grande bênção, mas com certeza aqueles dias terríveis irão passar em minhas memórias por um tempo e não sei se isso quer dizer que eu não o perdoei realmente, em minhas lembranças, tudo volta como uma neblina dolorosa.
Gregori me ligando desesperado.
Eu e a Yven tentando escapar por entre os corredores.
Yven segurando em minha camisa antes do tiro.
O meu desespero quando falei que a amava.
Entrei na Suv sentindo lágrimas em meus olhos, aquelas lembranças ainda me abalam profundamente e secando os vestígios, entrei no carro e consegui respirar fundo.
— Falou com ele?
Levantei meu rosto e vi Gregori perguntar através do retrovisor, e confirmando, murmurei:
— Falei, mas não foi o suficiente.
E confirmando com um gesto, Gregori responde.
— Tudo isso vai passar, rapaz, fique tranquilo.
Eu confirmei com um aceno, enquanto olhava nosso carro se afastar do hospital, do meu irmão.
Lembro-me dos dias em que Yven esteve ao meu lado depois que nos casamos, nos momentos em que minhas lembranças me atormentavam com todas as forças, no momento em que eu lembrava exatamente quando pensei que fosse morrer nos braços da mulher que amo.
Sem dúvida, se não fosse pelo seu apoio, paciência e carinho, com certeza não estaria como estou hoje, psicologicamente.
Logo que cheguei em casa, fui recepcionado pela minha linda esposa, com um largo sorriso em seu rosto, ela me abraçou e me deu um beijo, enquanto a envolvi em meus braços e a puxei para mim, enfiando meu rosto entre seu pescoço e cabelos.
— Amor.
Ela murmurou quando demorei mais tempo que o normal naquela posição.
— Como foi?
Eu soltei um suspiro, sentindo que com ela eu poderia me abrir totalmente, sabendo que ela não me julgaria.
— Ele pediu perdão.
Me puxando para o sofá, Yven se acomodou ao meu lado e segurou em minha mão.
— E como foi? O que você sentiu?
Eu abaixei meu rosto para minhas mãos e respondi.
— Não fiz o certo, mas fiz o que eu achei necessário naquele momento.
Confirmando com a cabeça, Yven se aproxima de mim, levanta meu rosto em sua direção e responde.
— Eu não sei como é ter um irmão, mas eu sei que pelo amor que une você e sua família, com certeza tudo isso será deixado para trás, espere um tempo.
Eu confirmei com a cabeça e puxei minha esposa para meus braços e a abracei, grato por tê-la em minha vida, Yven havia se tornado tão necessária para mim, como se fosse meu ar e saber que tenho seu apoio, torna tudo mais fácil.
Anthony Beckham. Com os olhos fechados, Marcelly estremeceu com meu toque, sua pele arrepiada demonstrava o quanto ela estava entregue a mim, mas fui à beira da loucura quando ela murmurou com a voz rouca em uma súplica. — Por favor! Minha atenção desceu até suas pernas que estavam sendo apertadas de uma forma que eu sabia claramente que Marcelly estava com tesão e tocando seu peito, abaixei o bojo do sutiã e tomei um seio na minha boca, seus bicos estavam duros, envolvendo o outro seio entre meus dedos, beijei o corpo de Marcelly devagar, como se estivesse degustando cada parte e num movimento rápido a joguei para trás e surpresa ela caiu de costas com um grito. Me aproximando devagar, beijei sua boca e murmurei. — Vou te fazer implorar para ser minha. Lambi seu lábio e desci para seu pescoço, onde mordisquei a pele sensível e sussurrei. — Será seu castigo por não falar que é minha por vontade própria. Comecei a descer por entre suas coxas, causando arrepios por onde
Anthony Beckham Depois que nos casamos, eu e Marcelly não tivemos um momento de paz. Sempre havia compromissos, ensaios, ou então uma missão que ela precisava fazer, apesar de ter uma família, Marcelly não quis largar o emprego, mesmo sabendo que não depende dele para viver, mas ainda assim, me orgulho dela por saber que quer continuar vivendo independentemente, e o fato de ela também trabalhar fora, em nenhum momento nos causou transtorno com a Antonella, apesar de estarmos sempre cansados. Frequentemente, tento ajudá-la em tudo, para que ela não se sobrecarregue e por isso, estive focado em tirar dois dias de folga para nós. Sendo arrancado dos meus pensamentos, sinto meu celular vibrar em meu bolso e olhando o mostrador, vejo que é meu irmão ligando, pois eu contei a ele e a minha cunhada que ia fazer uma surpresa para Marcelly e eles se ofereceram para cuidar da minha filha para que eu e Marcelly pudéssemos aproveitar uma noite agradável. Eles inventaram a desculpa de que
A verdade é que eu não estava triste, mas ainda assim, não estava me sentindo bem com aquela notícia e talvez Anthony tenha razão, talvez eu tivesse esperança de que meu pai um dia pudesse me amar e me dar o que nunca me deu, engolindo em seco fui para o corredor quando Anthony murmura. — Amor… Eu me virei para ele, o encarei, ele se levantou e se aproximou de mim. — Ainda tenho algo a falar. Eu havia me esquecido disso, então voltei a me aproximar, dessa vez ele estava com uma expressão ansiosa em seu rosto, de imediato, vi seus olhos umedecendo até que ele falou. — Casa comigo? Ele me abraçou com muito carinho. — Eu não consigo mais parar de pensar que você ainda não é a minha senhora Beckham, apesar de ser primitivo, eu quero que você seja minha por inteiro. Eu me emocionei com suas palavras, sabia que Anthony era verdadeiro em tudo o que me dizia, sabia que ele sentia exatamente o que eu sentia, pois eu queria ser dele por inteira, e senti lágrimas molha
Marcelly Benett Apesar de não estarmos casados, Anthony pediu para que eu morasse com ele por um tempo, pois falta pouco para sua formatura, ele quer retornar para New York e exercer seu trabalho como pediatra lá mesmo e quando isso acontecer, já quer ficar num cantinho só nosso. Nossa vida junto está sendo muito bem planejada, consegui passar a minha gestação sem problema, e Antonella nasceu saudável, ela é uma bebezinha adorável e bochechuda. Minha bebê já tem 2 anos e está andando por todos os lados, e aprontando todas desde cedo, acredito que tenha puxado um pouco o lado do papai, que vive incentivando-a a explorar tudo a interação dos dois está sendo incrível. Lembro-me que um dos meus maiores medos era que Anthony me deixasse no meio da gestação ou quando tudo ficasse difícil, mas me provando o contrário, meu namorido está sendo perfeito para mim e nossa bebê. Sentada no sofá enquanto observava Antonella dormir, comecei a lembrar do dia em que entrei em trabalho de parto,
Marcelly Bennett Já faz 3 semanas que eu vim para a Itália dar a notícia da gravidez para Anthony e de lá para cá, muitas coisas aconteceram, mas sinto que finalmente estamos nos dando bem de verdade. Nossos dias estão se resumindo entre, transar, comer e treinar, apesar de estar grávida, continuo treinando, obviamente com um personal especializado, mas não abri mão dos treinos. Essa semana Anthony foi convidado por uma grife italiana a fazer alguns ensaios no período da noite, então ele está trabalhando em dobro e por isso estou ficando mais tempo sozinha, mas sei que é por bons motivos, apesar de não precisar com urgência, Anthony está se dedicando muito ao trabalho, diz que quer dar o melhor para nosso bebê e isso sempre me deixa com um sorriso enorme e muito bobo nos lábios. Acariciando minha barriga de 3 meses, desligo o fogão, pois estava preparando um jantar leve para que Anthony pudesse comer quando chegasse em casa, e vou para o quarto, resolvi tomar um banho e me deitar
Marcelly Bennett — Não entre nessa paranoia, Marcelly! Dessa vez uma terceira voz surge, virando a cabeça para trás, encontrei Anthony a pouco menos de um metro de mim, com uma expressão séria em seu lindo rosto, demonstrando que havia escutado boa parte do que eu havia dito. Nesse instante, fiquei em silêncio, nervosa de repente com o que conversaríamos a partir de agora, pois ele me pegou num momento em que a adrenalina e a fúria já não existiam em mim e me pegando de surpresa, ouço-o perguntar enquanto andava o suficiente para ficar frente a frente comigo, mas numa tentativa de fugir daquela conversa, olhei para meu telefone para falar com a Yven, mas vejo que ela já havia desligado. — Em uma escala de zero a dez, qual seria o grau da sua fúria comigo? Eu ouvi isso e olhei para Anthony, que estava com uma expressão neutra no rosto, seus olhos brilhavam enquanto aguardava uma resposta e mordendo o lábio, pensei em uma resposta e disse enquanto largava o celular na poltr







