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​Capítulo 141 — Jogo de Poder

last update publish date: 2026-11-02 08:29:51

Capítulo 141 — Jogo de Poder

Melissa

Dar um gelo em Bruce durante cinco semanas inteiras foi, de longe, o prato mais saboroso e ao mesmo tempo a tortura mais excruciante que já inventei na vida.

A vingança era deliciosa. Ver aquele armário de quase dois metros, o homem mais temido da zona portuária, bater ponto feito um cachorrinho arrependido na minha rotina massageava o meu ego de um jeito quase obsceno.

Quando ele mandou entregar café gourmet na agência, mandei distribuir tudo entre os estag
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    Capítulo 143 — Olhos de EsmeraldaMaxwellAcompanhar os passos silenciosos de Agatha pela escadaria imponente da mansão Storn era um exercício de pura paciência.Por fora, eu sustentava a máscara que a nobreza britânica lapidou em mim desde o berço: ombros alinhados, terno impecável, queixo altivo e uma expressão polida que não entregava absolutamente nada. Por dentro, porém, minha mente estava a mil por hora, recalculando os passos do plano insano em que resolvi embarcar.Assumir um noivado de fachada com Mavie Campbell seria loucura para qualquer um, menos para mim. O amor que eu sentia por ela não cabia em rótulos românticos convencionais; era uma devoção fraternal e protetora, uma lealdade incondicional construída ao longo de anos sendo o refúgio dos piores caos um do outro. Se aquele chofer cabeça-dura fosse covarde o bastante para não assumir o sangue que agora corria no ventre dela, eu cumpriria cada palavra dita na chuva de Kensington: casaria com Mavie, daria o meu sobrenome

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    Capítulo 142 — A Mesa Redonda do CaosKatherineO som daquele vaso italiano explodindo no chão de mármore ainda parecia vibrar no ar da sala de estar, mesmo depois de os funcionários terem varrido até o último estilhaço.Eu não era tola. Quando Henry me contou, semanas atrás, sobre o passado doloroso que uniu Mavie e Oscar em Londres por quase uma década, entendi a complexidade daquele amor proibido. Mas ver o homem que dirigia o meu carro todos os dias empalidecer a ponto de tremer, perder a sustentação do corpo e fugir em direção aos quartos dos fundos feito um animal ferido... aquilo não era apenas ciúme. Era o colapso de uma alma inteira diante de um anel de noivado.E o fato de Mavie ter sustentado aquele anúncio com tanta frieza e elegância me deixava com uma pulga enorme atrás da orelha. Algo naquela história não se encaixava.Minhas reflexões, contudo, foram bruscamente interrompidas quando a porta do hall se abriu e a verdadeira tempestade cruzou a soleira da mansão.Melissa

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    Capítulo 141 — Jogo de PoderMelissaDar um gelo em Bruce durante cinco semanas inteiras foi, de longe, o prato mais saboroso e ao mesmo tempo a tortura mais excruciante que já inventei na vida.A vingança era deliciosa. Ver aquele armário de quase dois metros, o homem mais temido da zona portuária, bater ponto feito um cachorrinho arrependido na minha rotina massageava o meu ego de um jeito quase obsceno.Quando ele mandou entregar café gourmet na agência, mandei distribuir tudo entre os estagiários da criação. Quando apareceu de surpresa no bistrô italiano onde eu almoçava, pedi a conta na hora, olhei no fundo daqueles olhos escuros e soltei, sem piscar, que a carranca dele azedava o meu molho pesto. E a caixa de trufas artesanais belgas? Devolvi para o galpão das docas com um bilhete rosa e perfumado avisando que não aceitava suborno calórico de contrabandista.Por fora, eu sustentava a pose inabalável de mulher difícil. Mas, por dentro... por dentro aquilo era o maior teste de re

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    Capítulo 140 — Cão & GatoBruce “Scar”Se alguém me dissesse, seis meses atrás, que o temido Scar do cais leste passaria cinco semanas sendo humilhado, dobrado e feito de palhaço por uma mulher de um metro e meio, eu teria dado um tiro na testa do infeliz antes que ele terminasse a frase.Mas ali estava eu.Cinco semanas. Trinta e cinco dias inteiros tentando entender a porra do manual de como agir feito um homem civilizado, exatamente como o engomado do Storn havia sugerido. E o que eu ganhei com isso? Gastrite, noites mal dormidas e uma coleção de foras que quase me fizeram arrancar os próprios cabelos.Tentei de tudo. Mandei entregar na agência aquele café gourmet fresco que ela gostava; a tampinha distribuiu para os estagiários. Apareci de surpresa no restaurante onde ela almoçava para tentar puxar conversa civilizada; ela pediu a conta, olhou na minha cara com o maior desdém do mundo e disse que a presença de um armário ambulante cortava a digestão dela. Tentei mandar caixas de

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