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Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
Author: Camila Duarte

Capítulo 1

Author: Camila Duarte
Emilly descobriu que seu marido, Mateus, a estava traindo.

Ele a traía com uma estudante universitária.

Hoje era o aniversário de Mateus. Emilly havia preparado uma mesa repleta de pratos especiais logo pela manhã. Nesse momento, o celular de Mateus, esquecido em casa, começou a tocar. Ao verificar a tela, Emilly viu uma mensagem enviada pela estudante universitária.

[Me machuquei pegando o bolo. Está doendo.]

Abaixo, havia uma foto anexada.

A imagem não mostrava o rosto da garota, apenas suas pernas.

Ela usava meias brancas até os joelhos, sapatinhos pretos de bico arredondado e um vestido azul e branco de universitária, ligeiramente erguido, revelando um par de pernas longas e bem torneadas, de beleza inegável.

Seus joelhos claros estavam avermelhados pelo impacto. O frescor juvenil de seu corpo, combinado com as palavras manhosas, exalava uma tentação proibida.

Diziam que, quando os presidentes bem-sucedidos escolhiam amantes, essa era a "categoria" favorita deles.

Emilly segurou o celular com força, seus dedos empalidecendo de tanta tensão.

A estudante universitária enviou outra mensagem.

[Presidente Mateus, nos encontramos no Hotel Estrela do Mar. Hoje à noite, quero celebrar seu aniversário.]

Hoje era o aniversário de Mateus. E sua amante queria comemorar com ele.

Sem hesitar, Emilly pegou sua bolsa e foi direto para o Hotel Estrela do Mar.

Ela precisava ver com seus próprios olhos.

Precisava saber quem era essa estudante universitária!

...

Quando chegou ao Hotel Estrela do Mar, Emilly tentou entrar.

Mas, naquele instante, avistou seus pais, Carlos e Maria Oliveira. Surpresa, se aproximou deles.

— Pai, mãe, o que estão fazendo aqui?

Carlos e Maria trocaram um olhar rápido, hesitantes, antes de responder:

— Emilly, sua irmã voltou do exterior. Viemos trazê-la aqui.

Monique?

Através da brilhante vidraça do hotel, Emilly viu Monique lá dentro. Naquele instante, ficou paralisada.

Monique usava exatamente o mesmo vestido azul e branco da estudante universitária da foto.

Então, a estudante universitária era, na verdade, sua irmã, Monique.

Monique sempre fora uma mulher estonteante, conhecida como a Rosa Vermelha de Rio dos Cedros. Além disso, possuía as pernas mais lindas da cidade, capazes de fazer inúmeros homens se ajoelharem por ela.

E agora, sua querida irmã estava usando essas mesmas pernas para seduzir seu próprio cunhado.

Emilly achou aquilo ridículo. Se virou para encarar Carlos e Maria.

— Então eu sou a última a saber?

Carlos pigarreou, desconfortável.

— Emilly, o presidente Mateus nunca gostou de você.

Maria acrescentou:

— Isso mesmo, Emilly. Você sabe quantas mulheres em Rio dos Cedros sonham com o presidente Mateus? Se ele tem que estar com alguém, é melhor que seja sua irmã do que qualquer outra.

Os punhos de Emilly se fecharam com força.

— Pai, mãe, eu também sou filha de vocês!

Ela se virou para ir embora.

De repente, Maria chamou por ela:

— Emilly, me diga... o presidente Mateus já encostou em você?

Os passos de Emilly vacilaram.

Carlos foi direto ao ponto:

— Emilly, não pense que estamos te devendo algo. No passado, Mateus e Monique eram considerados o casal perfeito. Mas, depois que Mateus sofreu aquele acidente de carro e entrou em coma, fizemos com que você se casasse no lugar dela.

Maria a observou de cima a baixo, com desdém.

— Emilly, olhe para si mesma. Nestes três anos de casamento, você não passou de uma dona de casa dedicada, enquanto Monique se tornou a primeira-bailarina. O cisne branco e o patinho feio... como você pode competir com Monique? Entregue logo o presidente Mateus de volta para ela!

As palavras cortaram Emilly como lâminas afiadas. Com os olhos marejados, ela se afastou.

...

Emilly voltou para a mansão. Já era noite.

Ela deu um dia de folga para Cíntia, a empregada, então a casa estava vazia, escura e silenciosa.

Se sentou sozinha à mesa de jantar no escuro.

A comida estava fria. O bolo que ela mesma havia preparado ainda estava ali.

No topo do bolo, as palavras escritas: [Feliz aniversário, meu amor.]

A cena parecia um insulto.

Assim como ela mesma, tudo ali parecia uma piada.

Mateus e Monique sempre foram vistos como o casal perfeito. Todos sabiam que Monique, a Rosa Vermelha, era o verdadeiro amor de Mateus.

Mas três anos atrás, um acidente inesperado o deixou em coma... e Monique simplesmente desapareceu.

Quando a família Araújo a trouxe de volta do interior, forçaram-na a se casar no lugar de Monique com Mateus, que estava em estado vegetativo.

Ao descobrir que era Mateus, o homem que ela sempre amou, aceitou o casamento de bom grado.

Nos três anos seguintes, Mateus permaneceu em coma. Durante todo esse tempo, Emilly se dedicou inteiramente a cuidar dele. Nunca saía, não tinha vida social, se focava apenas em seu tratamento, vivendo como uma esposa devota cujo mundo girava em torno do marido. No fim, foi graças a ela que ele despertou.

Emilly pegou um isqueiro e acendeu as velas.

À luz fraca, viu seu reflexo no espelho à frente: uma dona de casa. O vestido preto e branco, sempre discreto e antiquado, sem charme algum.

Enquanto isso, nesses mesmos três anos, Monique se tornou a primeira-bailarina. Jovem, vibrante, deslumbrante.

Ela era o patinho feio.

Monique era o cisne branco.

E agora, Mateus, depois de despertar, voltou para o cisne branco, descartando sem hesitação o patinho feio.

Três anos de dedicação, e tudo não passava de uma ilusão que só ela mesma valorizava.

Mateus nunca a amou. Mas ela, sim, o amava.

Dizem que, em um relacionamento, quem se apaixona primeiro já está fadado a perder.

Hoje, Mateus fez questão de destruí-la completamente.

Os olhos de Emilly ficaram marejados. Ela apagou as velas.

A mansão mergulhou novamente na escuridão absoluta.

Foi então que dois fachos de luz intensos romperam a noite lá fora.

O Rolls-Royce de Mateus avançou em alta velocidade e parou no gramado.

Os cílios de Emilly tremularam. Ele voltou.

Ela achava que ele nem voltaria para casa esta noite.

Logo, a porta principal da mansão se abriu.

Uma silhueta alta e imponente entrou, envolta no frescor da noite.

Mateus estava de volta.

A família Costa sempre foi uma das mais nobres de Rio dos Cedros. Como herdeiro do clã, Mateus demonstrou um talento excepcional para os negócios desde pequeno. Aos 16 anos, já havia obtido um duplo mestrado em Harvard. Mais tarde, abriu sua primeira empresa em Wall Street, conquistando um sucesso avassalador. Ao retornar ao país, assumiu oficialmente o Grupo Costa, se tornando o homem mais rico de Rio dos Cedros.

Mateus entrou na sala com passos firmes e elegantes. Sua voz grave e magnética carregava um tom de indiferença.

— Por que não acendeu as luzes?

Ele estendeu a mão e acendeu o lustre da parede.

A iluminação intensa fez Emilly fechar os olhos por um instante. Quando os reabriu, olhou para Mateus.

Ele vestia um terno preto feito sob medida, sua figura impecável irradiava charme e nobreza. O porte naturalmente frio e altivo o tornava o protagonista dos sonhos de muitas mulheres da alta sociedade.

Emilly o observou.

— Hoje é seu aniversário.

O rosto esculpido de Mateus não demonstrou nenhuma emoção. Ele lançou um olhar casual para a mesa de jantar e disse, sem o menor interesse:

— Da próxima vez, não perca seu tempo. Não ligo para essas coisas.

Emilly sorriu levemente e perguntou:

— Você não liga para isso, ou simplesmente não quer passar seu aniversário comigo?

Mateus a encarou, mas seu olhar era frio e distante, como se ela não merecesse nem um segundo de atenção.

— Pense como quiser. — Dito isso, subiu as escadas sem hesitar.

Ele sempre foi assim com ela.

Não importava o que ela fizesse, nunca conseguia aquecer o coração dele.

Emilly se levantou e observou as costas largas e indiferentes do homem.

— Hoje é seu aniversário. Quero te dar um presente.

Mateus não parou nem olhou para trás.

— Não preciso.

Emilly sorriu. Seus lábios vermelhos se curvaram devagar.

— Mateus, vamos nos divorciar.

Mateus já tinha um pé no primeiro degrau da escada quando, de repente, parou.

Ele se virou, e seus olhos negros e profundos se fixaram intensamente nela.
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