INICIAR SESIÓNNota de destaque do The Liontown Post, Outubro de 1977.
ACIDENTE FATAL NA RODOVIA 414 AINDA ESTÁ SENDO INVESTIGADO.
Atropelamento na rodovia 414, que conecta Liontown a Westergreen ainda está sendo investigado pelo departamento de segurança pública. Segundo fontes, a vítima é uma jovem de Liontown, Samara Morris, de 17 anos. O corpo foi encontrado por moradores locais. Não há testemunhas. Se o culpado for encontrado, poderá ser julgado e condenado pelo crime de omissão de socorro.
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Colégio Doctor John Dalton. Liotown, novembro de 2007.
Bill pulou o muro do colégio, que tinha um metro e meio, e correu para o meio da rua, olhando para todos os lados. Ele tinha mais casas de aranha em seus cabelos, que um porão velho. Melissa abriu um largo sorriso e, curiosamente, Adam também. Ambos se colocaram de pé, como se o presidente da república estivesse indo em suas direções e eles precisariam saudá-lo. O jovenzinho se esquivou de alguns carros que estavam encostados no meio fio e chegou até eles, com a mais doce e melódica afirmação: — consegui!
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Encontro inesperado
Eva pegou a panela com um ensopado de peixe que havia preparado para o almoço e a colocou sobre a mesa. Por um segundo sentiu o calor vazar para suas luvas de algodão, como um vento quente de verão que chega a peles sensíveis, causando ressecamento e lembranças de assaduras e pomadas hipoglós. Ela posicionou cuidadosamente pratos e colheres, enquanto ouvia atenta as notícias em um rádio de pilha que estava na cozinha. Manter-se atualizada dava-lhe uma sensação de segurança — informações externas costumavam influenciá-la. Foi naquele momento, enquanto o aroma do ensopado invadia suas narinas, ativando nela, memórias da casa de sua avó, que ela ouviu algo que rapidamente a prenderia: maníaco de Liontown é preso. Ela secou as mãos em um avental e apressada, chegou até a cozinha, aumentando o volume do velho rádio. Bill atravessou a porta dos fundos, também apressado.
— Bill! Chegou cedo… — disse ela, ainda prestando atenção ao rádio.
— Estamos sem eletricidade — respondeu ele, observando a atenção plena que ela tinha com o rádio. Como se ele fosse um velho amigo que vinha de longe e trazia as melhores fofocas da região.
“Departamento de segurança pública de Liontown, confirmou hoje a prisão do suposto maníaco de Liontown. Josh Baster, de 41 anos, é responsável pelo desaparecimento de duas crianças na região. Segundo investigações, testemunhas afirmam que ele é o responsável pela morte de Kolb Dial, de Westergreen. Informações vindas de fontes seguras, confirmam esta afirmação. O caso será levado ao tribunal e ele poderá ser julgado e condenado. Se confirmado, poderá pegar prisão perpétua, diz delegado responsável pelo caso. Estas e outras notícias…”
— Será que… — iniciou Eva, tão inquieta quanto assustada. Era difícil afirmar que Edward poderia estar por aí, ou em cativeiro, ou, no fundo do rio Wax. Ela balançou a cabeça removendo a imagem mental desagradável e olhou para Bill, com um olhar que ele pouco conhecia. — Deixa…
— Mãe… Ele está bem… Eu sinto — disse Bill, numa certeza estranha que nem ele sabia de onde vinha, mas que o alimenta de esperanças. Ele não poderia compartilhar o que conseguiu nos arquivos de John Dalton, mas a nova afirmação do rádio cortava toda a linha de raciocínio que ele tentava seguir.
— Gosto de sua confiança. Me sinto mais tranquila em relação à captura do homem, mas ainda mais devastada com o desaparecimento do pequeno Edward.
Bill ficou em silêncio. Esfregava a mão na outra como se quisesse aquecê-las, mas era só inquietação. Havia sim um maníaco à solta, mas se não fosse o único? Pensar sobre isso trazia imagens estranhas a mente de Bill. Imagens de Daniel Smith, tão perturbadoras que o jovenzinho apenas decidiu removê-las da cabeça, como alguém que deseja ansiosamente apagar um quadro-negro com inúmeros cálculos matemáticos complexos e assustadores.
— Você me perguntou sobre o Daniel, mais cedo e, quero compartilhar algo — Eva puxou uma cadeira, quando a última palavra pesou e arrastou-se entre seus lábios. Bill conectou-se aos olhos dela, colocando sua mochila sobre a mesa e puxando outra cadeira e sentando-se por fim nela — nem o cheiro do ensopado de peixe poderia distraí-lo naquele momento de curiosidade —. Ele respirou fundo e arrumou o cabelo, esboçando uma afirmação, como se pedisse desesperadamente por continuidade absoluta. "Por favor, prossiga, mulher"... — Sim?!
— Ele era um cara popular. Era fácil fazer amizades com caras como Daniel. Muitas garotas tinham uma certa atração por ele, mas, ele era um rapaz muito fechado — os olhos de Eva deslizavam na cavidade ocular, como se desenhassem as imagens que estavam vívidas e claras em sua mente. Era uma pena que suas palavras se arrastassem com censura e cautela.
Falar sobre Daniel era estranho. Bill sabia que ele era um cara estranho, mas nunca soube como foi a vida dele, então, talvez ouvi-la naquele momento poderia deixar algumas coisas mais claras, contudo o jovem foi além. Ele acrescentou uma dúvida que deixaria Eva com insônia naquela noite. — E Samara… você chegou a conhecê-la? — A pergunta de Bill era simples, mas envolvia muito mais dúvidas. Questões essas que talvez não coubessem em uma única interrogação, mas Eva percebeu o que implicava aquela questão.
Ela suspirou, olhou para o alto e pestanejou duas vezes, como se estivesse acessando alguma informação oculta em sua memória, então ela iniciou: — Foi contar uma história… O vovô William ficou doente uma vez. Gota… Ele costumava comer muito sal. Bem, aquilo estava acabando com o juízo dele, mas naquela semana, eu fui trabalhar no lugar dele e recebi um pagamento. Era o dinheiro de quinze dias de trabalho duro. Tinha cerca de 250 dólares. Ainda consigo sentir a angústia que foi perder o envelope com tanto dinheiro. Eu fiquei desesperada. Eu já estava imaginando o seu avô me dando aquelas velhas broncas, para depois se arrepender e me pedir desculpas com uma cara de gatinho carente… Todavia não aconteceu. Daniel achou o envelope. Ele viu o meu nome e me devolveu. Ele foi honesto comigo e eu não conseguia deixar de agradecê-lo pelo ato. Poucas pessoas teriam feito aquilo, mas sinto-me feliz que tenha sido ele. Eu então me aproximei como uma amiga. Uma verdadeira amizade, mas…
A pausa de Eva puxou Bill para mais próximo. Agora ele desejava aquilo mais que tudo. Eva mexeu a colher com o ensopado e colocou uma tampa de vidro transparente, colocando um pano de prato no ombro e encarando Bill. Ela continuou: — Algumas coisas estranhas aconteceram no colégio. Coisas realmente inexplicáveis e Daniel estava no fogo cruzado. Me surpreende que tenha ouvido falar de Samara. Bom, ela era uma jovem bonita, mas tão fechada quanto Daniel, entretanto, ela parecia ter sérios problemas em se relacionar com pessoas. Havia feito amizades com alguns alunos. Talvez três. Paul Anderson do último ano e Amy Hogan. Paul era um religioso fanático e acreditava que todo colégio estaria condenado ao inferno. Samara era religiosa. Talvez os pais dela eram, o que a inspiraram muito. Então a conexão dela com Paul foi muito singular. Eles ficavam juntos, talvez por afinidade, não porque gostavam um do outro, mas Paul era muito medroso. Ele costumava se esconder das confusões, especialmente as que envolviam Samara Morris. Ela parecia ter um ímã quando o assunto era atrair pessoas para provocá-la. Eu estava muito próxima de Daniel nesta época, mas percebi que ele estava a fim da garota do convento, assim chamavam ela. Era notável aquela admiração. Então me afastei… Acho que não quis atrapalhar os planos dele. Quando eu falo sobre coisas estranhas, me refiro a coisas muito estranhas.
Bill sentiu-se um tanto quanto feliz por não ser o único a ter presenciado coisas estranhas e talvez ele não estivesse louco, pensou naquele pequeno intervalo de tempo, quando ouviu o murmúrio da continuação daquele discurso peculiar: — aparição de demônios, acidente fatal no colégio, bruxaria ou talvez satanismo… eu não posso classificar. São coisas que eu não me aprofundei, mas ouvi falar. Samara era bem estranha. Tão estranha que no mesmo ano de sua morte, em 1977, eventos paranormais continuam a acontecer. Você sabe, naquela época não era comum toda essa tecnologia e os jovens se impressionaram com pouco. Delírio coletivo era o que os especialistas diziam. Um bando de adolescentes assustados com fantasmas irreais.
— Como Samara morreu?
— Você deve ter ouvido muitas lendas. Ela meio que virou uma celebridade das creepypastas. Tudo impulsionado pelo blogue daquele jornalista mixuruco. Mas eu devo dizer que nada que há nessas lendas é real. Samara não matou sua família. A coitada foi atropelada. Foi uma morte instantânea. Ninguém sabe como aconteceu, mas desde então, todo mundo mudou um pouco. Daniel entrou em depressão, começou a usar drogas, se envolveu com pessoas erradas e acabou sendo preso anos depois. Saiu e se redimiu. É assim que deve funcionar a sociedade. Paul pirou. Se sentiu culpado demais pela morte dela. Era véspera de dia das bruxas e os moleques queriam pregar uma peça na pobre criatura. Paul disse para onde ela foi, sob a ameaça de levar um soco na boca do estômago. Ela costumava sair mais cedo. Pegava um atalho pelo bosque, depois das casas populares. Ela sempre ia andando… talvez mais correndo do que andando. Os garotos perseguiam-na como serpentes que perseguem ratos sujos. O que esses infelizes contam não pode ser levado a sério, mas serviu para alimentar as lendas em torno da família Morris. Samara estava lá, em meio às árvores. Seus olhos tão fundos quando um oceano denso e escuro. Sua pele pálida e fria parecia se harmonizar com o clima mórbido do fim daquela tarde. Ela os esperou como alguém que espera a morte. Ela queria pregar a peça neles. Agora aqueles moleques teriam o que estavam procurando. James W. Fullen costumava contar essa história como memória de sua época de menino malvado. Ele se tornou padre, atuando por dez anos. O coitado morreu em um acidente de carro há um ano. James carregava consigo uma cesta com uma dúzia de ovos estragados em uma mão, e um saco de pena de ganso que tirara de um travesseiro velho, na outra. Era os utensílios de uma brincadeira triste. Mas mais triste seria o que estava por vir. — Eva encostou as costas na cadeira e sentiu que poderia ficar ali por horas. Suspirou e continuou — Quando James e Tony caíram da bicicleta, a queda soou tão suave, quando o saco de penas que James carregava consigo, pois pareciam flutuar. Era assim que eles descreveram. Um ambiente sem gravidade. James olhou para os lados e pôde ver algumas pedras rolarem pelo chão, batendo umas nas outras e emitindo um som fechado. Era como tentar escutar algo submerso na água. De repente, os olhos de Tony bateram em Samara. Ela estava de pé, a uns cinco metros e tinha um sorriso no rosto. Ele tomaria um susto se não conhecesse aquele rosto familiar. Era um rosto que ele via e repudiava, de alguma forma. James se levantou do chão e recolheu os ovos que estavam inteiros, colocando-os novamente na cesta. Tony gritou para Samara, mas ela não se mexeu. James sabia que algo de muito errado estava prestes a acontecer e isso poderia deixá-los em uma grande enrascada. Samara levantou uma mão e a bicicleta de James flutuou pelo ar, numa altura de um metro e meio. De repente, ela foi espremida. Como alguém que espreme uma bolinha de papel e a deixa compacta. Aquilo fora o suficiente para Tony. Ele tentou sair correndo, mas foi agarrado por uma força invisível que atuava sobre seu corpo, como se estivesse agarrando seus quadris. Ele pôde sentir uma dor aguda percorrer por suas pernas e os seus gritos não saiam de sua boca. James pediu para Samara parar, mas ela continuou. Tony já estava com o rosto vermelho, que mudou sutilmente para um tom mais arroxeado. James gritou novamente e ela não parou, muito pelo contrário, apertou mais o Tony. Neste momento, James jogou alguns ovos em Samara, mas nenhum acertou a garota. Eles pareciam desviar dela, como uma força maligna. Naquele momento ele também sentiu uma força sobre seu corpo, e viu seus pés deixarem o chão, como se estivesse sendo suspenso por cabos de aço, mas não havia nada que o segurava, senão, uma sensação mórbida. Naquele momento Samara chorava. Segundo eles, ela estava com medo de si mesma e do que poderia fazer com aqueles garotos. Os braços da menina estavam brancos, e suas veias saltavam, dando a impressão de que ela sustentava aqueles dois garotos no ar. Samara apertou as mãos devagar, e James sentiu seu corpo estremecer. Primeiro ele viu seu braço dobrar em um ângulo impossível, antes de estalar e quebrar no meio. Ele não sentiu dor, apenas uma tontura estranha, ao observar o osso do seu braço exposto. Tony gritou, internamente, a voz não sabia. Uma mancha de urina desceu por suas calças, como um rio. De repente, uma das pernas de Tony também dobrou, quebrando na altura do tornozelo. Mas ele sentiu dor. Uma dor que nem cinquenta gritos poderiam ser suficientes para expressá-la. Samara os soltou, deixando-os cair no chão como duas jacas maduras. Eles cairam num tombo seco, como todas as pedras que flutuavam. A gravidade havia sido restaurada. A garota correu entre as árvores do bosque e desapareceu. Ela foi encontrada morta alguns metros à frente. Foi atingida por um carro na rodovia Clyde.
Bill processou as informações de maneira esquisita. Era difícil acreditar que Samara tinha certas habilidades, mas de tudo o que estava acontecendo, talvez aquilo era a única explicação para os fenômenos que se seguiram por dias, e causavam tanto temor nos jovens. Naquele momento Bill recebeu um SMS de Melissa: “estou pronta!”, estava escrito, com um emoji de carinha tensa. Ele respondeu com um “o.k.”, colocando o celular no bolso e encarando a mãe.
— Mãe… Preciso sair novamente…
HOTEL HUSTER - CELEBRANDO A VIDAO Hotel Huster foi palco de grandes eventos durante os anos oitenta e costumava receber muitos hóspedes durante a alta temporada, mas os anos de glória do Huster estavam com os dias contados. Administrado pelo ex-banqueiro de Liontown, Chad J. Graham, os negócios pareciam ter atrofiado. Os moradores costumavam chamar o Chad de dedo de ouro, por ser bom nos negócios, mas aquele em especial, fora sua primeira e última investida no ramo da hotelaria. O hotel perdeu capital por 20 anos, antes de fechar as portas há dez anos. Agora, era uma construção inútil à beira da rodovia Clyde. Clyde era conhecida por cortar toda a cidade e ser um dos principais pontos de entrada e saída do município. Mas não tinha um ser humano sequer que saísse ou entrasse em Liontown e não reparasse o hotel. Ele ainda par
4 de novembro de 1977 - 16:30— Se você não falar para onde foi aquela retardada, pode ter certeza que eu tiro todos os dentes de sua boca e te mando para o céu, santinho — disse James, dando um soco na barriga de Paul. Tony segurava-o pelos braços, como alguém que segura um porco para o abate. — Fala!Paul puxou o ar para os pulmões e olhou para a floresta que havia logo depois da rua atrás do colégio. Era um aglomerado de árvores altas e densas. Era o caminho mais rápido se quisesse chegar à rodovia principal da cidade.— Ela foi para lá…— Maldita hora para ir pela floresta, aberração — falou James. Tony soltou Paul, que
4 de novembro de 2007Quando o opala preto que Adam Wason estava dirigindo parou frente a antiga casa dos Morris. Ele teve uma intuição esquisita de que Edward não estaria ali. O tipo de intuição que ele não poderia compartilhar com os outros. Ele achava que essas coisas só eram sentidas por mulheres. Sua intuição se intensificou ao perceber haver rastros de pneu de carro por toda parte. Se Edward estivesse ali, não estaria mais.— Será que chamamos a atenção? — perguntou Melissa, com uma preocupação evidente. — Aqui é muito silencioso.— Se chamamos, quero estar preparado e saber que estou armado — retrucou Adam, com orgulho. Um orgulho quase doentio.
4 de novembro de 1977.Ninguém quer morrer. Pelo menos é assim que a maioria das pessoas pensa. Temos um instinto de defesa e sobrevivência que evoluiu há milhares de anos e nos preparou para os piores cenários. Algo que Bill Lewis sabia muito bem. Lutar ou fugir, estas eram as duas opções interessantes quando a questão era apenas sobreviver, e Bill estava usando-as. Já Samara Morris, em seu íntimo, tinha uma certeza que era assustadora. O tipo de certeza que ela tinha medo de verificar para ver se era realmente aquilo tudo, pois sabia que poderia ser muito pior. Ela ia morrer. Assassinato talvez. Só não sabia quando, como e porquê, o que era péssimo também. Entretanto, ela tinha esperança, do tipo que a fazia viver e esquecer o inevitável. A esperança que ela encontrou t
Liontown. 4 de novembro de 2007Bill achou fácil convencer sua mãe a sair depois do almoço, pelo fato de que haviam prendido o suspeito do desaparecimento de duas crianças na região e de… Ele se esforçou para manter a imagem de Edward em um lugar seguro, mas ele só conseguia vê-lo flutuando de barriga para baixo, às margens do rio Wax. Isso o deixava mal. Mas era difícil de deixar de pensar em coisas ruins. Sua mente estava viciada em possibilidades negativas e ele se odiava por isso. Bill cruzou a avenida principal da cidade e se encontraria com Melissa e Adam depois dos trilhos da estação ferroviária de Liontown e ficariam ali debatendo as investigações. E entre fatos verdadeiramente concretos e imaginários, Bill e Adam estariam sempre divididos nas opiniões. Era o que cos
Edward estava algemado à cama em um quarto escuro com paredes azuis. Suas roupas eram elegantes e pareciam ser da década passada. Um suéter de lã de cor vermelha-escura cobria seu torso — na vestimenta havia um broche. Era uma pombinha dourada. — O jovem olhou para os lados quando acordou novamente de seu sono nada agradável e viu, agora que seus olhos se adaptaram à escuridão, que o ambiente estava repleto de fotos de uma garota. Era Samara? Edward sabia que sim. Até onde ele se lembrava, ele veio para a casa dos Morris e sabe-se lá o motivo, ele estava no quarto que intuitivamente soava ser de uma garota. De uma garota morta. Os olhos do garoto varreram o quarto, observando cada canto e com um receio que estava no centro de sua garganta, como uma bola de muco quando se está muito gripado. Edward então escutou alguns passos que faziam as madeiras do piso rangerem