تسجيل الدخولDepois de ouvir Ivan, Henrique não fez mais nenhuma pergunta sobre o assunto. Simplesmente mudou de tema e passou a tratar de questões relacionadas ao trabalho.Nos dois dias seguintes, não entrou em contato com Tatiane.Naturalmente, ela também não tinha a menor intenção de procurá-lo.Seguiu a rotina como de costume, concentrada no trabalho e na própria vida. Como imaginava, sem Henrique por perto para bagunçar suas emoções, os dias se tornaram muito mais tranquilos e agradáveis.Além disso, Bia estava ao seu lado.Tatiane não pôde deixar de pensar em como seria bom se tudo pudesse continuar daquele jeito para sempre.Naquele dia, recebeu uma ligação da recepção do prédio.— Olá, senhora. Há uma entrega para você aqui embaixo. Precisamos da sua assinatura para confirmar o recebimento.Tatiane franziu a testa, confusa. Não se lembrava de ter comprado nada nem de estar esperando encomenda alguma.— O que é?A funcionária respondeu:— Um buquê de rosas e uma caixa com uma embalagem bem
Ivan permaneceu imóvel diante da mesa, a postura ereta, enquanto observava o semblante carregado do Sr. Henrique.Então os dois haviam brigado de novo.Depois do acidente de Henrique, o casal passara por uma verdadeira provação. Em circunstâncias normais, uma experiência daquelas deveria tê-los aproximado ainda mais e lhes dado a felicidade de quem recebera uma segunda chance.Mas, pelo estado do Sr. Henrique, era evidente que não era isso que vinha acontecendo.Algum tempo antes, sobretudo, a tensão ao redor dele se tornara quase insuportável. Todos mal conseguiam respirar em sua presença, e Ivan precisara redobrar o cuidado com cada tarefa, temendo cometer o menor deslize.Desde que voltara, o Sr. Henrique parecera um pouco melhor.Então por que os dois haviam discutido outra vez?Ivan trabalhava com ele havia anos. Henrique nunca fora o tipo de homem que deixava as emoções transparecerem. Mantinha-se sempre sério, frio e impossível de decifrar. Seu autocontrole chegava a ser intimid
Bia perguntou quando ela voltaria.— A mamãe está comprando roupas para você. Já estou indo para casa.— Está bem.Pelo visto, Henrique não havia ligado para Bia. Afinal, por pior que estivesse se sentindo, ele nunca descontava nada na filha.Depois de terminarem as compras, Tatiane e Leandro deixaram o shopping.Ele a levou de carro até o condomínio e subiu com ela.— Tente descansar mais cedo hoje.Tatiane assentiu.— O senhor também, professor.Quando entrou em casa, Noemi e Ceci ainda estavam lá.— Você voltou.Noemi se levantou.— Mamãe!Bia correu até Tatiane e abraçou sua cintura.Tatiane acariciou os cabelos da filha.— Eu ajudo a mamãe a carregar.Bia estendeu as mãos para pegar algumas sacolas.Tatiane então se dirigiu a Noemi:— Comprei algumas roupas para a Ceci também. Depois veja se servem nela.— Obrigada.Pouco depois, Noemi subiu com Ceci.Tatiane ajudou Bia a tomar banho e vestir o pijama. Já deitada, a menina rolava de um lado para o outro, fazendo manha e pedindo at
Tatiane seguiu Leandro até a entrada das salas.Quando estavam prestes a passar pela conferência dos ingressos, ele lançou discretamente um olhar para um homem que acabara de entrar no cinema.O sujeito permanecia parado, mantendo uma postura discreta e controlada. Bastava observá-lo por alguns segundos para perceber que havia recebido treinamento profissional.Depois que Tatiane e Leandro entraram na sala, ele não os seguiu. Em vez disso, sentou-se na área de espera, pegou um folheto promocional qualquer e fingiu lê-lo.O filme ainda não havia terminado quando Leandro saiu para ir ao banheiro.Assim que entrou no saguão, o homem sentado no banco percebeu sua presença. Ergueu a cabeça, alerta, e viu Leandro caminhando diretamente em sua direção.Levantou-se de imediato.Leandro parou diante dele, sério. Seu olhar era frio e incisivo.O homem manteve o corpo tenso, sem desviar os olhos.— Diga ao Henrique que a Tati não é alguém que ele possa mandar vigiar. E é melhor você parar de segu
— Está bem, mãe. Estou ocupado agora. Conversamos depois.Leandro desligou antes que Belmira pudesse responder.Tatiane olhou para ele.— O que sua mãe queria?— Nada importante. Pode voltar ao trabalho.— Tudo bem.Ela se levantou e saiu.Leandro se recostou na cadeira, tirou os óculos e massageou a ponte do nariz. Quando baixou a mão, soltou uma risada seca, tomado por uma irritação sombria.Henrique realmente não tinha o menor escrúpulo.Após alguns instantes em silêncio, Leandro pegou o celular e fez uma ligação.Sérgio atendeu com um tom provocador:— Até que enfim resolveu me ligar. Está precisando da minha ajuda, não é?Os dois haviam conversado na noite anterior. Primeiro, falaram sobre a empresa. Como Sérgio estava cuidando das coisas por lá, Leandro conseguia liberar parte do próprio tempo.Depois, o assunto passara para o divórcio de Tatiane e Henrique.Sérgio, é claro, insistira para que ele aproveitasse a oportunidade e agisse logo. Segundo ele, depois de um divórcio, o qu
Henrique guardou o celular, visivelmente contrariado.Às cinco da manhã do dia seguinte, desembarcou em Nova York.Quando acordou, Tatiane viu a mensagem que ele havia enviado e respondeu apenas com algumas palavras.Depois do café da manhã, Noemi desceu com Ceci para brincar com Bia. Tatiane havia pedido que levasse a menina até lá.Bia já não parecia guardar mágoa pelo que acontecera naquela noite. Assim que viu Ceci, segurou-a pela mão, levou-a para dentro e lhe entregou uma varinha para brincar com os gatos.Em pouco tempo, as duas já estavam entretidas com os dois bichinhos.— Então vou deixar a Bia com você hoje, Noemi.— Pode ficar tranquila. Vou cuidar bem dela.Depois de dar algumas recomendações à filha, Tatiane saiu. Leandro já a esperava em frente à casa.— Vamos?— Vamos.O tempo havia esquentado de repente nos últimos dois dias. Embora ainda fosse cedo, o sol já queimava com força.Leandro a levou direto ao hospital e permaneceu ao lado dela durante todos os exames. Como







