Share

Capítulo 04

Penulis: S.R.Silva
last update Tanggal publikasi: 2026-06-29 03:02:37

Empurrei o homem abruptamente, mas ele tentou me agarrar novamente.

— Vem cá, gatinha. — disse ele em um péssimo inglês.

— Primeiro aprenda a falar inglês. Depois agarre quem queira você, porque eu não quero.

Pelo jeito, ele entendeu minha resposta como um incentivo.

Minhas amigas, que estavam dançando com dois caras aleatórios, soltaram-se deles e vieram imediatamente em minha direção. Elas me conheciam o suficiente para saber que, quando eu me irritava, me transformava.

— Amiga, não... — Bia disse.

Mas já era tarde demais.

Dei um soco no rosto do homem, que cambaleou antes de cair no chão.

— Você está maluca? — perguntou, limpando o sangue que escorria do nariz.

Aproximei-me lentamente e encostei a ponta do meu salto entre as pernas dele.

— Você teve sorte. — Olhei diretamente em seus olhos. — Porque, se fosse em outra época, eu teria esmagado as suas bolas. Agora desapareça.

O homem arregalou os olhos, pediu desculpas e saiu correndo.

Subi em uma das mesinhas e chamei a atenção de todos.

— Galera! Desculpem pelo inconveniente. As próximas duas rodadas de bebidas são por minha conta!

O pessoal vibrou e aplaudiu. Logo depois, o DJ voltou a aumentar o volume da música.

— Phillipa, você precisa controlar esse seu temperamento. — Mandy surgiu sabe-se lá de onde.

— Eu sei. Mas odeio que estranhos encostem em mim.

Minhas amigas balançaram a cabeça, sorrindo.

— Você continua a mesma doida de sempre.

Júlia riu, e eu apenas dei de ombros, chamando-as para voltarmos à pista.

Ao fim da noite, nós três estávamos completamente bêbadas, enquanto Mandy fazia o possível para cuidar da situação. Ela chamou um carro e entramos.

Assim que me acomodei no banco, olhei pela janela e vi o homem que eu havia achado bonito mais cedo me observando.

Encarei-o por alguns segundos e sorri.

Ao voltar para o hotel, tomei um banho e já estava pronta para dormir quando meu celular tocou.

Revirei os olhos assim que vi o nome no visor e atendi.

— O que você quer, Pedro?

Quando meu "querido" primo ligava, nunca era por um bom motivo.

— Onde você está?

A pergunta me fez revirar os olhos novamente.

— Não é da sua conta. E outra, não sabia que eu tinha contratado você para ser meu guarda-costas.

A linha permaneceu em silêncio por alguns instantes. Eu sabia que ele estava tentando se controlar para não falar nenhuma besteira, porque também sabia que, se falasse, ouviria coisa muito pior.

— Assim você deixa meu tio preocupado. Diga onde você está.

Soltei uma risada sem humor.

— Olha só, Pedro. Pega essa preocupação e enfia no cu.

Ele respirou profundamente do outro lado da linha, mas continuei antes que pudesse me interromper.

— Caso você não se lembre, meu pai me deixou de lado no dia em que trouxe você para casa, depois da morte dos seus pais. Ele disse, na minha frente e na frente da minha mãe, que eu, por ser menina, era uma perda de tempo. Investiu todo o dinheiro da família na sua educação. Ainda bem que eu tive uma mãe maravilhosa e abuelitos que sempre me amaram.

Respirei fundo antes de continuar.

— Eu sempre fui melhor do que você em tudo, mas meu pai fazia questão de me diminuir diante dos outros enquanto colocava você em um pedestal. Então não venha me dizer que ele está preocupado comigo, porque não está.

— Isso tudo é ciúme, Phillipa? — ele perguntou.

Revirei os olhos mais uma vez.

— Eu não sinto ciúmes de um merda como você. O que eu sinto é ranço. Você roubava meus trabalhos para tirar notas melhores e, uma vez, ainda teve a cara de pau de me acusar de plagiar um trabalho que era meu. Você é uma cobra.

Respirei fundo.

— E quer saber? Não quero mais assunto com você. Vai para a casa do caralho. E diz para o meu pai que, se ele quiser se preocupar com alguém, que compre um cachorro.

Nem esperei sua resposta.

Encerrei a ligação e o bloqueei imediatamente.

Meu pai sempre deixou muito clara a sua preferência por filhos homens.

Isso ficou ainda mais evidente quando trouxe meu primo para morar conosco.

Ele vivia acusando minha mãe de ter um "útero fraco" por não lhe dar um herdeiro Vidal.

Ainda bem que minha família materna, os Sanches, nunca fez distinção entre homens e mulheres. Para eles, o que realmente importava era a capacidade de cada pessoa.

Como eu queria que minha mãe conseguisse se libertar das garras do meu pai.

Mas, às vezes, tenho a impressão de que ela simplesmente se acostumou com a vida que leva.

Meu avô acreditou que, ao casar minha mãe, estaria garantindo sua proteção.

Mal sabia ele que justamente quem deveria protegê-la, amá-la e mimá-la era quem mais a humilhava.

Prometi a mim mesma que, um dia, faria todos aqueles que humilharam mi mamá pagarem e sempre cumpro as minhas promessas.

Preparei-me para dormir.

No dia seguinte, minha caçada começaria de verdade e tinha somente até domingo para resolver tudo.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Contrato de Amor em Las Vegas   Capítulo Final

    Phillipa Sanches Dezoito anos haviam se passado desde aquela noite em que voltamos para casa depois de finalmente colocar um ponto final na ameaça que havia perseguido nossa família durante tantos anos. Dezoito anos. Quando penso nesse número, ainda parece estranho perceber quanto tempo passou. A vida correu diante dos meus olhos enquanto eu tentava acompanhar o crescimento dos meus filhos, administrar minhas empresas, cuidar do casamento e, de vez em quando, lembrar a Leonardo que nossa casa não era uma extensão da organização dele. Nem sempre ele concordava. Na verdade, quase nunca concordava. Mas, olhando para aquela mesa naquela noite, cercada pelas pessoas que mais amava no mundo, percebi que todas as escolhas, todas as batalhas, todas as noites mal dormidas e todos os momentos em que pensei que não conseguiria chegar até ali haviam valido a pena. Luizinho estava finalizando a faculdade de Direito. Meu menino, aquele que um dia acreditamos ter perdido para sempre, havia se

  • Contrato de Amor em Las Vegas   Capítulo 178

    Phillipa SanchesDois anos haviam se passado desde aquela noite em que, finalmente, colocamos um ponto final na ameaça que havia perseguido nossa família durante tanto tempo. Quando penso em tudo o que aconteceu desde então, às vezes parece que estou lembrando da vida de outra mulher. Houve uma época em que eu acordava todas as manhãs sem saber qual seria o próximo problema, qual segredo seria descoberto ou qual pessoa apareceria para tentar destruir aquilo que eu amava. Hoje, porém, acordo com vozes de crianças pela casa, brinquedos espalhados pelos corredores, desenhos sobre a mesa da sala e uma quantidade absurda de roupas pequenas ocupando espaço em todos os cômodos. Minha vida deixou de ser silenciosa há muito tempo, mas, sinceramente, eu não trocaria aquele barulho por nada neste mundo.Minha mãe também decidiu seguir um novo caminho. Depois de tudo o que aconteceu com Augusto e de finalmente conseguir se libertar daquele capítulo doloroso da própria vida, ela resolveu voltar

  • Contrato de Amor em Las Vegas   Capítulo 177

    Leonardo Ferraz / Matteo De LuccaA estrada de volta para casa parecia diferente daquela que havíamos percorrido algumas horas antes. O silêncio dentro do carro já não carregava a mesma tensão, e, pela primeira vez naquela noite, consegui respirar sem sentir que alguma ameaça estava escondida em cada esquina. Phillipa estava ao meu lado, encostada no banco, uma das mãos repousando sobre a barriga enquanto observava as luzes da cidade passarem pela janela. De tempos em tempos, seus olhos encontravam os meus, e havia algo diferente em sua expressão. Não era apenas cansaço. Era alívio. Um alívio profundo, daqueles que chegam depois de anos carregando um peso que parecia impossível de abandonar.Durante alguns minutos, nenhum de nós disse nada. Apenas seguimos pela estrada, enquanto Las Vegas continuava viva do lado de fora, completamente indiferente a tudo o que havia acontecido naquela noite. Olhei rapidamente para Phillipa e percebi que ela estava sorrindo sozinha.— O que foi? — per

  • Contrato de Amor em Las Vegas   Capítulo 176

    Leonardo Ferraz / Matteo De LuccaA viagem até a organização foi silenciosa, mas a tensão dentro do carro parecia ocupar cada espaço entre nós. Phillipa permanecia ao meu lado, com uma das mãos apoiada sobre a barriga e o olhar fixo pela janela. Depois de tudo o que havia acontecido naquela noite, sabia que não conseguiria convencê-la a ficar em casa. Ela precisava estar ali. Precisava encerrar aquela história com os próprios olhos.Quando os portões da organização se abriram, os homens que estavam de guarda imediatamente se afastaram para permitir nossa entrada. O carro parou diante do galpão principal e, assim que desci, estendi a mão para Phillipa.— Cuidado.Ela segurou minha mão e saiu.Caminhamos lado a lado até a entrada.Assim que as portas se abriram, alguns homens olharam para nós e imediatamente abriram passagem.No centro do galpão, Pedro estava sentado em uma cadeira, cercado pelos homens de confiança da organização. Seu estado era muito diferente daquele homem arrogante

  • Contrato de Amor em Las Vegas   Capítulo 175

    Leonardo Ferraz / Matteo de LuccaO caminho de volta para casa foi silencioso.Luizinho estava sentado ao meu lado no banco traseiro, ainda agarrado ao pequeno brinquedo que havia levado consigo naquela manhã. Phillipa estava ao meu lado, com uma das mãos apoiada sobre a barriga e a outra segurando a minha. De vez em quando, nossos olhares se encontravam, mas nenhum dos dois precisava dizer o que estava passando pela cabeça.Aquela noite havia chegado perto demais de terminar em uma tragédia.A imagem de Pedro apontando uma arma para minha esposa e meu filho continuava passando pela minha mente como uma lâmina. Se meus homens tivessem chegado alguns segundos mais tarde, talvez estivéssemos voltando para casa sem saber como reconstruir nossas vidas.Apertei a mão de Phillipa.Ela entrelaçou os dedos nos meus.— Está tudo bem — murmurou.Olhei para ela.— Não está.Phillipa respirou fundo.— Pelo menos estamos juntos.— Você poderia ter morrido.Minha voz saiu mais dura do que pretendia

  • Contrato de Amor em Las Vegas   Capítulo 174

    Phillipa SanchesA dor ainda ardia no rosto quando consegui me manter de pé. O tapa de Pedro havia deixado minha cabeça pesada, mas nada importava mais do que manter Luizinho protegido. Meu filho continuava agarrado à minha cintura, tremendo e chorando baixinho, enquanto meus braços permaneciam ao redor dele.— Não tenha medo, meu amor — murmurei, tentando esconder a dor na voz. — A mamãe está aqui.Pedro ficou alguns segundos em silêncio, observando cada movimento.Então seu olhar desceu lentamente.Para minha barriga.Meu corpo inteiro ficou rígido.A mão que segurava Luizinho permaneceu sobre o ventre por puro instinto, tentando proteger os dois filhos que ainda estavam dentro de mim.Um sorriso surgiu no rosto de Pedro.— Interessante...Meu coração disparou.Ele inclinou levemente a cabeça.— Então minha adorável priminha... ou melhor, minha irmãzinha, está grávida.Aquelas palavras fizeram meu sangue gelar.Respirei com dificuldade, mantendo Luizinho atrás de mim.— Isso não é d

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status