تسجيل الدخول— Já que eu aceitei jogar com você, então vou acrescentar mais uma regra. — Continuou Fabiano.Ivone olhou para aquele homem que lidava com negócios há tantos anos:— Que regra?— Depois que um de nós responder, o outro decide se ficou satisfeito ou não. Se estiver satisfeito, bebe uma taça. Se não estiver, não bebe. E, já que essas três chances de beber são tão preciosas, em vez de um gole, cada vez a gente bebe uma garrafa inteira.Enquanto falava, ele abriu outra garrafa e encheu as taças dos dois quase até a borda.— Fechado. — Ivone concordou sem hesitar.Ela sabia que aguentava três garrafas.— Você começa. — Disse Ivone, lançando um rápido olhar para Fabiano, enquanto os dedos pegavam, quase sem pensar, duas castanhas-de-caju e levavam à boca.Ela tinha que admitir: as castanhas estavam muito bem feitas.Fabiano se recostou na cadeira de vime e, com um tom calmo, perguntou devagar:— Se eu e o Davi caíssemos na água ao mesmo tempo, quem você salvaria?O movimento de mastigar de
Ivone terminou de falar, e Fabiano, sentado à sua frente, respondeu com toda a calma:— Está bem.Mas, depois de concordar, ele permaneceu olhando para ela com um olhar carregado de significados e perguntou, em voz grave:— Você não disse que, para você, eu não tenho nenhuma credibilidade? Por que ainda quer jogar isso comigo?— Então você vai mentir para mim? — Ivone sustentou o olhar dele, sem recuar nem um milímetro.O olhar de Fabiano escureceu:— Eu não vou.Ivone não acreditou totalmente nessas palavras. Mas, se ele respondesse, ela confiava em si mesma para distinguir o que era verdade e o que não era. Largou o garfo e a faca, levantou-se e disse:— Certo. Daqui a uma hora, nos encontramos na varanda.Fabiano acompanhou com os olhos as costas dela sumindo pela porta da sala de jantar. Só então pousou os talheres lentamente e se levantou, caminhando em direção à cozinha.O chef e as empregadas levaram um susto ao vê-lo entrar:— Senhor, houve algum problema com a comida?Eles hav
— Seu pervertido!Fabiano olhou para Ivone parada na porta do banheiro, com a camisola curta demais para esconder o rubor que se espalhava por todo o corpo. Até as pontas dos dedos dos pés dela pareciam mais rosadas. Ele se abaixou, pegou a camisola caída no chão com a mesma calma de sempre e a jogou de volta no lixo.— Coisa que você não quer, você não joga no chão. — Fabiano falou, com expressão tranquila. — Você está com fome?Ivone ignorou completamente a pergunta. Virou-se e foi até a pia. Levantou a mão direita e a aproximou do nariz, ao mesmo tempo em que abria a torneira com a mão esquerda.A voz clara e grave de Fabiano soou atrás dela, como um aviso:— Eu já lavei tudo.Se ele tivesse ficado calado, ainda passaria. Mas bastou ele abrir a boca para Ivone sentir de novo o cheiro na memória. Furiosa, Ivone deu um chute na porta do banheiro, fechando-a na cara dele e bloqueando sua visão do lado de fora.Ivone abriu o armário à esquerda. Sua mão se esticou automaticamente para a
A lua atrás das nuvens tinha desaparecido do céu. O quarto estava completamente escuro.Os braços de Fabiano se fecharam ainda mais, apertando Ivone com força contra o peito. Ele enterrou o rosto na curva do pescoço dela e pousou um beijo leve no ponto em que a artéria pulsava sob a pele.Tão leve que Ivone, em sono profundo, não sentiu nada. Antes de dormir, ela tinha tomado banho. No closet, os pijamas eram todas camisolas, e a que ela tinha escolhido vestia justo, no tamanho certo e no comprimento adequado.Só que, do jeito que Fabiano a segurava, as duas alcinhas finas tinham escorregado dos ombros delicados dela e parado na altura dos braços.Quando os olhos dele se acostumaram ao breu, Fabiano afastou o rosto do pescoço dela. Um perfume suave, hipnótico, invadiu o ar e entrou pelos pulmões dele.Ele baixou um pouco a cabeça, e a ponta do nariz encostou naquele seio incrivelmente macio e liso. Com o movimento inconsciente de Ivone, que virou de lado durante o sono, a mesma maciez
— Me põe no chão!Os olhos de Ivone estavam cheios de rejeição e nojo. O corpo inteiro dela rejeitava o toque dele, e a mente dela também.Os braços de Fabiano ficaram tensos, rígidos, apertando-a ainda mais contra o peito. Ele enfiou o rosto no colo dela e respirou fundo, ofegante:— O que você quer como prêmio?— Você me solta! — Ivone gritou, cheia de raiva.De repente, Fabiano, ainda com o rosto enterrado entre os seios dela, soltou uma risada baixa:— Esse prêmio serve.Fabiano fez menção de soltá-la, mas Ivone se irritou ainda mais:— Fabiano, você está querendo me enrolar, é isso?O sol já estava se pondo. A luz alaranjada escorria pelo horizonte do mar e tingia o chão da ilha. Nuvens em tons de rosa e dourado se espalhavam pelo céu.Fabiano levantou o rosto. O rosto bonito dele parecia coberto por uma camada de âmbar. Ele colocou Ivone de volta no chão e a fitou com um olhar escuro e profundo:— O que você quer?Ivone não hesitou. Parecia que já tinha decidido aquilo antes mesm
O vento levantou a ponta da gravata que cobria os olhos de Fabiano.Ivone não tirou os olhos daquele pedaço de tecido que balançava de um lado para o outro. O coração dela acompanhava o movimento, subindo e descendo sem parar. Antes, quando foi a vez dela, Ivone quase não tinha sentido pressão. Agora, com Fabiano só com cinco tiros restantes, ela se pegou prendendo a respiração sem perceber.Fabiano mal tinha começado a levantar a mão quando Ivone, que estava sentada na cadeira, se levantou de súbito.No fim, ele apenas trocou de mão e passou a segurar a arma com a esquerda, num gesto calmo.Ivone piscou, surpresa. Ela se lembrou de que Fabiano era ambidestro. Ele usava as duas mãos com a mesma habilidade, embora, no dia a dia, ele quase sempre usasse mais a direita. Ela quase tinha esquecido disso.Quando Fabiano ouviu o barulho dela se mexendo e percebeu como a respiração dela tinha ficado mais rápida depois de segurar o ar, o canto da boca dele subiu levemente. No exato instante em







