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236. Novidades à Vista

Penulis: Ju Andrade
last update Tanggal publikasi: 2026-10-16 12:51:41

Por alguns segundos, não consigo fazer nada além de olhar para ele.

Meu irmão abre os braços, e isso é tudo de que preciso para começar a chorar de verdade.

— Caleb…

Ele vem até mim com cuidado, mantendo os olhos fixos no pequeno embrulhinho azul que seguro contra o peito.

Quando para na minha frente, passa os dedos pela bochecha do sobrinho e solta uma risada emocionada.

— Caramba, Amy. Ele é tão pequeno.

— Os dois são.

— Eu sei. Mas acho que ainda não estou preparado para isso.

— Para
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  • Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex   236. Novidades à Vista

    Por alguns segundos, não consigo fazer nada além de olhar para ele. Meu irmão abre os braços, e isso é tudo de que preciso para começar a chorar de verdade. — Caleb… Ele vem até mim com cuidado, mantendo os olhos fixos no pequeno embrulhinho azul que seguro contra o peito. Quando para na minha frente, passa os dedos pela bochecha do sobrinho e solta uma risada emocionada. — Caramba, Amy. Ele é tão pequeno. — Os dois são. — Eu sei. Mas acho que ainda não estou preparado para isso. — Para quê? — Para ser tio desses dois. Vou estragar completamente essas crianças. Rio entre as lágrimas, e ele limpa o rosto depressa, tentando disfarçar as próprias lágrimas. — Esse é o que… tem o… — O seu nome? É. Meu irmão solta uma risada molhada e me puxa para um abraço, tomando cuidado para não apertar o bebê entre nós. Quando nos afastamos, ele volta a olhar para o sobrinho. — Posso pegar? — Claro. Senta. Ele obedece e praticamente corre para o sofá, se sentando ao lado de Teresa. Me

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    Um mês depois… Ainda parece mentira pensar que hoje, após seis semanas aqui dentro, meus filhos finalmente receberão alta. Seis semanas contando cada grama que ganharam e cada mamada que conseguiram terminar sem se cansar demais. E, claro, cada pequena melhora que nos aproximou deste momento. — Segura a cabeça dele, amor — digo, olhando para Dante, que está com Leonardo no colo. — Estou segurando — ele responde, se virando para conferir. — Então por que ele parece prestes a escorregar das suas mãos? — Porque a roupa é grande demais. Ele tem razão. O macacão branco, tamanho RN, engole Leonardo por inteiro: as mangas dobradas duas vezes, os pezinhos escondidos sob o tecido que sobra por todos os lados. — E ele já está com dois quilos e duzentos — murmuro, sem conseguir conter o sorriso. — Aliás, viu a cara da enfermeira quando leu o número? — Vi. Parecia ter ganhado na loteria. — E o Caleb, dois quilos exatos. — Dois quilos e opinião sobre tudo. Baixo os olhos

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    Ela está parada perto do balcão das enfermeiras, segurando um copo de café com as duas mãos, como se precisasse de algo em que se apoiar. Quando me olha, meus pés parecem travar no lugar. — Amy — diz, quase num sussurro. Dante endireita os ombros ao meu lado. Aperto a mão dele uma vez, num gesto breve, e ele entende. Solta meus dedos e dá um passo para trás, se afastando sem tirar os olhos de mim. — Posso falar com você? — ela pergunta, se aproximando devagar. — Só um minuto. Quero dizer não. Meu corpo todo quer dizer não. Mas alguma coisa me impede de responder. Talvez seja o jeito como ela segura o copo, com os dedos apertados contra o papelão. Ou talvez seja apenas porque, apesar de tudo, ela ainda é minha mãe. E odeio que isso continue significando alguma coisa. — Um minuto — respondo, por fim. Ela solta o ar e sorri de leve. — Obrigada. Desvio os olhos para Dante, parado a alguns metros de distância. Sua expressão deixa claro que basta um gesto meu para

  • Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex   233. Arrastada Para Mais Um Escândalo

    Já faz vinte minutos que tento me despedir dos meninos, mas sempre invento alguma desculpa para ficar mais um pouquinho. Primeiro, inventei de ajeitar a mantinha do Leo. Depois, precisei conferir se Caleb estava confortável. Em seguida, decidi que os dois mereciam mais um beijo, porque, aparentemente, os que dei há menos de dois minutos já não eram suficientes. Agora, não vejo mais nenhuma desculpa para ficar aqui um pouco mais, porque os dois já voltaram para as incubadoras e dormem tranquilamente. Leonardo está com a mãozinha fechada debaixo do rosto. Caleb, com a boquinha entreaberta e a barriguinha subindo e descendo em respirações curtas. Os fios e aparelhos já não fazem mais parte da rotina deles. Agora, eles precisam ficar aqui até ganharem peso suficiente para ir para casa, mas saber que estão bem não torna a espera mais fácil de suportar. — Eles estão bem, Piccola — Dante diz atrás de mim, em voz baixa. — Eu sei. — Então por que está há dez minutos olhando para eles

  • Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex   232. Duas Versões Minúsculas

    Uma semana depois… Existem coisas que a gente imagina tantas vezes que acaba acreditando que sabe exatamente como será quando finalmente acontecerem. Amamentar meus filhos é uma delas. Durante a gravidez, imaginei como seria segurá-los junto ao peito, sentir suas mãozinhas na minha pele e vê-los adormecer depois de se alimentarem. Na minha cabeça, tudo parecia tão natural que nunca me ocorreu ter medo desse momento. Até agora. Respiro fundo, olho para Dante, que está com Caleb no colo, e sorrio. Há alguns dias, começamos o método canguru, e ainda não encontrei palavras suficientes para explicar o que senti quando pude segurar meus filhos pela primeira vez. Tão pequenininhos, tão leves, que fiquei com medo até de respirar fundo demais. Meu marido, por outro lado, quase entrou em colapso. Foi engraçado ver o homem que consegue fazer uma sala inteira ficar em silêncio com apenas um olhar ficar completamente perdido diante de dois bebês. — Amor, apoia a cabeça dele — sussurro.

  • Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex   231. Notícias Ruins Chegam Rápido

    “Amy Ferretti” O relógio do celular marca 3h47 quando desisto de permanecer deitada na cama. Afasto a coberta com um movimento brusco e me sento, apoiando os pés no chão frio. Pego o celular e saio do quarto. Quando chego ao corredor, percebo que a casa inteira está em silêncio. Isabella e nonna dormem no quarto de hóspedes, alheias ao fato de Dante ter ido ao endereço que Dylan mandou. Me sento no sofá, desbloqueio o celular e releio a última mensagem de Dante. “Estamos a caminho, Piccola. Não estou sozinho.” A mensagem foi enviada às 20h31. Já se passaram mais de sete horas. — Droga, Dante — murmuro, respirando fundo. Ligo para ele pela terceira vez. Levo o aparelho ao ouvido e espero, pressionando os dedos da mão livre contra a coxa. Um toque. Dois. Três. A ligação cai na caixa postal. Abaixo o celular devagar e encaro a janela, tentando me convencer de que, se tivesse acontecido alguma coisa, eu já teria ficado sabendo. Notícias ruins chegam rápido. Sempre chegam. E é

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