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051

last update publish date: 2026-04-16 04:44:40

O vapor dançava pelo ar, envolvendo o luxuoso banheiro em uma névoa quente e perfumada. A iluminação suave, com luzes indiretas estrategicamente posicionadas, realçava o mármore escuro das paredes e os brilhos dourados dos acessórios. O chuveiro, uma obra-prima da tecnologia, possuía múltiplos jatos de água com pressão ajustável, capazes de simular desde uma leve garoa até uma cascata intensa. Ao lado, uma banheira de hidromassagem convidava ao relaxamento, com suas bolhas cintilando sob a luz
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  • Meu mafioso adorável   060

    A casa estava mergulhada em uma tranquilidade enganosa. O murmúrio da televisão preenchia o ambiente com um som monótono, e o ar tinha aquele aroma familiar de lar, uma mistura de café e madeira antiga. Tatiana estava no sofá, envolta em um cobertor, suas pernas imóveis sob o tecido grosso. O controle remoto repousava em seu colo enquanto seus olhos vagavam pela tela sem realmente ver o que acontecia.Três batidas secas na porta quebraram a quietude.Tatiana não se moveu, mas sua irmã, uma mulher alta e magra com o cabelo preso em um coque apertado, franziu a testa e foi abrir.Assim que girou a maçaneta, dois homens invadiram a casa.Não empurraram nem gritaram. Simplesmente entraram.A expressão da mulher mudou de surpresa para medo em um instante.—O que…? —gaguejou, dando um passo para trás—. Saiam agora ou chamarei a polícia!Os homens não disseram nada.Um deles, alto e de compleição forte, percorreu o espaço com o olhar. Seus olhos passaram por cada canto da sala, cada móvel, c

  • Meu mafioso adorável   059

    A brisa mediterrânea sussurrava entre os olivais, enchendo o ar com o aroma fresco da terra e o sal do mar distante.Svetlana caminhava lentamente pelos jardins da mansão, com o braço entrelaçado ao do pai. Fazia tanto tempo desde a última vez que puderam estar juntos assim, sem medo das sombras que os espreitavam. Alexei, no entanto, não compartilhava de sua tranquilidade. Seus olhos percorriam a paisagem com cautela, como se esperasse que a ilusão de segurança desmoronasse a qualquer instante.—Não entendo, filha. Não entendo que diabos te faz querer ficar aqui —murmurou, parando para olhá-la com a testa franzida—. Por que esse italiano te trata tão bem? Por que você é tão importante para ele?Svetlana suspirou, olhando para o céu limpo antes de devolver o olhar ao pai.—Não é fácil de explicar, papai.—Pois tente. Porque me custa acreditar que um chefe mafioso da ‘Ndrangheta tenha se tornado um bom samaritano da noite para o dia.Svetlana baixou os olhos, sentindo a pressão do inte

  • Meu mafioso adorável   058

    O sol banhava as estreitas ruas da cidade com um brilho dourado, projetando sombras longas sobre os edifícios de pedra e as fachadas antigas. Naquele horário, as ruas estavam cheias de vida, com os mercados funcionando a pleno ritmo e as pessoas indo e vindo em sua rotina habitual. Ninguém prestava muita atenção à fila de caminhões de entrega estacionados em um armazém discreto, nos arredores do porto. Pareciam transportes comuns, parte do engrenagem da cidade. Mas o que carregavam dentro estava longe de ser legal.Dante observava tudo a partir da sombra de um depósito, com os braços cruzados sobre o peito e um cigarro aceso entre os lábios. Ao seu redor, vários de seus homens se moviam com precisão quase militar, conferindo as caixas, confirmando os números, certificando-se de que tudo estivesse em ordem antes que os caminhões partissem.—Isso parece bom —comentou Fabrizzio, fechando uma caixa e selando-a com fita adesiva—. Devemos ter tudo pronto nos próximos dez minutos.Dante asse

  • Meu mafioso adorável   057

    O salão privado, escondido nas entranhas de um edifício antigo em Moscou, estava impregnado do denso fumo de cigarros e do inconfundível aroma de vodka. Na mesa, rodeado pelos seus homens mais leais, Vladislav Petrov ouvia o murmúrio das conversas dispersas, deixando que o som se fundisse com seus próprios pensamentos.Recebera uma informação delicada, perigosa. Alguém dentro de seu círculo estava vendendo segredos aos italianos. Um traidor. A simples ideia revirava seu estômago com uma mistura de fúria e desprezo. Não era um homem que tolerasse a deslealdade, e quem quer que fosse o infiltrado, não viveria o suficiente para se arrepender de sua traição.Por essa razão, convocara a reunião de última hora. Não podia se permitir seguir com os planos originais do ataque ao clã Bellandi se a informação estava comprometida. Tudo precisava ser repensado, reestruturado. Qualquer movimento em falso poderia significar uma fraqueza fatal.Bebeu um gole de vodka, mantendo a expressão imperturbáv

  • Meu mafioso adorável   056

    A noite pairava sobre a vila Bellandi como um manto pesado e opressor. Lá fora, o vento uivava pelos jardins, sacudindo as árvores com uma fúria contida.Svetlana estava recostada na cama, envolta em lençóis de linho macio, o corpo ainda fraco, mas a mente em constante alerta. A poucos metros, Dante estava sentado em uma poltrona de couro escuro, com o jantar à sua frente, cortando a carne com a precisão meticulosa de um homem que não deixava nada ao acaso.—Por que não me contou que meu pai estava aqui? —perguntou Svetlana, a voz um sussurro que mal rompeu o silêncio.Dante deixou o garfo sobre o prato com um leve clique e ergueu o olhar para ela. Seus olhos, escuros como a tempestade que ameaçava no horizonte, cravaram-se nos dela.—Para ser sincero… —exalou lentamente, como se escolhesse as palavras com cuidado—, a princípio, não pensei em permitir que ele te visse.Svetlana franziu a testa.—Por quê?—Porque não sabia como você reagiria. —Reclinou-se na poltrona, flexionando um jo

  • Meu mafioso adorável   055

    Moscou. 5 meses atrás...O ar dentro do estúdio de dança do Bolshoi tinha um aroma particular, uma mistura de madeira polida, resina de colofónia e o leve rastro de perfume que as bailarinas deixavam após cada giro perfeito. As paredes de espelhos refletiam Svetlana uma e outra vez, replicando a intensidade de sua concentração e a disciplina gravada em cada músculo de seu corpo.Ela passava horas repetindo a mesma sequência de passos. O pas de deux do Fada Açucarada. Um papel que havia feito seu durante três anos consecutivos, mas desta vez a pressão pesava ainda mais sobre seus ombros. Em março seria escolhida a nova prima ballerina do Bolshoi. Esse título não era apenas um reconhecimento; era um destino, uma consagração no mundo do balé russo. E ela estava disposta a dar tudo de si para conquistá-lo.O piano ressoava no canto do estúdio, as notas vibravam no ar como um feitiço, e Svetlana elevou-se em um soutenu, alongando a linha de seus braços com uma graça etérea. Seu enérgico en

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