เข้าสู่ระบบNo dia em que nos mudamos para a casa nova e minha irmã adotiva tomou o meu quarto, decidi partir. Naquela manhã, a mãe postou a planta baixa no grupo de mensagens da família. Havia três quartos. Um para os meus pais. Um para o meu irmão mais velho. E o quarto maior, mais iluminado pelo sol, estava marcado como “Quarto de Sophie”. O meu nome não aparecia em lugar nenhum da planta. Dez anos antes, o pai de Sophie havia se afogado ao tentar salvar o meu irmão. Desde então, a minha família passava a tratar cada sacrifício como algo que eu devia a ela. Quando perguntei onde eu deveria dormir, a mãe não hesitou nem um instante. — Você vai começar a pós-graduação em breve. Seria um desperdício deixar um quarto para você. Depois virou-se de volta para Sophie e ajudou-a a escolher cortinas cor-de-rosa. O meu irmão carregou os móveis novos dela. O meu namorado, com quem eu estava há três anos, montou a estante de livros para ela. Sentei-me sobre uma caixa de mudanças e, finalmente, compreendi. Eles não tinham me esquecido. Eles haviam decidido que Sophie merecia o meu quarto, a minha família e até mesmo o homem que deveria me amar. Já que haviam decidido que não havia lugar para mim nesta família, decidi dar-lhes exatamente o que queriam. Abri o contrato de pesquisa confidencial no celular e assinei. Dez anos. Sem visitas à casa. Em dez dias, eu desapareceria da vida deles para sempre.
ดูเพิ่มเติมA mãe soube por Sophie que eu havia voltado.Quando me ligou, a voz estava tão rouca que eu mal consegui reconhecer.— Nora… deixa eu ir te buscar. Apenas me diga onde está.— Não precisa vir.Eu estava junto à janela do hotel, observando as luzes da cidade.— Amanhã eu vou até aí.Após encerrar a ligação, passei a noite inteira sentada junto à janela.Não sentia medo nem mágoa.Apenas tentava decidir qual expressão usar quando voltasse a entrar por aquela porta.Na manhã seguinte, vesti um casaco azul.Eu o havia comprado na única loja de roupas perto da instituição de pesquisa.O azul sempre fora a minha cor preferida.Quando cheguei à casa, a porta da frente já estava aberta.A mãe permanecia na entrada.Havia perdido pelo menos dezoito quilos. A maior parte dos seus cabelos estava branca. Usava um avental amarrado na cintura e as mãos cobertas de farinha.Da cozinha vinha o cheiro de pimenta, alho e caldo cozinhando lentamente.Sopa apimentada de macarrão.No instante em que entrei
Dez anos depois, o projeto da instituição de pesquisa foi aprovado na avaliação final com dezoito meses de antecedência.Eu estava em frente ao portão principal, carregando a mesma mochila que levara comigo dez anos antes.Naquela época, nela estavam apenas uma muda de roupa e os meus documentos.Agora guardava um computador portátil e três prêmios nacionais de pesquisa.Noah parou o veículo ao meu lado e abaixou a janela.— Tem certeza de que não quer renovar o contrato?— Tenho certeza. É hora de voltar.— Eu te levo até o aeroporto.A viagem durou duas horas por uma rodovia deserta, cercada de terreno coberto de gelo e montanhas ao longe.Noah falou quase o trajeto inteiro.Disse que a equipe do refeitório sentiria a minha falta. Pediu que eu não deixasse ninguém matar o cacto que ficava sobre a minha mesa. Reclamou que mais ninguém compreendia o algoritmo central o suficiente para mantê-lo.Depois se calou.Após alguns minutos, perguntou:— O que pretende fazer agora?— Resolver al
Os dias sem Nora passavam devagar, como se fossem cortando a família aos poucos.No primeiro mês, a mãe ainda ligava para todas as pessoas que conseguia lembrar.Ao chegar ao terceiro mês, parou.Não havia número de telefone da instituição. Nenhum endereço onde pudessem ir. Nenhuma pessoa disposta a informar para onde eu havia partido.No sexto mês, ela já não conseguia dormir.O médico classificou como insônia causada por ansiedade e receitou um remédio.Todas as noites, a mãe tomava o comprimido e ficava deitada, desperta, fitando o teto.Às vezes, levantava-se de repente e ia parar diante da porta do depósito.A porta permanecia sempre aberta.Ela proibia que alguém a fechasse.Como se mantendo a porta aberta, eu ainda pudesse voltar para casa.O pai envelheceu rapidamente.A maior parte dos seus cabelos embranqueceu, e os ombros pareciam se curvar cada vez mais.Falava raramente, mas certa noite, durante o jantar, pousou o garfo sobre a mesa.— Revirei todas as fotografias antigas
O vento soprava com força suficiente para arder os meus olhos quando cheguei à instituição de pesquisa, no norte do Alasca.Um homem vestindo um casaco pesado esperava ao lado de um veículo oficial, os óculos de armação preta tortos pelo vento.— Nora Bennett?Eu confirmei com um aceno de cabeça.— Sou Noah Reed. O Dr. Harris fala de você o tempo todo. Segundo ele, é a melhor especialista em modelagem de dados que ele já formou.— Ele exagera.Noah pegou a minha mochila e abriu a porta do passageiro.— As condições aqui são bem adversas. É bom que esteja preparada.— Ficarei bem.Olhei na direção dos prédios baixos e cinzentos ao longe e, além deles, para a imensidão clara do céu sem fim.O quarto que me esperava seria maior do que o depósito.Teria uma janela.Já era o suficiente.A vida na instituição seguia uma rotina rigorosa, a cada dia.Café às sete e meia. Trabalho iniciado às oito. Na maioria dos dias, passava dez ou doze horas diante do computador, executando modelos atmosféri


















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