INICIAR SESIÓNKatherine Sanders está falida, humilhada pela própria família e prestes a encarar o ex-noivo no casamento da irmã. Desesperada para não ser reduzida a piada diante de todos, ela toma uma decisão impulsiva: contratar um acompanhante de luxo para fingir ser seu namorado por uma noite. O problema é que o homem que aparece no lobby não é quem ela contratou. Nick Langford é um bilionário arrogante, dominante e perigosamente acostumado a conseguir tudo o que quer. Quando percebe o engano, decide entrar na farsa por puro entretenimento. O plano era simples: um jantar, algumas provocações e um ego ferido reparado. Mas tudo sai do controle. Uma única noite com Nick deveria ser esquecida. Em vez disso, deixa consequências impossíveis de ignorar: Katherine descobre que está grávida. E, como se isso não fosse suficiente, Nick transforma o caos em espetáculo ao fazer um pedido de casamento público que abala toda a família Sanders. Determinada a não se tornar apenas mais um capricho na vida de um homem poderoso, Katherine desaparece. Mas fugir de Nick Langford nunca foi uma opção real. Sem dinheiro, sem alternativas e precisando reconstruir a própria vida enquanto esconde a gravidez, ela aceita um emprego como assistente executiva em uma grande empresa de tecnologia. Ela só não sabia que o dono da empresa era Nick. Agora, presos na mesma rotina, entre ordens secas, proximidade forçada e uma tensão que não dá trégua, os dois entram em um jogo perigoso de controle, provocação e desejo mal resolvido. Ele não esqueceu. Ele quer respostas. E não pretende deixá-la ir. Porque a gravidez não é o maior problema. O problema é que, mesmo tentando se odiar, nenhum dos dois consegue parar de querer o outro.
Ver másNICK
Eu estava sentado na cadeira de couro italiano do escritório do meu irmão, girando um copo de uísque que custava mais do que o carro da maioria das pessoas, enquanto ele andava de um lado para o outro, gritando ao telefone.
— Preciso ir, Nick — disse Ethan, desligando o celular. — Um motorista bateu o Bentley. Tenho que resolver isso antes que a imprensa descubra. Fica de olho no escritório por dez minutos? A secretária saiu.
— Não sou seu secretário — respondi, imóvel. — Sou o investidor que pagou por tudo isso. E estou achando que a Elite Companions dá mais dor de cabeça do que lucro.
— Só atenda se for emergência. — disse ele, fechando a porta atrás de si.
O silêncio voltou. O silêncio caro e insuportável da minha vida. Aos trinta e dois anos, com bilhões na conta, a vida tinha perdido a cor. Era tudo previsível. Tudo comprável.
Foi então que a linha privada na mesa tocou. A linha dos "clientes VIP".
Olhei com desprezo, mas o tédio é perigoso. Atendi.
— Quem é? — perguntei, impaciente.
— Hã... é da agência? — Uma voz feminina respondeu, à beira de um colapso. — Preciso de um homem. Agora. Para amanhã.
Arqueei uma sobrancelha. Não havia sedução naquela voz. Havia pânico.
— Um homem — repeti, testando o absurdo. — Tem ideia de que horas são?
— Eu não me importo! — Ela gritou. Ninguém gritava comigo desde que eu tinha cinco anos. — Tenho dinheiro. Cartão de crédito. Preciso de alguém que pareça dono do mundo. Que faça meu ex-noivo parecer um manobrista. Alto, bonito e que saiba usar terno. Pago o dobro se ele for convincente.
Um sorriso lento se formou no meu rosto. Dono do mundo. Fazer o ex parecer um manobrista. Aquela mulher não queria um acompanhante. Queria uma arma nuclear para explodir o ego de alguém. Pela primeira vez em meses, achei divertido.
— O dobro? — perguntei, sentindo o gosto da ironia. — Quer alguém pra fingir ser dono do mundo?
— Exatamente.
Olhei meu reflexo na janela. Terno Armani, relógio Patek Philippe. Eu não precisava fingir.
— Interessante... — murmurei. — Esteja no lobby do Hotel Plaza em uma hora. Não se atrase. Odeio atrasos.
Desliguei. Peguei as chaves do Rolls-Royce que Ethan deixava na garagem. Eu não ia mandar um funcionário. Eu mesmo iria. Queria ver a cara da mulher que teve a audácia de gritar comigo.
***
Uma hora depois, entrei no lobby do Plaza.
Ela era a única coisa autêntica naquele mar de fingimento. Parada perto de uma coluna, usava um vestido preto um número menor do que deveria e segurava a bolsa como um escudo. Era linda de uma forma bagunçada. Cabelos castanhos rebeldes, olhos grandes e alertas, e uma boca entreaberta em choque ao me ver.
Ela veio tropeçando nos saltos.
— Você está atrasado trinta segundos — disparou.
Quase ri. A audácia não tinha limites. Antes que eu respondesse, ela enfiou um envelope amassado no bolso do meu paletó.
— Aqui. Metade agora, metade depois.
Toquei o envelope fino. O "dobro" que ela prometeu não pagaria nem meu charuto matinal. Mas aquilo tornou tudo fascinante. Ela achava que podia me comprar com trocados.
— As regras — ela continuou, nervosa. — Seu nome será Ethan. Só fale se falarem com você. Sem toques excessivos. E sem beijo na boca.
Aproximei-me, invadindo o espaço dela. O cheiro de perfume barato e ansiedade era inebriante.
— Primeiro, meu nome é Nick — corrigi, decidindo jogar com as minhas cartas. — Segundo, se quer que acreditem que um homem como eu está com uma mulher como você, faremos do meu jeito.
Vi as pupilas dela dilatarem. Medo? Excitação? Os dois. Inclinei-me para o ouvido dela.
— E terceiro... eu beijo quando eu quiser.
Afastei-me antes que ela rebatesse e sinalizei para o motorista. Entramos no carro. O isolamento acústico nos separou do mundo. Ela relaxou no banco de couro, soltando um suspiro trêmulo, crente de que tinha contratado o melhor profissional da cidade.
— Ok, "Nick" — disse ela, tentando recuperar a pose. — A produção é impecável. Mas sério, quando encontrarmos o Jeffrey, tenta parecer mais... apaixonado. E menos homicida.
Ignorei, checando mensagens no celular. Ela tirou mais dinheiro da bolsa. Um bolo de notas tristes e amassadas.
— Aqui está o resto. Prefiro pagar tudo agora.
Olhei para aquele dinheiro. Aquilo só podia ser o aluguel dela. Ela estava me dando tudo para salvar a própria honra.
— Guarde seus trocados, Katherine — disse eu, rindo do absurdo.
— Como assim? É o contrato.
— Você não tem dinheiro suficiente para pagar nem pela gasolina até o restaurante — respondi, inclinando-me para ela, apreciando o terror em seus olhos. — Mas sabe de uma coisa? Eu estava terrivelmente entediado hoje. E ver você mentir na cara do seu ex parece fascinante.
Apertei o botão do intercomunicador.
— James, leve-nos ao restaurante.
Ela se encolheu, segurando o dinheiro como salvação, achando que eu era um acompanhante caro e perigoso. Mal sabia que a realidade era pior: ela acabava de virar o brinquedo favorito de um homem sem limites. E eu pretendia brincar muito naquela noite.
CHLOE A mala ocupava o centro da cama outra vez, embora naquela manhã estivesse aberta por uma razão muito diferente da que a deixou escondida durante meses no fundo do armário. As roupas entravam dobradas com calma, escolhidas entre as peças que Chloe levara para passar uma semana no apartamento e algumas que ainda permaneciam ali desde antes do casamento. O sexto dia começou com uma certeza simples. A experiência já tinha produzido a resposta que ela procurava, e continuar longe apenas para cumprir os sete dias planejados transformaria uma decisão emocional em calendário. Durante aquela semana, o apartamento cumpriu uma função importante. Chloe acordou sozinha, voltou da HelioGrid sem encontrar Ethan na cozinha, assistiu a filmes com Mia, dormiu na cama estreita do antigo quarto e retomou pequenas rotinas que existiram muito antes da mansão. Esperava que aquele espaço devolvesse algum senso automático de identidade, como se as paredes, os móveis e os objetos pudessem reconectá-la
ETHAN A mala aberta sobre a cama ocupava pouco espaço no quarto e, ainda assim, conseguiu trazer de volta uma noite que Ethan lembrava com detalhes demais. A marca lateral continuava no mesmo lugar, a etiqueta antiga permanecia presa à alça e algumas roupas tinham sido afastadas para que Chloe pudesse encontrá-la no fundo do armário. Ele não precisava perguntar o que tinha acontecido. A expressão dela, a posição do objeto e a tensão que encontrou assim que entrou no apartamento deixavam claro qual fragmento tinha voltado. Por alguns segundos, ficou perto da porta, sentindo a mesma pressão no peito que experimentou quando a viu arrumar aquela mala pela primeira vez, meses antes, depois da publicação da matéria de Rebecca Sloan. Naquela ocasião, Chloe estava humilhada, furiosa e exausta. A reportagem transformou mentiras, omissões e circunstâncias reais numa narrativa em que ela aparecia como uma oportunista que seduziu um homem rico, conseguiu emprego por influência e usou um casamen
CHLOE O armário antigo ocupava quase toda a parede do quarto e guardava mais coisas do que Chloe imaginou quando decidiu passar alguns dias no apartamento. Mia tinha dito pela manhã que talvez ainda existisse ali uma pasta com anotações sobre a certificação profissional que ela pretendia retomar, e a busca parecia simples até que roupas antigas, caixas de documentos e objetos esquecidos começaram a aparecer nas prateleiras superiores. Depois de quase meia hora, Chloe já tinha colocado metade do conteúdo sobre a cama e começava a desconfiar de que a organização anterior ao acidente era muito menos eficiente do que gostaria de acreditar. Ainda assim, continuou procurando, interessada em qualquer registro que ajudasse a reconstruir planos profissionais sem depender das informações fornecidas por outras pessoas. A noite anterior continuava aparecendo em pequenos intervalos enquanto ela mexia nas caixas. Ethan tinha entrado naquele apartamento pela primeira vez como convidado, transado c
ETHAN A terceira noite de encontros terminou diante do mesmo prédio, com o carro estacionado junto à calçada e a luz da portaria acesa poucos metros à frente. Durante os últimos dias, aquele endereço passou a representar uma espécie de limite físico que nenhum contrato, casamento ou intimidade anterior lhe concedia o direito de atravessar. Chloe aceitava jantar, passear, conversar durante horas e beijá-lo até tornar difícil lembrar qualquer intenção de autocontrole. Depois abria a porta do carro, entrava sozinha no edifício e deixava Ethan voltar para uma mansão onde o quarto parecia grande demais. O processo estava funcionando exatamente como ela queria, e ele começava a considerar a experiência uma forma sofisticada de tortura. Naquela noite, tinham jantado num restaurante pequeno escolhido por ela e caminhado durante quase uma hora antes de voltar ao carro. A conversa fora leve, distante de contrato, acidente, lembranças ou decisões sobre o futuro. Chloe contou um problema ocorri












Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.
reseñasMás