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CAPÍTULO 20

Penulis: JODERYMA TORRES
last update Tanggal publikasi: 2021-09-06 21:56:05

      Cidade de “MJ”, 17 de janeiro, sexta-feira.

      Sozinho!

      A dificuldade de respirar aumentava.

      Em delírio → com o cérebro atrofiado → já não sentia mais nada, não via mais nada, não pensava em mais nada.

      Sentiu o tenebroso manto da morte se acercando... o tétrico manto do verdugo negro... realizando um reconhecimento... analisando as possibilidades... cheirando seu corpo... cutucando sua alma... lambendo seu espírito... num frenesi alucinado!!!

      E não tinha forças para lutar contra ele!

      Seria o fim? O fim... o fim... o fim...

      As dores no estômago aumentaram! Urinou novamente. As feridas na pele se multiplicaram. Os lábios sangravam. Não conseguia mais enxergar. Nem respirar!

      Iria morrer???

      Com os olhos dilacerados, não viu o vulto que se aproximou, assim que a Ana saiu. Não sentiu o olhar de choque que ele lançou sobre seu corpo. E muito menos notou quando ele efetivou algumas ligações.

      Cidade de “MJ”, 17 de janeiro, sexta-feira.

      De repente, ouviu o motor de um carro! Um carro?!? Na verdade, pareciam vários carros, que se aproximavam.

      Seria o retorno daquela maluca?

      Vultos!

      Cercaram o local onde se encontrava.

      Notou, então, que a cruz passou a se mexer!

      Por quê?

      Tentavam tirar a cruz do buraco?!?

      No minuto seguinte, viu-se deitado no chão. Deitado! Alguém tirava os pregos de seus pés e mãos. Sentiu dor, mas não conseguiu gritar. Apenas gemeu baixinho, já sem controle.

      Deram-lhe água. Sua garganta ardeu, quando líquido passou por ali, rumo ao interior de seu corpo. Ardeu, mas foi bom!

      → Está me ouvindo, Macto?

      Não conseguiu identificar quem falava com ele.

      → Caso encerrado. Resista! Você vai escapar dessa! 

      → Por favor, afaste-se. Precisamos levá-lo. → Outra voz.

      → Boa sorte, parceiro!

      Colocaram um aparelho sobre seu rosto. Percebeu que havia saído da cruz. Estava, agora, numa espécie de maca. Seria a salvação? Estaria escapando do verdugo negro?

      Tentou abrir os olhos, mas as dores o impediram.

      Desmaiou.

      Cidade de “FT”, 17 de janeiro, sexta-feira.

      Onde estava?

      Por que a escuridão?

      Ligeira dor nas mãos e nos pés.

      Seu rosto coberto. Nada via.

      Não conseguia se mexer!

      Imergiu em sonolência.

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