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Capítulo 9

Penulis: Miss Sunny
POV de Elena

O quarto ficou em silêncio.

— Você quer que nós... Adotemos um bebê aleatório? — Perguntei, fingindo choque.

— Não é aleatório! É o filho do Mike! — Liam insistiu. — Olha, Elena, vamos ser realistas. Seu corpo... Não foi feito para isso. Você vive estressada, trabalha demais e, biologicamente... Simplesmente não está acontecendo. Mas esse bebê precisa de uma mãe. E você... Você precisa de um filho para te consertar.

Para me consertar.

Ele queria que eu criasse o filho bastardo dele para que Sophia não tivesse que lidar com noites sem dormir e para que ele pudesse ter seu herdeiro sob o próprio teto. Ele queria que eu fosse a babá gratuita.

Eu queria vomitar. Queria gritar.

Mas então me lembrei da gaveta trancada no escritório dele. Aquela que ele nunca me deixava tocar.

Se eu concordasse... Se eu interpretasse a esposa obediente e desesperada... Talvez ele baixasse a guarda.

Forcei lágrimas nos olhos. Fiz meu lábio tremer.

— Oh, Liam... — Sussurrei. — Você realmente acha... Que eu poderia ser mãe?

— Claro! — Liam sorriu, a armadilha se fechando. — Você vai ser ótima. E a Sophia... Se ofereceu para ajudar com a papelada. Ela conhece a agência. Pode trazer o bebê para você conhecer em breve.

— Ok! — Eu disse, enterrando o rosto no peito dele para esconder minha expressão. — Ok, Liam. Vamos fazer isso.

— Boa garota! — Ele beijou o topo da minha cabeça. — Vou contar a boa notícia para a Sophia. Ela vem aqui amanhã para finalizar as coisas.

Ele me soltou e praticamente saltitou em direção ao escritório.

— Oh, Liam? — Chamei.

Ele parou.

— O quê?

— Preciso dos documentos fiscais para a renovação do visto. — Menti com naturalidade. — Você pode deixar a chave do arquivo? Quero organizar tudo amanhã enquanto você estiver no treino.

Liam hesitou por uma fração de segundo.

Mas ele estava embriagado pela vitória. Tinha a esposa, a amante e o plano do bebê todos resolvidos.

— Claro, amor! — Disse ele. — Está na gaveta de cima. Só não bagunce meu sistema.

Ele foi embora.

Fiquei sozinha na cozinha.

Minha mão foi até minha barriga.

"Você quer que eu crie seu filho, Liam?" pensei. "Eu vou criá-lo. Vou criá-lo para saber exatamente que tipo de homem o pai dele é."

"Mas primeiro eu ia abrir aquele arquivo e te enterrar."

Na manhã seguinte, a casa estava silenciosa.

Liam tinha saído para o treino, assobiando.

Eu estava no escritório.

O arquivo era um verdadeiro tesouro. Não demorou para encontrar o que eu procurava.

Não era apenas fraude fiscal.

Eram as transferências.

Transferência mensal: $15.000 para S. Cruz.

Compra de imóvel: Condomínio em Manhattan, coproprietária: Sophia Cruz.

Contas médicas: Cuidados pré-natais, pacote VIP.

Ele estava gastando nosso dinheiro, dinheiro que eu tinha ajudado ele a ganhar mantendo o corpo dele funcional com ela.

Fotografei tudo.

Enviei as fotos para um servidor seguro na nuvem ao qual apenas eu tinha acesso.

— Trabalhando duro ou só fingindo trabalhar?

Girei rapidamente.

Sophia estava parada na porta do escritório.

Eu não tinha ouvido a porta da frente abrir.

Ela tinha uma chave.

Claro que tinha.

Ela usava um suéter justo de cashmere que destacava sua pequena barriga. Seus olhos percorreram os papéis sobre a mesa.

— Bisbilhotando, Elena? — Ela estalou a língua. — Liam não vai gostar disso.

— Estou pegando documentos fiscais. — Disse, fechando a pasta com calma. — Como eu disse a ele.

Sophia entrou na sala.

Ela não parecia convencida.

Seus olhos deslizaram até a bolsa aberta sobre a cadeira, minha bolsa médica.

Dentro dela, um frasco de vitaminas pré-natais estava visível.

Eu tinha esquecido de esconder direito.

Os olhos de Sophia se estreitaram.

Ela enfiou a mão na bolsa e puxou o frasco.

— Vitaminas pré-natais? — Leu o rótulo.

Ela olhou para mim.

Depois para minha barriga.

Uma realização sombria surgiu em seu rosto.

— Você não foi à clínica. — Sussurrou.

Levantei-me.

— Devolva isso.

— Você está grávida. — Disse Sophia, a voz subindo. — Liam disse que você era estéril. Disse que você foi à clínica para consertar seu útero defeituoso. Mas você está grávida.

— Isso não é da sua conta.

— É da minha conta! — Sophia gritou.

Ela jogou o frasco em mim. Ele bateu no meu peito e caiu no chão com um barulho seco.

— Ele me prometeu! Prometeu que meu filho seria o herdeiro! Se você tiver um filho... Um filho legítimo...

O pânico brilhou nos olhos dela.

Se eu tivesse um bebê, o filho dela seria apenas o bastardo. Liam poderia ficar comigo por causa da imagem pública.

O plano dela de me substituir falharia.

— Você precisa se livrar disso. — Ela falou, avançando em minha direção.

— Você está louca! — Eu disse, recuando em direção ao corredor. — Saia da minha casa.

— Não é sua casa! — Sophia avançou contra mim.

Eu desviei.

Meu gesso me deixava desajeitada, mas ainda era mais rápida do que ela.

Consegui chegar ao corredor, indo em direção às escadas.

Eu precisava pegar meu telefone.

Precisava chamar a polícia.

A porta da frente se abriu.

— Amor, cheguei! Esqueci minha joelheira! — A voz de Liam ecoou do hall de entrada lá embaixo.

Sophia congelou.

Seus olhos correram de mim para as escadas, depois para a direção da voz de Liam.

Um sorriso torto e maligno se espalhou pelo rosto dela.

— Na hora certa. — Sussurrou.

Então ela gritou.

— Não! Elena! Não me empurre!

Antes que eu pudesse reagir, Sophia se jogou para trás.

Ela não apenas tropeçou.

Ela se lançou escada abaixo, os braços se debatendo, gritando com toda a força.

— PARE! — Gritei, estendendo a mão instintivamente para segurá-la, mas estava longe demais.

Ela rolou pelos últimos quatro degraus e caiu em um monte no chão, bem aos pés de Liam.

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