로그인Certa tarde, o filhote estava esparramado no colo de Oliver, brincando com uma pequena escultura de lobo feita de madeira. Ele ergueu os olhos para Oliver, que não parava de me observar, e perguntou com sua vozinha infantil:— Papai, por que você sempre sorri quando olha para a mamãe?Oliver piscou, abriu um sorriso e tocou de leve no nariz dele.— Porque a mamãe é bonita.O filhote franziu a testa.— Mas eu não fico olhando para a mamãe desse jeito!Oliver abriu a boca, mas nenhum som saiu. Seu rosto ficou vermelho, e ele pareceu completamente sem saber o que fazer.Fingi não ouvir, embora minhas orelhas queimassem de vergonha.Oliver não se limitou a nos cercar de carinho. Também garantiu que todos os que me machucaram pagassem pelo que fizeram.Todos os membros da alcateia que colocaram as mãos em mim naquele dia na enfermaria foram investigados. A punição mais leve foi passar o resto da vida realizando trabalhos forçados, carregando pedras nas minas até suas costas cederem
— Depois disso, procurei os pais biológicos dele durante muito tempo — contei, beliscando delicadamente a bochecha rechonchuda do filhote. — Mas ninguém jamais apareceu.Oliver permaneceu calado por um longo momento, como se sua mente estivesse muito longe dali. Então engoliu em seco e repetiu:— Você o encontrou?— Sim. — Assenti enquanto passava o polegar pela mãozinha do filhote. — Também era inverno. Não consigo entender como alguém conseguiu abandonar uma coisinha tão preciosa.Minha voz saiu carregada de tristeza, mas o rosto de Oliver se abriu em um enorme sorriso. Ele se levantou de um salto, quase vibrando de animação.— Isso é perfeito!O filhote e eu o encaramos, igualmente confusos.Oliver pareceu perceber a própria reação. Sentou-se novamente e esfregou a nuca, sem jeito.— Quero dizer... eu poderia... ser...— Ser o pai dele?Ele ergueu a cabeça e olhou diretamente nos meus olhos, com absoluta seriedade.— Curandeira Ivy, eu me apaixonei por você à primeira vis
Enquanto me levavam na cadeira de rodas, ouvi a voz fria do Rei Alfa atravessar o caos atrás de mim:— Levem todos. Joguem-nos nas masmorras.Anna perdeu completamente o controle quando os guardas a arrastaram para longe. Ela se debateu e gritou por socorro, mas não restava ninguém disposto a salvá-la.Noah apenas encarou o vazio, sem oferecer qualquer resistência enquanto os guardas reais o levavam. Ele sabia que estava acabado. Com o Alfa morto, era a maior esperança da alcateia para assumir o posto, mas jogou tudo fora para encobrir a confusão causada por aquela mulher idiota."Sim. A culpa era dela. Toda dela."— Rei Alfa, eu não tive nada a ver com isso! Foi tudo culpa de Anna, daquela vadia! Ela planejou tudo!O Rei Alfa nem sequer olhou para trás.A enfermaria mergulhou no silêncio, e apenas o leve aroma de ervas permaneceu no ar. Deitada entre lençóis macios, eu respirava de forma lenta e tranquila. Os melhores curandeiros cuidaram dos meus ferimentos, e a dor desaparece
Anna recuou cambaleando sob o peso de tantos olhares e acabou contra o peito de Noah. Agarrou a camisa dele com os punhos, tentando desesperadamente se recompor, e forçou um sorriso que mais parecia uma careta.— I-Isso não é real... Esse cristal só pode ser falso! Foi Ivy quem armou tudo! Ela seduziu o Rei Alfa para fazê-lo ajudá-la a nos incriminar...— Chega.A voz do Rei Alfa ficou mais grave, e a pressão de seu poder Alfa desabou sobre o lugar como uma avalanche. As pernas de Anna cederam. Ela caiu no chão, tremendo tanto que os dentes batiam uns contra os outros.Naquele momento, a alcateia inteira conhecia a verdade. Alguns cerraram os punhos e fulminaram Anna com os olhos; outros cobriram o rosto de vergonha. Alguns chegaram a pedir desculpas em voz baixa, visivelmente constrangidos.Quanto à Luna, ela já estava diante de Anna. Puxou o braço para trás e desferiu um tapa com toda a força no rosto dela.— Sua vadia imunda! Você matou meu companheiro e ainda tentou jogar a c
O Rei Alfa se aproximou e me ajudou a voltar para a cadeira de rodas. Seu curandeiro pessoal começou imediatamente a cuidar dos meus ferimentos.A multidão, porém, já começava a se agitar outra vez.— Esperem... então realmente não foi ela? Nesse caso, como nosso Alfa morreu?— Mas Anna e Noah confirmaram! Os dois disseram que foi ela.— Quer dizer que... eles mentiram?A máscara de serenidade de Anna vacilou por uma fração de segundo. Logo depois, ela endireitou as costas, soltou o braço de Noah e avançou com a cabeça baixa, fingindo estar magoada.— Rei Alfa... — A voz dela saiu suave e doce, do tipo que fazia qualquer um baixar a guarda. — O senhor está protegendo Ivy com tanta determinação... Será que se interessou por ela?A multidão explodiu em gritos.— Então é isso! O Rei Alfa deixou a luxúria cegar seu julgamento!— Vamos levar isso aos anciãos e exigir que o destituam!Anna continuou jogando lenha na fogueira.— Admito que minha irmã tem seus encantos. Mas ela assa
Os olhos da Luna estavam injetados de sangue. Ela avançou contra mim e me deu um tapa violento no rosto.— Sua vadia do caralho! Você assassinou meu Alfa!Ela agarrou minha gola e levantou a mão para me bater de novo, mas o guarda do Rei Alfa segurou seu pulso e a empurrou para trás. Em seguida, percorreu a multidão com um olhar frio como o aço.— A Curandeira Ivy salvou a vida do Rei Alfa. Quem colocar as mãos nela terá de responder a mim.A alcateia, porém, já estava fora de si.— Que se dane quem ela salvou! Ela matou nosso Alfa e pagará com o próprio sangue!— Ela deve ser uma espiã dos vampiros! E, se está protegendo essa mulher, você também é um deles!A multidão avançou de uma só vez. Sozinho contra aquela horda, o guarda não conseguiu deter todos.Alguém agarrou meu cabelo e puxou com tanta força que arrancou um tufo inteiro pela raiz, rasgando meu couro cabeludo.Outra pessoa despejou água imunda e fedorenta sobre mim.Em seguida, empurraram o guarda para o lado e pa







