เข้าสู่ระบบOs dias seguintes não trouxeram reviravoltas dramáticas, mas sim uma mudança lenta, quase imperceptível, na textura do meu confinamento. O tempo parecia ter desacelerado, escorrendo como mel espesso. A ordem de Dominic para que eu deixasse o isolamento do quarto não significava liberdade, mas sim a transição para uma cela maior, cujas grades agora abarcavam a rotina silenciosa da prisã... obs, da mansão.
Minhas manhãs começavam cedo. O sol mal surgia no horizonte quando a porta do quarto era destravada sem o alarde dos dias anteriores. Gabriel já não ficava de pé no corredor com a mão no coldre; em vez disso, ele permanecia posicionado no final do corredor do segundo andar, lendo relatórios em um tablet ou conversando em voz baixa ao rádio.
Conforme prometido por Dominic, o acesso aos jardins dos fundos fora liberado, desde que eu mantivesse o trajeto restrito à área da piscina e ao pequeno orquidário de vidro nos limites do gramado.
Caminhei pelo gramado úmido de orvalho por volta das oito da manhã do décimo dia. O ar frio do início de outono ajudava a limpar a sensação de claustrofobia que ainda impregnava meus pulmões. Sentei-me no banco de madeira sob a sombra de um salgueiro, observando dois jardineiros trabalharem em silêncio a cinquenta metros de distância. Eles não olhavam para mim, instruídos a ignorar minha presença como se eu fosse apenas mais um móvel da propriedade.
— A senhora prefere o chá de camomila ou o café na varanda? — a voz tímida de Marta interrompeu meus pensamentos.
Virei-me devagar. A governanta segurava uma bandeja de prata com um bule fumegante e uma xícara de porcelana. Pela primeira vez desde que cheguei, notei que os ombros dela não estavam tão rígidos na minha presença. O episódio em que a amarrei no quarto parecia ter ficado no passado, absorvido pela resignação que todos naquela casa compartilhavam.
— O chá está ótimo, Marta. Obrigada — respondi, tentando soar o mais suave possível.
— E não precisa me chamar de senhora. Meu nome é Maya.
A mulher assentiu curto, pousando a bandeja na mesa de ferro fundido ao lado do banco. Ela hesitou por um segundo, limpando as mãos no avental branco antes de falar em um tom quase inaudível:
— O Senhor Vance deixou ordens para que a medicação da sua mão seja trocada às dez. A enfermeira virá até a biblioteca.
— Ele já saiu? — perguntei, servindo o chá enquanto observava o vapor subir.
— O Senhor Vance está no escritório principal desde as seis da manhã. Ele tem reuniões com os diretores do grupo financeiro até o meio-dia, mas solicitou que você almoce com ele às treze horas na varanda interna.
Assenti em silêncio. Aquela era a nova dinâmica: uma agenda invisível, porém rigorosa, desenhada por Dominic para preencher minhas horas e moldar minha presença ao ritmo dele.
Passei o restante da manhã na biblioteca do primeiro andar, uma sala vasta, com paredes cobertas por estantes de madeira escura que iam do chão ao teto, repletas de tomos antigos, livros de direito internacional e obras de arte contemporânea. O cheiro de papel antigo e couro trazia uma sensação estranha de normalidade.
Sentei-me em uma das poltronas de couro perto da janela alta, folheando um livro de arquitetura clássica sem realmente absorver as palavras. Minha mente vagava constantemente para o St. Jude. Imaginava Léo na cama do hospital, assistindo aos seus desenhos animados favoritos, talvez perguntando à enfermeira por que a irmã não o visitava há dias. O nó na minha garganta apertava a cada pensamento, mas eu engolia a dor, lembrando a mim mesma de que cada gesto de obediência diária me aproximava do momento em que Dominic cumpriria a promessa de me levar até ele.
Às treze horas em ponto, encaminhei-me para a varanda interna, um espaço envidraçado com vista para o vale que cercava a propriedade.
Dominic já estava lá. Vestia calças de alfaiataria cinza e uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos. Trabalhava em um notebook sobre a mesa de mármore, assinando documentos digitais com uma caneta eletrônica. Ao ouvir meus passos, ele fechou a tela do aparelho e indicou a cadeira oposta com um aceno curto.
— Como foi o seu passeio pelo jardim? — perguntou ele, enquanto um dos garçons servia duas taças de suco natural e uma salada leve de entrada.
— Foi tranquilo — respondi, acomodando-me na cadeira e mantendo os olhos fixos na mesa.
— O ar puro ajuda.
— Marta me informou que você trocou o curativo sem problemas — continuou Dominic, cortando uma fatia de pão com precisão. Seu olhar azul percorreu meu rosto, demorando-se na minha postura ereta.
— O corte na sua mão está cicatrizando bem.
— A enfermeira disse que não vai deixar cicatriz funda.
— Bom. Seria uma pena estragar a sua pele por causa de um momento de fúria desnecessária.
Senti uma farpa de raiva subir pelo meu peito com a menção indireta à noite do jantar, mas lembrei-me das minhas próprias regras de sobrevivência. Respirei fundo, mantive as mãos sobre o colo e não respondi.
O almoço prosseguiu em um silêncio denso, pontuado apenas pelo ruído discreto dos talheres contra a porcelana. Não era um silêncio agressivo como o dos primeiros dias, mas uma trégua tensa, onde cada um media o espaço do outro. Dominic era um homem de poucas palavras no dia a dia, e sua rotina era dominada por chamadas telefônicas curtas em idiomas diferentes — alemão, italiano e inglês —, que ele atendia sem se levantar da mesa, tratando de remessas de carga, fusões corporativas e transferências bancárias de valores astronômicos.
Após a refeição, quando achei que retornaria para a biblioteca, Dominic levantou-se e ajeitou os punhos da camisa.
— Às dezessete horas quero que você esteja pronta na sala de estar do térreo — disse ele, encarando-me de cima.
Olhei para ele com dúvida.
— Pronta para quê? Vamos sair?
— Vamos ao centro da cidade — respondeu ele, a voz firme e sem margem para questionamentos.
— Tenho uma consulta com o conselho da fundação do hospital às seis, e vou levá-la para ver o progresso da unidade oncologia infantil onde o seu irmão está instalado.
Meu coração deu um salto violento dentro do peito. A colher de sobremesa quase escapou dos meus dedos.
— Ver o progresso? Eu vou poder ver o Léo hoje? — perguntei, a voz tremendo de ansiedade descontrolada.
— Você vai observar a estrutura do hospital do meu carro e me acompanhar até a sala da diretoria médica para checar o prontuário dele comigo — corrigiu ele, inclinando-se ligeiramente sobre a mesa, o olhar fixo no meu. — A visita presencial ao quarto dele acontecerá no final de semana, se o seu comportamento continuar impecável até lá. Hoje, você verá que o tratamento dele é uma realidade, e não apenas palavras minhas.
Apesar da restrição de não poder abraçar Léo hoje, a perspectiva de estar no mesmo prédio que ele, de ver os relatórios médicos oficiais e de saber que a promessa de Dominic estava se concretizando trouxe um alívio avassalador.
— Eu estarei pronta às dezessete — assegurei, mantendo o olhar firme no dele.
— Esteja vestida de forma adequada — acrescentou ele, a mão tocando levemente meu ombro ao passar por mim, um gesto rápido que deixou um rastro de calor sobre o tecido da minha blusa.
— Nada de vestidos chamativos. Algo simples e elegante.
Às dezesseis e trinta, voltei para o quarto. Escolhi uma calça de alfaiataria preta e uma blusa de gola alta em tom bege-claro do closet. Prendi os cabelos em um coque baixo e polido, deixando o rosto limpo, sem maquiagem pesada. Pela primeira vez em dias, o espelho não refletia apenas a imagem de uma garota assustada, mas a de alguém que aprendera a mascarar suas emoções para jogar um jogo de longo prazo.
Desci as escadas exatamente às dezessete horas. Dominic me esperava no saguão, vestindo um terno escuro sob medida. Gabriel segurava a porta principal aberta, enquanto dois carros blindados aguardavam no pátio com os motores ligados.
Entramos no banco traseiro do primeiro sedan. O trajeto até o centro da cidade levou cerca de quarenta minutos, percorridos sob o zumbido suave do ar-condicionado do veículo. Durante todo o percurso, Dominic trabalhou em seu tablet, mas a sua perna roçava sutilmente na minha a cada curva da rodovia, uma lembrança constante e física da sua presença dominadora.
Quando o carro finalmente encostou na entrada privativa da ala infantil do Hospital St. Jude, a visão do edifício moderno iluminado pelo entardecer fez meu peito apertar.
Dominic desceu primeiro e estendeu a mão para me ajudar a sair do veículo. Desta vez, aceitei o gesto sem hesitar, apoiando meus dedos na palma quente e firme dele.
Entramos pela recepção VIP, onde fomos recebidos diretamente pelo diretor-geral da instituição, um médico de cabelos grisalhos e jaleco impecável chamado Doutor Arnaldo.
— Senhor Vance, boa tarde. Tudo está preparado na sala de reuniões como o senhor solicitou — disse o médico, cumprimentando Dominic com um aperto de mão respeitoso antes de se voltar para mim com um aceno educado.
— E esta deve ser a senhorita Maya.
— Como está o prontuário de Léo hoje, Doutor? — fui direta, incapaz de conter a urgência na minha voz.
— Excelente, senhorita — o médico sorriu com gentileza, guiando-nos pelo corredor silencioso e higienizado da diretoria.
— A medicação trazida da Alemanha surtiu o efeito esperado. O quadro infeccioso regrediu completamente e a contagem sanguínea dele está se estabilizando. Se a resposta continuar nesse ritmo nas próximas quarenta e oito horas, poderemos liberar a visita acompanhada no sábado de manhã.
Dominic manteve o braço firme ao redor da minha cintura enquanto caminhávamos, sua mão pousada com autoridade na minha anca. Eu conseguia sentir o peso da sua presença ao meu lado, mas naquele momento, vendo as telas dos monitores na sala do diretor mostrando os parâmetros estáveis dos pacientes da UTI e o nome de Léo no topo da lista de prioridades, a raiva que eu sentia por ele deu lugar a uma aceitação amarga.
Ele era meu carcereiro, meu algoz e o homem que me chantageava sem piedade; mas também era o único escudo entre meu irmão e a morte.
Naquela noite, de volta à mansão, o jantar ocorreu em um clima diferente. A tensão sufocante dos dias anteriores dera lugar a uma estranha intimidade doméstica, construída sobre os escombros da minha resistência.
Após a refeição, acompanhei Dominic até o seu escritório privado no térreo a seu pedido. A sala era sóbria, iluminada pela luz alaranjada de uma lareira acesa no canto e dominada pelo cheiro de charuto caro e couro.
Dominic caminhou até o bar de madeira e serviu dois dedos de uísque em um copo baixo de cristal. Ele não me ofereceu bebida; apenas caminhou até a grande poltrona perto da lareira e se acomodou, soltando o nó da gravata com uma das mãos.
— Venha aqui, Maya — chamou ele, a voz num tom baixo que cortou o crepitar do fogo.
Aproximei-me devagar, parando a um passo da poltrona dele.
Ele estendeu o braço e puxou-me pela cintura com uma firmeza serena, fazendo-me sentar lateralmente sobre o seu colo. O impacto do meu corpo contra o dele fez minha respiração falhar. A mão dele subiu pelas minhas costas, espalmando-se entre minhas escápulas, enquanto a outra mão segurava o copo de uísque.
— Você se comportou bem hoje — disse ele, a voz ressoando diretamente contra o meu peito. Seu olhar percorreu meus lábios, descendo até a minha gola alta.
— Não fez cenas, não fez perguntas inadequadas ao diretor do hospital e aceitou minhas condições.
— Eu fiz o que você pediu — murmurei, sentindo o ritmo acelerado do coração dele sob a camisa social.
— Porque preciso ver meu irmão no sábado.
Dominic aproximou o rosto, o hálito quente com aroma de carvalho e uísque tocando minha bochecha. Ele não me beijou com a fúria da noite anterior; em vez disso, encostou os lábios suavemente na linha da minha mandíbula, subindo devagar até o canto do meu da minha boca em um carinho lento, lento e terrivelmente possessivo.
— E você verá — sussurrou ele contra a minha pele.
— Desde que continue entendendo que a sua vida agora pertence a este lugar. A mim.
Fechei os olhos por um segundo, deixando meu corpo afundar ligeiramente contra o dele, aceitando o calor e a força daquele abraço que era tanto uma proteção quanto uma algema. A rotina do dia a dia estava me moldando, ensinando-me a habitar a sombra de Dominic Vance enquanto eu contava os dias para o sábado — o dia em que reveria Léo e redefiniria os passos do meu futuro.
Os dias seguintes à nossa noite no restaurante transcorreram sob uma aura de calmaria calculada. A rotina na mansão Vance havia ganhado uma cadência quase doméstica, um ritmo suave e ritmado que mascarava a verdadeira natureza das forças em jogo. Léo estava fora da UTI, acomodado em uma suíte espaçosa na ala de recuperação do Hospital St. Jude, acompanhado por enfermeiras dedicadas e cercado pelos brinquedos e videogames que Dominic providenciara. Saber que o coração e o sangue do meu irmão estavam seguros era o combustível que mantinha minha mente lúcida, focada e absolutamente afiada.Minha postura na casa mudara por completo. Eu já não era a garota que chorava acuada nos cantos ou que quebrava objetos em surtos inútil de raiva. Eu me tornara a acompanhante impecável, a assistente atenta e a noiva serena que Dominic desejava ter ao seu lado. Todos os dias, às nove da manhã, eu cruzava a porta dupla de jacarandá do escritório, sentava-me à minha mesa lateral e cumpria minhas tarefas
O final da tarde passou em um ritmo tranquilo e silencioso. Conforme Dominic prometera durante o almoço, Marta bateu à porta do meu quarto por volta das dezessete horas, acompanhada por duas funcionárias que traziam capas de proteção com três opções de vestidos de alta-costura, além de caixas aveludadas com joias discretas e sapatos de salto alto. Escolhi um modelo em tom azul-noite, confeccionado em seda fluida, com um decote sutil em V e alças finas que contornavam minhas costas. O corte era elegante, sóbrio e perfeito para a ocasião: sem exageros ostensivos, mas com uma presença inquestionável. Prendi os cabelos em um coque elegante, deixando apenas duas mechas suaves emoldurando o rosto, e apliquei uma maquiagem leve que destacava meus olhos. Quando olhei no espelho em tamanho real antes de descer, mal reconheci a imagem refletida. A garota assustada e exausta que chorava pelos corredores do hospital parecia ter sido substituída por uma mulher serena, dona de seus gestos e a
A mão de Dominic continuou firme na minha cintura, os dedos cravando-se com uma pressão quente contra o tecido da minha blusa. O toque dos seus lábios no meu pescoço era lento, quase doloroso de tão denso, subindo devagar pela minha pele até o contorno da minha saboneteira.Fiquei completamente sem jeito. Minha respiração falhou, o copo de água na minha mão direita pareceu pesar uma tonelada e meus ombros se tencionaram de imediato. A proximidade excessiva do seu corpo, o aroma amadeirado do seu perfume e o calor sufocante que emanava dele pareciam paralisa os meus sentidos, criando uma paralisia confusa no meu peito.Percebendo a minha rigidez, Dominic afastou o rosto do meu pescoço devagar. Sua mão livre subiu do meu quadril até o meu rosto, os dedos compridos e firmes envolvendo o meu maxilar com uma autoridade calculada, forçando o meu queixo para cima até que eu fosse obrigada a olhar diretamente no fundo dos seus olhos azuis-acinzentados.— Não desvie o olhar, Maya — ordenou ele
A sexta-feira passou em um ritmo arrastado, marcada pelo silêncio dos corredores e pela expectativa que consumia meus pensamentos. Cada segundo parecia uma eternidade enquanto eu contava as horas para a manhã de sábado. A mansão Vance, em sua imponência fria, tornara-se o cenário de uma espera angustiante, onde minha única âncora de sanidade era a promessa de Dominic.Quando o sol de sábado finalmente despontou no horizonte, cobrindo o céu de tons acinzentados e alaranjados, eu já estava de pé. Vesti uma calça de alfaiataria em tom azul-marinho e uma blusa de seda branca de mangas compridas, simples e sóbria, exatamente como ele exigia. No espelho do quarto, os sinais de cansaço ainda permaneciam em meus olhos, mas havia também uma chama renovada de determinação.A porta do quarto destravou às sete e meia da manhã. Ao cruzar o batente, encontrei Dominic no corredor, vestindo um terno cinza-chumbo sob medida. Ele não disse uma palavra de início; apenas me avaliou da cabeça aos pés co
Os dias seguintes não trouxeram reviravoltas dramáticas, mas sim uma mudança lenta, quase imperceptível, na textura do meu confinamento. O tempo parecia ter desacelerado, escorrendo como mel espesso. A ordem de Dominic para que eu deixasse o isolamento do quarto não significava liberdade, mas sim a transição para uma cela maior, cujas grades agora abarcavam a rotina silenciosa da prisã... obs, da mansão.Minhas manhãs começavam cedo. O sol mal surgia no horizonte quando a porta do quarto era destravada sem o alarde dos dias anteriores. Gabriel já não ficava de pé no corredor com a mão no coldre; em vez disso, ele permanecia posicionado no final do corredor do segundo andar, lendo relatórios em um tablet ou conversando em voz baixa ao rádio.Conforme prometido por Dominic, o acesso aos jardins dos fundos fora liberado, desde que eu mantivesse o trajeto restrito à área da piscina e ao pequeno orquidário de vidro nos limites do gramado.Caminhei pelo gramado úmido de orvalho por volta da
O tempo dentro daquele quarto deixou de ser medido pelo relógio de parede e passou a ser contado pelas sombras que cruzavam o teto a cada pôr do sol. Sete dias inteiros haviam se passado desde a noite catastrófica do jantar no salão principal. Sete dias em que a minha existência fora reduzida a quatro paredes luxuosas, um silêncio sufocante e a vigilância ininterrupta de homens armados posicionados do outro lado da porta de carvalho.A rotina era milimetricamente controlada, quase mecânica em sua frieza. Três vezes ao dia, a governanta, uma mulher de meia-idade chamada Marta, que mantinha os olhos sempre fixos no chão, entrava para trazer refeições que eu mal tocava. Ela nunca vinha sozinha. Gabriel permanecia a um passo da entrada, a mão direita repousando casualmente sobre o coldre da arma sob o terno, lembrando-me constantemente da minha condição de prisioneira. Minha mão direita, cortada pelo vidro da taça de cristal que se partira no chão da varanda, fora limpa e enfaixada por um







