เข้าสู่ระบบDepois que as crianças saíram para a escola, Emir foi até o escritório e pediu ao assistente que buscasse Soraya. Sentou-se em sua cadeira e ficou pensando em tudo o que acontecera no dia anterior.Pensou em Maya.Ela não tinha nada a ver com a decisão que estava tomando. Os problemas entre ele e Soraya já existiam muito antes de Maya aparecer. Soraya havia sido avisada. Ele apenas enxergava algumas coisas com mais clareza agora, como a saúde mental dos filhos e a formação do caráter deles.Quando a porta se abriu, sentiu o perfume entrar antes dela. Levantou as sobrancelhas.Soraya estava impecavelmente arrumada.“Temos uma festa e eu não sabia?”, pensou, mas não disse nada.— Emir, eu sei que errei. Hum... mas estamos há tantos anos juntos. Foi um acidente, eu não tive culpa.— Onde você deveria estar?— Eu?— Sim. Naquele dia, onde era para você estar?— Em casa, eu sei. Mas você é meu marido. Nunca nos proibiu de sair.— Não antes. Mas você tinha uma ordem e a quebrou. Seu seguran
Emir deixou o hospital. Maya ficou com a enfermeira, que queria dar comida em sua boca.— Tire o soro, por favor, apenas para que eu possa comer.A mulher assentiu, desconectou o soro, e Maya aproveitou para se ajeitar melhor na cama.Comeu sem dizer nada. Nem sabia muito bem o que estava comendo. Sua cabeça ainda estava no que acontecera pouco antes.“Por Alá, ninguém pode saber.”Seus olhos grandes às vezes caíam sobre a enfermeira. Maya a analisava, tentando descobrir se ela havia visto ou suspeitado de alguma coisa, mas a mulher parecia não saber de nada.Mesmo assim, ela não conseguia ter paz.“Emir, olhe o que você fez. Bagunçou minha vida e foi embora como se nada tivesse acontecido.”Ficou brava.Emir dirigia sozinho. Atrás dele, dois carros com os seguranças. No silêncio da noite, com apenas alguns poucos faróis pelo caminho, sua mente voltou ao quarto do hospital.Sorriu, tocando o próprio lábio.Loucura o que tinha acabado de fazer.E se Maya gritasse? Se pedisse ajuda? Se
Emir se afastou apenas o suficiente para Maya respirar. Quando ele lhe deu espaço, ela abriu os lábios e respirou rapidamente. Abriu os olhos e o encarou, os cílios tremendo.Ele sorriu.— Não vou pedir desculpas por isso. Eu quis, eu fiz.Ela não respondeu. Sentiu como se sua alma estivesse deixando o corpo. Emir, que vira suas bochechas vermelhas pouco antes do beijo, agora via a frágil Maya parecer ainda mais frágil. Ela ficou pálida, os olhos pesaram, e a mão que o empurrava perdeu a força e escorregou por seu braço.Ele se afastou.— Maya? — chamou, preocupado.Apertou o botão de pânico e, ao ouvir passos, afastou-se da cama. Ainda sentia a mão dela em seu braço e o frio dos pequenos lábios nos seus.Um médico e uma enfermeira entraram.— O que houve?— Ela estava normal. De repente, ficou pálida e apagou.— Queda de pressão — disse a enfermeira enquanto aferia.O médico ajustou o soro. A enfermeira saiu apressada e voltou com uma seringa, cujo conteúdo injetou no soro.— É grave
Emir olhou para o filho tão pequeno. Queria lhe dar uma lição e agora se surpreendia ao perceber que o menino estava sofrendo, achando que, por sua culpa, deixaria alguém órfão.— Não se atormente. Ela não vai morrer.— Como sabe?— O segurança já a trouxe para o hospital.— E quanto à minha mãe?— Está em casa. Você também irá para lá. O segurança já está esperando.Enquanto isso, no quarto de Maya, Youssef a olhava preocupado.— Estou bem.— O que aconteceu?— Nada demais. Apenas uma criança entrou na frente do carro, eu vi e a protegi.— Você podia ter morrido.— Não exagere. O carro não estava tão veloz. E eu o deixaria morrer? Você deixaria?— Só temos você. E se algo acontece...— Você tem medo de perder sua mãe? — Maya perguntou com um olhar travesso.— Claro que sim.Youssef estava envergonhado e aflito como um menino.— Vá para casa. Amine e as crianças precisam de você, devem estar preocupados. Pegue seus irmãos mais velhos na escola.— E você vai ficar aqui sozinha?— Hum..
Emir deixou Soraya para trás. O garoto ainda lançou à mãe um último olhar, mas não pediu por misericórdia.Emir dirigiu até um distrito distante. Amim começou a olhar pela janela. Crianças descalças brincavam na rua, outras ajudavam idosos, empurravam carrinhos de mão e carregavam tijolos.— Vê, Amim? Homens ruins transformam riquezas em miséria e sofrimento.O garoto continuou olhando pela janela.— Acha que, se eu trocasse você por qualquer um daqueles garotos ali, eles diriam o que você me disse pela manhã? Diriam o que você disse à pequena Esra?Amim permaneceu em silêncio.— A vida já não foi difícil para Esra? Ela mal conheceu o pai. O que você ganhou dizendo aquilo para ela?Por fim, o garoto olhou para o pai, com os olhos úmidos.— Minha mãe...— Diga-me, Amim: sua mãe está correta?— Não — respondeu, com a voz baixa.— Este é o filho que eu conheço. Meu Amim não tem esse tipo de atitude rude e egoísta.Emir soltou o ar e dirigiu para fora do distrito.— Eu ia levar você até a
O filho sorriu. Emir viu lágrimas em seus olhos, mas ele as segurou.— Vou falar com Amim agora.No caminho, enquanto seguia para o quarto onde Amim estaria, Emir olhou pela casa. Encontrou uma das filhas no quarto e bateu à porta.— Pai? — ela disse, assustada.— Oi. Está tudo bem?— Está, sim.— Se precisar de algo, pode vir falar comigo.— Está tudo bem, pai.— Mesmo?Emir entrou e abriu os braços. Ela veio correndo. Tinha a mesma idade de Yassi.A menina o abraçou e chorou.— O que foi?— Não é nada, só... — ela disse, secando as lágrimas.Emir ficou olhando para ela.— Me sinto sozinha.— Não tem amigas?— Sou filha do Emir. Às vezes, essa posição é cruel.— É mesmo? Eu achei que dava vantagens.— O senhor viu as notícias hoje de manhã?— Vi, sim. E eu só queria ir à feira. — Emir riu.— Talvez alguém que não se importe com seu status... Assim como Samir e Youssef são amigos. Os irmãos deles estão na escola. Yassi tem sua idade.— Eu sei. Ela está na minha turma, mas não se entur







