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Marido Cruel, Amor Congelado

Marido Cruel, Amor Congelado

By:  Baleia AzulCompleted
Language: Portuguese
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Tudo começou porque eu abri a janela para tomar um pouco de ar e, por isso, a queridinha do meu marido acabou ficando resfriada. Enfurecido, meu marido ordenou que me amarrassem no porão, mesmo eu estando grávida. — Não pense que, por estar esperando um filho meu, vai poder maltratar a Mariana. Se um único fio de cabelo dela se arruinar, você vai pagar cem vezes por isso! Eu tremia de frio e chorava, implorando e batendo a cabeça no chão. Prometia me redimir com Mariana, cuidar dela com devoção e jurava nunca mais permitir que sofresse qualquer dano. Mas ele, frio, mandou fechar a porta do porão, dizendo que era para me dar uma lição que eu jamais esqueceria. Uma semana depois, Mariana se recuperou do resfriado, e então ele finalmente lembrou de mim, presa no porão. — Fernanda, você realmente reconhece seus erros? Se prometer que vai imediatamente se desculpar de joelhos com a Mariana, eu prometo deixar você ir. Mas ele não sabia que, no porão, eu já estava rígida. Até mesmo o filho que ele tanto prezava não tinha mais nenhum sinal de vida.

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Chapter 1

Capítulo 1

— Que intenções essa Fernanda tem de verdade? Sabia que a Mariana era frágil e, mesmo assim, abriu a janela, deixando ela quase morrer de frio! Ela obviamente quis prejudicar a Mariana!

Matheus Oliveira arremessou o termômetro contra o tapete de caxemira caríssimo. O estalo do termômetro de mercúrio se quebrando ecoou pelo salão, carregando consigo a tensão sombria que irradiava de seus olhos.

Os empregados ao redor se encolheram, sem coragem de respirar, tremendo, encostados à parede. O velho mordomo Felipe respirou fundo, reunindo coragem para dar um passo à frente, a voz trêmula quase imperceptível:

— Sr. Matheus, a Sra. Oliveira apenas achou o quarto abafado e quis abrir a janela para arejar. E o vento naquele dia nem estava forte. Talvez a Srta. Mariana não tenha se coberto direito à noite...

— Cale a boca! — Matheus interrompeu Felipe bruscamente, os olhos frios como gelo. — E você ainda tem coragem de defender ela? A Mariana é frágil desde criança, não pode sentir nem um sopro de vento! E você acha que a Fernanda, depois de tanto tempo casada comigo, não saberia disso? Ela só sente inveja do lugar que a Mariana ocupa no meu coração e está usando essa desculpa para se vingar!

A Mariana Costa que ele mencionava era sua amiga de infância, alguém que cresceu ao seu lado.

Para Matheus, Mariana era gentil e frágil, incapaz de se cuidar sozinha. Ela era um tesouro que precisava de sua proteção para toda a vida. E eu, Fernanda, não passava de uma esposa imposta por um casamento arranjado, uma mulher extra ocupando o lugar que só pertencia à Sra. Oliveira.

— Tragam ela aqui! — Disse Matheus, a voz desprovida de qualquer calor.

Pouco depois, fui conduzida à sala por dois seguranças. Minha barriga, com cinco meses de gestação, já estava visível. O vestido largo de gestante mal disfarçava o volume que se formava. Ao ouvir as palavras de Matheus, meu rosto empalideceu instantaneamente. Tentei me explicar, com a voz trêmula:

— Matheus, eu não fiz por mal. Só queria abrir a janela para arejar o quarto. Não imaginei que a Mariana fosse ficar doente...

— Não imaginou? — Matheus riu com desprezo e se aproximou, olhando para mim de cima a baixo, o ódio em seus olhos sem a menor dissimulação. — Fernanda, não pense que, por estar grávida de meu filho, pode fazer o que quiser. Para mim, você não vale nem um fio de cabelo da Mariana. Ela está deitada, sofrendo, e você terá que pagar por isso!

O medo me percorreu inteira, e instintivamente protegi a barriga. As lágrimas escorriam sem controle:

— Matheus, eu sei que errei. Nunca mais abrirei nenhuma janela. Vou cuidar bem da Mariana, por favor, pense no nosso filho e me perdoe dessa vez...

— Te perdoar? — Matheus pareceu ouvir uma piada absurda. — O sofrimento da Mariana deve ser multiplicado por cem para você pagar. Amarrem ela no porão de gelo atrás da montanha. Só vai ser liberada quando a Mariana se recuperar completamente!

— Não! — Gritei, aterrorizada. O porão estava a temperaturas negativas durante todo o ano.

Como eu poderia suportar aquilo estando grávida?

— Matheus, é frio demais! Vou congelar, e nosso filho também corre perigo! Por favor, escolha outra punição. Eu farei qualquer coisa!

Mas Matheus não deu ouvidos às minhas súplicas. Se virou para os seguranças e ordenou:

— Cumpram a ordem. Quem tentar interceder será punido junto!

Os seguranças me agarraram enquanto eu lutava com todas as forças, me conduzindo ao porão de gelo na montanha. Olhei para as costas impassíveis de Matheus, e meu coração se partiu.

Depois de um ano de casamento, eu acreditava que minha sinceridade seria suficiente para tocar seu coração. Agora, finalmente, eu entendia: para ele, eu e meu filho nunca valíamos nem a ponta de um dedo de Mariana.
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