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Capítulo 4

Author: Yogurt Monster
O médico da emergência já tinha chegado às pressas. Quando ele viu que eu estava coberta de sangue e quase sem forças, ele veio direto na minha direção:

— Sr. Eliel, a paciente está com hemorragia grave, e os sinais vitais do bebê desapareceram. Eu preciso iniciar a reanimação agora!

Eliel, porém, franziu a testa, a voz dele ainda mais tensa:

— A médica já tinha me avisado antes. O sangue nela e no bebê é falso, é tudo tinta.

O olhar de Eliel escureceu:

— Vocês também receberam dinheiro, foi isso?

O médico ficou indignado:

— Eu nunca na minha vida aceitei ser comprado! Eu vou chamar a polícia!

Eliel soltou um riso frio:

— Chega, chega. Em vez de perder tempo falando besteira, é melhor você fazer o que eu mandei. Vá prestar assistência à Daise e ao filho dela. Eu quero que você garanta a segurança dos dois. Não admito nenhum erro.

— Sr. Eliel! — O médico chegou a bater o pé no chão, de tão desesperado. — A situação dessa paciente é de altíssimo risco. Ela está com hemorragia intra‑abdominal e queimadura na garganta. Se a gente demorar mais, ela vai entrar em choque! O bebê pode não estar respirando, mas ainda existe uma janela para tentar reanimar!

Mas Eliel simplesmente ignorou o parecer profissional do médico. Ele fez um gesto seco para os seguranças e mandou que eles arrastassem à força o médico e a enfermeira para fora:

— Vão cuidar da Daise. Se acontecer qualquer coisa com ela ou com o bebê, nenhum de vocês vai conseguir arcar com as consequências.

O médico foi sendo puxado pelo corredor e, antes de sumir de vista, ele ainda olhou para mim por cima do ombro, com um misto de pena e impotência no olhar.

O cheiro de sangue encheu o ar, tão forte que dava vontade de cobrir o nariz. O assistente de Eliel, que estava ao lado, pareceu não suportar mais aquela cena. Ele criou coragem e falou, hesitante:

— Sr. Eliel, o sangue na Sra. Agatha é demais... É melhor o senhor deixar o médico dar uma olhada. E se for verdade?

Eliel virou a cabeça na hora e encarou ele com frieza:

— O quê? Você também caiu no papo dela? Eu realmente não sabia que a Agatha tinha um poder de persuasão tão grande assim.

Eliel se virou para ir embora, e a voz dele veio gelada, cortando o pouco de ar que eu ainda tinha:

— Agatha, eu nunca imaginei que você seria capaz de ir tão longe por atenção, a ponto de usar o próprio filho. Eu estou sinceramente decepcionado com você.

Eu tentei me erguer, desesperada para jogar a verdade na cara dele, para contar tudo o que aquelas mulheres tinham feito comigo e com o nosso bebê. Mas tudo o que eu senti foi um nó sufocante no peito, que subiu queimando pela minha garganta e explodiu em forma de sangue.

O sangue jorrou pela comissura dos meus lábios e respingou no rosto gelado do meu filho, que ainda estava nos meus braços.

A minha visão começou a escurecer nas bordas. O meu corpo pesou, e a tontura causada pela hemorragia me engoliu de vez.

Quando tudo estava prestes a desabar em completa escuridão, eu ouvi, bem perto do meu ouvido, uma voz familiar, cheia de dor e carinho:

— Filha, não tenha medo. Eu cheguei.

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