LOGIN— No fim das contas, ela ainda é herdeira do Grupo MK. A Eliane está tão ansiosa para casar Karine com Henrique que, provavelmente, também está pensando na família Rodrigues. — Disse Murilo.Quanto à disputa interna entre Felipe e a família Rodrigues, eles naturalmente já tinham ouvido alguns rumores.Wesley soltou uma risada fria.— Henrique não necessariamente romperia com Felipe por causa da Karine. Mas, embora Felipe tenha uma relação péssima com a família Rodrigues, parece dar bastante valor a essa meia-irmã por parte de mãe.Esse ponto, de fato, intrigava Wesley.Depois de um longo silêncio, ele disse:— Murilo, quando você voltar ao país, investigue bem esse Felipe.Dessa vez, Henrique os fizera sofrer perdas pesadas. Era claro que eles teriam de encontrar uma oportunidade para revidar. Neste mundo, não existia relação indestrutível. Esse Felipe merecia ser sondado com cuidado. O ideal seria conseguir arrancar dele alguma informação útil.Murilo, naturalmente, entendeu o que Wes
Henrique olhou para ela, e um sorriso discreto surgiu no canto de seus lábios.Tatiane ficou atônita por um instante. Logo reagiu, recolhendo a ternura do olhar. Sua expressão também esfriou.Henrique percebeu cada pequena mudança no humor dela.Ele tirou um lenço de papel da mochila de Bia e o estendeu para Tatiane.— Enxugue o suor.O tempo estava agradável naquele dia, mas, depois da brincadeira, a testa dela ficara levemente suada.Tatiane pegou o lenço e agradeceu.Henrique se agachou para limpar o suor da testa de Bia. Depois, serviu água da garrafa térmica em dois copos e entregou um para cada uma.Após um breve descanso, a rodada seguinte estava prestes a começar.Dessa vez, Henrique participaria com Bia.Ele entregou a Tatiane as coisas que segurava e passou a câmera para ela.— Depois grava mais alguns vídeos.Tatiane pegou a câmera e murmurou em concordância.Henrique então tirou a jaqueta.— Segura para mim um instante.Tatiane olhou para a jaqueta que ele lhe estendia, mas
— Mamãe, a Bia é bem brava com o papai dela, né?Ceci comentou, olhando para a mãe.Noemi olhou para a filha e acariciou sua cabecinha.— Não precisa ter medo. A Bia só fica brava com o papai dela, não com você.Ceci assentiu.— Mano, vamos também!Noemi desviou o olhar dos três e seguiu em frente.Ao mesmo tempo, não muito longe dali, alguém observava tudo desde o início.Era Heloísa.Desde a última vez em que Bia agredira a filha de Heloísa, a família Teixeira tinha ido pessoalmente pedir desculpas a Henrique, e Fabíola acabou mudando de turma.Mesmo assim, Heloísa ainda guardava rancor. Afinal, quem tinha apanhado fora a filha dela. Então por que eles tinham sido obrigados a pedir desculpas?Mas, como a outra parte era Henrique, ela só pôde engolir aquela humilhação em silêncio.Mesmo assim, depois de ver a filha apanhar daquela peste, como Heloísa poderia engolir aquilo calada?Foi então que o celular dela vibrou.Ela pegou o aparelho, conferiu a tela e murmurou algo para a babá.D
Henrique respondeu:[Amanhã, depois da atividade com os pais na escola da Bia, a gente conversa.]Quando recebeu a mensagem, Tatiane ficou um pouco surpresa. Mesmo assim, respondeu:[Tudo bem.]Na manhã seguinte, Tatiane foi de carro até a escola.— Tia Evelynn!Tatiane levantou os olhos e viu Bia correndo em sua direção.Naquele dia, a menina usava um conjunto esportivo azul e trazia o cabelo preso em um rabo de cavalo. Estava sapeca e adorável.A roupa de Henrique combinava com a dela. Era um conjunto de pai e filha. Tatiane quase nunca o tinha visto usando roupas claras daquele tipo, mas, nele, a cor não destoava nem um pouco. Pelo contrário, suavizava a aura fria e imponente que ele costumava ter quando estava de terno.Tatiane se aproximou depressa, agachou-se diante de Bia e ficou um tempo fazendo carinho nela.Henrique permaneceu ao lado, observando as duas em silêncio.— Tia Evelynn, você também pode vestir uma roupa igual à minha e à do papai?Tatiane já havia reparado na saco
— Entendi.Karine continuou ali, parada. No fundo, ainda não conseguia tirar aquela pulseira da cabeça. Se Rick ainda não tinha dado o presente a ela, só havia uma explicação: ele ainda não a tinha perdoado de verdade.Depois que Bia nasceu, Rick nunca mais a paparicou como antes.Agora, bastava ela cometer um deslize no trabalho para ele vir cobrá-la.Henrique percebeu que ela não se mexia e perguntou:— Tem mais alguma coisa?Karine apertou os dedos de leve. No fim, faltou coragem para perguntar. Talvez Rick estivesse apenas esperando a raiva passar de vez para então lhe entregar a pulseira. Por enquanto, ela não podia provocá-lo ainda mais.— Então vou assumir o trabalho primeiro.Henrique apenas murmurou em concordância.Karine se virou e saiu do escritório.Assim que deixou a sala, recebeu uma ligação da mãe. Procurou um canto mais silencioso e atendeu.— Oi, mãe.— Você viu o Rick?Karine não conseguiu esconder o ressentimento.Eliane percebeu na hora que havia algo errado no tom
Noemi e Patrícia, então, deixaram o assunto morrer.No dia seguinte, Tatiane enviou a pulseira para a empresa de Henrique.A encomenda chegou à recepção.Por coincidência, Karine também havia ido à empresa procurar Henrique.Desde que encontrara Tatiane em Nova York, da última vez, o irmão a mandara de volta ao Brasil logo no dia seguinte. Depois disso, Henrique não a procurara mais, e ela também não conseguia falar com ele.Embora o irmão insistisse que Henrique estava ocupado com o trabalho, a inquietação no coração de Karine só aumentava.Enquanto ele estava fora do país, ela também não tinha ânimo nenhum para ir trabalhar.Agora que soubera que Henrique havia voltado, fez questão de preparar o almoço pessoalmente e ir vê-lo.Ao passar pela recepção, ouviu a conversa entre o entregador e a atendente.— Isso é para o presidente Henrique?A recepcionista viu Karine e respondeu com respeito:— Sim, senhora Karine.— Pode me entregar. Eu levo para ele.— É um item de alto valor. Precisa