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Penulis: Autora Vanessa
last update Tanggal publikasi: 2026-10-29 03:44:59

Capítulo 2 — Na minha casa, só Eloísa importa

Narradora: Elena

Meu despertador tocou às cinco e meia da manhã, mas eu já estava acordada havia alguns minutos, olhando para o teto e tentando criar coragem para levantar.

Mais um dia.

Mais trabalho, mais estudo, mais contas para pagar e, provavelmente, mais alguma discussão com a minha mãe porque, naquela casa, parece que nada do que eu fazia era suficiente.

Desliguei o despertador, me levantei e dobrei o cobertor antes de organizar a cama. Meu quarto era pequeno, com um guarda-roupa antigo, uma escrivaninha cheia de livros e uma janela que dava para a rua. Não tinha luxo, mas era o meu cantinho, o único lugar onde eu conseguia respirar sem ouvir alguém reclamando da minha existência.

Tomei banho, escovei os dentes e prendi os cabelos em um rabo de cavalo. Depois, coloquei uma calça jeans, uma blusa simples e meu tênis já um pouco gasto. Passei um hidratante no rosto, peguei a mochila e conferi se meus cadernos estavam ali.

Eu estudava porque queria ter uma profissão, conquistar meu próprio dinheiro e sair daquela casa sem precisar olhar para trás.

Não queria depender de homem nenhum.

Muito menos de Leonardo, o homem que minha mãe parecia considerar a solução para todos os nossos problemas.

Desde que Eloísa começou a frequentar os bailes e o camarote dele, minha mãe passou a falar daquele homem como se ele fosse um prêmio que a minha irmã só precisasse conquistar.

Eloísa tinha o quê? Vinte e dois anos, assim como eu, e nenhuma vontade de trabalhar ou estudar.

Mas, para minha mãe, isso não era problema.

A filha preferida era bonita, sabia se arrumar e conhecia gente importante. Na cabeça dela, bastava continuar agradando Leonardo para que, em algum momento, ele resolvesse assumir um compromisso com Eloísa e nos tirar daquela vida.

Eu, por outro lado, precisava trabalhar para comprar até o que colocava dentro da geladeira.

Era engraçado como duas filhas podiam nascer no mesmo dia, da mesma mulher, e receber tratamentos tão diferentes.

Saí do quarto e fui direto para a cozinha. A pia estava cheia de louça da noite anterior, a mesa tinha migalhas espalhadas e não havia café pronto.

Suspirei.

Lavei o que estava na pia, coloquei água para esquentar e preparei alguma coisa para comer. Enquanto esperava, abri a carteira e conferi o dinheiro que tinha recebido no fim do expediente anterior.

Uma parte iria para a conta de luz. Outra, para a compra do mês.

O restante ficaria guardado para as minhas despesas da faculdade.

Se minha mãe descobrisse que eu tinha algum dinheiro sobrando, provavelmente arrumaria uma conta urgente para eu pagar.

E não era porque ela não trabalhava. Ela fazia alguns serviços quando aparecia oportunidade, mas nunca se organizava financeiramente. Sempre que faltava dinheiro, olhava para mim. Se Eloísa precisava de alguma coisa, porém, minha mãe dava um jeito.

Às vezes, eu me perguntava se ela realmente não percebia a injustiça que cometia ou se simplesmente não se importava.

— Já está acordada?

A voz da minha mãe veio do corredor.

Continuei passando manteiga no pão.

— Estou. Daqui a pouco preciso sair.

Ela entrou na cozinha usando um roupão, olhou para a mesa e franziu a testa.

— Você fez café só para você?

Virei o rosto, surpresa.

— Ainda nem tomei, mãe. Acabei de fazer. Tem pão e café para todo mundo.

— Então não custa nada deixar as coisas prontas, Elena. Você sabe que eu não gosto de acordar e encontrar a cozinha desse jeito.

Olhei para a pia limpa.

— Mas eu acabei de lavar tudo.

— Não precisa responder atravessado.

Respirei fundo.

Era cedo demais para começar.

— Não estou respondendo atravessado. Só estou dizendo que deixei tudo limpo.

Minha mãe puxou uma cadeira e se sentou.

— Você anda muito nervosinha. Qualquer coisa é motivo para reclamar. Devia aprender um pouco com sua irmã.

Lá estava ela.

Eloísa nem precisava estar presente para ser usada como exemplo.

— Aprender o quê, mãe?

Ela levantou os olhos para mim.

— A ser mais agradável. A saber conversar com as pessoas. A aproveitar a vida.

Soltei uma risada sem humor.

— Ah, claro. Vou largar meu emprego, parar de estudar e passar a madrugada nos bailes. Quem sabe assim eu viro sua filha preferida.

O rosto dela endureceu.

— Não começa, Elena.

— Eu nem comecei.

— Você tem uma inveja da sua irmã que chega a ser feio.

Fiquei olhando para ela, tentando entender como uma pessoa conseguia inverter tudo daquela maneira.

Inveja?

Eu tinha inveja de quê?

Das noites sem dormir, das confusões, dos homens que entravam e saíam da vida de Eloísa ou das mentiras que ela contava para escapar das consequências?

Eu queria ter a liberdade de sair sem ser interrogada, de conhecer alguém sem que minha irmã se metesse no meio e de viver sem sentir que precisava pedir desculpas por existir.

Não queria a vida dela.

Queria a minha.

— Eu não tenho inveja da Eloísa — respondi, controlando a voz. — Só queria que você me tratasse com o mesmo respeito que trata ela.

Minha mãe soltou uma risada debochada.

— Respeito? Eu trabalho, cuido desta casa e faço o que posso por vocês duas. Se você não consegue enxergar isso, o problema é seu.

Olhei para a mesa, onde estavam os comprovantes das contas que eu tinha pagado na semana anterior.

A conta de luz.

A internet que eu precisava para estudar.

O dinheiro que entreguei para a compra do gás.

Tudo saindo do meu bolso.

E, ainda assim, eu precisava ouvir que não enxergava o esforço da minha mãe.

— Eu também trabalho, mãe. Estudo à noite, chego cansada e ainda ajudo a pagar as despesas daqui. Só queria que você reconhecesse isso uma vez.

— Ah, pronto! Agora vai jogar na minha cara que ajuda dentro da própria casa?

Fechei os olhos por um instante.

Era sempre assim.

Quando eu ficava quieta, era porque não tinha personalidade. Quando respondia, era ingrata. Quando pagava as contas, estava apenas cumprindo minha obrigação. Quando Eloísa aparecia com algum problema, porém, todos precisavam compreender suas dificuldades.

Minha mãe se levantou e pegou uma xícara.

— Sua irmã está tentando melhorar de vida. Ela tem contato com pessoas que podem ajudar nossa família. Você deveria apoiá-la em vez de ficar reclamando.

— Melhorar de vida como? Dormindo com um homem rico e esperando que ele resolva tudo?

O silêncio caiu sobre a cozinha.

Minha mãe virou lentamente o rosto para mim.

— Cuidado com o que fala da sua irmã.

— Estou falando a verdade.

— Você não sabe de nada! Leonardo gosta dela, dá atenção para ela e a leva para lugares que você nunca conseguiria frequentar. Talvez, se você parasse de ser tão amarga, também conseguisse alguém que quisesse cuidar de você.

Aquelas palavras doeram mais do que eu gostaria de admitir.

Não por causa de Leonardo.

Eu nem conhecia aquele homem de verdade.

O que doía era perceber que minha própria mãe parecia acreditar que meu valor dependia de encontrar alguém rico para me sustentar.

— Eu não preciso de homem para cuidar de mim — falei, pegando a mochila. — Só queria uma mãe que não me fizesse sentir um peso dentro da própria casa.

Ela abriu a boca, mas eu já estava saindo.

Não queria chorar na frente dela.

Não daria esse gosto.

Meu trabalho ficava a alguns quilômetros de casa. Eu trabalhava em uma loja, ajudando no atendimento, organizando mercadorias e resolvendo tudo o que aparecia durante o expediente.

Não era o emprego dos meus sonhos, mas me dava algum dinheiro e me permitia continuar estudando.

Cheguei alguns minutos antes do horário, amarrei os cabelos novamente e comecei a organizar o balcão.

— Bom dia, Elena! — minha colega Júlia me cumprimentou assim que entrou.

— Bom dia.

Ela me observou por alguns segundos.

— Aconteceu alguma coisa? Você está com uma cara péssima.

Sorri de leve.

— Minha mãe.

Júlia soltou um suspiro compreensivo.

— De novo?

— De novo.

— Um dia você ainda vai sair daquela casa e vai viver sua vida. Vai poder fazer tudo o que quiser sem precisar dar satisfação.

— É tudo o que eu quero.

E eu falava sério.

Queria terminar meus estudos, conseguir um emprego melhor, alugar um apartamento pequeno e comprar meus móveis aos poucos. Queria chegar em casa e encontrar paz. Queria poder sair com alguém, conhecer uma pessoa legal, ir ao cinema, jantar fora e voltar sem medo de ser humilhada no dia seguinte.

Coisas simples.

Mas, na minha vida, até o simples parecia exigir uma luta.

Durante o expediente, tentei me concentrar no trabalho. Atendi clientes, organizei algumas prateleiras e aproveitei o intervalo para revisar o conteúdo de uma prova que teria naquela semana.

Meu celular vibrou algumas vezes, mas ignorei.

Só fui olhar quando terminei de almoçar.

Havia duas mensagens da minha mãe.

Mãe: Quando sair do trabalho, passa no mercado.

Mãe: Compra carne, arroz, feijão e produtos de limpeza. Depois me manda o valor.

Fiquei olhando para a tela.

Nem um pedido.

Nem um por favor.

Apenas uma lista de coisas que eu deveria resolver.

Respondi que compraria o necessário, mas avisei que não poderia gastar muito porque precisava pagar uma despesa da faculdade.

A resposta veio quase imediatamente.

Mãe: Você sempre tem alguma desculpa quando é para ajudar sua família.

Travei o maxilar.

Guardei o celular antes de responder algo de que pudesse me arrepender.

Eu ajudava aquela família mais do que qualquer pessoa parecia perceber.

E estava cansada de precisar provar isso todos os dias.

Saí do trabalho no fim da tarde e passei no mercado. Escolhi as marcas mais baratas, conferi os preços e fiz as contas antes de chegar ao caixa. Mesmo assim, a compra consumiu uma parte considerável do dinheiro que eu tinha guardado.

Voltei para casa carregando duas sacolas e a mochila.

Quando entrei, ouvi a televisão ligada na sala.

Minha mãe estava sentada no sofá, mexendo no celular. Ao lado dela, havia uma sacola de uma loja de roupas.

Olhei para aquilo e depois para as compras que eu tinha acabado de trazer.

— Comprou roupa, mãe?

Ela ergueu os olhos.

— Comprei algumas coisas. Por quê?

— Por nada.

Não queria discutir.

Fui para a cozinha guardar os alimentos, mas minha mãe me chamou.

— Elena, sua irmã está precisando de uma roupa bonita para o próximo baile. Ela me pediu ajuda.

Fechei a porta do armário.

— E você comprou?

— Ainda não. Estou vendo se consigo algum dinheiro.

Virei para ela.

— Eu acabei de gastar dinheiro com as compras da casa. Também preciso pagar a faculdade.

— Mas sua irmã tem um compromisso importante.

Não consegui esconder a incredulidade.

— Um compromisso importante? Mãe, ela vai para um baile!

— Não é qualquer baile. Leonardo estará lá.

Pisquei algumas vezes.

Era inacreditável.

— Você está falando sério?

— Muito sério. Se Eloísa conseguir se aproximar ainda mais dele, as coisas podem mudar para nós.

— Para nós ou para você?

Minha mãe se levantou do sofá.

— O que você quer dizer com isso?

— Que você está apostando todas as suas esperanças em um homem que nem sequer prometeu nada à Eloísa. E, enquanto isso, sou eu quem trabalha para manter essa casa funcionando.

O rosto dela ficou vermelho.

— Você é uma ingrata! Sua irmã está tentando dar um futuro melhor para todos nós, e você só sabe criticar!

— Ela está tentando dar um futuro melhor para ela mesma!

— Chega, Elena!

A voz da minha mãe ecoou pela sala.

Fiquei quieta por alguns segundos, sentindo a garganta apertar.

Eu queria dizer tantas coisas.

Queria perguntar por que ela nunca me defendia, por que nunca se preocupava com meus sonhos e por que parecia tão determinada a me fazer sentir inferior à minha própria irmã.

Mas sabia que não adiantaria.

Naquela casa, minha opinião só tinha valor quando concordava com a dela.

Voltei para a cozinha e terminei de guardar as compras.

Depois, fui para o quarto estudar.

Eu tinha uma prova importante, trabalhos atrasados e um futuro que dependia de mim.

Não podia desistir.

Não podia permitir que a maneira como minha família me tratava definisse quem eu seria.

Já passava das dez da noite quando ouvi o barulho de um carro parando diante de casa.

Continuei com os olhos no caderno, tentando terminar uma questão, até escutar a voz da minha mãe vindo da sala.

— Minha filha! Finalmente!

Fechei os olhos.

Eloísa tinha chegado.

Pelo tom da minha mãe, parecia que uma celebridade acabara de aparecer na porta.

Ouvi passos apressados, sacolas sendo colocadas sobre a mesa e as duas conversando ao mesmo tempo.

— Você precisava ter visto, mãe! O baile estava maravilhoso!

— E o Leonardo? Ele ficou com você?

— Claro que ficou!

Minha mãe soltou uma exclamação animada.

Não consegui evitar que um sentimento amargo se instalasse no meu peito.

Eu podia chegar em casa exausta, depois de passar o dia inteiro trabalhando, e receber apenas reclamações. Eloísa podia passar a madrugada fora, voltar sem dar explicações e ser recebida como se tivesse conquistado o mundo.

Levantei, deixei os livros sobre a escrivaninha e saí do quarto.

Encontrei minha irmã na sala, usando um vestido curto, salto alto e maquiagem impecável. Os cabelos estavam soltos sobre os ombros, e ela segurava uma bolsa que eu nunca tinha visto.

Parecia satisfeita consigo mesma.

Minha mãe estava ao lado dela, observando cada detalhe da roupa e perguntando sobre Leonardo.

— Ele falou alguma coisa sobre você? — minha mãe quis saber. — Disse quando vai te levar para sair de novo?

Eloísa sorriu, jogando os cabelos para trás.

— Ai, mãe, calma! Uma coisa de cada vez.

Foi então que ela me viu.

Seu sorriso diminuiu por um instante, mas logo voltou.

— Olha só quem apareceu. A trabalhadora da família.

Não respondi.

Ela se aproximou, observando minha roupa simples e meus cabelos presos.

— Você ainda está acordada estudando? Caralho, Elena, você não cansa dessa vida?

— Alguém precisa trabalhar para pagar as contas.

O sorriso dela desapareceu.

Minha mãe imediatamente se colocou ao lado da filha preferida.

— Não começa a provocar sua irmã.

Olhei para as duas.

Era impressionante como Eloísa sempre conseguia transformar qualquer situação em uma oportunidade para me atacar, enquanto minha mãe encontrava uma maneira de me culpar pela discussão.

— Eu não provoquei ninguém — respondi.

Eloísa soltou uma risadinha e colocou a bolsa sobre o sofá.

— Enfim, não tenho tempo para suas amarguras.

Ela começou a tirar algumas coisas da bolsa, procurando alguma coisa, até perceber que eu estava olhando para o volume de dinheiro que aparecia dentro dela.

Havia notas dobradas, um maço de dinheiro e alguns objetos que pareciam ter sido colocados ali às pressas.

Minha irmã fechou a bolsa imediatamente.

Rápido demais.

Olhei para ela.

— De onde veio esse dinheiro?

O rosto de Eloísa mudou.

Foi apenas por um segundo, mas eu percebi.

Ela olhou para nossa mãe, depois voltou a atenção para mim.

— Não é da sua conta.

— Eu só perguntei.

— E eu respondi.

Minha mãe franziu a testa.

— Elena, pelo amor de Deus, deixa sua irmã em paz. Você precisa se meter em tudo?

Respirei fundo.

— Eu não estou me metendo em nada. Só achei estranho ela chegar com todo esse dinheiro.

Eloísa pegou a bolsa e apertou contra o corpo.

— Você está com inveja porque eu consigo as coisas sem precisar passar o dia inteiro atrás de um balcão.

Aquelas palavras me atingiram, mas não abaixei a cabeça.

— Não confunda inveja com curiosidade. Eu trabalho pelo que tenho. Não preciso ficar dependendo de homem nenhum.

O olhar dela ficou duro.

— Cuidado com o que você fala, Elena.

— Por quê? Vai fazer o quê?

Minha mãe se levantou imediatamente.

— Chega! As duas estão proibidas de continuar com essa discussão dentro da minha casa!

Olhei para ela, incrédula.

Minha casa.

Era assim que ela se referia ao lugar onde eu ajudava a pagar as contas, onde eu comprava comida e onde passava boa parte da minha vida tentando manter tudo em ordem.

Não respondi.

Apenas voltei para o quarto, porque estava cansada demais para continuar tentando provar meu valor.

Fechei a porta, sentei na cama e fiquei olhando para os meus livros.

Eu precisava terminar aquela matéria.

Precisava continuar estudando.

Precisava sair daquela casa.

Mas, antes que eu conseguisse retomar a leitura, ouvi três batidas na porta.

— Elena, abre.

Era Eloísa.

Levantei e abri apenas uma fresta.

Ela entrou rapidamente, fechou a porta e olhou para o corredor antes de se virar para mim.

Não estava sorrindo agora.

Parecia nervosa.

Muito nervosa.

— Escuta o que eu vou te falar — sussurrou.

Cruzei os braços.

— Estou ouvindo.

Ela apertou a alça da bolsa, respirou fundo e me encarou.

— Se alguém vier aqui perguntando por mim, você não sabe de nada. Entendeu?

Meu estômago se apertou.

— O que você fez, Eloísa?

— Nada que você precise saber.

— Você acabou de entrar aqui com uma bolsa cheia de dinheiro e está me pedindo para mentir por você. É claro que eu preciso saber!

Ela se aproximou e segurou meu braço.

— Cala a boca, porra! Você quer que a mamãe escute?

Puxei meu braço de volta.

— Não encosta em mim!

Eloísa me encarou por alguns segundos. Pela primeira vez naquela noite, não parecia a garota convencida que adorava provocar todo mundo.

Parecia estar com medo.

E isso me assustou mais do que qualquer resposta que ela pudesse dar.

— Elena, eu estou falando sério — insistiu. — Não pergunta de onde veio esse dinheiro. Não mexe nas minhas coisas e, principalmente, não conta para ninguém que me viu hoje.

— Você está me metendo em alguma merda?

Ela desviou o olhar.

Aquele gesto foi suficiente para fazer meu coração acelerar.

— Eloísa…

— Promete que vai ficar de boca fechada!

Fiquei olhando para minha irmã, tentando encontrar alguma explicação que fizesse sentido.

Mas ela apenas pegou a bolsa, abriu a porta e saiu do quarto.

Antes de desaparecer pelo corredor, virou o rosto para mim.

— Se perguntarem por mim, você não sabe de nada.

A porta se fechou.

Fiquei parada, com uma sensação ruim crescendo dentro do peito.

Eu não sabia o que Eloísa tinha feito.

Não sabia de onde vinha aquele dinheiro.

E não sabia por que minha irmã, que sempre agia como se nada pudesse atingi-la, estava tão assustada.

Só tinha certeza de uma coisa.

Mais uma vez, ela tinha feito alguma merda.

E, conhecendo a minha sorte, eu provavelmente acabaria pagando por isso.

Mensagem da autora: Meninas, o que será que Eloísa aprontou dessa vez? 👀💸 Vocês acham que Elena vai acabar pagando pelos erros da irmã? Quero todo mundo comentando, porque o próximo capítulo promete! ❤️🔥

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