Mag-log inMeu coração apertou, e Augusto também franziu o cenho, virando-se para olhar Mônica.Mônica imediatamente assumiu um tom de vítima, com os olhos cheios de falsa preocupação, e disse:— Augusto, eu... Eu estava tão preocupada com a Laís. Tive medo de que a Débora fugisse de culpa, então liguei novamente para os policiais para apressá-los...Davi rapidamente se adiantou e falou aos policiais:— Senhores, isso foi tudo um mal-entendido. Nós queremos retirar a denúncia. Já está tudo resolvido.Mas Mônica interveio, com a voz firme:— Sr. Davi, pelo menos por agora, eu sou a tutora legal da Laís. Eu tenho que garantir a segurança da minha filha. A Débora deve, sim, ir à delegacia para esclarecer tudo. Eu não posso retirar a denúncia.O rosto de Augusto escureceu ainda mais, mas ele não disse nada para impedir a decisão. Permaneceu em silêncio, enquanto os policiais se aproximavam para me levar.Eu olhei para o perfil frio e indiferente de Augusto, e naquele momento finalmente entendi como n
Eu pensei que ir até a delegacia para esclarecer tudo pessoalmente talvez fosse o melhor. Pelo menos, eu não precisaria carregar essa acusação injusta.Mas Davi, com os olhos arregalados de raiva, gritou:— Augusto, você chamou a polícia? Débora é sua esposa! Como teve coragem de chamar a polícia!Augusto me olhou com um olhar tão gelado que parecia perfurar a minha alma, e respondeu:— Sim, qualquer pessoa que machucar minha filha terá apenas esse destino. Débora agora vai comigo até a delegacia explicar tudo na frente da polícia.Ele mal terminou de falar e já me puxava para fora, sem que ninguém conseguisse detê-lo. Seu aperto no meu pulso era tão forte que parecia querer esmagar meus ossos. Por mais que eu tentasse, não conseguia me soltar.Foi então que uma voz baixa e fria ecoou atrás de nós:— Pare agora!Augusto parou abruptamente, surpreso, e se virou para encarar quem tinha falado.Thiago descia as escadas com passos firmes, seu semblante calmo e controlado. Ele caminhou até
Eu mudei de assunto e perguntei:— Vovó Lorena, como está a sua saúde agora? Está se sentindo melhor?Lorena levou a mão ao peito e tossiu algumas vezes antes de responder:— Ainda na mesma…Thiago, que estava atento, disse imediatamente:— Mãe, vou te ajudar a subir para descansar.— Está bem.O rosto de Lorena estava pálido, com uma tonalidade quase doentia. Antes de sair, ela ainda se virou para mim e disse:— Débora, aproveitem bem o jantar. Eu vou subir para descansar um pouco.Enquanto eu observava a figura dela se afastando ao lado de Thiago, o rosto de Davi se encheu de melancolia e tristeza.Eu não consegui evitar e tentei consolá-lo:— Vovô Davi, hoje em dia a medicina está tão avançada. Tenho certeza de que a vovó Lorena vai ficar bem.— Ah… Quando descobrimos, já era tarde demais… — Davi suspirou profundamente e continuou. — Ainda bem que Thiago, apesar de ser tão frio por fora, é uma pessoa calorosa por dentro. Nessas últimas semanas, ele tem feito questão de passar mais t
Para poder me desculpar pessoalmente com Thiago, eu aceitei o convite de Davi. No final da tarde, fui até a casa da família Reis.Ao entrar no hall de entrada, troquei os sapatos e, ao levantar os olhos, vi Thiago sentado no sofá da sala. Ele estava com uma postura relaxada, uma mão apoiada no braço do sofá, lendo uma revista. A camisa de tom escuro que ele usava tinha as mangas dobradas até os cotovelos, revelando os antebraços fortes e bem definidos.Quando me aproximei, o olhar de Thiago passou por mim por detrás das lentes dos óculos. Era um olhar frio, impessoal, sem qualquer traço de emoção.Aquele comportamento me fez duvidar que, dias atrás, ele tivesse me enviado uma mensagem no WhatsApp para marcar aquele evento.Thiago não parecia ter intenção de falar comigo, e o silêncio constrangedor me obrigou a quebrar o gelo:— Onde estão o vovô Davi e a vovó Lorena?— Na cozinha.Thiago respondeu de forma seca, sem se dar ao trabalho de dizer mais nada.O silêncio voltou a pairar no
Eduarda insistiu:— Essa matéria tem que sair com o seu nome. Foi você quem acompanhou tudo, eu não vou roubar o seu mérito.Ela sempre foi assim. Apesar de ser uma pessoa um tanto calculista, sabia separar bem o pessoal do profissional.Eu sorri levemente e respondi:— Tudo bem, faça como achar melhor.— Débora, você… Está pensando em voltar a ser dona de casa em tempo integral? — O tom dela estava carregado de preocupação. — Você está achando o mercado de trabalho difícil demais? Por isso… Decidiu desistir?Eu ri baixo e retruquei:— E se for isso mesmo?Eduarda ficou em silêncio por alguns segundos, claramente surpresa, antes de dizer:— Se for isso, eu vou perder todo o respeito que tenho por você! Eu sempre achei que nós éramos iguais, que éramos lobas lutando no mercado de trabalho! Mas você mal saiu e já está pensando em voltar?O calor em suas palavras me fez sentir um pouco mais acolhida. Com um sorriso, expliquei:— Fica tranquila. Eu sou como você: quando reconheço que um ho
Quando Laís viu o bolo que eu carregava, os olhos dela brilharam de alegria.— Uau, que lindo! Mas… Por que ele é menor do que o da outra vez?Eu encarei o rostinho pálido dela, e meu coração apertou de dor.Afaguei os cabelos macios da pequena e respondi com um tom gentil:— Laís, quando você melhorar, eu faço um bolo bem grande para você, combinado? Mas, por agora, se você quiser comer esse bolo, vai precisar comer essa comida primeiro, tá bom?Enquanto falava, eu abri a embalagem com a refeição infantil que preparei para ela.Laís, porém, manteve os olhos fixos no bolo, fazendo um leve biquinho.— Mas eu só quero comer o bolo… Não quero mais nada.— Que tal experimentarmos só um pouquinho? — Perguntei, cortando um pedacinho de brócolis com o garfo. — Se você não gostar, não precisa comer, prometo. Só prova, tá?Ela abriu a boquinha e comeu o brócolis.Brócolis era o meu vegetal favorito, e eu tinha a esperança de que, se o ditado "mãe e filha têm uma ligação especial" fosse real, La






