Eram os nossos pais, Helena e Felipe. Ao me verem, os sorrisos em seus rostos congelaram instantaneamente.Eles ficaram me encarando por um bom tempo, até terem certeza de que aquela mendiga, carregando uma grande sacola de recicláveis e completamente deslocada naquela mansão luxuosa, era eu.Helena teve os olhos marejados de imediato e perdeu o controle emocional mais uma vez:— O que você veio fazer na nossa casa? A minha Patrícia está quase morrendo de tanto ser torturada por você!— Saia daqui! Some daqui!Felipe amparava Helena e, com um olhar perfurante em minha direção, ordenou que eu saísse.Porém, eu continuava encarando fixamente Sullivan.Bastava que ele concordasse em deixar aquela garota em paz, e eu não ficaria ali nem mais um segundo.Após alguns segundos de impasse, Patrícia apareceu de repente, saindo do quarto, ainda com aquela sua aparência frágil e chorosa.— Mamãe, papai, eu não culpo a Débora. Pelo contrário, sempre me senti culpada em relação a ela. Se eu não tiv
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