تسجيل الدخولVanessa chorou durante todo o trajeto, segurando a mão do pai dentro da ambulância. Suas emoções eram um emaranhado de pânico, culpa e incredulidade. Como tudo havia saído tanto do controle? Ela fez de tudo para manter aquilo em segredo, escondido por trás de sorrisos e gestos ensaiados.Mas... Ela não tinha começado aquilo sem motivo.A culpa era de Daven.Se ele não a tivesse ignorado, se não a tivesse feito se sentir invisível, ela nunca teria buscado carinho em outro lugar. Pelo menos James a escutava. Nunca discutia. Sempre lhe dava o que ela queria, sem questionar.— Eu não vou deixar as coisas terminarem do jeito que o Daven quer, prometeu a si mesma, apertando mais forte a mão do pai, rezando para que ele ficasse bem.O saguão do hospital virou um caos no instante em que chegaram. Enfermeiros correram até a maca, enquanto o assistente de Theo abria caminho, dava ordens e chamava o médico responsável.— Senhor Theo Blake! Sessenta e dois anos! Colapso súbito, pressão norma
— O... O que você acabou de dizer? — Vanessa se levantou rapidamente, a respiração curta, descompassada.— Estou me divorciando de você. — Repetiu Daven, desta vez com firmeza absoluta. — Os papéis serão entregues oficialmente amanhã de manhã.O caos explodiu à mesa.— Daven Callister! — Theo levantou-se bruscamente, empurrando a cadeira para trás com força, os olhos em chamas. Seu olhar se cravou em Daven, que, irritantemente, permanecia calmo, bebendo como se nada tivesse acontecido. — Você acha que isso é uma piada?!— Não é uma decisão impulsiva. — Respondeu Daven, frio. — Eu pensei nisso mais de uma vez. E não, senhor Blake... Isso não é uma piada.— Seu insolente! — Theo bateu a mão na mesa. — Se você acha que pode humilhar minha filha na frente da própria família, então, a partir de hoje, retiro cada centavo do meu investimento do Grupo Callister!— Pai! — Vanessa agarrou o braço dele, desesperada. — O que está acontecendo? — Então se virou para Daven, quase implorando — D
Theo se remexeu na cadeira, visivelmente desconfortável, embora não dissesse nada. Daven também permaneceu em silêncio, o olhar fixo na taça de vinho intocada à sua frente.— E agora você está aqui... — Continuou Kate, com a voz fria e firme. — Sentada, chorando, como se nunca tivesse sido amada? Você faz ideia de quantas mulheres dariam tudo para estar no seu lugar? O Daven poderia sustentar três gerações sem que você precisasse levantar um dedo. Mas, em vez disso, você escolheu a sua carreira... Suas aparições na TV... E deixou ele lutar sozinho por esse casamento.Vanessa puxou o ar com força. As lágrimas continuavam caindo, mas já não faziam parte de encenação alguma. As palavras de Kate Callister a atingiram em cheio.— Eu não trabalhei porque não valorizava o Daven. — Murmurou, tentando se recompor. — Eu só... Queria ser independente. Nós concordamos com isso, não foi, Daven?— Independência é algo bom. Tenho certeza de que o Daven nunca tentou impedir sua carreira. — Respond
A pergunta de Theo lançou um silêncio pesado sobre a mesa de jantar. Felicia e Kate trocaram um rápido olhar, mas nenhuma das duas falou de imediato, como se esperassem o momento certo, ou que alguém tomasse a iniciativa primeiro. Daven permaneceu exatamente onde estava, calmo, distante, aparentemente intocado pela pergunta. Já Vanessa aproveitou a oportunidade com uma naturalidade ensaiada.Ela abaixou levemente a cabeça, soltando um suspiro baixo. Quando ergueu o olhar novamente, lágrimas já escorriam, traçando um caminho delicado por sua bochecha.— Pai... — Sua voz tremia, frágil, mas clara. — Eu tentei. Eu realmente tentei fazer esse casamento dar certo. Mas nem tudo acontece do jeito que a gente quer.Theo franziu a testa.— O que você quer dizer com isso, Vanessa?— Às vezes... Eu acho que esperei demais. — Continuou ela, mantendo uma expressão cuidadosamente equilibrada entre tristeza e contenção. Elegante até na dor. — Eu sei que o Daven é um homem ocupado. Nunca pedi que
— Vou fazer com que o Daven nunca mais me ignore. — Disse Vanessa, com confiança tranquila, ao entrar no salão de banquetes.O salão privativo no último andar do hotel cinco estrelas exalava elegância e exclusividade. A iluminação suave dos lustres de cristal lançava um brilho delicado sobre as taças de vinho e os talheres perfeitamente alinhados. Um jazz clássico preenchia o ambiente, apenas um pianista e um saxofonista em perfeita harmonia. Discreto, refinado. O suficiente para acompanhar conversas leves sem quebrar a atmosfera.Vanessa fora informada de que seu pai havia chegado antes dela. Um garçom a conduziu até um dos sofás do lounge para aguardar. Theo ainda estava em conversa com seu assistente, aparentemente tratando de algo importante. Ela preferiu não interromper. Além disso, os convidados ainda não haviam chegado.Aquela noite não era um evento público, sem imprensa, sem câmeras. Apenas um jantar íntimo, organizado pelos membros mais próximos das famílias de Vanessa e D
— A última atualização que recebi é que a senhorita Althea e o senhor Chase vão ficar noivos em três meses. — Disse Rio, abrindo o último arquivo que colocou sobre a mesa de Daven. — Um dia depois do aniversário do filho dela, o Josh.Desde que Daven anunciou seu retorno urgente para Mighatan, por conta do estado de saúde da mãe, Rio ficou encarregado de manter vigilância constante e, se surgisse a oportunidade, tentar se aproximar de Josh. Não era fácil, mas, quando Daven pedia, ele tinha escolha?— Esse garoto está crescendo rápido, não é? — Murmurou Daven, sem absorver totalmente o que ouviu. Sua atenção estava presa nas fotos que Rio havia tirado: Josh ao ar livre, cercado por amigos, cuidando de um pequeno jardim próximo à escola. Era um espaço aberto o suficiente para observação sem levantar suspeitas.As crianças ainda estavam sob supervisão dos professores, mas atividades assim facilitavam o trabalho de Rio, que conseguia capturar imagens sem chamar atenção.— Acho que cres






