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Capítulo 04

Author: Mary Aguiar
last update publish date: 2026-09-04 12:59:45

Hoje era segunda, dia de colégio.

Acordo cedo, tomo meu banho, faço toda minha higiene e depois de por meu uniforme escolar, desço para o café da manhã.

Tânia e Gilmar já estavam lá e o silêncio habitava na mesa.

Me sentei e já comecei a passar Nutella no meu pão.

— Bom dia.

Cumprimentei eles, mas já sabendo que não responderiam, era sempre assim, mas eu não ligava.

Depois de ter tomado meu café segui para a escola.

Eu tinha um motorista que me levava para todas as atividades do meu dia, escola, clube, cursos... Tudo que Tânia odiava fazer... Quer dizer, ela odiava me levar.

Depois de me despedir de seu João, sigo para dentro do colégio.

...

A aula foi chata como todos os dias, principalmente que vamos entrar em semana de prova.

— Os pais de Patrick viajaram e ele vai dar uma festa hoje, você vai neh?

Marlon um garoto da minha sala envolve os braços ao redor do meu pescoço e enquanto caminhávamos em direção a saída do colégio, ele me perguntava.

— Pow, desta vez não vai dar, minha mãe me colocou de castigo essa semana.

— O que você aprontou dessa vez?

Ele tinha um sorriso debochando rosto.

Olho em sua direção fazendo cara de ofendida, chego ate parar de caminhar em frente ao portão da escola e o olho ofendida.

— Eu? Nada!

Minto.

— Duvido! Mas sei se você não vai me contar...

Ele me entrega um papel com o endereço da casa do Patrick e depois de me dar um beijo na bochecha, ele vai em direção ao seu carro.

Marlon já tinha 18 anos e apesar de não ser habilitado, ele tinha um carro e dirigia.

Olho ao redor para tentar achar o meu motorista, mas minha alma vai embora quando olho para minha esquerda e vejo o cara da boate me encarando

Ele estava que nem aqueles bad boys de filmes americanos... Calça preta larga estilo corrida, camiseta branca, boné e óculos escuras... Ele chega a tirar o óculos do rosto enquanto me acompanha com o olhar.

Ando de pressa em direção ao João, e vejo o momento que ele ameaça vir em minha direção, mas é interceptado por Cléo, uma menina da minha sala.

Assim que ela vê ele, ela grita um “meu amor” e corre em sua direção evolvendo suas pernas ao redor de minha cintura.

Desvio meu olhar do dele e entro rápido no carro e assim que seu João da partida olho para trás e o vejo ainda com ela grudada nele, porém ele não tira o olho do meu carro.

...

— Flávia ele estava na porta do meu colégio!

Eu estou no meu quarto, deitada em minha cama e com o telefone no viva voz.

— Ele foi atrás de você?

Até Flávia está assustada.

— Não! Acho que não... Cléo grudou no pescoço dele e chamou ele de amor, acho que é namorada dele.

— Cléo? Cléo a patricinha puta?

Flavia ao mesmo tempo que estava em choque, se divertia com meu desespero.

— Essa mesma!

Cléo era filha de um magnata do petróleo e tinha o prazer em humilhar bolsistas, principalmente quando um dos carinhas que ela saía do time de futebol do colégio mostrava interesse pela garota... Eu odiava ela.

— Que sorte hein amiga! Você foi logo ficar com o namorado da Cléo!

Risos.

— Droga, Flávia! Se ela souber, acabou minha vida escolar!

Me senti desanimada.

A verdade é que eu era super pra frente, bem rebelde, fugia, ia pra festas cheias de bebidas, ia para encontros proibidos de corrida de carro, mas nunca me metia em brigas, eu nem sabia brigar.

— Bem... Fica tranquila, por que tenho certeza que ele não vai contar que traiu ela...

Vendo por esse lado... Agora estou mais tranquila.

— Você tem razão! Ele não vai contar que traiu ela...

Falo pensativa.

— Pois é, mas conte mais sobre essa festa que te convidaram?

Ela muda o assunto.

Passo horas conversando com Flávia sobre vários assuntos e só desligo por que Amélia entra no meu quarto me lembrando da aula de inglês que tenho daqui a pouco.

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