로그인Depois de se despirem, o homem começou a beijar o pescoço e o colo de Paola, explorando delicadamente cada centímetro de sua pele. A proximidade entre os dois intensificou a atmosfera de intimidade, e ela se entregou às sensações daquele momento, deixando escapar suspiros de prazer enquanto se aproximava ainda mais dele.
Em seguida, o desconhecido deslizou a mão até a cintura de Paola, acariciando-a com delicadeza. Ela reagiu ao toque, tomada por uma onda de sensações que a fez esquecer, por alguns instantes, toda a dor que carregava. Naquele momento, só conseguia pensar em se deixar levar pela intensidade daquela noite.
Ele a penetrou lentamente, sentindo o calor de seu corpo ao redor do próprio. Paola soltou um gemido e, pouco a pouco, os dois encontraram um ritmo em que seus movimentos se harmonizavam. Cada movimento se tornava mais intenso, como se ambos tentassem prolongar aquela fuga temporária da realidade.
— Sim, assim... — murmurava ela, a voz entrecortada pela emoção. — Mais fundo, mais rápido.
Os dois se beijaram apaixonadamente enquanto Paola se movia sobre ele. O calor de seus corpos e a respiração ofegante preenchiam o quarto, envolvendo-os em uma intimidade que parecia suspender o mundo ao redor.
— Estou quase chegando ao clímax — sussurrou Paola, apertando-se contra o desconhecido, sentindo que ele também estava prestes a perder o controle.
— Sim... não pare — murmurou ela junto ao ouvido dele, tomada pela intensidade do momento.
Aquelas palavras foram suficientes para fazê-lo abandonar qualquer tentativa de conter as próprias emoções. Os dois atingiram o clímax quase ao mesmo tempo, entregando-se por completo àquele instante. Exaustos, permaneceram abraçados, com a respiração ainda irregular e os corpos aquecidos, até que o sono finalmente os venceu.
A luz do sol da manhã atravessava as cortinas, iluminando suavemente o quarto. Paola despertou devagar, sentindo o calor de um corpo ao seu lado e recordando os momentos de paixão e esquecimento da noite anterior. Ao se virar, encontrou o homem dormindo tranquilamente, com uma expressão serena que contrastava com a intensidade do que haviam compartilhado.
Paola suspirou, tomada por uma mistura de gratidão e nostalgia. Naquele momento, ele havia sido exatamente o que ela precisava. Embora não soubesse praticamente nada a respeito dele, aquela breve experiência lhe devolvera um pouco da força que Lucas havia lhe tirado.
Aquela noite lhe mostrara que não era ela quem estava quebrada, que ainda tinha muito a viver e que existia vida além de um casamento fracassado. Ainda assim, sabia que aquela ligação deveria permanecer onde havia começado: em uma noite compartilhada por dois desconhecidos, sem promessas ou compromissos.
Com cuidado, deslizou para fora da cama, tentando não despertá-lo. Recolheu seus pertences, calçou os sapatos, pegou a bolsa e deixou o quarto silenciosamente, sem olhar para trás.
Ao sair do hotel, foi recebida pelo ar fresco da manhã, que lhe trouxe uma sensação de renovação. A noite anterior havia sido o catalisador de que precisava, o impulso que faltava para tomar uma decisão que já vinha amadurecendo em sua mente desde que entrara naquele bar. Naquele instante, teve certeza do que precisava fazer: divorciar-se de Lucas e afastar-se de tudo o que a havia ferido.
Com o coração decidido e a mente mais lúcida do que nunca, pegou o celular e ligou para seu advogado, enquanto as lembranças da traição de Lucas voltavam a invadir seus pensamentos.
Paola Fischer chegara cedo em casa naquele dia, algo bastante incomum em sua rotina. Era uma tarde agradável, daquelas em que os raios de sol atravessavam as janelas e conferiam ao ambiente um brilho dourado, quase mágico. Aquela luminosidade tornava a casa ainda mais tranquila e acolhedora, como se nada fosse capaz de perturbar a paz daquele lar que ela e Lucas haviam construído juntos ao longo dos últimos três anos.
Subiu as escadas com um leve sorriso nos lábios, imaginando que surpreenderia Lucas trabalhando em seu escritório ou se preparando para alguma reunião de última hora. Paola adorava aqueles pequenos momentos de cumplicidade e as surpresas que faziam parte da vida a dois. No entanto, à medida que se aproximava do quarto, uma sensação estranha começou a se instalar em seu peito, como um pressentimento que ela não conseguia compreender por completo.
Ao abrir a porta, aquela sensação se transformou em algo que jamais experimentara antes. O ar no quarto parecia carregado, e a primeira coisa que viu foi Lucas. Ao ouvir o ruído da porta, ele ergueu os olhos na direção dela, permanecendo imóvel sobre a cama, com o rosto tomado pela surpresa. Ao seu lado, enroscada entre os lençóis, estava Rose Evans, sua secretária, cujo olhar revelava deboche e desafio.
Paola sentiu o mundo desmoronar sob seus pés. Aquele lugar, que durante tanto tempo havia sido seu refúgio, agora se voltava contra ela, transformando-se em uma prisão que a confrontava com a pior das traições. Não houve gritos nem acusações. O silêncio era devastador, mais ensurdecedor do que qualquer discussão que pudesse ter começado.
Um frio inexplicável percorreu o corpo de Paola enquanto ela encarava Lucas e Rose, ainda enroscados nos lençóis da cama de casal. O silêncio no quarto era tão denso que parecia pressionar seu peito. Durante longos segundos, ela não conseguiu pronunciar uma única palavra. Por fim, com a voz trêmula, mas tentando a todo custo não desmoronar, fez a pergunta que martelava em sua mente.
— Lucas... por quê?
Lucas suspirou e revirou os olhos, como se a resposta fosse óbvia e a pergunta dela não passasse de um incômodo. Endireitou-se lentamente, lançando-lhe um olhar carregado de desprezo.
— Por quê? — repetiu em tom debochado, como se aquilo tudo fosse uma piada. — Estou cansado de você, Paola. Você é tão... tão frígida. Até mesmo transar com você é entediante, um esforço inútil.
As palavras atingiram Paola como um tapa, uma agressão que jamais imaginara receber. Seu rosto queimava, mas não de raiva. Era a humilhação que a consumia por dentro. Parecia que Lucas estava determinado a destruí-la, palavra por palavra. Ela o encarou, incrédula, tentando encontrar em seus olhos qualquer sinal de que ele não estivesse falando sério. No entanto, tudo o que encontrou foi frieza e desprezo.
Paola mal conseguia se manter de pé. Nunca havia se sentido tão indefesa, tão exposta. Então, voltou os olhos para Rose, que continuava deitada na cama, escondida sob os lençóis que um dia haviam simbolizado seu casamento, observando-a com um sorriso arrogante. Paola percebeu o brilho de triunfo em seu olhar. Rose estava se divertindo com sua humilhação.
— Acho que já está na hora de você aceitar a realidade, Paola — disse Rose, ajeitando-se entre os lençóis, sem sequer tentar disfarçar a satisfação que sentia. — Sou amante dele há muito tempo, mas não quero mais continuar me escondendo. Você era apenas um estorvo na vida dele, um fardo... E, bem, agora já não é mais.
Paola tentou se concentrar no que precisava fazer, mas seus pensamentos continuavam girando em torno de uma única ideia: o homem diante dela não era apenas um dos mais poderosos da cidade. Ele também era o desconhecido com quem havia compartilhado uma noite que ainda a assombrava, tanto pelas sensações intensas que experimentara quanto pelo mistério que envolvia aquele encontro. Sua mente lutava para assimilar o impacto daquela revelação.O homem à sua frente, Dereck Maxwell, não era apenas o CEO de um dos conglomerados mais influentes da Cidade Imperial. Também era conhecido por sua capacidade implacável de tomar decisões que deixavam sem fôlego todos aqueles que cruzavam seu caminho. Não temia destruir quem quer que considerasse uma ameaça e, ainda assim, estava ali, concedendo uma entrevista como se nada tivesse acontecido. Como se não houvesse ligação alguma entre o homem que acabara de arremessar outra pessoa ao chão com uma facilidade assustadora e aquele que ela conhecera numa
Paola sentiu uma pontada de surpresa quando Ana a conduziu até o estacionamento da emissora, em vez de levá-la a uma sala de entrevistas. Permaneceu em silêncio por alguns instantes, sem saber se deveria perguntar o motivo daquela mudança de planos. No entanto, Ana pareceu perceber sua expressão confusa e lançou-lhe um sorriso irônico.— O que foi, Paola? Achou que alguém tão importante quanto ele se daria ao trabalho de vir até aqui? — Ana balançou a cabeça, demonstrando certo desprezo. — Temos sorte de ele ter aceitado conceder sequer dez minutos de entrevista. Não é qualquer um que consegue uma oportunidade dessas.Paola piscou, ainda mais confusa. Todos sabiam que a TCL, a emissora para a qual começara a trabalhar, era a mais importante do país. Em geral, as personalidades mais influentes faziam questão de aparecer em seus programas para serem entrevistadas. Afinal, uma única aparição naquela rede poderia ampliar consideravelmente a visibilidade de qualquer pessoa.Quem, então, era
Paola havia retornado à cidade cheia de esperança e determinação. Com suas economias, conseguira alugar um pequeno apartamento para si e para os dois filhos, Clara e Ethan. Embora o espaço fosse modesto, ela o enchera de aconchego, decorando as paredes com os desenhos de Clara e espalhando os brinquedos favoritos de Ethan pelos cômodos. Aos poucos, transformara aquele lugar em um verdadeiro lar para sua pequena família.Todas as manhãs começavam da mesma maneira: Paola preparava o café da manhã enquanto Clara e Ethan se sentavam à mesa, prontos para iniciar o dia com suas risadas e travessuras. Clara, sempre sorridente e educada, ajudava a mãe a colocar os pratos na mesa e fazia perguntas curiosas sobre a cidade, os edifícios e a escola onde começaria a estudar em breve. Ethan, por sua vez, era o travesso da família. Com seu riso contagiante e seus comentários inesperados, conseguia arrancar gargalhadas tanto de Paola quanto da irmã. Embora às vezes fizesse mais barulho do que o neces
Paola havia deixado a cidade para trás e, com ela, todos os laços e as sombras de seu passado. Instalou-se em uma pequena cidade no sul, longe dos rumores e da influência dos Hotman. Ali, encontrou um lugar tranquilo: uma cabana aconchegante com vista para o rio, onde esperava recomeçar e construir uma vida em paz.Os primeiros dias foram um verdadeiro alívio. Paola desfrutava da solidão, explorava a paisagem, redescobria a si mesma e se adaptava à simplicidade de seu novo lar. Era como se estivesse recuperando, pouco a pouco, os pedaços de si mesma que perdera durante aqueles anos de casamento. Agora que estava sozinha, podia respirar sem temer as expectativas de ninguém, caminhar sem sentir o peso do olhar de sua sogra às suas costas e, finalmente, começar a se curar.Entretanto, algumas semanas depois de iniciar sua nova vida, algo mudou. A princípio, Paola pensou que fosse apenas o cansaço acumulado em decorrência de tantas mudanças recentes. Pouco depois, porém, os sintomas se to
Cada palavra de Rose era como veneno, acumulando-se lentamente em seu peito. Paola não tinha forças para responder, muito menos para enfrentar aquela mulher que estava roubando a pessoa que ela mais amara em toda a sua vida. Sentia algo se romper dentro de si, como se cada fibra de seu ser estivesse se desfazendo em pedaços.Com uma das mãos trêmulas sobre o peito, deu meia-volta, decidida a fugir daquele lugar que um dia chamara de lar. Só queria desaparecer, parar de sentir. Queria que aquela dor se apagasse de alguma forma, ainda que fosse apenas por um instante.No entanto, quando se virou em direção à porta, parou abruptamente. Ali, parada no umbral, estava sua sogra, observando-a com uma expressão que mesclava surpresa e desaprovação. A mãe de Lucas, que sempre fora fria e reservada com ela, agora a encarava de maneira penetrante, como se soubesse exatamente o que acabara de acontecer naquele quarto.— Paola — disse ela, com a voz seca. — O que está acontecendo aqui?Paola engol
Depois de se despirem, o homem começou a beijar o pescoço e o colo de Paola, explorando delicadamente cada centímetro de sua pele. A proximidade entre os dois intensificou a atmosfera de intimidade, e ela se entregou às sensações daquele momento, deixando escapar suspiros de prazer enquanto se aproximava ainda mais dele.Em seguida, o desconhecido deslizou a mão até a cintura de Paola, acariciando-a com delicadeza. Ela reagiu ao toque, tomada por uma onda de sensações que a fez esquecer, por alguns instantes, toda a dor que carregava. Naquele momento, só conseguia pensar em se deixar levar pela intensidade daquela noite.Ele a penetrou lentamente, sentindo o calor de seu corpo ao redor do próprio. Paola soltou um gemido e, pouco a pouco, os dois encontraram um ritmo em que seus movimentos se harmonizavam. Cada movimento se tornava mais intenso, como se ambos tentassem prolongar aquela fuga temporária da realidade.— Sim, assim... — murmurava ela, a voz entrecortada pela emoção. — Mais







