เข้าสู่ระบบUm perfume amadeirado, picante e místico a abraçou instantaneamente, o mesmo contido naquela camisa cara, escondida em seu armário. O mesmo cheiro que estava impregnado em sua pele, aquele que fez seu corpo entrar em combustão e sua respiração ficar ofegante só com a lembrança do gosto dele, de suas mãos enormes em sua pele...
- Para uma empregada desta casa, você é bem inapta. – Aquela voz grave ressoou impiedosamente, quebrando seus pensamentos, fazendo Lua congelar no lugar.
Ela não ousou levantar o olhar.
Era ele.... era a mesma voz do desconhecido com quem passou a noite irresponsavelmente, pensando que era Lucas.
- Me....me desculpe... senhor – murmurou, estremecendo.
O estranho não se afastou, seus músculos de concreto frio não moviam um centímetro.
- Ah, eu esqueci de te avisar que meu tio estava para chegar. – Lucas falou, com a maior tranquilidade. – Mas como se trata desse cara, um aviso do horário exato de sua chegada, era pedir demais.
“Tio...?” Lua pensou, sentindo a boca secar rapidamente.
- Tio Eros, essa é a Lua, a moça de quem te falei... – Lucas disse com aquele carisma natural. Ele começou a falar sobre ela, discorrendo sobre as refeições que preparava, sobre sua presença ser... Ser o quê? Ela não conseguia ouvir uma palavra.
Seu coração batia tão forte que parecia prestes a romper seus tímpanos.
- Está assustando a Gasparzinho, tio Eros. Ela é uma mulher sensível. – Lucas gracejou. – Solte a minha cozinheira e amiga, está sendo rude.
- Gasparzinho, hein... – a voz grave disse com uma espécie de zombaria ácida. - Você tem o péssimo hábito de invadir lugares onde não deveria estar... – o timbre poderoso e afiado diminuiu, quase num tom cúmplice. - ... principalmente quartos masculinos.
Podia sentir o olhar dele descendo lentamente por seu rosto, seu corpo…
como se estivesse comparando algo, analisando meticulosamente sua reação.Lua puxou o ar ruidosamente, seu coração falhou uma batida. Ele estava fazendo isso porque sabia que era ela quem estava em seu quarto!
“Não seja estúpida, Lua. É claro que ele sabia, era você quem estava bêbada feito um gambá!”
Oh meu Deus!..
E agora?! E se ele...
Com um esforço sofrível, ela conseguiu dizer.
- Poderia me soltar... senhor? – pediu fracamente.
- Você invade o meu espaço pessoal, esbarra em mim e ainda acha que um sussurro desarticulado resolve? – Ele respondeu sem se mover. - Olhe para mim quando falar.
Lua levantou a cabeça, seu olhar encontrou dois blocos azuis glaciais adornados por um halo fino dourado, emoldurados por cílios longos, espessos e escuros.
Aquele olhar era como um deus contemplando e julgando os pobres mortais de cima.
Cabelos com ondas sedosas, têmporas grisalhas, com ar de charme refinado. Alto, musculoso, imponente e arrogante. Ele devia ter mais de um e noventa e oito de altura, esculpidos em músculos puro sob o terno de grife.
Algo se contorceu em seu interior, e ela tentou se afastar desesperadamente, quase podia sentir a firmeza de seus braços, sua pegada forte, enlouquecedora...
Aquele homem parecia feito de pedra, não facilitou em nada. Ele nem mesmo alterou sua respiração lenta, controlada e pausada.
- Eu já pedi desculpas... – ela murmurou, sentindo os olhos arderem.
“Me solte, por favor, me solte!” Suplicou em pensamento. “Ou então.... ou então, Lucas vai perceber! Eu morreria de vergonha se ele soubesse que eu passei a noite com o tio dele!”
- Quando pedir desculpar por seus erros, deve olhar nos olhos de quem você prejudicou. – Ele disse num tom cortante como lâmina de gelo.
Ela levantou o olhar marejado, mas não disse nada.
- Para com isso, tio. A Lua não fez por mal, deixe ela em paz. – Lucas interveio. – Mal chegou e já está aterrorizando as pessoas.
Eros Bitencourt ainda manteve o olhar duro, fixo e impiedoso no dela por alguns segundos. Em seguida, ele a soltou.
- Da próxima vez não serei tão benevolente. – Reforçou secamente.
Lua apertou mais forte as bandejas contra o peito, e saiu quase correndo da sala de jantar. As grossas lágrimas queriam escapar, mas ela fungou, engolindo o choro.
Que homem mais repulsivo!
Como foi dormir com alguém como ele?!
Como isso aconteceu?!
O coração disparou quando a resposta se formou.
Ela foi tola e burra como sempre, achando que estava com Lucas, e que suas lamúrias e súplicas atingiram a piedade dele.
Mas não foi Lucas quem a levou para cama tão.... intempestivo, impetuoso e voraz.
O ar ficou preso em seus pulmões.
Foi ele.
Eros Bitencourt.
Ele se sentou ao seu lado, Lua respirou profundamente antes de entregar-lhe o celular.— Noah, o filho da Iara, não é do Ariel.Eros franziu a testa, ela sentiu uma lágrima escorrer.— O filho da Iara é... — Precisou interromper a frase para recuperar a voz. — É do Lucas.O silêncio que se seguiu pareceu preencher toda a biblioteca.Eros permaneceu observando-a durante alguns segundos, depois voltou os olhos para a mensagem aberta na tela. Lua acompanhou as pequenas alterações de sua expressão enquanto ele lia.A mandíbula se contraiu, os músculos do pescoço ficaram tensos.Entretanto, quando finalmente pousou o celular sobre a mesa, sua primeira pergunta não foi sobre a mentira que Iara contou sobre a paternidade do menino.— Há quanto tempo você sabe?Lua abaixou os olhos.— Há anos. Eu conheci o Noah quando fiquei na casa dela.Eros inspirou profundamente.A resposta o atingiu, e Lua percebeu que ele precisava de alguns instantes para assimilar tudo o que acabou de descobrir.— Meu
Ela sentiu o estômago contrair e engoliu em seco, temia que aquele momento chegasse.— Eros...— Não estou exigindo explicações, meu amor.A tranquilidade da resposta a surpreendeu, embora não devesse.— Eu sei que você guarda alguma coisa sobre Iara há muito tempo. Também sei que esse segredo não pertence apenas a você, e foi justamente por isso que nunca tentei descobri-lo por conta própria, embora tivesse meios suficientes para fazer isso.Lua abaixou os olhos para os dedos entrelaçados aos dele.— Você nunca me perguntou diretamente e eu sou muito grata por isso...— Porque confio em você. — Eros acariciou sua mão com o polegar. — Mas existe uma diferença entre respeitar o silêncio de alguém e ignorar que esse silêncio pode estar se transformando num problema perigoso.Ela respirou profundamente.— Eu prometi a ela que não contaria a ninguém.— E não vou obrigá-la a quebrar essa promessa. Só quero saber se você deseja conversar comigo sobre o que está carregando sozinha, porque es
A mansão Bitencourt estava mergulhada no silêncio quando Lua voltou a verificar o celular pela quarta vez naquela noite, incapaz de afastar a inquietação que a acompanhava havia semanas e que, nos últimos dias, se transformou numa preocupação tão persistente que até mesmo os momentos mais tranquilos ao lado da família haviam começado a perder parte de sua habitual serenidade.Do lado de fora, uma chuva fina escorria pelos vidros da biblioteca, distorcendo as luzes dos jardins cuidadosamente iluminados. Sobre a mesa de madeira escura, alguns documentos relacionados à próxima reunião da Atikos permaneciam esquecidos ao lado de uma xícara de chá que esfriou sem que Lua conseguisse beber mais do que dois goles.Havia quase vinte minutos, relia uma mensagem antiga de Iara.Não continha informações particularmente reveladoras, apenas algumas palavras tranquilizadoras, a garantia de que estava bem e um pedido para que Lua não se preocupasse tanto. Entretanto, conhecia a amiga suficientemente
Quando finalmente chegou o momento indicado, Lua levantou-se e aproximou-se da bancada.Duas linhas.Nítidas.Inconfundíveis.Por alguns segundos, ficou olhando para o pequeno objeto sem conseguir organizar os próprios pensamentos.Então levou uma das mãos ao ventre lentamente.— Meu Deus... eu estou...grávida... de novo...A voz saiu tão baixa que quase não conseguiu ouvi-la. Havia um bebê, talvez ainda tão pequeno que mal pudesse ser distinguido num exame, mas já suficientemente presente para modificar completamente o futuro que ela e Eros imaginavam.Lua sentiu as lágrimas começarem a descer, a porta recebeu duas batidas discretas.— Moranguinho?- Ela tentou responder, mas a emoção apertou sua garganta. — Lua, está tudo bem?A preocupação na voz dele a fez caminhar até a porta, quando a abriu, encontrou Eros parado diante dela, com a expressão severa e os olhos azuis examinando imediatamente seu rosto molhado de lágrimas.— Meu amor, o que aconteceu? Está se sentindo mal?Lua ergue
Lua gargalhou, envolvendo o pescoço dele com os braços.— Coitadinho do meu marido gostoso, abandonado e negligenciado por causa de um doce.Eros a ergueu da cadeira com uma facilidade que ainda a surpreendia, acomodando-a sobre suas pernas quando voltou a se sentar.— Finalmente alguma compreensão.Ela sorriu e ofereceu um pedaço da barra, mas percebeu que o olhar dele havia adquirido uma expressão diferente.Não exatamente preocupada, mas pensativa.— O que foi agora? — perguntou, aproximando o chocolate da boca.Eros observou o movimento e arqueou uma sobrancelha.— Estava me lembrando de uma coisa interessante.— Do quê?— Da última vez em que você demonstrou uma obsessão tão intensa por doces, principalmente chocolate.Lua mastigou lentamente, tentando compreender a direção daquela conversa.— Eu sempre gostei de chocolate, você sabe. Sempre me compra com eles, quando apronta alguma coisa com o Máximos.— Eu sei, moranguinho. Mas existe uma diferença considerável entre gostar de
O arquipélago de Palau parecia ter sido criado para convencer as pessoas de que o paraíso realmente existia em algum lugar do mundo, escondido entre águas de um azul quase inacreditável, pequenas ilhas cobertas por uma vegetação exuberante e formações rochosas que emergiam do oceano como esculturas cuidadosamente moldadas pela natureza.Lua estava começando a acreditar nisso.Da varanda privativa da luxuosa villa construída sobre a água, conseguia observar os cardumes atravessando a transparência do mar, enquanto o sol da tarde espalhava reflexos dourados sobre a superfície tranquila da lagoa.A brisa tropical movimentava suavemente as cortinas de linho branco, trazendo consigo o perfume salgado do oceano e o aroma das flores que ornamentavam o caminho até o pequeno deque particular.Era o quinto dia da lua de mel que Eros prometeu proporcionar a ela desde o casamento, mas que acabou sendo sucessivamente adiada por compromissos profissionais, viagens internacionais, pela conclusão de







