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Capítulo 3

Auteur: Roberto Correia
Especialmente Mateus; ele abriu a boca, e as lágrimas começaram a escorrer incontrolavelmente.

— Papai...

Talvez essa palavra tenha tocado o homem, que franziu a testa, com um olhar mais frio que o vento e a neve.

— Diga, qual é o seu objetivo desta vez? Quer dinheiro ou a casa?

A mão de Mateus se fechou em um punho, mas ele não se atreveu a contestar.

Uma vez ele havia dito a Guilherme que Natália o maltratava.

Mas bastaram algumas lágrimas de Natália para convencer Guilherme de que eu estava com ciúmes da atenção que ele dava a ela.

E que eu havia ensinado Mateus a caluniá-la.

Naquela vez, Guilherme me trancou no porão por uma semana inteira.

E Mateus teve pesadelos por uma semana inteira.

Lembrando-se disso, Mateus estremeceu, baixou a cabeça e disse em voz baixa:

— Papai, eu não consigo acordar a mamãe. Você pode me dar sua pena?

O coração do homem deu um salto, e ele perguntou instintivamente:

— Como assim não consegue acordá-la? Sua mãe não doou apenas 400 ml de sangue...

— Guilherme!

Natália o interrompeu a tempo.

Guilherme se virou, com uma expressão de espanto.

— O que foi?

Sentindo o olhar interrogativo do homem, Natália enrijeceu e mudou de assunto bruscamente.

— Hoje é Véspera de Natal. Se Mateus voltar tarde, Eunice certamente ficará preocupada.

— É só uma pena, dê logo para ele.

— Não vamos atrapalhar a festa deles.

Com certeza, a atenção de Guilherme foi rapidamente desviada, e sua expressão suavizou.

— Natália, você continua tão bondosa. Sendo assim, Mateus, venha comigo.

O grupo entrou na mansão, e sob a luz brilhante, o ferimento no rosto de Mateus parecia ainda mais assustador.

A filha de Natália se aproximou, examinou o estado deplorável de Mateus e perguntou curiosa:

— Papai Guilherme, quem é ele? É um mendigo? Que sujo.

A inocência infantil da menina fez o rosto de Mateus ficar vermelho de vergonha.

Mateus olhou timidamente para Guilherme, esperando que ele explicasse, mas o homem parecia ter sido provocado por algo.

Ele lançou um olhar de nojo para Mateus.

— Foi assim que sua mãe te ensinou a se fazer de coitado?

— Acha que se aparecer todo miserável eu vou amolecer?

— Ridículo!

Com as palavras do homem, o rubor no rosto de Mateus desapareceu gradualmente, dando lugar a uma palidez e fragilidade evidentes.

Ele pensou que seu pai realmente não o amava mais.

Ele enxugou as lágrimas e, quando ergueu a cabeça novamente, Guilherme já estava subindo as escadas.

Deixando apenas Natália, que o olhava com um ar de triunfo e pena nos olhos.

— Que pena, até seu pai te abandonou. Que tal você me chamar de mamãe? Aí eu, com muita relutância, deixo você ficar como meu cachorrinho de estimação. O que acha?

— Nos seus sonhos!

Meu filho cerrou os pequenos punhos, os olhos vermelhos, o corpo tremendo de raiva.

— Você não é minha mãe. Eu só tenho uma mãe, e o nome dela é Eunice, não você! Não se ache, quando minha mãe acordar, ela vai me vingar!

Mateus rangeu os dentes, sua voz soando incrivelmente firme.

Mas eu senti uma dor que quase me sufocou.

Eu não ousava imaginar o quão arrasado Mateus ficaria ao descobrir que eu nunca mais acordaria.

Como ele enfrentaria as tempestades que viriam?

Ele tinha apenas seis anos.

As lágrimas embaçaram minha visão, e Natália também ficou furiosa.

Seus olhos giraram e, ao ver Guilherme descendo as escadas, ela de repente apalpou os bolsos e gritou, em pânico:

— Meu celular? Meu celular sumiu.

Natália procurou freneticamente por todo o corpo e, finalmente, seu olhar se fixou em Mateus, com um leve sorriso nos lábios.

— Mateus, foi você quem roubou meu celular?

Mateus ficou chocado e refutou imediatamente.

— Eu não peguei, seu celular...

O resto das palavras morreu na boca do meu filho.

Guilherme, segurando a pena em uma mão, apontou para o rosto inchado e vermelho do filho, com decepção nos olhos.

— Eu sabia que você tinha voltado com más intenções! Antes, manipulado pela sua mãe para acusar os outros, tudo bem, mas agora você se atreve a roubar! Como eu pude ter um filho como você!
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