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Capítulo 4

Penulis: Deep ink
last update Tanggal publikasi: 2026-08-31 18:28:42

Seduzindo o Alfa

Roman~

No instante em que Azalea escancarou aquela porta, eu deveria ter parado.

Mas não parei.

Continuei fodendo com mais força a mulher curvada sobre a minha mesa, os olhos cravados na única fêmea que já tinha conseguido se infiltrar sob a minha pele.

Azalea permaneceu paralisada no batente da porta com aquelas roupas novas e coladas, a personificação do pecado e da vingança em uma pessoa só. Os seios dela subiam e desciam depressa sob a blusa preta. As coxas estavam bem apertadas uma contra a outra.

O aroma dela, pungente de choque e denso com uma excitação indesejada, inundou meu escritório e fez meu sangue ferver ainda mais.

Enrolei a mão nos cabelos da mulher sobre a mesa, afundando nela com estocadas fundas e punitivas, o estalo de nossos corpos ecoando pelas paredes. Cada investida era direcionada à mulher que me assistia. Eu queria que Azalea sentisse. Queria que ela lembrasse da sensação de me ter enterrado dentro dela há duas noites. De como a buceta dela tinha apertado meu nó, como se nunca mais quisesse soltar.

Ela não correu.

Ela não desviou o olhar.

As bochechas dela coraram intensamente. Os lábios ficaram ligeiramente entreabertos. Observei os mamilos dela endurecerem contra o tecido da blusa e senti meu pau pulsar com dor dentro do corpo quente e sem significado embaixo de mim. Aquilo já não era mais prazer. Era algo muito mais sombrio. Algo que eu não conseguia nomear e nem fazia questão de tentar.

Gozei com um rosnado grave, os quadris se chocando com violência enquanto eu me esvaziava, sem desviar os olhos dos de Azalea por um segundo sequer. A mulher embaixo de mim estremeceu e gemeu, mas ela poderia muito bem ser um fantasma. A única coisa que importava era a Beta de pé na minha porta, tremendo com emoções que tentava disfarçar a todo custo.

Puxei meu corpo para fora, fechei o zíper da calça e despachei a mulher com um gesto indiferente da mão.

— Saia.

Ela se apressou para recolher as roupas e passou rápido por Azalea, a porta estalando ao se fechar atrás dela. Um silêncio pesado caiu entre nós.

Azalea continuava ali, punhos cerrados ao lado do corpo, a respiração descompassada. O conjunto novo desenhava cada curva que eu não tinha o menor direito de reparar. A saia lápis caía com perfeição, abraçando os quadris dela. A blusa revelava o suficiente para torturar. Ela parecia poderosa, mas estava completamente destruída por dentro.

Contornei a mesa devagar, deliciando-me com a raiva e o desejo misturados em seu rosto enquanto parava a poucos passos dela. Perto o suficiente para sentir o cheiro de como estava molhada. Perto o suficiente para enxergar o conflito violento por trás daquele olhar.

— Gostou do show? — Minha voz saiu rouca, sem que essa fosse a intenção. — Ou ver meu pau enterrado fundo em outra fez você lembrar de como ele esticava essa sua buceta apertada?

O rosto dela queimou em humilhação e em algo ainda mais ardente. Ela ergueu o queixo, tentando se agarrar à fúria que eu sentia emanar dela em ondas.

— Você é doente — sussurrou ela, mas a voz falhou.

Olhei-a de cima a baixo, o maxilar travado, lutando contra cada instinto que berrava para eu agarrá-la, prensá-la contra a parede e lembrá-la exatamente com quem estava lidando.

As lembranças daquela noite não paravam de surgir: o jeito como ela gemia e se desfazia, mesmo dopada; a forma como o corpo dela me acolheu com tanta perfeição. Empurrei tudo para o fundo da mente, onde essas memórias deveriam ficar.

— Você invadiu o meu escritório sem bater — falei. — Vestida desse jeito. Depois de tudo o que aconteceu. O que você esperava encontrar, Azalea?

Ela engoliu em seco. Acompanhei o movimento da garganta dela, minhas mãos ardendo de vontade de agarrar aquela pele. De sentir se ela queimava tão quente quanto parecia.

— Vim trabalhar — respondeu, mas as palavras soaram fracas até para os próprios ouvidos dela.

Dei mais um passo, impondo minha altura sobre ela.

— Então trabalhe. E da próxima vez que entrar aqui sem pedir licença, esteja preparada para o que pode ver. Ou para o que eu posso fazer.

Ela girou nos calcanhares e saiu em passos firmes, mas notei o tremor sutil em suas pernas. O modo como apertava as coxas ao caminhar. A porta se fechou com um baque seco, deixando-me a sós com o silêncio sufocante.

Soltei um grunhido e desferi um soco contra a mesa no segundo em que ela sumiu. A madeira estalou alto sob o impacto.

Porra.

Que merda eu estava fazendo?

Passei quatro anos sufocando cada impulso sombrio que nutria por ela. Quatro anos assistindo-a pertencer a Timothy enquanto eu bancava o Alfa leal. E agora ela estava aqui: rejeitada, enfurecida e se jogando no meu caminho como se quisesse colocar fogo em nós dois.

Que caralho eu estava fazendo?

Fui até a janela e encarei a floresta escura e o desfiladeiro lá embaixo, sob uma chuva torrencial. A traição de Timothy queimava como veneno no meu estômago. O jeito como ele me usou. A facilidade com que a descartou.

Pelo sangue dos meus antepassados, ele e Christy pagariam caro por isso. Eu cuidaria pessoalmente de cada detalhe.

Mas Azalea era o verdadeiro problema.

Ela estava despedaçada. Eu via a dor nos olhos dela, no esforço que fazia para camuflar tudo atrás da raiva. E, em vez de dar espaço, eu a empurrava contra o limite. Provocando-a. Usando outra mulher bem na cara dela como se fosse algum tipo de punição retorcida.

Servi uma dose de uísque e bebi devagar, sem que o calor do líquido acalmasse a tormenta no meu peito.

Ela achava que eu tinha armado tudo. Achava que eu era o vilão da história. Talvez fosse melhor assim. Mais seguro. Se soubesse a verdade — o tempo em que a desejei, a quantidade de noites em que lutei contra a vontade de tomar para mim o que não me pertencia —, ela fugiria correndo.

Ou, pior ainda, usaria isso como arma contra mim.

Pousei o copo e cerrei os dentes.

Que pense o que quiser. Que venha para cima de mim com essa fúria e essas roupas coladas. Eu manteria o controle. Eu precisava manter. Porque se eu me descontrolasse de novo, se eu a tomasse do jeito que realmente desejava...

Não haveria volta.

Para nenhum de nós dois.

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