LOGINEle finalmente se vira de costas e pede desculpas de várias maneiras, enquanto eu não sei se tento me cobrir com as mãos, se pego minhas roupas na cama ou volto para o banheiro. Opto pela terceira opção o mais rápido que eu consigo fazer. Entro e me fecho no banheiro novamente e fecho meus olhos encostada a porta.
Mas que droga foi essa que foi acontecer? Eu quero sumir agora ou no mínimo morrer. Eu tento respirar fundo para ver se a vergonha instalada em meu corpo e rosto vai embora,mas eu sei que ela vai permanecer aqui pra sempre e sempre. Não acredito nisso. Eu respiro fundo algumas vezes para tentar me acalmar e só então percebo o silêncio que se instalou no quarto. Talvez ele tenha saído,não que isso vá resolver alguma coisa,mas já seria bom eu poder me vestir e me trancar em meu quarto pra sempre,minha mãe vai entender e achar que é uma fase,os pais sempre acham isso. Encosto meu ouvido a porta e escuto mais um pouco,quando finalmente acho que ele saiu mesmo,ele b**e na porta,até me afasto pelo susto que levo. Ele pergunta: __Você está bem? Nossa! Que voz gostosa é essa? Que ideia é essa minha gosta de observar isso no meio de toda essa confusão? Não sei,mas meu cérebro quer ficar nisso. Só então me lembro novamente da pergunta que ele me fez. É claro que eu não estou bem. Mas decido dizer da melhor forma que consigo sem gaguejar: __Sim. Mas mesmo assim minha voz sai trêmula de um jeito que eu não esperava e ele diz: __Eu sinto muito,eu não queria...Bem...Isso que aconteceu...Eu...Sinto muito,sinto muito mesmo. É bom saber que ele também está meio nervoso assim como eu,mas eu digo: __Tudo bem. Mesmo que não seja verdade. Ele pergunta: __Você quer que eu saia pra você se trocar? Eu... Eu não vou mandar ele sair do seu próprio quarto e nem tenho coragem pra dizer isso, então peço: __Não. Só me entrega as roupas que estão em cima cama,por favor? Ele diz: __Claro. Segundos depois ele diz: __Aqui. Eu entre abro a porta devagar e coloco apenas meu rosto e a mão direita para fora para pegar as roupas,mas meus olhos vão para o seu rosto e nossa, ele é realmente bem gato,de uma forma que eu não esperava achar,não mesmo. Ele tenta sorrir,mas ele está meio sem graça assim como eu estou. Isso definitivamente não devia ter acontecido. Eu abaixo meus olhos, corto o contato visual e fecho a porta depois de pegar minhas roupas de suas mãos. Ainda bem que não tinha nenhum sutiã ou eu morreria de vergonha. Minha camiseta preta do Rage Against The Machine dispensa o uso disso,na verdade eu nem preciso,nem tenho peito como eu sempre digo. Não no sentido literal da palavra,mas é que são bem pequenos e pouco notáveis, eu diria. Ainda bem que minha cabeça divaga em momentos inapropriados como esse,isso geralmente não é bom porque parece que eu estou voando e encarando o nada,mas pelo menos me afasta dos constrangimentos do momento,o problema é que me traz de volta o que também não é a parte boa disso. Droga Chloe,volta pra realidade! Respiro fundo mais uma vez, porque já acabei de me vestir, agora tenho que sair e vê-lo de novo o que vai ser bem constrangedor. Não sei onde vou encontrar coragem para fazer isso,mas vou ter que encontrar. Segundos depois eu saio devagar e fecho a porta atrás de mim tentando fazer a parte de ter que encarar ele novamente demorar bastante de acontecer ,quando olho para ele que ainda está parado lá e me olhando de volta tenho a sensação de querer voltar para dentro do banheiro e me trancar lá mais uma vez. Ele passa a mão no pescoço e tenta sorrir,eu acompanho seus gestos adoráveis,ele não devia fazer isso,porque o torna muito atraente e interessante de olhar,noto também que ele tem um sorriso bem sexy,mesmo que meio constrangido assim. Ele então diz: __Eu quero realmente me desculpar pelo o que houve. Eu o encaro e ele me olha como se estivesse me vendo como eu estava minutos atrás, sem quase nenhuma roupa, eu fico vermelha na hora e ele continua: __Eu não sabia que você havia chegado Chloe. Ava não me disse que você estava aqui e bem...Sem roupa, no meu quarto. Ele está mesmo querendo se desculpar ou me matar de constrangimento? Porque se fosse a primeira opção eu não estaria com meu rosto queimando de vergonha agora. Eu gosto que ele saiba meu nome e quem eu sou, no entanto. Ele percebe o que acabou de dizer e tenta se redimir de alguma forma: __Me desculpe de novo. Acho minha voz e digo: __Tudo bem, eu que devo me desculpar,eu não devia estar aqui. Eu abaixo meu olhos, porque essa frase é bem mais real pra mim e faz muito sentido quando dita em voz alta dessa forma, eu não devia estar aqui de jeito nenhum, não queria mesmo estar incomodando ninguém. Ele passa a mão no pescoço mais uma vez perdendo meu olhar nele enquanto faz isso e eu acompanho esse simples movimento meio hipnótico, porque o quase sorriso está lá de novo me fazendo olhar e encarar sua boca. Ele diz: __Não é verdade. Eu olho para ele que completa: __Estávamos ansiosos pela sua chegada. Aliás,sou John. Ele me estende a mão que eu seguro sem muita firmeza e ele diz: __Podemos esquecer o que aconteceu aqui? Eu o encaro e ele completa: __Eu realmente não saberia como explicar isso pra sua mãe. Ele tem aquele sorriso agora,mas é um pouco diferente e eu gosto desse mais do que o outro e digo: __Tudo bem. Eu tenho um sorriso mais firme agora que ilumina um pouco mais o dele e eu descubro que gosto mais desse sorriso do que do anterior. Eu estou realmente numa enrascada,porque só agora percebo que vou ter que dividir o teto com esse senhor tentação aqui em minha frente.Ele me ergue, me fazendo ficar sentada na mesa, melhor assim porque ele agora pode ficar entre minhas pernas e eu posso sentir o quanto ele está duro enquanto me beija dessa forma meio desesperada como eu também estou fazendo. Senti saudades de tudo isso, agora que percebo que ficar sem John por muito tempo me causa abstinência, não consigo entender nem por um segundo como consegui ficar tantos dias sem ter ele em meus braços me segurando e me beijando dessa forma. Tento não deixar meus pensamentos irem para longe assim, mas é impossível não fazer isso quando estou tendo as melhores sensações da minha vida, como sempre proporcionadas por ele. mesmo ainda perdida em pensamentos e em seu beijo e a sensações do seu toque em mim, sinto então ele me deitando devagar sobre a mesa enquanto ainda me beija, estou mais do que preparada para qualquer coisa quando ele se afasta um instante e me olha assim, nos encaramos um instante. Eu fico pensando no quanto sou dependente da presença dele e
Parece que tudo está começando do zero outra vez. Não consigo mesmo entender o que o John pretende com tudo isso. Se ele queria voltar com a minha mãe, pra quê fez aquilo tudo comigo ou por que me prometeu que queria ficar comigo? Eu não quero chorar, não quero chorar, mas acabo chorando. Desde que me mudei pra cá tem sido tão difícil pra mim, porque tenho sentido tantas coisas que eu nunca imaginei sentir e tudo de uma só vez, isso está acabando comigo, John está acabando comigo. Tenho que encontrar uma oportunidade de dizer isso a ele, ou vou morrer sufocada. Estou cansada das mentiras, das promessas, disso tudo. Não quero de maneira alguma que isso atrapalhe a melhora da minha mãe, então por enquanto vou fingir que está tudo bem, que a presença do John aqui não está me afetando, vou fingir até mesmo pra ele. ...Queria que ele parasse de me olhar pelo canto do olho, enquanto estamos no jardim e Misha tenta se erguer do chão com ajuda das mãos da minha mãe e ela sorri. Olho pra e
Eu estou sentada na recepção tamborilando meus dedos sobre minhas pernas e esperando que John volte com alguma novidade sobre o estado de saúde da minha mãe. Ela teve uma overdose de medicamentos como o doutor nos explicou um tempo depois que chegamos ao hospital. Eles disseram que ela já estava um pouco melhor do que quando a trouxeram para cá e que já estavam fazendo os procedimentos necessários para esse tipo de caso e que ela estava reagindo bem.Já tem umas duas horas que estamos aqui esperando e finalmente chamaram John outra vez para nos deixar informados de como ela se encontra. Alguns minutos depois ele volta,eu já fico em alerta e me levanto,ele diz:__Tudo bem,pode se sentar e ficar calma. Ela vai ficar bem,não há sinais de que ela possa ficar com alguma sequela.Eu apenas respiro fundo e digo:__Ai meu Deus,que ótimo.John continua:__Mas ela ainda vai ter que passar a noite aqui e talvez a liberem amanha se ela apresentar melhora.John continua:__Daqui a pouco vão libera
Fiquei a tarde toda de ontem pensando no que o John me disse. Estamos à mesa do café da manhã ,minha mãe não parece tão disposta quanto ontem, mas depois de terminarmos ela segue para o trabalho no banco.Aproveito esse momento para ir até o seu quarto e procurar por algum medicamento do tipo que o John falou, em algumas gavetas e no armário do banheiro. Não encontro nada mais do que aspirinas e alguns antibióticos. Talvez ele esteja se preocupando à toa. Ele me disse que depois que falou pra ela que era melhor deixar as coisas como estão, ela não tocou mais no assunto,porém eles ainda estão se falando. É ruim cair de para-quedas no meio de uma relação assim, mas eu achei que eles não iriam ficar tão próximos quando tudo terminasse entre eles. Mas também não posso ser tão egoísta e não querer que ele seja amigo dela e a ajude no que quer que seja que ela esteja passando, porque eu tentei perguntar alguma coisa e ela desconversou.Estamos saindo do cinema, eu, Callie e mais alguns col
Minha mãe volta uns minutos depois e ainda estou sentada na cadeira da mesa da cozinha pensando em tudo o que aconteceu hoje mais cedo e também desde que cheguei aqui. Ela volta animada e diz que vai preparar algo especial para o nosso jantar hoje.Ela coloca Misha na cadeira e ele sorri pra mim que começo a brincar novamente com ele enquanto pergunto a ela:__Você tem algum convidado especial?Ela sorri e pensa um pouco, depois diz:__Não. Só estou um pouco animada hoje, só isso.Apenas digo:__Tudo bem então.Queria não achar que isso tem a ver com visita do John, mas algo me diz que tem sim. Ficamos conversando por um tempo. Depois de uns minutos eu subo as escadas em direção ao meu quarto. Estou escrevendo meus poemas quando chega uma mensagem da Callie."Fazendo o que?"Respondo:"Nada"Ela questiona:"Quer sair hoje?""Vamos ao shopping com os garotos"Apenas respondo:"Quem sabe mais tarde :)"Ela então diz:"Qualquer coisa me fala"Mais uma vez respondo:"Okay"Encaro meu tele
Estamos de volta pra casa e meu sorriso enorme mais uma vez com certeza denuncia minha felicidade. John me olha e sorri também. Mas minutos depois e eu começo a viajar em meus pensamentos outra vez. Então eu digo:__E agora? O que a gente faz?John me olha por uns segundos, morde os lábios, ele com certeza sabe a que me refiro, nós dois. Ele passa a mão na nuca por um instante, em seguida diz olhando para o caminho a frente:__Bem,talvez a gente devesse esperar um pouco antes de dizer a Ava. Eu penso mais um pouco. Ele continua:__Ela tem uma tendência a não reagir bem quando as coisas não funcionam do jeito dela. Eu não sei muito bem do que ele está falando, pois fiquei muito tempo longe dela. Então questiono:__Como assim?Ele diz:__Quando ela fica sobrecarregada de trabalhos e não consegue resolver,quando alguma coisa não dá certo. Ela fica um pouco emocionalmente instável, ela dizia que eu costumava tirar ela dessas fases, mas ela também costumava tomar alguns remédios, segundo







