登入Estou no carro indo para meu curso de idiomas, três aulas eu tenho hoje... Inglês, espanhol e japonês. Sim, Tânia fazia questão que eu soubesse essas três línguas, afinal, um menina bem educada e bonita poderia ter o homem que quisesse, era isso, Tânia no momento certo me usaria como moeda de troca, sendo a pior das cafetinas, aquela que vende a própria filha... No cú dela que eu me casaria com alguém que ela tenha escolhido, por mais lindo que ele fosse!
Estou no banco de trás do carro, com um fone no ouvido enquanto seu João dirige o carro pela avenida das Américas, no centro da barra da tijuca... Tudo acontece muito rápido... Em um momento estou perdida em meus pensamentos enquanto ouço APT de Rosé e Bruno Mars e no outro estou no meio de uma gritaria no meio do trânsito. — Passa tudo porra! Passa, passa! Tá surda caralho! Um homem grita me trazendo de volta a realidade. — Eu... Tento falar mais o homem que grita comigo já coloca a mão no meu pescoço e puxa meu cordão com toda força... Tiro meus fones e entrego a ele junto com meu iPhone. Ele não era estranho pra mim, estreito o olhar tentando lembrar da onde eu o conhecia, até que olho para frente, em direção ao meu motorista e ao homem que tem uma arma apontada para ele. O homem na parte da frente do carro era muito parecido com o que gritava o tempo todo comigo, não eram idênticos, mais bem parecidos e eu tinha certeza que eram irmãos e para piorar tudo, eu lembrava exatamente quem ele era... — Victor? Digo perplexa. Nessa hora ele olha em minha direção e tenho certeza que ele quase infarta quando me vê, por que ele fica pálido, perde até a voz. — Puta merda! Ele diz abaixando a cabeça e respirando fundo, mas logo levanta e olha para o comparsa. — Devolve tudo, vamos embora! — Nem fodendo! Essa é da boa... Riquinha, tudo do bom. O comparsa diz e quando a arma dele vira em direção ao seu João, eu simplesmente entro em pânico. — Por favor, for favor... Ele tem família... Toma, leva tudo, leva tudo... Começo a tirar meu tênis Nike que veio direto dos Estados Unidos, tiro meus anéis, pego minha bolsa Gucci. Minhas lágrimas caem sem parar... Tudo foi muito rápido, cerca de 3 minutos, mais para mim parecia uma eternidade. — Tá com medo que eu atire nele? Nesse velhote? Ele segura no meu cabelo com força e força eu olhar para seu João enquanto aponta a arma para ele. Ele estava prestes a atirar, mas antes Victor diz: — Larga ela! Devolve tudo e vamos! Mas o que está segurando meu cabelo está muito nervoso. — Não antes de acabar com eles! Ela te conhece , porra! Ele coloca o dedo no gatilho, só que mais uma vez Victor grita. — Larga ela porra! Já mandei! O irmão ruim respira fundo e sussurra em meu ouvido antes de ser puxado pelo Victor: — Isso não acabou aqui! Ele lambe minha bochecha, mas logo é puxado por Victor. Eu tremia tanto, mais tanto que nem me dei conta que acabei fazendo xixi nas calças. — Ei... Fica calma... Victor tenta se aproximar de mim, mas eu me encolho, estava apavorada. Ele me olha com pesar e olha para o meu motorista. — Leva ela para o hospital agora! João não diz nada, só liga o carro e assim que Victor fecha a porta de trás, João arranca em direção ao hospital. Depois de uns 10 minutos chegamos ao hospital mais próximo, João avisou Tânia, mas quem apareceu no hospital foi Amélia. Ela estava nervosa, mas logo se acalmou quando viu que eu estava bem. Fiquei alguma horas tomando um calmante, mas já a noite recebi alta.Estávamos dentro do carro, estava indo em direção a comunidade e depois de controlar meu choro, Victor puxa assunto. — O que ela falou? Ele quer saber. — Confessou que Gilmar não é meu pai, disse que meu pai me registrou, me bancou por todos esses anos, mas nunca veio me ver... — E aí? Você vai atrás dele? — Eu não sei... Eu estou confusa... Ele me abandonou, não quis saber de mim. — Mas ele te bancou, isso significa algo neh? Ele me olha rapidamente e depois volta a olhar para o trânsito. — Eu não sei... Acho que ele me bancou para manter Tânia quieta e eu longe... — Não acredito nisso. Ficamos em silêncio até chegarmos na comunidade. ... Assim que entramos em casa, eu já me jogo na cama, fico olhando para o teto e tento decidir se quero saber mais dele ou não. Victor deita sobre mim e fica me encarando. — Eu queria poder tirar de você todas essas preocupações, queria
Angel... — Diz pra mim que isso está errado?! Digo mostrando minha certidão a ela. Eu estou na porta de Tânia, seus olhos se arregalam e ela me dá as costas entrando em casa e eu a sigo fechando a porta. — Então você conseguiu seus documentos?! Ela diz enquanto caminha pra longe de mim. — Gilmar é ou não é meu pai? Digo em voz alta. — Você já sabe a resposta! Ela pega uma bebida no bar de Gilmar. — Por que mentiu esse tempo todo pra mim? Começo a chorar. — Por que eu quis, por que pai é quem cria! — Tânia, ele nunca me amou e agora tá explicado o motivo... Quem é o meu pai? Enfim faço a pergunta e Tânia simplesmente se cala. — Tânia, eu mereço saber? Quem é a Porra do meu pa
Esperei os três dias que playboy pediu e estou aqui, de frente pra ela, com o envelope na mão.Ela já sabia que eu havia conseguido tudo, então ela estava ansiosa me esperando.— E aí, ele conseguiu? Angel está a minha frente, suas mãos roçam umas nas outras, ela realmente estava nervosa. — Sim. Digo receoso. Ela começa a gritar e pular de felicidade. — Ainda bem... Nossa, enfim vou poder seguir minha vida... Terminar meus estudos, arrumar um emprego e o principal, nunca mais precisar ver Tânia. Ela tinha um sorriso lindo nos lábios, mas eu estava sério, eu sabia que essa alegria toda ia para a casa do caralho assim que ela tivesse os benditos documentos em mãos. — Tá aqui. Entrego a ela um envelope que Badaró mandou trazerem, ali tinha sua certidão de nascimento, identidade, CPF e até o passaporte dela. Ela se senta na cama e com calma vai tirando documento por documento de dentro do papel
Victor...Estou três dias sem aparecer na casa da Angel, eu precisava de um tempo, precisava me reconectar, voltar a ser o Victor que não se importava com nada, mas confesso que tô com saudade daquela magrela, tô três dia sem dormir direito, mó saudade de dormir sentindo o cheiro dela.Antes de iniciar a ronda com playboy mando mensagem para ela:“Desculpa por aquele dia... Tô com saudades”Não demora muito e ela responde:“ Saudade porra nenhuma, amigo não fica três dias sem dá sinal de vida!”Ela estava brava e eu amo quando ela está brava.“ É sério magrela, me perdoa... Tô três dias sem dormir, mó saudade do seu cheiro.”Ela escreve, aí para de escrever, depois volta a escrever, até que envia a mensagem.“Magrela? Onde eu sou magrela? Victor, você fumou?”Gargalho com a revolta dela.“Bebi não Poh... Mais tarde passo aí ,🤣”“ Eu até ia te desculpar, mas depois desse “magr
Por incrível que pareça, eu dormi bem, muito bem! Acordei por volta das 7 da manhã, tomei um banho rápido, escovei os dentes com o dedo e desci para a parte de baixo da casa de playboy. Tudo estava organizado, fui para a cozinha e playboy estava sentado a mesa que tinha na cozinha tomando seu café da manhã. — Bom dia. Digo sem jeito. — Bom dia! Senta aí, toma um café da manhã. Ele diz firme. — Eu... Tento recusar, já tirei ele do seu quarto e ainda vou tomar café aqui? Não mesmo, não sou tão cara de pau. — Senta logo, Angel! É só um café da manhã... Toma e depois te deixo em casa. Respiro pesado, eu sabia que com ele não tinha conversa, então me dou por vencida. Assim que sento na cadeira, Amélia entra pela porta da cozinha. — Amélia? Falo surpresa por vê-la ali. — Oi minha menina, bom dia... Ela vem até mim e me dá um beijo na minha testa, como fazia todos os dias de manhã
Estamos em seu quarto, eu estou na cama dele e inspiro e expiro várias vezes tentando me acalmar. Meu coração estava muito acelerado, eu ainda tremia. — Ei, calma... Desculpa, eu... Eu não sabia que você ia ficar assim.Ele apesar de falar calmo, ele parecia preocupado. — Me... Me desculpa você... Eu só... Não gosto de comemorar esse dia, tenho lembranças ruins...— Como assim? Nosso aniversário deveria ser o melhor dia da nossa vida... Ele tenta entender o que estava acontecendo comigo. — Não quando a data faz você lembrar da primeira surra que você levou na vida e que daquele dia em diante seu conto de fadas acabou...Soluço enquanto falo e playboy me puxa para deitar a cabeça em seu colo.Ele está sentado na beirada da cama, com os pés no chão e eu já estou com minha cabeça em seu colo, encolhendo o meu corpo naquela cama enorme. — Os tempos ruins se passaram, Angel. Agora você está aq







