LOGINMal dormi após o conflito de ontem. Fiquei remoendo coisas do passado e consegui me estressar ainda mais com meus pais. Passei toda a manhã em meu quarto, ignorando os chamados dos dois. Após tomar um banho rápido e me arrumar, desço as escadas para encontrar Laís.
— Onde vai, filha? — meu pai pergunta quando me vê passando pela sala. — Sair com a Laís. — digo sem parar meus passos. — Sara, vem aqui por favor. — ele pede, e rolo os olhos. — Não quero deixar a Laís esperando então seja rápido. — aviso, andando até ele. — Eu não vou demorar. — ele dá dois tapinhas no sofá, e me sento ao seu lado. — Sua mãe sente muito pelo que houve ontem. — Eu não acredito. Se ela sentisse algo, estaria aqui pedindo desculpas, e não você. — Sua mãe é complicada, mas ela quer o seu melhor do jeito dela — diz manso mas sem me convencer. — E onde ela está neste momento? Se sente muito mesmo deveria ter ido me pedir desculpas. Só a ouvi chamando para descer e tomar café da manhã. — Ela disse que tinha um ensaio, acho que do louvor. Ela não é boa em se desculpar, por isso estou fazendo a ponte. Só não deixe essa mágoa aí dentro, ok? Isso faz mal para você. — Minha mãe também me faz mal, mas tudo bem pai. Vou tentar deixar para lá tudo isso, mas me aproximar dela é algo que não posso prometer. — levanto do sofá encerrando o assunto. — Até mais tarde. — Até mais tarde. Espero que não tenha dito isso apenas para acabar logo com nossa conversa. Suspiro e resolvo não responder nada. Saio de casa e me encontro com Laís, mal entro em seu carro e conto tudo o que ocorreu na última noite. — Olha, eu até gosto da sua mãe mas tem coisas que não dá para defender — comenta enquanto dirige. — É bem óbvio que sua irmã perdeu a criança por conta de tudo o que aconteceu. Acho que sua mãe está se escondendo atrás do carma e de castigos divinos para não assumir a devida culpa. — Sim, isso é muito óbvio para mim mas meu pai fica lá como um bonecão do posto deixando ela falar por ele. E quando ela faz merda, ele fica passando pano. — suspiro, irritada. — Ele não colocou Raquel para fora de casa, mas também não impediu. Mesmo sendo casados ele devia ter pensado também na filha. — Ele é daqueles homens que correm de conflitos. Nada mais perigoso do que um homem banana — comenta séria mas acabo rindo. — É verdade amiga. Homens sem palavra nem posição são cansativos. — Sim são mesmo. — olho para a tela do telefone e vejo as mensagens de Felipe perguntando onde estou, mas resolvo não responder. — Já está chegando? Eu gosto de conhecer novas sorveterias, mas essa parece que é em outro estado de tão longe — comento e Laís ri. — Relaxa, estamos chegando — avisa, olhando o GPS. — Aqui diz que faltam dez minutos. — Ótimo. E como foi a super fes... — sou interrompida com um levantar de mão de Laís. — Amiga, aquele carro não é da sua mãe? Ela começa a reduzir a velocidade e vejo o carro da minha mãe parado em uma esquina. Ela está sentada no banco do motorista usando o celular. — Sim, é ela. Não sei o que está fazendo por aqui em outro município — comento dando de ombros. — Estranho mesmo. Deve estar comprando algo para aquelas festas da igreja. Paramos em um sinal vermelho e observo minha mãe sair do carro e entrar em outro com um homem. — Você viu isso? — encaro Laís, que parece confusa. — Será que o carro dela estragou? — Não. Ela teria chamado o meu pai se tivesse algum problema. Quando o sinal abre Laís continua nosso trajeto por outra rua mas sinto que existe algo errado. — Dá a volta. Vamos seguir ela.-peço com pressa com medo de a perder de vista. — Certeza? — pergunta arqueando as sobrancelha e confirmo com a cabeça. — Okay, então. Laís faz uma manobra e conseguimos seguir atrás do carro. Ficamos um pouco distantes para não sermos percebidas e os seguimos por alguns minutos, até que entramos na rodovia. — Ela está fugindo com esse homem? — tento entender o que está acontecendo, já que a rodovia chega até o aeroporto. Mas logo que me calo, o carro dá a seta saindo da rodovia e indo até um motel de estrada. — Quer continuar seguindo? — Laís pergunta enquanto o carro deles para em frente ao portão do motel. — Não, vamos embora. Após alguns minutos em silêncio peço para que Laís pare o carro. Sinto tanto enjoo que acabo vomitando na beira da estrada. — Você está bem, amiga? — ela passa a mão nas minhas costas enquanto ainda estou inclinada sobre o vômito. — Não. — respondo totalmente irritada e enojada. — Aquela vaca está traindo o meu pai.—levanto-me, limpando os lábios.— Ela arrota santidade por aí e fica com homens em motéis de estrada. — Eu estou chocada. Será que esse caso tem muito tempo? — Não faço ideia. Ela nunca conta nada só fica dizendo que vai à igreja ou a reuniões sobre a igreja. — O que quer fazer agora? Ir para casa? Confrontar ela na saída do motel? — pergunta pronta para me ajudar no que eu decidir. — Vamos voltar para o lugar onde ela deixou o carro. Quero uma foto dela com o homem. Minha mãe manipula o meu pai ele não deve acreditar fácil. — Tudo bem, vamos retornar. Espero mais um tempo até que o mal-estar passe e entro no carro para retornarmos.Entro no quarto espaçoso de Felipe e me sento na beirada da cama. Ele não se senta fica me encarando em pé, com um semblante de preocupação misturado com pena. — Aconteceu algo ontem? Você pode me contar. Fico pensando se ele sabe de alguma coisa e acha que eu fui uma vítima naquela situação. — Que tipo de coisa? — me seguro para não fazer mais perguntas e acabar me entregando. — Coisas que você não queria fazer. Quando fui até a casa da Laís, parecia que ela estava te escondendo. — ele se senta ao meu lado e segura minha mão. — Sei que gosta dela, mas sabemos muito bem que ela não segue o que nós seguimos. Talvez ela tenha colocado pilha para você ver alguém ou algo do tipo. Acho que Felipe pensa que fui abusada ou algo assim. Meu coração chega a doer de culpa e começo a chorar. — O que houve? Pode me contar tudo, Sara. Vamos resolver isso. — ele avisa abraçando meu corpo com força de lado. — Felipe, não aconteceu nada desse tipo. Eu só... — engulo em seco antes de afas
Entro no quarto espaçoso de Felipe e me sento na beirada da cama. Ele não se senta fica me encarando em pé, com um semblante de preocupação misturado com pena. — Aconteceu algo ontem? Você pode me contar. Fico pensando se ele sabe de alguma coisa e acha que eu fui uma vítima naquela situação. — Que tipo de coisa? — me seguro para não fazer mais perguntas e acabar me entregando. — Coisas que você não queria fazer. Quando fui até a casa da Laís, parecia que ela estava te escondendo. — ele se senta ao meu lado e segura minha mão. — Sei que gosta dela, mas sabemos muito bem que ela não segue o que nós seguimos. Talvez ela tenha colocado pilha para você ver alguém ou algo do tipo. Acho que Felipe pensa que fui abusada ou algo assim. Meu coração chega a doer de culpa e começo a chorar. — O que houve? Pode me contar tudo, Sara. Vamos resolver isso. — ele avisa abraçando meu corpo com força de lado. — Felipe, não aconteceu nada desse tipo. Eu só... — engulo em seco antes de afastá-lo
— Sara, quero que me explique agora o que houve. — minha mãe para próximo a mim, irritada. — A Agda já te ligou, não é mesmo? — pergunto e ela assente. — Eu terminei com o Felipe. Foi isso que aconteceu — dou de ombros e começo a andar em direção ao meu quarto, mas minha mãe me puxa pelo braço. — Por que terminou com ele? Me diz a verdade. — pede aumentando a voz e puxo meu braço de volta. — Eu não gosto dele dessa forma, então não posso me casar com ele. — explico novamente o que com certeza a Agda já contou. — Você vai esperar uns dias e vai pedir desculpas ao Felipe. — manda me deixando confusa. — O que disse? Acha mesmo que pode me obrigar a casar com alguém? — Sim, eu acho. Ainda mais se for o melhor para você. — ela cruza os braços e me olha nos olhos. — Felipe é o melhor que você vai conseguir. Volte atrás e tenho certeza de que ele ainda vai te querer. Ouvir isso da boca dela me deixa irada por vários motivos. Ela quer mandar em mim sendo que é uma traidora sem v
— Sara, quero que me explique agora o que houve. — minha mãe para próximo a mim, irritada. — A Agda já te ligou, não é mesmo? — pergunto e ela assente. — Eu terminei com o Felipe. Foi isso que aconteceu — dou de ombros e começo a andar em direção ao meu quarto, mas minha mãe me puxa pelo braço. — Por que terminou com ele? Me diz a verdade. — pede aumentando a voz e puxo meu braço de volta. — Eu não gosto dele dessa forma, então não posso me casar com ele. — explico novamente o que com certeza a Agda já contou. — Você vai esperar uns dias e vai pedir desculpas ao Felipe. — manda me deixando confusa. — O que disse? Acha mesmo que pode me obrigar a casar com alguém? — Sim, eu acho. Ainda mais se for o melhor para você. — ela cruza os braços e me olha nos olhos. — Felipe é o melhor que você vai conseguir. Volte atrás e tenho certeza de que ele ainda vai te querer. Ouvir isso da boca dela me deixa irada por vários motivos. Ela quer mandar em mim sendo que é uma traidora sem vergon
Entro no quarto espaçoso de Felipe e me sento na beirada da cama. Ele não se senta fica me encarando em pé, com um semblante de preocupação misturado com pena.— Aconteceu algo ontem? Você pode me contar.Fico pensando se ele sabe de alguma coisa e acha que eu fui uma vítima naquela situação.— Que tipo de coisa? — me seguro para não fazer mais perguntas e acabar me entregando.— Coisas que você não queria fazer. Quando fui até a casa da Laís, parecia que ela estava te escondendo. — ele se senta ao meu lado e segura minha mão. — Sei que gosta dela, mas sabemos muito bem que ela não segue o que nós seguimos. Talvez ela tenha colocado pilha para você ver alguém ou algo do tipo. Acho que Felipe pensa que fui abusada ou algo assim. Meu coração chega a doer de culpa e começo a chorar.— O que houve? Pode me contar tudo, Sara. Vamos resolver isso. — ele avisa abraçando meu corpo com força de lado.— Felipe, não aconteceu nad
— Qual tipo de problema? — pergunto tensa.— Felipe veio aqui te procurando. Disse que você não atendia o telefone. — começo a ter dor de barriga só de imaginar que ele descobriu alguma coisa.— E então, o que disse para ele? — antes de me responder ela fecha a porta e anda até a sala.— Fala logo, Laís. — peço irritada enquanto a sigo.— Resumindo toda a conversa, ele ficou puto comigo por eu não o deixar entrar e disse que conversaria com seus pais caso você não aparecesse. — ela se senta no sofá e eu me sento ao seu lado coçando a cabeça preocupada.— Será que ele sabe o que eu fiz? Mas como ele descobriu isso? — começo a imaginar o que posso ter feito de errado que me fez ser pega.— Ele não sabe de nada. Na verdade, está preocupado achando que aconteceu alguma coisa com você e que estou escondendo. Inclusive, ele disse que sabe que bebemos ontem aqui em casa. — fico mais tranquila mas também sinto uma culpa enorme.







