LOGINA Surrogate Particular do Alfa Rosalith~Eu acordei com a camisa dele ainda pressionada contra a bochecha, e por um tempo, o mundo pareceu quieto. A dor inquieta que me tinha levado pelo corredor na noite anterior estava mais suave, quase gerenciável. Eu mantive os olhos fechados e respirei o cheiro desbotado que ainda grudava no tecido. Ele acomodou algo profundo no peito, do mesmo jeito que tinha quando eu finalmente adormeci segurando-o.Então o resto da manhã chegou.A calma começou a se afinar quase assim que eu abri os olhos, fazendo o estômago dar uma volta baixa e infeliz. Eu me sentei devagar, a camisa ainda nas mãos, e esperei a onda de náusea decidir se ficaria leve ou pioraria. Ficou leve, mas a pesadez nos membros e a sensação estranha e esticada sob a pele me lembraram que nada sobre meu corpo pertencia só a mim mais.Eu olhei para a camisa; escura, macia do uso, a gola levemente amassada onde eu a tinha apertado. A memória de como eu a tinha conseguido subiu sem permi
A Surrogada Privada do AlfaGunnar~A quarta batida veio mais forte do que as anteriores. Eu abri a porta e a mão erguida dela quase atingiu o meu rosto. A Rosalith estava no corredor de roupas de dormir, pés descalços, cabelo com mechas prateadas ligeiramente desordenado, olhos demasiado brilhantes mesmo na luz baixa. Por um segundo nenhum de nós se moveu.“Por que você está aqui?”Ela não respondeu. O olhar dela desceu para o meu peito nu, depois saltou por mim para dentro do quarto. Antes que eu pudesse me afastar ou fechar a porta ela entrou. Eu me virei para seguir o movimento, já sentindo a primeira borda de irritação. Ela foi direto ao closet aberto, puxou uma das minhas camisas de um cabide e a trouxe ao rosto. Ela inalou profundamente, os olhos se fechando como se o tecido em si pudesse acalmar algo inquieto dentro dela.Ninguém entrava nos meus quartos privados sem convite. Nem a equipe. Nem o Caspian. Certamente não uma mulher sob contrato. A visão dela de pé ali com a minh
A Surrogate Particular do Alfa Rosalith~Eu acordei já inquieta. Você sabe aquele tipo de inquietação que vive sob a pele e se recusa a ser racionalizada. Os comprimidos anti-náusea tinham tirado a ponta do vômito, mas deixaram todo o resto intocado. Meus pensamentos não ficavam num só lugar. Meu corpo sentia calor demais, depois frio demais, depois simplesmente faminto por algo que eu continuava tentando não pensar. Eu fiquei quieta por um longo tempo ouvindo o silêncio do apartamento e os sons distantes da casa principal, esperando que o sentimento passasse se eu desse silêncio o bastante.Não passou.Até meados da manhã a inquietação tinha se acomodado num puxão constante. Eu me movia da cama para a janela, da janela para a pequena área de estar, depois de volta de novo. Cada cheiro no apartamento sentia mais sensível do que deveria. O sabonete, a roupa limpa, o traço fraco de qualquer polish que a equipe usava na madeira, tudo pressionava contra meus sentidos até eu querer abrir
A Surrogada Privada do Alfa Rosalith~Três semanas depois, a minha vida inteira começou a mudar assim como o meu corpo. A náusea já não batia na porta, ela entrava sempre que queria. Um minuto eu estava bem, no seguinte a boca se enchia daquele gosto metálico horrível e o estômago se dobrava sobre si mesmo.Eu tinha começado a manter bolachas na mesa de cabeceira e a me mover como se tudo dentro de mim pudesse derramar se eu virasse rápido demais. O sono vinha como um pesadelo. E o meu nariz… Deus, o meu nariz tinha se tornado um traidor. O sabonete do banheiro cheirava tão terrível, e eu sempre xingava baixinho sempre que tocava a minha pele.As roupas novas no closet carregavam um cheiro limpo que me fazia engasgar se eu respirasse fundo demais. Até o ar das saídas de ventilação parecia diferente.Eu não queria dizer que odiava como eu me sentia ou o que estava a começar a parecer. Mas uma coisa era certa, eu não gostava que ninguém me visse assim, especialmente o Sr. West. Não que
A Surrogate Particular do Alfa Gunnar West~Eu voltei para as projeções europeias. O ajuste de moeda tinha afetado duas das holdings menores mais do que o esperado. Eu fiz anotações na margem e enviei uma mensagem curta ao diretor financeiro pedindo um cronograma revisado até o final do dia.O resto da manhã continuou com ligações, documentação e tomada de decisões. Eu não pensei no apartamento de novo até Caspian entrar pouco antes do meio-dia com uma pasta sob o braço.Ele a colocou na mesa sem se sentar.“Avaliação de risco atualizada para o lado de Singapura,” ele disse. “Eu sinalizei as duas cláusulas que ainda precisam de linguagem mais apertada.”Eu abri a pasta e vasculhei as páginas marcadas. “Estas são aceitáveis com as mudanças.”“Eu vou ter que implementá-las legalmente,” ele disse, mas permaneceu de pé.Eu levantei o olhar. “Mais alguma coisa?”Caspian sacudiu a cabeça uma vez. “Nada, só garantindo que você viu a nota sobre o apartamento mais cedo.”“Eu vi.”Ele me obse
A Surrogate Particular do Alfa Gunnar West~A trilha ainda estava escura quando Caspian e eu saímos pelo portão dos fundos. Caspian corria à minha direita do jeito que sempre fazia, combinando meu ritmo sem esforço. Nós fazíamos esta rota há anos, na mesma distância e na mesma hora cedo. Os únicos sons na atmosfera eram nossos sapatos na terra compactada e o ocasional movimento de galhos acima.Nós corremos o primeiro trecho em silêncio. Eu preferia assim. A manhã era para limpar a cabeça antes do dia começar, não para conversa. Eu ficava feliz que Caspian sempre soubesse disso.Ele esperou até chegarmos à longa subida antes de falar. “A diretoria se estendeu ontem,” ele disse.“Eles queriam números mais firmes sobre Singapura.” Eu passei os dedos pelo cabelo.“Você deu a eles o cronograma.”“Eu dei,” eu respondi enquanto continuávamos subindo.Minha respiração permaneceu uniforme assim como a de Caspian. No topo da colina o caminho se nivelou e o céu tinha começado a clarear.Caspi







