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Capítulo 58

Author: EllenRoza
last update publish date: 2026-10-28 23:29:36

Os dias que se seguiram ao término foram sufocantes. Eu não pronunciei uma única palavra nem para August e nem para Oliver a respeito daquela manhã confusa no apartamento do irmão dele. No ambiente corporativo da Global Corp, vesti a minha melhor armadura: tornei-me o epítome do profissionalismo gélido, respondendo aos e-mails de Oliver com recato, mantendo o tom estritamente formal e evitando qualquer contato visual que pudesse trair as memórias recentes que ainda queimavam sob a minha pele.
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  • Apaixonada pelo meu chefe   Capítulo 59

    Assim que fechei a porta atrás de Oliver e o vi caminhar de volta para o carro, cruzei os braços e deixei escapar um suspiro longo, denso e profundamente aliviado. Ter o mantido ali, sob o mesmo teto, exigira de mim um esforço monumental. Eu havia me esforçado ao limite para suportar a distância, o silêncio, a culpa e tudo o que, de maneira irrevogável, nos separava. Vê-lo ir embora era a confirmação dolorosa de que a nossa história havia chegado ao fim, mas também a única forma de começar a respirar de novo. Passei boa parte daquele sábado visitando casas e apartamentos para alugar. O problema, contudo, já não era a falta de recursos, afinal, o dinheiro guardado para o casamento que nunca aconteceria estava lá, intacto e pronto para ser usado. O verdadeiro obstáculo era emocional: nenhum dos imóveis que visitei parecia um "lar". Nenhum deles tinha a alma ou o aconchego daquela casa que Oliver havia me dado, onde fui feliz por um breve instante, mas onde eu já não podia mais perma

  • Apaixonada pelo meu chefe   Capítulo 58

    Os dias que se seguiram ao término foram sufocantes. Eu não pronunciei uma única palavra nem para August e nem para Oliver a respeito daquela manhã confusa no apartamento do irmão dele. No ambiente corporativo da Global Corp, vesti a minha melhor armadura: tornei-me o epítome do profissionalismo gélido, respondendo aos e-mails de Oliver com recato, mantendo o tom estritamente formal e evitando qualquer contato visual que pudesse trair as memórias recentes que ainda queimavam sob a minha pele. Trabalhando em piloto automático, dei-me conta de uma verdade melancólica, mas incontestável: o nosso relacionamento já estava fadado ao fracasso desde o primeiro segundo. Oliver era o CEO da empresa, um homem preso a obrigações monumentais, carregando nos ombros o fardo quase insuportável de cuidar de uma garota com traumas profundos e crises psiquiátricas graves. A nossa história nunca teve espaço real para respirar. Quando o fim de semana finalmente chegou, fiquei em casa. Perdi a conta

  • Apaixonada pelo meu chefe   Capítulo 57

    Eu poderia ter dito qualquer coisa. Tinha mil explicações na ponta da língua, frases que poderiam ter saído antes mesmo que o silêncio se tornasse insuportável. Mas quando abri a porta e me deparei com Oliver parado ali, meu corpo simplesmente congelou. Ele me encarou com um olhar denso, confuso e terrivelmente desconfiado. Seus olhos desceram da minha fisionomia desfeita para a camisa larga de botões que eu vestia, que claramente não era minha, e depois avançaram pelo corredor, alcançando August, que continuava parado na cozinha, vestindo apenas a cueca boxer. O cenário era uma condenação perfeita, sem direito a recurso. E tudo o que fiz foi me manter calada, paralisada no batente, como se minha mudez fosse uma confissão velada de qualquer absurdo que estivesse se passando pela cabeça dele. Oliver foi o primeiro a interromper aquele suspense sufocante. Ele deu um passo para trás no corredor do prédio, ajeitando a gola do sobretudo com uma frieza cortante. — Pelo visto... eu v

  • Apaixonada pelo meu chefe   Capítulo 56

    A claridade da manhã invadiu o ambiente rasgando a minha cabeça como se fossem estilhaços de vidro. Piscar exigia um esforço titânico, e a sensação de secura na boca era quase insuportável. Demorei alguns segundos para conseguir mapear o lugar onde eu estava. O teto não era o do meu quarto, e o cheiro nos lençóis definitivamente não era o meu. Mexi-me com cuidado e percebi que estava deitada na cama do apartamento de August. A última lembrança clara que eu tinha da noite anterior era de estarmos sentados no pub, de o uísque ter descido rápido demais após o susto de ver Max, e daquela sensação de pavor misturada com o meu término com Oliver. A partir dali, a memória era um borrão absoluto. Nós havíamos tomado mais doses, rido de coisas sem sentido, chamado um táxi... e, bom, o resto parecia ter sido apagado por completo da minha mente. Joguei o cobertor para o lado aos tropeços, sentindo o estômago revirar. August dormia profundamente ao meu lado, espalhado no colchão com um ro

  • Apaixonada pelo meu chefe   Capítulo 55

    O olhar de Max parecia cravado em mim como um espinho incômodo. Ele não piscava, sustentando uma fixação sombria que fez cada pelo do meu braço se arrepioar. A atmosfera descontraída que estávamos tentando construir no pub evaporou no mesmo segundo, dando lugar a um ar pesado, denso e desconfortável. August, percebendo a mudança súbita na minha postura e o modo como o meu corpo congelara na mesa, acompanhou a direção dos meus olhos. Quando ele identificou a figura parada perto do balcão, seus ombros enrijeceram no mesmo instante. — É o seu ex-namorado, certo? — perguntou ele em um tom baixo, a voz subitamente dura. Ele inclinou o corpo na minha direção, cobrindo minha mão sobre a mesa. — Você quer ir embora daqui? A gente pode sair agora mesmo se você se sentir desconfortável. Balancei a cabeça devagar, engolindo em seco e me recusando a demonstrar qualquer fraqueza visual. — Não precisa. Ele não vai fazer nada... Não aqui — murmurei, tentando manter a voz o mais firme possí

  • Apaixonada pelo meu chefe   Capítulo 54

    A frase de Oliver continuou ecoando no ar, pesada e gélida, mas a minha voz simplesmente sumiu. Minha garganta travou de um jeito tão absoluto que nem mesmo um suspiro conseguiu passar por ela. Não formulei uma única palavra, não pedi explicações, não chorei. Apenas dei dois passos para trás, puxei a maçaneta com os dedos trêmulos e saí do escritório, fechando a porta de madeira escura em silêncio. Caminhei até a minha estação de trabalho como um autômato. O peito queimava com um choro represado que ameaçava me sufocar a qualquer segundo, mas o ambiente de trabalho, os passos dos funcionários e a presença de Andy na mesa da sala ao lado foram o freio que me impediu de desmoronar ali mesmo. Engoli o choro, limpei a garganta e fiz a única coisa que me restava para não enlouquecer: trabalhei. Puxei os relatórios, respondi e-mails e organizei arquivos com uma precisão cirúrgica e fria, fingindo para mim mesma que o meu mundo não tinha acabado de ruir. Durante todo o restante do expe

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