LOGINDepois que o jantar em família terminou, a Aurora foi amparada pelos empregados e levada de volta para o quarto.No caminho, a empregada estava com uma expressão de dúvida.— Você também achou que hoje o mundo virou de cabeça para baixo? — Disse a avó Aurora.A empregada sorriu, sem graça.Aquele jantar deixou ela com um sentimento bem complicado.Estela tinha sido nora da família Farias por cinco anos. Há pouco tempo, ela tinha engravidado, e a família nem ficou sabendo. Depois, ela perdeu a criança, e, tirando a Aurora e o Lucas, o resto da família, sem combinar, acabou protegendo a culpada.Mas, por outro lado.Ela estava ao lado da Aurora há tantos anos e sabia o quanto a Aurora gostava de Estela.E o Lucas?Ele não tinha defendido a Jéssica a vida toda? Por que, justamente hoje, ele tinha ficado do lado da Estela?Ela não conseguia entender.Mas aquilo era assunto da família Farias, e ela, como empregada, não podia falar demais.A empregada não disse nada, mas a Aurora adivinhou o
Ao saberem que Lucas ia trazer Jéssica junto, ninguém na família Farias se espantou.Afinal, Jéssica estava grávida de um filho da família Farias. Por causa desse bebê, Célia já não era mais contra Jéssica entrar na família. E a Aurora, depois de passar por uma doença pesada, simplesmente parou de se importar com o casamento do neto.Na época em que a Aurora tinha acordado, Célia tentou convencer ela a aceitar Jéssica, e a avó Aurora só disse uma frase.— Estela e Lucas já se divorciaram. Quem vai ser a esposa do Lucas daqui pra frente, vocês que decidam.O recado era claro. No coração da Aurora, Estela era a primeira nora. Fora ela, tanto fazia quem fosse.Agora, a Cidade N inteira sabia que Estela já estava com Rafael. E, um tempo atrás, a ação que Estela moveu contra Jéssica tinha virado um escândalo. A família Farias tinha feito de tudo pra proteger Jéssica, então era impossível Estela e Lucas voltarem.Por isso, Célia naturalmente passou a entender que a Aurora tinha, sim, aceitad
Ela achou um pouco engraçado.Ela já tinha decidido que ia viver direito, mas não imaginava que o destino não ia dar essa chance para ela.Ela não se sentia triste nem com medo.Pelo contrário, naquele momento, ao ver a expressão de Daniel, ela sentiu um prazer difícil de explicar, como se a vingança finalmente tivesse dado certo.— Ver, com os próprios olhos, o que você se importa desaparecer aos poucos... Deve ser uma sensação até que boa, não é? — Disse Helena, sorrindo.No começo, era só um sorriso de deboche.Mas depois, ela não sabia por quê, Helena realmente começou a querer rir.— Para de rir! — Daniel ficou um pouco fora de si.Helena, em vez disso, riu mais alto.Ela riu até as lágrimas quase saírem.Daniel foi rápido até a beira da cama e se sentou. Com as duas mãos, pressionou os ombros dela, e aqueles olhos vermelhos estavam cheios de rancor e fúria.— Eu mandei você parar de rir!Assim que as palavras saíram, Helena ergueu a mão e o tapa caiu com força no rosto de Daniel.
Ele preferia que ela fosse como cinco anos atrás, que lutasse, que desmoronasse, até que gritasse, com raiva, que ia matar ele.Naquela época, Helena era viva.Mas agora, diante dele, ela parecia não ter emoção nenhuma.Como em incontáveis vezes nos sonhos, ela o ignorava.Mas, quando ele tinha acabado de encontrar ela, ela ainda conseguia conversar com outro homem, ela ainda sorria para outro homem.Um medo estranho, que ele não sabia explicar, subiu dentro dele.— Por que você não luta? Você não me odeia? — Perguntou ele, em voz baixa.A voz parecia ainda tremer.Helena continuou sem falar e virou o rosto para o lado.A atitude dela estava clara.Ele podia fazer o que quisesse.Ela não ia lutar e nem ia tomar iniciativa.Como uma boneca de pano sem alma.Daniel pressionou os lábios:— Eu não fiz nada com a Estela. Eu ouvi o que você disse e deixei ela em paz.Só então Helena levou o olhar devagar até o rosto dele. O canto dos olhos dele estava vermelho, com uma ferocidade sedenta de
— UME?Ricardo travou por um instante, achando que tinha escutado errado.Cindy continuou, com gentileza:— Também não é bem honra. Nós já verificamos a situação da UME. Tanto a tecnologia quanto as ideias deles são muito avançadas, muito além do que as empresas do mesmo tipo conseguem hoje. E nós também nos sentimos honrados por ter encontrado um parceiro assim.Ao ouvir a avaliação de Cindy, Ricardo ficou ainda mais chocado.E, além do choque, o que veio foi medo.A reputação e a força da L.L lá fora eram visíveis para todo mundo. Se a UME conseguisse fechar parceria com eles, as outras empresas com certeza iam farejar e correr atrás.Quando isso acontecesse, a aposta da UME talvez não perdesse.Claro, isso não era o mais importante.O mais importante era que, se o conselho soubesse que a parceria da L.L não tinha caído na mão dele, mas tinha sido fechada pelo Evandro, então, mesmo que ele conseguisse retomar a UME antes, ainda assim ele provavelmente ganharia o rótulo de incompetent
Sob o pijama do hospital, as costas dele pareciam finas. As pálpebras caíam naturalmente, e os traços bonitos davam a ele uma sensação de fragilidade.Devia ser cansaço demais.Estela pensou em silêncio.Nesses dias, quando ela encontrava dúvidas que não conseguia resolver, também pedia a opinião dele. Rafael sempre dava respostas por um ângulo diferente, e tinham valor como referência.Mas, pensando bem.Até quando ele estava doente e em recuperação, ainda era obrigado a ajudar ela a trabalhar, e ela realmente estava sendo um pouco desumana.Só que ela se culpou por dois segundos e logo o humor melhorou.Mesmo que ela fosse desumana, se essa parceria desse certo, não só a UME sairia do sufoco, como Evandro não seria tirado do cargo, e ela ainda ganharia uma boa parte dos dividendos.Ela sabia que Rafael não precisava de dinheiro e nem ligava para isso, mas ela precisava.No caminho para perseguir os próprios ideais, ficar sem dinheiro não dava.Algumas coisas românticas também só exis






