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Capítulo 07

Author: Mary Aguiar
last update publish date: 2026-09-04 13:13:13

Estou no carro indo para meu curso de idiomas, três aulas eu tenho hoje... Inglês, espanhol e japonês. Sim, Tânia fazia questão que eu soubesse essas três línguas, afinal, um menina bem educada e bonita poderia ter o homem que quisesse, era isso, Tânia no momento certo me usaria como moeda de troca, sendo a pior das cafetinas, aquela que vende a própria filha... No cú dela que eu me casaria com alguém que ela tenha escolhido, por mais lindo que ele fosse!

Estou no banco de trás do carro, com um fone no ouvido enquanto seu João dirige o carro pela avenida das Américas, no centro da barra da tijuca... Tudo acontece muito rápido...

Em um momento estou perdida em meus pensamentos enquanto ouço APT de Rosé e Bruno Mars e no outro estou no meio de uma gritaria no meio do trânsito.

— Passa tudo porra! Passa, passa! Tá surda caralho!

Um homem grita me trazendo de volta a realidade.

— Eu...

Tento falar mais o homem que grita comigo já coloca a mão no meu pescoço e puxa meu cordão com toda força... Tiro meus fones e entrego a ele junto com meu iPhone.

Ele não era estranho pra mim, estreito o olhar tentando lembrar da onde eu o conhecia, até que olho para frente, em direção ao meu motorista e ao homem que tem uma arma apontada para ele.

O homem na parte da frente do carro era muito parecido com o que gritava o tempo todo comigo, não eram idênticos, mais bem parecidos e eu tinha certeza que eram irmãos e para piorar tudo, eu lembrava exatamente quem ele era...

— Victor?

Digo perplexa.

Nessa hora ele olha em minha direção e tenho certeza que ele quase infarta quando me vê, por que ele fica pálido, perde até a voz.

— Puta merda!

Ele diz abaixando a cabeça e respirando fundo, mas logo levanta e olha para o comparsa.

— Devolve tudo, vamos embora!

— Nem fodendo! Essa é da boa... Riquinha, tudo do bom.

O comparsa diz e quando a arma dele vira em direção ao seu João, eu simplesmente entro em pânico.

— Por favor, for favor... Ele tem família... Toma, leva tudo, leva tudo...

Começo a tirar meu tênis Nike que veio direto dos Estados Unidos, tiro meus anéis, pego minha bolsa Gucci.

Minhas lágrimas caem sem parar... Tudo foi muito rápido, cerca de 3 minutos, mais para mim parecia uma eternidade.

— Tá com medo que eu atire nele? Nesse velhote?

Ele segura no meu cabelo com força e força eu olhar para seu João enquanto aponta a arma para ele. Ele estava prestes a atirar, mas antes Victor diz:

— Larga ela! Devolve tudo e vamos!

Mas o que está segurando meu cabelo está muito nervoso.

— Não antes de acabar com eles! Ela te conhece , porra!

Ele coloca o dedo no gatilho, só que mais uma vez Victor grita.

— Larga ela porra! Já mandei!

O irmão ruim respira fundo e sussurra em meu ouvido antes de ser puxado pelo Victor:

— Isso não acabou aqui!

Ele lambe minha bochecha, mas logo é puxado por Victor.

Eu tremia tanto, mais tanto que nem me dei conta que acabei fazendo xixi nas calças.

— Ei... Fica calma...

Victor tenta se aproximar de mim, mas eu me encolho, estava apavorada.

Ele me olha com pesar e olha para o meu motorista.

— Leva ela para o hospital agora!

João não diz nada, só liga o carro e assim que Victor fecha a porta de trás, João arranca em direção ao hospital.

Depois de uns 10 minutos chegamos ao hospital mais próximo, João avisou Tânia, mas quem apareceu no hospital foi Amélia. Ela estava nervosa, mas logo se acalmou quando viu que eu estava bem.

Fiquei alguma horas tomando um calmante, mas já a noite recebi alta.

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