LOGINMargareth "Meg"
O caminho até em casa pareceu muito mais longo do que de costume.
Talvez fosse o cansaço acumulado do fim de semana, talvez fosse a quantidade absurda de coisas que eu tinha para estudar ou, quem sabe, a culpa fosse de um certo homem que não saía da minha cabeça desde o momento em que havia começado a me mandar mensagens.
Felipe Cobra.
Só de lembrar daquele sorriso convencido, eu sentia vontade de revirar os olhos.
O pior era que, por mais que tentasse me convencer de que ele não significava absolutamente nada, minha mente insistia em voltar às nossas conversas. E isso estava começando a me irritar profundamente.
Assim que o carro parou diante da entrada de casa, agradeci a seu Antônio e desci. Atravessei a porta principal, deixando a bolsa sobre o aparador, e estranhei o silêncio que encontrei.
Normalmente, minha mãe estaria na sala, conversando com alguém ao telefone, ou meu pai estaria no escritório, resolvendo algum assunto relacionado aos negócios.
Naquela tarde, porém, a casa parecia vazia.
Peguei o celular e procurei a conversa com Sarah.
Nenhuma mensagem.
Era estranho, considerando que minha melhor amiga costumava me mandar mensagens até quando estava apenas escolhendo o sabor do sorvete que queria tomar.
Provavelmente, tinha perdido a hora depois da festa do fim de semana. Sarah nunca foi exatamente uma pessoa matinal, e eu não duvidava que tivesse passado a manhã inteira dormindo.
Sorri sozinha, imaginando a cara dela ao perceber que havia perdido mais um dia de aula.
Comecei a digitar:
Eu: Amiga, você está viva?
Parei antes de enviar.
Talvez ela estivesse ocupada. Talvez estivesse dormindo. Ou talvez tivesse decidido me ignorar depois das inúmeras mensagens que eu havia mandado no dia anterior.
Eu estava prestes a ligar para ela quando ouvi vozes vindas do escritório do meu pai.
No começo, não dei importância. Afinal, conversas entre meus pais sobre dinheiro, negócios e investimentos eram comuns. Entretanto, havia algo diferente naquela discussão.
A voz da minha mãe estava trêmula.
Não era irritação.
Era desespero.
- Você apostou tudo, Sérgio? Eu não acredito! O que você fez com a nossa vida? Não me diga que mexeu no fundo de estudos da nossa filha também!
Parei imediatamente.
Minha mão, que segurava o celular, ficou imóvel.
Apostou tudo?
Que história era aquela?
- Não, claro que não, Laura. - meu pai respondeu, com uma tranquilidade que parecia completamente inadequada para a situação.
- Você não podia ter feito isso! O que vamos fazer agora?
Aproximei-me alguns passos, sentindo o coração acelerar.
Eu sabia que não deveria ouvir aquela conversa. Sabia que era errado invadir a privacidade dos meus pais, mas alguma coisa dentro de mim gritava que precisava entender o que estava acontecendo.
Então, permaneci onde estava.
- O fundo de estudos da Meg está intacto, e o apartamento que deixamos no nome dela em Londres também. O futuro dela está garantido.
Meu estômago se contraiu.
O que estava acontecendo?
Por que minha mãe estava falando como se tivéssemos perdido tudo?
- Menos mal. - ela respondeu, soltando um suspiro que parecia carregar o peso do mundo. - Mas o que eu quero saber é sobre o nosso futuro.
Houve alguns segundos de silêncio.
Segundos que pareceram durar uma eternidade.
Então, meu pai voltou a falar.
- Temos alguns imóveis no nome da Meg, nos quais você é a responsável. Todo o resto, inclusive esta casa, os carros, a hípica, os cavalos... Bem, tudo, o banco vai levar.
Meu mundo parou.
Literalmente.
Senti como se alguém tivesse puxado o chão debaixo dos meus pés, deixando-me suspensa em um vazio assustador.
A casa.
Os carros.
A hípica.
Os cavalos.
Tudo.
Minha cabeça começou a girar, e precisei apoiar a mão na parede para não perder o equilíbrio.
Aquilo não podia ser verdade.
Meu pai era um empresário bem-sucedido. Nossa família tinha dinheiro, propriedades, investimentos. Eu nunca precisei me preocupar com o preço das coisas, nunca precisei pensar duas vezes antes de comprar uma roupa ou planejar uma viagem.
Minha maior preocupação financeira até aquele momento havia sido decidir se comprava uma bolsa nova ou se guardava o dinheiro para as férias.
E agora...
Agora, aparentemente, não tínhamos mais nada.
Meu pai havia apostado tudo.
Tudo!
Como alguém podia ser tão irresponsável?
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto antes que eu pudesse contê-la.
Não queria ouvir mais nada.
Não queria saber como aquilo tinha acontecido, nem por que minha mãe parecia tão desesperada.
Eu só queria sair dali.
Precisava respirar.
Precisava pensar.
Precisava entender como a minha vida tinha desmoronado sem que eu sequer percebesse.
Afastei-me do escritório com cuidado, tentando não fazer barulho. Peguei minha bolsa no aparador e caminhei até a porta da frente.
Minhas mãos tremiam tanto que quase deixei as chaves caírem.
Assim que atravessei o portão, continuei andando sem direção, até me afastar o suficiente da casa para ter certeza de que meus pais não perceberiam minha ausência.
Foi quando as lágrimas vieram de verdade.
Sem pudor.
Sem controle.
Chorei como uma criança, sentindo o peito apertar enquanto tentava processar tudo aquilo.
Estávamos pobres?
A pergunta ecoou na minha cabeça, dolorosa e assustadora.
Eu estava acostumada a ter tudo, mas nunca imaginei que poderia perder tudo também.
E o pior não era a possibilidade de deixar de morar naquela casa ou de perder meus vestidos, meus sapatos e meus luxos.
Era saber que meus pais estavam sofrendo.
Era imaginar minha mãe desesperada, tentando descobrir como recomeçar uma vida que tinha levado anos para construir.
Era perceber que meu pai havia colocado nosso futuro em risco por causa de uma decisão absurda.
Limpei o rosto com as mãos, tentando respirar.
Eu precisava falar com alguém.
Alguém que me conhecesse, que pudesse me ouvir sem me julgar.
Sarah.
Disquei o número da minha melhor amiga e levei o celular ao ouvido.
No primeiro toque, a ligação foi atendida.
- Amiga, por favor, me ajuda, eu... - Minha voz falhou, e as lágrimas voltaram com ainda mais força. - Eu não sei o que fazer. Eu tô saindo de casa, eu...
Não consegui terminar.
O desespero havia tomado conta de mim, e eu mal conseguia organizar os pensamentos para formar uma frase.
- Meg? - ouvi do outro lado.
Franzi a testa.
Aquela não era a voz de Sarah.
Era mais grave.
Mais firme.
E, infelizmente, familiar demais.
Afastei o celular do ouvido e olhei para a tela.
O nome que aparecia ali fez meu sangue gelar.
Felipe Cobra.
Merda!
Eu tinha ligado para o número errado!
- Meg, você está me ouvindo? - ele perguntou, e dessa vez havia algo diferente em sua voz. Nenhuma provocação, nenhum apelido irritante. Apenas preocupação.
Tentei responder, mas um soluço escapou da minha garganta.
- Eu...
- Onde você está?
Olhei ao redor, tentando identificar o lugar em que havia parado.
- Perto de casa.
- Fica aí. Estou indo buscar você.
- Não precisa...
- Meg, olha para mim... - Ele parou por um instante, provavelmente percebendo que eu não estava diante dele. - Escuta o que eu estou dizendo. Fica onde está. Estou indo.
A ligação terminou antes que eu pudesse protestar.
Fiquei olhando para o celular, completamente atordoada.
Eu deveria ligar para Sarah novamente. Deveria voltar para casa e exigir explicações dos meus pais. Deveria fazer alguma coisa, qualquer coisa, em vez de ficar ali, chorando na calçada como se o mundo tivesse acabado.
Mas eu não conseguia.
Minhas pernas pareciam feitas de algodão, e minha cabeça estava tão confusa que mal conseguia pensar.
Poucos minutos depois, ouvi o ronco de uma moto se aproximando.
Ergui o rosto.
E lá estava ele.
Felipe.
Usava uma camiseta preta, calça jeans e botas. O capacete escondia parte de seu rosto, mas eu reconheceria aquela postura em qualquer lugar. Ele parou a moto diante de mim e retirou o capacete, revelando os cabelos levemente bagunçados e o olhar atento.
Seus olhos percorreram meu rosto inchado, minhas mãos trêmulas e as lágrimas que eu não conseguia mais esconder.
O sorriso convencido que eu tanto conhecia havia desaparecido.
- Meg...
Engoli em seco.
- Eu...
Ele desligou a moto e desceu, aproximando-se de mim sem pressa.
- Eu sei que você ligou para a Sarah. - disse, com a voz baixa. - Só sobe na moto. Vou levar você até ela.
Olhei para ele, tentando encontrar alguma resposta, mas tudo o que consegui fazer foi assentir.
Felipe pegou um segundo capacete e o estendeu na minha direção.
- Coloca isso primeiro.
Obedeci, prendendo a fivela com dedos desajeitados. Ele percebeu minha dificuldade e se aproximou para me ajudar, mas parou antes de tocar em mim.
- Posso?
Aquela pergunta simples quase me fez chorar novamente.
Assenti.
Com cuidado, ele ajustou a fivela do capacete sob meu queixo e se afastou.
- Pronto.
Subi na moto com alguma dificuldade, ajeitando a bolsa junto ao corpo. Felipe montou à minha frente e olhou por cima do ombro.
- Segura firme.
Passei os braços ao redor de sua cintura.
No instante em que o fiz, senti seu corpo ficar ligeiramente rígido, como se não esperasse que eu me aproximasse tanto.
Eu também não esperava.
Mas precisava de alguma coisa em que me apoiar.
E, naquele momento, ele era a única coisa que parecia firme o suficiente para impedir que eu desmoronasse de vez.
A moto arrancou.
Apertei os braços ao redor dele, escondendo o rosto contra suas costas enquanto o vento batia em meu corpo. Tentei conter o choro, mas era impossível. Cada vez que lembrava da conversa dos meus pais, sentia uma dor terrível no peito.
Eu não sabia o que aconteceria comigo.
Não sabia onde moraria, como seria minha vida dali em diante ou se algum dia conseguiria olhar para meu pai da mesma maneira.
Só sabia que, naquela tarde, meu mundo havia mudado para sempre.
E eu estava indo para o morro nos braços de um homem que, até poucos dias atrás, eu jurava que jamais faria parte da minha vida.
Felipe não fez perguntas durante o caminho.
Não tentou arrancar explicações de mim, não fez piadas e não me chamou de patricinha.
Apenas conduziu a moto com cuidado, como se entendesse que eu precisava daquele silêncio.
Quando chegamos ao morro, reconheci algumas ruas do baile da noite anterior. As pessoas circulavam normalmente, crianças brincavam perto das casas e alguns moradores cumprimentavam Felipe assim que ele passava.
Ele respondia a todos, com pequenos acenos ou palavras breves.
Havia respeito na maneira como falavam com ele.
E, pela primeira vez, enxerguei algo além do homem convencido que gostava de me provocar por mensagens.
Quando a moto parou diante de uma casa, Felipe desligou o motor e desceu.
Eu permaneci sentada por alguns segundos, sem saber muito bem o que fazer.
Ele se virou para mim e estendeu a mão.
- Vem, Meg.
Segurei sua mão e desci, sentindo as pernas um pouco bambas.
Felipe percebeu.
Sem dizer nada, colocou uma mão em minhas costas, sustentando-me discretamente.
- A Sarah está aqui? - perguntei, com a voz rouca.
Ele hesitou por um instante.
- Ainda não sei. Mas você vai entrar, tomar uma água e respirar um pouco. Depois a gente resolve o resto.
Olhei para ele, confusa.
- Você nem sabe o que aconteceu.
- Não. - respondeu, sustentando meu olhar. - Mas sei reconhecer quando alguém está precisando de ajuda.
Aquelas palavras me atingiram de um jeito inesperado.
Baixei a cabeça, tentando esconder outra lágrima.
Felipe suspirou e, com uma delicadeza que eu jamais imaginaria encontrar nele, tocou de leve meu ombro.
- Ei, patricinha... Você não precisa me contar nada agora, está bem?
Soltei uma risada fraca em meio ao choro.
- Eu pedi para você parar de me chamar assim.
Pela primeira vez desde que chegara, um pequeno sorriso surgiu no rosto dele.
- E eu lembro muito bem.
- Então por que continua?
Ele inclinou a cabeça, observando-me com aqueles olhos escuros que pareciam enxergar muito mais do que eu gostaria.
- Porque você fica brava, e eu gosto de ver você brava.
- Você é um idiota.
- Já me disseram.
Dessa vez, apesar de tudo, eu sorri de verdade.
Foi pequeno. Quase imperceptível.
Mas sorri.
Felipe abriu a porta e fez um gesto para que eu entrasse.
- Vem. Vamos cuidar de você primeiro.
Atravessei a entrada sem saber que aquela casa, aquele morro e aquele homem estavam prestes a se tornar muito mais importantes para mim do que eu poderia imaginar.
Naquele momento, eu só queria encontrar Sarah.
Só queria um abraço, um lugar seguro e alguns minutos para entender o que havia acontecido com a minha família.
Eu ainda não sabia como contar ao mundo que minha vida tinha desmoronado.
Mas, enquanto entrava na casa de Felipe, percebi uma coisa que me assustou quase tanto quanto a notícia que acabara de descobrir.
Eu não estava com medo de estar sozinha.
Porque, de alguma forma que eu ainda não conseguia explicar, sentia que, enquanto estivesse ali, Felipe não permitiria que eu desmoronasse completamente.
{...}
Felipe “Cobra”Eu estava cuidando da patricinha, mas meus pensamentos estavam no maldito que havia colocado alguma coisa na bebida dela.Quando Samurai o encontrasse, ele iria sofrer. E sofrer muito.Só de imaginar aquele desgraçado se aproveitando de uma mulher indefesa, meu sangue fervia. Eu conhecia os perigos daquele mundo, sabia muito bem o que algumas pessoas eram capazes de fazer quando achavam que ninguém estava olhando. Mas mexer com uma mulher daquela maneira, dentro da minha comunidade, era ultrapassar todos os limites.Principalmente quando essa mulher era Margareth Romano.Aquela garota já tinha problemas suficientes para resolver. O pai havia destruído a própria família, a mãe estava tentando reconstruir a vida e ela mal conseguia esconder o quanto tudo aquilo a machucava. Meg estava perdida, mesmo quando fingia que sabia exatamente o que estava fazendo.E eu, que deveria manter distância, estava cada vez mais envolvido.Merda!Passei a mão pelo rosto, tentando afastar a
Margareth "Meg"Eu estava tranquila, bebendo minha água com gás e tentando ignorar a existência de um certo homem arrogante que, aparentemente, havia decidido fiscalizar cada movimento meu naquela noite.Felipe era um idiota.Um idiota bonito, irritantemente atraente e com uma capacidade absurda de me tirar do sério, mas ainda assim um idiota.Depois da nossa discussão, eu havia decidido que não daria mais atenção a ele. Se queria agir como meu dono, problema dele. Eu não era uma propriedade, muito menos uma criança que precisava de autorização para sair de casa.Estava conversando com uma das meninas quando senti uma tontura repentina.No começo, achei que fosse apenas o calor. O baile estava lotado, a música parecia fazer o chão vibrar e o ar estava pesado. Levei a mão à testa e pisquei algumas vezes, tentando afastar aquela sensação estranha.Mas não passou.Pelo contrário.Minha visão começou a ficar embaçada, as luzes se misturaram diante dos meus olhos e minhas pernas perderam a
Margareth “Meg”Minha mãe, com a ajuda de Samurai, logo finalizou a reforma da casinha onde havia vivido durante a infância. Pelo que Sarah me contava, Felipe tinha feito questão de garantir que nada faltasse para ela. A casa estava simples, mas bonita, com paredes recém-pintadas, móveis novos e um pequeno quintal.Eu deveria estar feliz por ela.E estava. De verdade.O problema era que, desde que tudo havia desmoronado, a nossa relação parecia ter se transformado em um campo minado. Cada conversa terminava em silêncio, cada tentativa de aproximação parecia esbarrar em alguma coisa que nenhuma de nós tinha coragem de dizer.Minha mãe estava diferente comigo.Ou talvez fosse eu quem estivesse diferente com ela.Às vezes, quando a encontrava, percebia um olhar distante, uma tristeza que ela tentava esconder e uma espécie de arrependimento que me machucava mais do que qualquer palavra.E eu comecei a pensar besteiras.Pensava que, se não tivesse engravidado de mim, talvez ela nunca tives
Margareth “Meg”Acordei naquela manhã no sofá da casa de Sarah. Não queria nem ver a minha cara horrível; tinha certeza de que estava com os olhos inchados e vermelhos, parecendo um baiacu.Minha cabeça doía, meu corpo parecia pesar uma tonelada e, para completar, eu tinha a sensação de que minha vida inteira havia sido jogada em um liquidificador e alguém apertara o botão na velocidade máxima.Meu pai era um fugitivo. Minha mãe estava tentando recomeçar a vida. Minha família, que até poucos dias atrás parecia ter tudo sob controle, agora estava no centro de um escândalo nacional.E eu?Eu ainda não sabia quem era sem o sobrenome Romano me abrindo portas.— Bom dia, amiga. Desculpa ter te deixado dormir aí, mas não queria te acordar e acabar deixando você sem sono. — Sarah disse, sentando-se ao meu lado.Virei o rosto para ela, tentando esboçar um sorriso.— Tudo bem, Sarah.Levantei-me devagar, ajeitando a blusa amassada que eu havia usado na noite anterior. Meu cabelo estava uma bag
Margareth "Meg"Acordei no dia seguinte com Sarah me sacudindo como se a casa estivesse pegando fogo.- Meg! Acorda!Resmunguei, puxando o cobertor por cima da cabeça.- Sarah, pelo amor de Deus, me deixa dormir. Se o mundo acabar, você me avisa depois.- Meg, eu estou falando sério!Havia algo diferente na voz dela. Não era a animação habitual, muito menos aquela impaciência que demonstrava quando queria me arrastar para alguma de suas ideias malucas.Abri os olhos lentamente.A expressão no rosto da minha melhor amiga fez meu sono desaparecer quase imediatamente.Ela estava pálida, com os olhos arregalados e o celular apertado entre os dedos.- O que aconteceu?Sarah engoliu em seco.- Vem comigo. Vem ver. Seu pai está na TV.Aquelas palavras foram como um balde de água fria.Sentei-me tão depressa que quase bati a cabeça na dela.- Como assim, meu pai está na TV?- Meg, só vem!Levantei da cama e saí correndo escada abaixo, sem nem me preocupar em ajeitar os cabelos ou trocar o pij
Margareth "Meg"Estava na sala assistindo um filme de terror com Sarah e Felipe, Felipe no meio de nós duas no sofá. Sarah dava pulos e gritinhos quando alguma cena dava medo, porém eu tentava me controlar, até o momento que grudei no braço de Felipe e ele deu risada.- Para que vocês insistem em assitir?- Eu não sei, vou para o quarto falar com o Simon. Vocês terminem o filme. - Sarah diz e sobe as escadas.- Acho que vou ser trocada nessas férias de novo. - Digo fazendo bico.- Você ainda tá com medo?- Eu? Não! Por que?- Você ainda está grudada no meu braço como um gatinho assustado.- Ah, desculpa! - Digo me afastando. - Acho que vou dormir, com fones de ouvidos pois não quero ter pesadelo só escutar aqueles dois.Me levanto rápido demais, tropeço nos travesseiros que estavam no chão e antes de cair, Felipe me segura e eu caio onde? Justo no seu colo.Olhos nos olhos, respiração ofegante, uma de suas mãos na minha cintura, a outra segurando meu braço. Aqueles segundos, pareceram







