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CAPÍTULO 30 — O JOGO DA SEDUÇÃO

Author: Isa S
last update publish date: 2026-09-25 02:37:46

Anna

O impacto da minha própria audácia reverberou pelo meu peito antes mesmo que eu tivesse a chance de recuar. Com a mão ainda firme na gola da camisa de Matteo, sentindo o tecido caro sob meus dedos e o pulso acelerado de seu pescoço logo abaixo da minha palma, encarei o fundo daqueles olhos azuis e profundos.

Matteo era, em absolutamente tudo, o meu oposto.

Enquanto eu carregava o peso de cada escolha, medindo passos, erguendo muros e calculando riscos como se a minha vida dependesse de uma
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    Anna— Eu não esperava por tanta sinceridade... — respondi, a voz saindo em um sopro quase inaudível, embargada pelo calor sufocante que tomava conta de cada centímetro daquele escritório.Matteo não disse uma única palavra. Em vez disso, seu olhar azul escureceu ainda mais, assumindo uma sombra predatória e determinada. Ele se curvou devagar diante de mim, abaixando-se até a altura das minhas pernas abertas sobre a borda da mesa. Sentir as mãos quentes dele deslizarem pela extensão das minhas coxas fez minha pele se arrepiar por inteiro.Ele aproximou o rosto e depositou um beijo demorado, quente e profundo na parte interna da minha coxa direita. A sensação dos lábios dele roçando aquela região tão sensível enviou um choque elétrico direto para o centro do meu corpo. Fechei os olhos, arqueando o peito enquanto soltava um arfado involuntário.— Se quiser parar... é só pedir, Anna — sussurrou ele contra a minha pele, a respiração quente queimando o tecido do meu vestido enquanto subia

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    AnnaO impacto da minha própria audácia reverberou pelo meu peito antes mesmo que eu tivesse a chance de recuar. Com a mão ainda firme na gola da camisa de Matteo, sentindo o tecido caro sob meus dedos e o pulso acelerado de seu pescoço logo abaixo da minha palma, encarei o fundo daqueles olhos azuis e profundos.Matteo era, em absolutamente tudo, o meu oposto.Enquanto eu carregava o peso de cada escolha, medindo passos, erguendo muros e calculando riscos como se a minha vida dependesse de uma armadura impenetrável, ele existia de uma forma leve, quase afrontosa. Ele era a perfeita definição de um bon vivant. Um homem que sabia exatamente como extrair o melhor de cada segundo da vida, que devorava o presente sem se preocupar com as consequências do amanhã, sem pedir permissão ou desculpas por ser quem era.E, para tornar tudo perigosamente mais difícil, ele era terrivelmente lindo.A forma como a luz fraca do salão desenhava o traço forte do seu maxilar, a nitidez do seu perfume amad

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    Matteo— Então o solteirão convicto finalmente resolveu sossegar? — debochou Luca, apoiando o cotovelo no balcão enquanto o barman finalizava o preparo dos drinks.Olhei para o meu irmão e apenas soltei uma risada baixa, balançando a cabeça sem me dar ao trabalho de responder. Luca sempre adorava criar teorias sobre a minha vida amorosa, mas dessa vez o brilho de curiosidade nos olhos dele era genuíno.— Você não tem medo de deixar a Anna conversando demais com a Gabriela? — emendou ele, acenando discretamente com o copo de uísque na direção da coluna decorativa. — Aquele terreno ali é minado, irmão.— Não se preocupe, Luca. Eu sei exatamente como andar em campo minado — respondi de forma despreocupada.Peguei as duas taças recém-preparadas sobre a bancada e virei-me, focando a minha atenção no ponto onde Anna estava. Como as duas eram modelos e pertenciam ao mesmo circuito de moda, imaginei que estivessem apenas trocando fofocas superficiais sobre desfiles, marcas ou bastidores. Mas

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    AnnaAssim que Gabriela virou as costas e se perdeu entre os convidados da cobertura, o ar ao nosso redor pareceu finalmente desobstruir. A presença sufocante daquela mulher deixava um rastro de perfume doce demais e uma provocação barata flutuando no espaço. No entanto, o alívio durou exatamente dois segundos — o tempo necessário para que Matteo se virasse completamente para mim, erguendo uma das sobrancelhas com uma expressão terrivelmente divertida.Ele me encarou por um momento longo, avaliando a minha postura defensiva, antes de quebrar o silêncio com a voz carregada de ironia:— Então você é modelo? — perguntou ele, o tom grave e pausado. — Por que mentiu para mim naquele táxi?Cruzei os braços sobre o peito, sustentando aquele olhar castanho e magnético que parecia querer ler até o meu último pensamento.— Eu não menti — respondi de imediato, mantendo o queixo erguido e a voz firme. — Apenas não tenho o hábito de sair distribuindo a minha biografia para um estranho que decide i

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