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Capítulo 44 - Contrate uma professora

Author: Dynha Henry
last update publish date: 2026-10-30 08:35:19

Veronica o serve nervosa, se servindo em seguida. Carlos cortava a carne com uma precisão cirúrgica, o tilintar do talher contra a porcelana sendo o único som a preencher o vazio entre os dois. Verônica mantinha os olhos fixos no próprio prato, sentindo o peso do olhar dele sobre ela. Carlos é objetivo, por acreditar que a obediência incluía tudo relacionado ao que ela podia ou não fazer..

— Eu disse para você não manter contato com o verme do seu pai— A voz de Carlos soa mansa, desprovida de
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    O som dos saltos de Letícia ecoa pelo mármore do corredor, indo ela ao encontro de Maria. O pretexto era falar sobre o jantar, mas o intuito na verdade era afrontar Verônica, que pensou estar na cozinha, onde Letícia acreditava ser o lugar da esposa indesejada. Os seus olhos astutos buscam por Verônica, mas a sorte parecia não estar ao seu lado, lhe restando aenas se impor com Maria, que não escondia o seu desagrado em vê-la dando ordens pela casa. Maria deu a resposta que Letícia desejava ouvir, que havia seguido exatamente como ela ordenara pela manhã. No entanto, o sutil travar de mandíbula e o olhar esquivo da governanta não passaram despercebidos. Havia um descontentamento silencioso ali, uma barreira invisível que lembrava a Letícia que, legalmente, ela ainda era uma visitante. Na sala de estar, Carlos permane de pé, massageando as têmporas, tentando aliviar a tensão. O dia havia sido estressante, com uma sucessão interminável de reuniões e planilhas sufocantes que pareciam su

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    Depois de trocar de roupa, vestindo um dos vestidos que havia deixado para trás quando foi embora, cuidar de Charlotte, dando-lhe um banho e a vestindo feito uma boneca de vitrine, Verônica desce as escadas novamente, carregando a filha no colo e, no peito, a prece silenciosa para que os próximos passos não colidissem com nenhuma nova tempestade antes mesmo de alcançar o desjejum. Charlotte, alheia às tensões da casa, já balbuciava reclamações infantis, cobrando a primeira refeição do dia. O desejo de Verônica ruiu no último degrau, ao se deparar com Letícia, que ostentava um sorriso vitorioso e uma postura arrogante, como se a esperasse para afrontá-la novamente. A vontade que rugiu em seu peito foi a de mandá-la para o inferno, mas a dignidade exigiu o silêncio e Verônica optou por ignorá-la friamente. Ao passar pela sala de jantar, os olhos de Verônica captaram o detalhe cruel na mesa posta, apenas dois lugares estavam arrumados. O recado implícito era claro. A noite anterior, s

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    Veronica o serve nervosa, se servindo em seguida. Carlos cortava a carne com uma precisão cirúrgica, o tilintar do talher contra a porcelana sendo o único som a preencher o vazio entre os dois. Verônica mantinha os olhos fixos no próprio prato, sentindo o peso do olhar dele sobre ela. Carlos é objetivo, por acreditar que a obediência incluía tudo relacionado ao que ela podia ou não fazer.. — Eu disse para você não manter contato com o verme do seu pai— A voz de Carlos soa mansa, desprovida de qualquer exaltação, o que a tornava ainda mais aterrorizante. Ele pousa o garfo com elegância, antesdecontinuar — Mas você não apenas manteve contato com ele, como também repassou para ele todo o dinheiro que te dei como pagamento por cuidar de Charlotte, mesmo ela sendo também sua filha — Carlos fala visivelmente irritado, mas sem alterar o tom da voz — Você realmente me julga tão idiota a ponto de patrocinar os vícios daquele homem a quem chama de pai? Verônica engole em seco, o peito aperta

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