ログイン— Preparei o melhor presente para a sua sogra. — Disse James, lançando um olhar de canto para Vanessa, que estava sentada ao seu lado, impecável.— Você soube de alguma coisa do Daven?— Ainda não, senhorita. — Respondeu ele, mantendo os olhos na estrada. Precisava se controlar sempre que o nome de Daven surgia.— Tenho a sensação... — A voz de Vanessa ganhou um tom mais leve, quase esperançoso, de que essa notícia finalmente vai trazer meu marido de volta para casa.Ela sorriu, confiante.— Como estou? Perfeita, não é?— A senhora sempre está perfeita, senhorita Vanessa. — Respondeu James, sem hesitar.— Claro que estou. Não pode existir nenhuma falha na minha vida.O carro seguia em direção ao hospital onde Catherine Callister estava internada. Vanessa se agarrava à esperança de finalmente ver Daven naquele dia. Havia muitas coisas que precisava esclarecer, principalmente o mal-entendido que, em sua cabeça, justificava o afastamento dele.Na última ligação, ela o havia inter
— Você nem tocou no seu chá — Comentou Ruth, com leveza, tomando um gole delicado da xícara de porcelana com detalhes florais. — Seria um desperdício deixar um chá tão bom esfriar.Althea sorriu, um pouco sem graça, e finalmente levou a xícara aos lábios.— Desculpe, tia Ruth... Acho que estou um pouco nervosa.— Nervosa? — Ruth ergueu uma sobrancelha, calma, mas com o olhar atento. — Por minha causa?Althea riu de leve.— Algo assim... Mas acho que é mais pela rapidez com que tudo está acontecendo.O fim de tarde no jardim da família Miller era fresco e agradável. A brisa leve movimentava as folhas e fazia pétalas dançarem ao redor do gazebo. Era um cenário perfeito para uma conversa tranquila, acompanhada de chá e doces.Althea ainda não conseguia acreditar que estava ali, sentada diante de Ruth Miller. Chase falou muito sobre a tia, sua confidente, alguém com quem ele se abria até mais do que com a própria mãe. Em muitos sentidos, era a pessoa mais próxima dele na família. E
Minha Esposa:Já passei minha agenda completa do mês para o Arsen. Por que você não me disse a sua? Quero falar com você. É tão difícil assim falar com o próprio marido? Você está tão ocupado quanto o presidente ou algo assim?Daven encarou a tela do celular, impassível. Não respondeu. A única coisa que fez foi alterar o nome do contato da esposa: Vanessa. Apenas isso. Simples. Afinal, ele duvidava que ela o tivesse salvo com algum apelido carinhoso, não depois de, na outra noite, ter confundido sua ligação com alguém chamado David. David? Será que o nome dele aparecia apenas como “Daven” no telefone dela?A lembrança arrancou um sorriso amargo. Era óbvio demais, ele tinha sido o único tentando sustentar aquele casamento. Ainda assim, Daven não estava pronto para decidir o rumo das coisas agora que tudo começava a ruir.Na última semana, Vanessa vinha tentando contato sem parar. Mas ele não respondeu nenhuma vez. E por que responderia? Para se explicar? Não. Ele não devia isso a ela
Althea já havia suspirado tantas vezes que perdera a conta. Cada respiração era uma tentativa de acalmar o nervosismo que revirava seu estômago. Ela continuava conferindo a própria aparência, mais uma vez, garantindo que tudo estivesse perfeito. O vestido combinava com as camisas polo que Chase e Josh usavam, um detalhe que fazia os três parecerem propositalmente coordenados. Como uma família de verdade.Sobre a mesa da sala, havia um pequeno presente que ela preparara para levar à casa de Chase. Ele disse que não precisava levar nada, mas ela não conseguiria aparecer de mãos vazias. Aquilo simplesmente... Não parecia certo.— Pronta? — Perguntou Chase, com um sorriso aberto. Seus olhos percorreram Althea de cima a baixo, admirando-a. Ela estava impecável. Ainda assim, ele não deixou de perceber a tensão em sua postura. — Está nervosa?Althea bufou, irritada.— Você ainda pergunta isso?Chase riu e se aproximou, segurando a mão dela com suavidade. O toque era firme, quente.— E p
— Senhor Daven! — Chamou Arsen em voz baixa, tomando cuidado para não quebrar a tranquilidade que o outro parecia ter construído para aquela manhã.Daven estava sentado sozinho no canto de um café de estilo industrial, a poucos minutos da escola de Josh. À sua frente, uma xícara de café preto ainda soltava vapor, e o aroma forte dos grãos robusta preenchia o ar. Mesmo assim, como sempre, sua expressão permanecia indecifrável.Arsen se aproximou e lhe entregou um tablet com as duas mãos.— A senhora Vanessa acabou de enviar a agenda atualizada, senhor.Daven lançou um olhar rápido para a tela e logo voltou a atenção para o café. Não havia nada de relevante ali. Normalmente, ele analisaria cada detalhe, sempre em busca de uma brecha, qualquer oportunidade de encontrá-la, nem que fosse por alguns minutos. Já havia remanejado compromissos, adiado reuniões, feito o impossível por um almoço ou jantar com a esposa.Ainda que, muitas vezes, precisasse cancelar.E, pensando bem... Ela tam
— Receio que não posso compartilhar a agenda do senhor Daven com a senhora, dona Vanessa. — Disse Arsen, com a voz já carregada de cansaço. O telefone não parava de tocar desde cedo. Na verdade, ele chegou a colocá-lo no silencioso só para escapar do bombardeio constante, Vanessa vinha ligando sem parar. Não era incomum ela entrar em contato ou encher sua caixa de mensagens, mas, dessa vez, estava exagerado. E atrapalhando.Arsen lançou um olhar para Daven, na esperança de alguma orientação, mas o homem estava totalmente imerso em uma discussão sobre seu mais novo projeto com o prefeito de SunCity. Nem sequer fazia questão de esconder que estava deixando Arsen lidar com Vanessa sozinho.— Por que você não pode me dizer? — Perguntou Vanessa do outro lado. — Preciso te lembrar quem você é, Arsen? Você é só o assistente do Daven! Passe o telefone para ele. Eu preciso falar com ele.— Sinto muito, senhora. — Respondeu Arsen, soltando um suspiro longo. — O senhor Daven está em reunião e



