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CAPÍTULO 12: Acesso ao subsolo

Author: Dália
last update publish date: 2026-10-20 21:32:08

O ar no segundo andar da mansão parecia mais leve do que de costume, mas a calmaria era enganosa. Com os dados da Aegis Protocol salvos e escondidos no salto do meu sapato, cada minuto que eu passava sob o mesmo teto que Dominic se tornava um teste de autocontrole. Eu precisava agir com uma precisão cirúrgica: um único olhar desconfiado, um tremor nas mãos ou uma gesticulação hesitante na presença dele e todo o meu plano ruiria antes mesmo de eu colocar os pés no primeiro degrau em direção ao s
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  • Comprada pelo chefe do submundo   CAPÍTULO 12: Acesso ao subsolo

    O ar no segundo andar da mansão parecia mais leve do que de costume, mas a calmaria era enganosa. Com os dados da Aegis Protocol salvos e escondidos no salto do meu sapato, cada minuto que eu passava sob o mesmo teto que Dominic se tornava um teste de autocontrole. Eu precisava agir com uma precisão cirúrgica: um único olhar desconfiado, um tremor nas mãos ou uma gesticulação hesitante na presença dele e todo o meu plano ruiria antes mesmo de eu colocar os pés no primeiro degrau em direção ao subsolo dois.​A oportunidade de explorar a estrutura do nível inferior surgiu de forma inesperada na tarde de sexta-feira.​Dominic fora convocado para uma reunião presencial de emergência na sede administrativa do cartel, no centro financeiro. Antes de sair, vestindo um sobretudo cinza-escuro e ajustando as abotoaduras de prata, ele passou pelo meu posto de trabalho no escritório do térreo. Seus passos eram silenciosos sobre o tapete nobre, mas a presença dele preenchia a sala inteira.​— Estar

  • Comprada pelo chefe do submundo   CAPÍTULO 11: A Arquitetura das Sombras

    Os dias seguintes à nossa noite no restaurante transcorreram sob uma aura de calmaria calculada. A rotina na mansão Vance havia ganhado uma cadência quase doméstica, um ritmo suave e ritmado que mascarava a verdadeira natureza das forças em jogo. Léo estava fora da UTI, acomodado em uma suíte espaçosa na ala de recuperação do Hospital St. Jude, acompanhado por enfermeiras dedicadas e cercado pelos brinquedos e videogames que Dominic providenciara. Saber que o coração e o sangue do meu irmão estavam seguros era o combustível que mantinha minha mente lúcida, focada e absolutamente afiada.Minha postura na casa mudara por completo. Eu já não era a garota que chorava acuada nos cantos ou que quebrava objetos em surtos inútil de raiva. Eu me tornara a acompanhante impecável, a assistente atenta e a noiva serena que Dominic desejava ter ao seu lado. Todos os dias, às nove da manhã, eu cruzava a porta dupla de jacarandá do escritório, sentava-me à minha mesa lateral e cumpria minhas tarefas

  • Comprada pelo chefe do submundo   CAPÍTULO 10: Sob as Luzes da Cidade

    O final da tarde passou em um ritmo tranquilo e silencioso. Conforme Dominic prometera durante o almoço, Marta bateu à porta do meu quarto por volta das dezessete horas, acompanhada por duas funcionárias que traziam capas de proteção com três opções de vestidos de alta-costura, além de caixas aveludadas com joias discretas e sapatos de salto alto. Escolhi um modelo em tom azul-noite, confeccionado em seda fluida, com um decote sutil em V e alças finas que contornavam minhas costas. O corte era elegante, sóbrio e perfeito para a ocasião: sem exageros ostensivos, mas com uma presença inquestionável. Prendi os cabelos em um coque elegante, deixando apenas duas mechas suaves emoldurando o rosto, e apliquei uma maquiagem leve que destacava meus olhos. Quando olhei no espelho em tamanho real antes de descer, mal reconheci a imagem refletida. A garota assustada e exausta que chorava pelos corredores do hospital parecia ter sido substituída por uma mulher serena, dona de seus gestos e a

  • Comprada pelo chefe do submundo   CAPÍTULO 9: Convivência

    A mão de Dominic continuou firme na minha cintura, os dedos cravando-se com uma pressão quente contra o tecido da minha blusa. O toque dos seus lábios no meu pescoço era lento, quase doloroso de tão denso, subindo devagar pela minha pele até o contorno da minha saboneteira.Fiquei completamente sem jeito. Minha respiração falhou, o copo de água na minha mão direita pareceu pesar uma tonelada e meus ombros se tencionaram de imediato. A proximidade excessiva do seu corpo, o aroma amadeirado do seu perfume e o calor sufocante que emanava dele pareciam paralisa os meus sentidos, criando uma paralisia confusa no meu peito.Percebendo a minha rigidez, Dominic afastou o rosto do meu pescoço devagar. Sua mão livre subiu do meu quadril até o meu rosto, os dedos compridos e firmes envolvendo o meu maxilar com uma autoridade calculada, forçando o meu queixo para cima até que eu fosse obrigada a olhar diretamente no fundo dos seus olhos azuis-acinzentados.— Não desvie o olhar, Maya — ordenou ele

  • Comprada pelo chefe do submundo   CAPÍTULO 8: O reencontro no hospital

    ​A sexta-feira passou em um ritmo arrastado, marcada pelo silêncio dos corredores e pela expectativa que consumia meus pensamentos. Cada segundo parecia uma eternidade enquanto eu contava as horas para a manhã de sábado. A mansão Vance, em sua imponência fria, tornara-se o cenário de uma espera angustiante, onde minha única âncora de sanidade era a promessa de Dominic.​Quando o sol de sábado finalmente despontou no horizonte, cobrindo o céu de tons acinzentados e alaranjados, eu já estava de pé. Vesti uma calça de alfaiataria em tom azul-marinho e uma blusa de seda branca de mangas compridas, simples e sóbria, exatamente como ele exigia. No espelho do quarto, os sinais de cansaço ainda permaneciam em meus olhos, mas havia também uma chama renovada de determinação.A porta do quarto destravou às sete e meia da manhã. Ao cruzar o batente, encontrei Dominic no corredor, vestindo um terno cinza-chumbo sob medida. Ele não disse uma palavra de início; apenas me avaliou da cabeça aos pés co

  • Comprada pelo chefe do submundo   CAPÍTULO 7: O Ritmo do Cativeiro

    Os dias seguintes não trouxeram reviravoltas dramáticas, mas sim uma mudança lenta, quase imperceptível, na textura do meu confinamento. O tempo parecia ter desacelerado, escorrendo como mel espesso. A ordem de Dominic para que eu deixasse o isolamento do quarto não significava liberdade, mas sim a transição para uma cela maior, cujas grades agora abarcavam a rotina silenciosa da prisã... obs, da mansão.Minhas manhãs começavam cedo. O sol mal surgia no horizonte quando a porta do quarto era destravada sem o alarde dos dias anteriores. Gabriel já não ficava de pé no corredor com a mão no coldre; em vez disso, ele permanecia posicionado no final do corredor do segundo andar, lendo relatórios em um tablet ou conversando em voz baixa ao rádio.Conforme prometido por Dominic, o acesso aos jardins dos fundos fora liberado, desde que eu mantivesse o trajeto restrito à área da piscina e ao pequeno orquidário de vidro nos limites do gramado.Caminhei pelo gramado úmido de orvalho por volta da

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