تسجيل الدخولDmitri tocou em seus cabelos, acariciando de leve.— Olha para mim, ele pediu, em um tom mais baixo, mas impositivo. — Hm? Amélia. - Não...Ela tentou se esquivar, o corpo rígido, mas ele foi mais rápido.— Chort(Droga)! Vem aqui! Dmitri a trouxe ainda mais para perto, o corpo dela colado ao seu. Foi então que ele percebeu o rastro de lágrimas em seu rosto e a vermelhidão ao redor de seus olhos. Sua expressão endureceu instantaneamente. — O que houve? Por que... - Não... é nada!- Não?! Me diga, quem te fez chorar? Eu vou espancar até a morte!Amélia tentou secar as últimas lágrimas, um gesto desajeitado com as costas da mão, soltando um pequeno suspiro.— Você não vai fazer isso...— Vou, é claro que vou! Não vou permitir que ninguém faça você chorar e saia impune.Ela soltou um riso fraco.- Acredite em mim... você não vai!- Apenas diga. Quem foi? — Você vai ter que esperar... Ela respondeu, com um sorriso fraco, se espalhando pelo rosto. — Não entendi. Onde ele está?— Aqu
A manhã começou com um sol brilhante e um clima ameno, refletindo o ânimo incomum com que Dmitri abriu as portas do escritório. Ele vestia um terno impecável, e, ao contrário do semblante sério e impenetrável que os funcionários estavam acostumados a ver, um sorriso leve e simpático brincava em seus lábios. Cumprimentou o segurança na entrada com um aceno de cabeça e um "bom dia" claro, o que deixou o homem visivelmente surpreso. Ao caminhar pelo corredor em direção à sua sala principal, Dmitri exalava a leveza de quem havia passado uma noite impecável. A primeira reunião da manhã, era a tortura do dia para todos os diretores, hoje foi agradável e eficiente. Ao entrar em sua sala, encontrou Yuri revisando alguns relatórios na poltrona à frente da mesa. Yuri levantou o olhar, segurando uma caneca de café, e percebeu a aura de bom humor do chefe. — Bom dia, Bratan! Yuri comentou, ajeitando o colarinho. — Vejo que a noite foi boa. — Melhor do que isso, Yuri. Dmitri respo
O silêncio dentro do carro era denso, quase sólido. Dmitri mantinha os olhos fixos na estrada, as mãos apertando o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Amélia, ao seu lado, soltou um suspiro pesado e frustrado, mas ele sequer desviou o olhar. — Sério, Dmitri? Vai continuar assim? Amélia explodiu, a irritação vencendo a paciência. — Você está agindo como se eu tivesse cometido um crime por apenas comentar o que você fez com os Harrison. Eu não me importo! Eles nunca foram uma família para mim. Por que esse silêncio punitivo? Dmitri freou bruscamente, jogando o carro para o acostamento. O som dos pneus no cascalho foi o único aviso antes de ele se virar para ela, os olhos em chamas.— Você está louca?Ele rosnou, a voz carregada de uma fúria contida. — Isso foi há quase dois anos, Lia! Eles não importam! Estão enterrados no passado, onde devem estar! — Sim, exatamente! Não importam!Ela rebateu, gesticulando com as mãos. — Então, por que você está tão irr
O sol do fim de tarde banhava o jardim com uma luz dourada e suave, transformando o gramado em um cenário que parecia saído de um sonho que Amélia nunca permitiu ter. Ao estacionar o carro, ela parou por um instante, apenas observando a cena diante de si. Dmitri, o homem que muitos temiam e cujas mãos já comandaram um império de sombras, estava agora com Lizzy montada em seus ombros, as perninhas balançando com entusiasmo, agindo como um verdadeiro general em meio a uma batalha campal. — Mais rápido, papai! Para a esquerda! Atacar! Comandava a pequena, com sua pistola de água azul neon em punho. Dmitri obedecia com uma agilidade impressionante, correndo pelo gramado enquanto soltava risadas roucas. O alvo era Alexander, que se esquivava entre as árvores do jardim, tentando revidar com sua própria arma de água. Amélia encostou-se no portal de pedra, sentindo um calor no peito. Por muitos anos, ela acreditou que a felicidade familiar era uma ficção, algo reservado para os outro
Clarisse implorou, segurando os braços de Peter, as unhas cravando-se no tecido da camisa. — Me diz o que você gosta, o que aquelas mulheres fazem que eu não faço. Eu faço qualquer coisa, Peter. Eu aprendo. Fique comigo! Peter olhou para ela com uma mistura de pena e desprezo, segurou o queixo dela com uma força desnecessária, obrigando-a a encará-lo. — Você acha que pode aprender, Clarisse? Ele soltou um sorriso de canto, sombrio. — Cuidado com o que você pede. Clarice assentiu freneticamente, entregue ao desespero. Peter apenas a soltou e caminhou em direção ao quarto. — Venha... E comece tirando essa roupa ridícula de socialite, eu quero ver o que você tem aí! Disse sem olhar para trás. Clarisse engoliu em seco, se desistisse agora não poderia recuperar o casamento. Impulsionada por suas ilusões românticas acreditava que poderiam voltar ao relacionamento de antes com Peter, ele poderia amá-la de novo. Clarisse começou a desabotoar a camisa, enquanto caminhava
Amélia parou. Ela não recuou, nem demonstrou surpresa. Apenas o observou com uma neutralidade que era mais cortante do que qualquer insulto. Não havia respeito, nem o reconhecimento de sua mãe. Ela não disse uma palavra, mantendo as mãos cruzadas calmamente à frente do corpo, esperando que ela esgotasse seu fôlego. — Você está me ouvindo? Elena continuou, a arrogância subindo de tom diante do silêncio dela. — O Peter cometeu um erro, sim, um erro de garoto, mas o Dmitri está usando isso para nos destruir! Ele quer tudo, ele quer as casas! Você tem o dever de falar com ele. O sobrenome Harrison está em jogo, Amélia. É a nossa história, a nossa linhagem. Você não pode permitir que ele arraste o nosso nome pela lama por causa disso... Mexa-se! Faça alguma coisa! - Eu não me importo. - O, o que você está dizendo?! Amélia inclinou levemente a cabeça. O olhar dela, antes vazio, agora brilhava com uma faísca de satisfação contida. — Eu não posso ajudar vocês. Ela disse, a voz







