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Capítulo 3

Author: Carla
last update publish date: 2025-01-14 18:52:27

EMMA

Daniel retirou os meus sapatos e aproximou-se. Os dedos dele subiram lentamente pelas minhas pernas, deixando um rasto quente sobre a pele. Quando chegou às minhas coxas, separou-as com uma firmeza que fez a minha respiração falhar. Fechou a mão em torno do meu tornozelo e ergueu-me a perna.

Beijou primeiro a pele, depois subiu pela perna, arrastando os lábios devagar, até alcançar a parte de trás do joelho.

Mordeu-me de leve.

Antes que eu recuperasse, passou a língua sobre o mesmo lugar e continuou pela parte interior da coxa.

A outra mão agarrou-me pela anca e puxou-me até à beira da cama. O meu corpo deslizou pelos lençóis, e soltei uma exclamação quando ele apoiou a minha perna no ombro.

Daniel fez o mesmo com a outra.

Ajoelhou-se entre as minhas pernas e afastou-as com as mãos. Os dedos apertaram-me as coxas enquanto a sua boca alternava entre beijos e pequenas mordidas, aproximando-se lentamente na minha zona íntima.

Agarrei os lençóis.

Daniel parou a poucos centímetros de onde eu o queria.

Ergui as ancas na sua direção.

Ele empurrou-as novamente contra o colchão.

— Daniel…

Não respondeu.

Baixou finalmente a boca e o meu corpo arqueou-se de imediato. Um gemido escapou-me antes que eu conseguisse contê-lo.

Daniel manteve uma mão sobre a minha anca. A outra subiu pelo meu ventre, segurou-me pela cintura e puxou-me ainda mais para junto dele.

Começou devagar.

Os lábios moviam-se sobre mim enquanto as mãos me mantinham no lugar. Quando tentei acompanhar o ritmo com as ancas, Daniel abrandou. Quando parei, voltou a intensificá-lo.

Repetiu a provocação até eu perder a paciência.

Enfiei os dedos no cabelo dele e puxei-o para mais perto.

Daniel deixou escapar um som baixo contra a minha pele. A vibração fez-me contrair as pernas em torno dos seus ombros.

Ele apertou-me a anca em resposta.

Levei a outra mão à boca para abafar os gemidos. Daniel parou, ergueu-se o suficiente para agarrar o meu pulso e afastou-me os dedos dos lábios.

Prendeu-me a mão contra o colchão.

— Não.

Soltou-me e regressou imediatamente ao que estava a fazer.

Desta vez, não foi lento.

A boca dele moveu-se com mais firmeza, alternando o ritmo sempre que o meu corpo começava a habituar-se. Daniel segurou-me pelas coxas e ergueu-me ligeiramente, mudando a posição sem se afastar.

A minha cabeça caiu para trás.

Puxei-lhe o cabelo. As minhas ancas moveram-se contra ele, primeiro hesitantes, depois sem qualquer cuidado. Daniel acompanhou cada movimento e manteve-me apertada contra a sua boca.

As minhas pernas começaram a tremer.

Ele passou um braço pela minha cintura, impedindo que o meu corpo voltasse a cair sobre o colchão. Com a outra mão, manteve-me uma das coxas aberta enquanto continuava.

Os gemidos saíam cada vez mais altos.

Daniel acelerou.

Agarrei-lhe os ombros e tentei erguer-me, mas ele voltou a empurrar-me para baixo. Os meus dedos percorreram-lhe o cabelo, a nuca e as costas, procurando alguma coisa onde me segurar.

Ele não me deu uma pausa.

A tensão rompeu-se de repente. Arqueei as costas, fechei as pernas em torno dele e gritei o seu nome.

Daniel manteve-me presa à sua boca enquanto todo o meu corpo se contraía. Só abrandou quando as minhas ancas deixaram de se mover e os meus dedos se soltaram lentamente do seu cabelo.

Pousou-me de novo sobre os lençóis e subiu pelo meu corpo. As mãos percorreram-me a cintura, as costelas e os braços até ele se colocar sobre mim.

Antes que eu recuperasse a respiração, Daniel segurou-me pelo queixo e beijou-me, deixando-me sentir o meu gosto na sua boca. O gesto devia ter-me envergonhado, mas apenas voltou a despertar o desejo que eu julgara satisfeito.

Passei as mãos pelas costas dele e senti os músculos contraírem-se sob os meus dedos. Desci pelo peito, percorri-lhe o abdómen e alcancei o cinto.

Daniel segurou-me pelo pulso.

Pensei que fosse impedir-me, mas limitou-se a guiar a minha mão até à fivela. Depois soltou-me.

Abri-lhe o cinto e desapertei-lhe as calças. Daniel deixou-me empurrá-las um pouco para baixo antes de se afastar da cama e terminar de se despir.

Não tentou esconder-se nem desviou os olhos de mim.

Abriu a gaveta da mesa de cabeceira, retirou uma pequena embalagem e colocou proteção.

Quando regressou para cima da cama e se posicionou entre as minhas pernas, todo o nervosismo que o desejo mantivera escondido voltou de repente.

O meu corpo ficou rígido.

Daniel percebeu imediatamente e parou antes de avançar.

— O que foi?

Engoli em seco, sem conseguir sustentar-lhe o olhar.

— Sou virgem.

Durante alguns segundos, Daniel não se mexeu. A surpresa surgiu brevemente no seu rosto, antes de a expressão voltar a fechar-se.

— Quero continuar.

Daniel estudou-me em silêncio, como se procurasse qualquer hesitação que eu tentasse esconder.

Ele beijou-me novamente, desta vez com uma contenção diferente. A mão percorreu a minha cintura e desceu pela anca, preparando o meu corpo antes de voltar a posicionar-se entre as minhas pernas.

Só então começou a entrar em mim.

A primeira pressão fez-me prender a respiração.

Agarrei-lhe os ombros e enterrei as unhas na sua pele. Daniel permaneceu imóvel, com os olhos fixos no meu rosto, à espera que a tensão do meu corpo diminuísse.

Fechei os olhos e respirei fundo.

A dor inicial ainda estava presente, mas começou gradualmente a tornar-se suportável. Quando movi as ancas na direção dele, Daniel retomou o movimento.

Avançou um pouco mais.

Os meus dedos apertaram-se nos seus ombros, mas não recuei. Daniel voltou a afastar-se e regressou com a mesma lentidão, dando-me tempo para me adaptar ao ritmo.

Repetiu o movimento várias vezes.

A dor começou a diminuir. No seu lugar surgiu um calor profundo, ainda estranho, que se intensificava sempre que os nossos corpos voltavam a encontrar-se.

Daniel reparou na mudança.

A mão que segurava a minha coxa apertou-se. A outra deslizou até ao meu pulso e levou-me o braço acima da cabeça. Fez o mesmo com o outro e prendeu-me ambas as mãos contra o colchão.

Depois aumentou o ritmo.

A cama começou a se mover sobre nós. Daniel mantinha-me no lugar com o peso do corpo e guiava cada movimento sem desviar os olhos dos meus.

Tentei esconder o rosto junto ao seu pescoço.

Ele soltou-me os pulsos, segurou-me pelo queixo e virou-me novamente para si.

— Olha para mim.

Obedeci.

Daniel voltou a prender-me as mãos acima da cabeça. A boca dele tomou a minha num beijo forte, enquanto os movimentos se tornavam mais firmes.

Envolvi-lhe a cintura com as pernas e puxei-o para mais perto.

Ele respondeu imediatamente.

Libertou-me as mãos, agarrou-me pelas ancas e ergueu ligeiramente o meu corpo do colchão. A nova posição permitiu-lhe controlar ainda melhor o ritmo. As minhas unhas percorreram-lhe as costas, deixando marcas compridas sobre a pele.

Daniel não abrandou.

Agarrei-lhe o cabelo e puxei-lhe o rosto para o meu. Beijei-o com a mesma urgência com que ele se movia contra mim.

A mão dele subiu até à minha nuca. Fechou-se nos meus cabelos e inclinou-me a cabeça para trás, expondo-me o pescoço.

Os lábios dele desceram pela minha pele.

Beijou-me junto ao maxilar e mordeu-me o ombro. O som que me escapou fez os seus dedos apertarem-se ainda mais na minha anca.

Sem se afastar completamente, Daniel passou um braço pela minha cintura e virou-nos sobre a cama.

Fiquei sobre ele, apoiada com as mãos no seu peito.

Daniel segurou-me pelas ancas e colocou-me na posição que queria. Durante alguns segundos, não fez mais nada. Esperou que fosse eu a mover-me.

Comecei devagar.

As mãos dele acompanharam-me, conduzindo-me sempre que perdia o ritmo. Quando tentei acelerar, Daniel travou-me com os dedos enterrados na minha cintura. Quando abrandei, obrigou-me a continuar.

Era ele quem controlava, mesmo comigo por cima, o meu peito ficou colado ao dele.

Agarrei-me aos seus ombros enquanto Daniel me guiava com ambas as mãos. Os nossos corpos encontravam-se num ritmo cada vez mais rápido, e os meus joelhos começavam a ceder contra o colchão.

As pernas tremiam-me, ele ergueu-me uma perna e prendeu-a contra o próprio corpo.

Retomou o ritmo sem me dar tempo para recuperar.

A cama batia contra a parede. Os meus dedos procuravam apoio nos lençóis, nos ombros dele e nas suas costas. Cada movimento me fazia apertar mais as pernas em torno da sua cintura.

Daniel segurou-me pela anca e puxou-me repetidamente ao encontro dele.

Já não havia a contenção dos primeiros minutos.

Os movimentos tornaram-se mais rápidos e exigentes. O controlo permanecia, mas a calma tinha desaparecido. A mandíbula de Daniel estava contraída, a respiração pesada e os dedos marcavam-me a pele.

A tensão dentro de mim aumentou rapidamente.

Tentei fechar as pernas, mas Daniel manteve-se entre elas. Agarrou-me por baixo de uma coxa, elevou-a um pouco mais e continuou a estocar.

— Daniel…

Ele inclinou-se e calou-me com um beijo.

O meu corpo contraiu-se de repente. Arqueei as costas, enterrei as unhas nos ombros dele e chamei o seu nome contra a sua boca enquanto gozava.

Daniel manteve o ritmo enquanto os tremores me percorriam.

Só parou quando o próprio corpo ficou rígido sobre o me, chegou ao clímax.

Permaneceu assim durante alguns segundos, respirando junto ao meu ouvido. Depois afastou-se sem dizer nada.

Retirou a proteção e desapareceu na casa de banho.

Ouvi a água correr.

Quando regressou, já tinha vestido as calças. Apanhou a camisa do chão, enfiou os braços nas mangas e abotoou-a enquanto caminhava até ao pequeno bar do quarto.

Serviu-se de uma dose de uísque.

Puxei o lençol sobre o corpo e observei-o beber, pegou no telemóvel e leu as mensagens que o esperavam, como se a noite já tivesse terminado para ele.

— Vais embora? — perguntei.

— Tenho assuntos para tratar.

Guardou o telemóvel no bolso e pousou o copo vazio.

Antes de sair, olhou finalmente para mim.

— Pode ficar. O motorista leva-a para casa de manhã.

Não esperou por uma resposta.

Daniel saiu do quarto e fechou a porta atrás de si.

Fiquei sozinha entre os lençóis desfeitos, com o corpo dolorido e as marcas das mãos dele ainda visíveis na minha pele.

Algum tempo depois, quase a dormir, senti Daniel puxar o lençol sobre o meu corpo. A mão dele permaneceu por um instante na minha cintura, num gesto tão breve que quase pensei tê-lo imaginado.

Pouco depois, ouvi outra porta fechar-se no apartamento. Ele regressara aos seus negócios como se nada tivesse acontecido.

Quando o cansaço finalmente me venceu, adormeci com o corpo ainda quente e a mente num estado de completa confusão.

Naquela noite, deixei de ser a mulher prudente que passava os dias a evitar riscos. Entreguei-me a um homem que mal conhecia e ignorei todos os sinais que me avisavam para fugir.

Acordei na manhã seguinte sozinha.

Durante alguns segundos, não reconheci o quarto. A luz atravessava as cortinas e desenhava linhas claras sobre os lençóis escuros. Depois vi o meu vestido no chão e as memórias da noite regressaram de uma só vez.

Sentei-me devagar.

— Daniel?

Ninguém respondeu.

A porta da casa de banho estava aberta e as roupas dele já tinham desaparecido. Não havia um bilhete nem qualquer indicação de que pretendesse voltar.

Peguei no telemóvel. Sarah tinha enviado várias mensagens e tentado ligar-me.

Sarah: Chegaste bem?

Sarah: Ainda estás viva?

Sarah: Quando acordares, quero saber tudo.

Respondi-lhe apenas que estava bem e que iria para casa em breve.

Vesti-me, calcei os sapatos e procurei a mala. Não esperava uma despedida carinhosa de Daniel, muito menos uma promessa. Ainda assim, a forma como me deixou sozinha causou-me um vazio que eu não queria admitir.

Saí do quarto.

A casa parecia ainda mais fria à luz da manhã. Sem Daniel, o espaço era apenas uma sucessão de superfícies escuras, móveis impecavelmente organizados e janelas demasiado grandes. Não havia fotografias, objetos pessoais ou qualquer sinal de uma vida normal.

Atravessei o corredor em direção à porta.

Foi então que ouvi um som.

Um toque eletrónico, baixo e repetitivo, vindo de algum lugar atrás de mim.

Parei.

O som interrompeu-se durante alguns segundos e voltou a tocar.

Pensei que Daniel pudesse ainda estar em casa. Talvez tivesse deixado um telemóvel noutra divisão ou estivesse a falar com alguém. Voltei pelo corredor, seguindo o ruído.

Quanto mais avançava, mais parecia vir de dentro da parede.

Passei por uma extensa superfície de madeira escura e parei diante dela. À primeira vista, parecia apenas parte do revestimento do corredor. Contudo, uma fina linha de luz azul escapava por uma das extremidades.

O toque voltou a ouvir-se.

Havia uma porta escondida naquele painel.

Passei os dedos pela madeira até encontrar uma pequena reentrância. Pressionei-a e o painel abriu alguns centímetros.

Não estava trancado.

— Daniel?

Nenhuma resposta.

Empurrei a porta.

Do outro lado havia um escritório amplo, muito diferente do resto da cobertura. Três monitores ocupavam a secretária central. Mapas estavam presos a uma das paredes, e vários armários metálicos encontravam-se alinhados junto à outra.

Um telefone preto tocava sobre a secretária.

No ecrã aparecia apenas um número desconhecido. Não lhe toquei. Esperei até a chamada terminar e o silêncio regressar.

Devia ter fechado a porta.

Em vez disso, entrei.

Um dos monitores continuava ligado. No centro do ecrã havia a imagem parada de um armazém mal iluminado. Daniel estava diante de um homem amarrado a uma cadeira.

Aproximei-me.

O homem tinha o rosto coberto de sangue. Daniel, pelo contrário, estava impecavelmente vestido. As mangas da camisa encontravam-se dobradas até aos cotovelos.

Pensei que pudesse tratar-se de uma gravação de segurança. Talvez o homem fosse um criminoso que Daniel ajudara a capturar.

Era uma explicação absurda, mas, durante alguns segundos, agarrei-me a ela.

Ao lado do teclado havia um comando pequeno. Toquei num dos botões.

O vídeo começou a reproduzir-se.

— Quem entregou a rota? — perguntou Daniel na gravação.

A voz era baixa e perfeitamente controlada.

O homem ergueu a cabeça com dificuldade.

— Eu não sei.

Daniel não respondeu.

Retirou o relógio do pulso, pousou-o sobre uma mesa e pegou numa lâmina.

O homem começou imediatamente a debater-se contra as cordas.

— Não, espere. Por favor… Eu já disse tudo o que sabia.

Daniel aproximou-se.

Segurou-lhe o rosto e encostou-lhe a lâmina à face.

O primeiro corte fez o homem gritar.

Levei a mão à boca.

Daniel esperou que o grito terminasse antes de voltar a fazer a pergunta.

— Quem entregou a rota?

— Petrov! — respondeu o homem, desesperado. — Foi Petrov. Ele vendeu a informação aos russos. Eu juro.

Daniel afastou a lâmina.

Um dos homens que se encontravam no armazém aproximou-se e murmurou-lhe alguma coisa. Daniel ouviu-o, limpou o sangue da lâmina e voltou a colocar o relógio.

O prisioneiro começou a chorar.

— Dei-lhe o nome. Fiz o que pediu. Tenho uma filha… Por favor, deixe-me ir.

Daniel virou-se para ele.

Durante um instante, pensei que a tortura tivesse terminado.

Então Daniel retirou uma arma de dentro do casaco.

— Traiu-me uma vez — disse. — Não voltará a fazê-lo.

Disparou.

O corpo do homem tombou para o lado, ainda preso à cadeira.

Recuei e bati contra a secretária.

No vídeo, Daniel entregou a arma a outro homem.

— Limpem tudo. Quero Petrov antes do amanhecer.

Começou a afastar-se, mas parou junto à porta.

— E não deixem testemunhas. — saiu.

Não era uma gravação, estava em tempo real..

Permaneci imóvel, incapaz de afastar os olhos do monitor.

Daniel não matou aquele homem por impulso. Não perdeu o controlo nem agiu em defesa própria. Interrogou-o, conseguiu a informação que procurava e executou-o com a mesma tranquilidade com que se servia de uma bebida.

A voz era a mesma.

As mãos eram as mesmas.

O homem que me tocara algumas horas antes era capaz de torturar e matar alguém sem demonstrar qualquer emoção.

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