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Capítulo 3

مؤلف: Crispy Coco
De volta ao meu quarto, tirei um pedaço de pergaminho do vestido. Era a autorização de exploração que eu tinha acabado de conseguir para as Ruínas de Aethel.

As Ruínas de Aethel — os lendários cemitérios das antigas dinastias vampíricas. Incontáveis cristais de poder estavam enterrados ali, e era a minha única chance de encontrar força para restaurar o nome da família Vance por conta própria.

Na minha vida passada, depositei todas as minhas esperanças em Mortlock, sem nunca pensar em confiar em mim mesma. Como fui tola. Desdobrei a autorização. A data estava clara: em sete dias, estaria livre desta prisão.

Toc, toc, toc.

— Grace, preciso falar com você.

Era Mortlock.

Escondi rapidamente a autorização.

— Entre — eu disse calmamente.

— Grace, precisamos conversar — ele caminhou em minha direção. — Seu comportamento hoje foi… estranho. Por que essa indiferença repentina?

Olhei para ele, sentindo uma amarga ironia crescer no meu peito.

— Não é isso que você queria? — perguntei. — Uma companheira que não sente ciúmes, que não discute, que não te cause problemas?

Mortlock abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu.

Por fim, conseguiu dizer:

— Eu…

— Se não há mais nada, eu gostaria de descansar — falei, virando-me para o guarda-roupa.

— Espere — Mortlock me interrompeu. — Na verdade… eu vim te pedir uma coisa.

Parei, aguardando.

— Preciso pegar emprestada a relíquia da família Vance por um tempo — disse ele, com a voz hesitante. — A Ágata de Sangue.

A Ágata de Sangue — o tesouro passado de geração em geração na minha família, com o poder de nutrir o núcleo de um vampiro e amplificar sua força. Era uma das últimas coisas preciosas que nos restavam.

Virei-me lentamente para encará-lo.

— Por quê?

— É para Isabella — disse ele, com o tom mais sério. — A linhagem dela é falha. Ela precisa do poder da ágata para estabilizá-la. Sem isso, ela pode…

— Morrer? — completei por ele, com a voz neutra.

— Sim — Mortlock assentiu. — Grace, você sabe que ela salvou minha vida. Eu não posso simplesmente abandoná-la.

Na minha vida passada, quando ele me pediu isso, eu concordei sem pensar duas vezes. Fiz isso para agradá-lo, para provar o quanto eu era compreensiva.

Mas agora eu não precisava mais desempenhar o papel da companheira perfeita.

— Tudo bem — eu disse friamente.

A surpresa passou pelos olhos de Mortlock.

— Sério?

— Mas — acrescentei com um sorriso frio — isso vai te custar toda a sua coleção de sangue raro.

A expressão de Mortlock congelou. Sua coleção era uma biblioteca inestimável de fontes de sangue de altíssimo nível, envelhecidas por séculos. Trocar tudo isso por uma única ágata era uma exigência absurda.

Um lampejo de raiva passou por seu rosto. Mas então, como se algo lhe ocorresse, um sorriso surgiu em seus lábios.

— Entendi — disse ele, aproximando-se. — Você está com ciúmes, não é?

— O quê?

— Você está agindo com frieza de propósito para chamar minha atenção. Fez uma exigência absurda porque não quer dar a ágata para Isabella — o sorriso dele se ampliou, mais confiante. — Grace, você ainda se importa comigo, não é?

Fiquei quase atônita com a arrogância dele.

Mas isso era bom. Eu não podia me dar ao luxo de complicações, não até ser forte o suficiente para me sustentar sozinha. Que ele continuasse acreditando nas próprias ilusões.

— Tudo bem. Aceito seus termos — disse Mortlock, de forma magnânima. — Toda a minha coleção de sangue raro em troca de sua Ágata de Sangue.

Fiquei surpresa por ele realmente ter concordado. Parecia que Isabella significava ainda mais para ele do que eu havia imaginado.

— Além disso — ele continuou. — Vai haver um baile da nobreza de sangue em dois dias. Quero que você vá comigo.

Um baile da nobreza? Na minha vida passada, Mortlock nunca me levava a eventos oficiais. Ele sempre dizia que Isabella precisava dessas oportunidades para fazer conexões, enquanto eu não precisava disso.

— Por quê? — perguntei diretamente.

— Porque você é minha companheira — respondeu, como se fosse óbvio. — A notícia do nosso vínculo precisa se tornar pública, não acha?

Eu estava prestes a recusar quando a porta foi aberta de repente.

Isabella estava ali, vestindo o vestido de noiva francês. A seda e a renda se ajustavam perfeitamente ao corpo dela.

— Mortlock, o que você acha? — perguntou, girando para que a saia branca se abrisse como uma flor.

— Deslumbrante — murmurou Mortlock, com admiração evidente.

Um sorriso doce iluminou o rosto de Isabella. Então, fingindo inocência, ela agiu como se tivesse acabado de "ouvir" nossa conversa.

— Ah, vocês estão falando sobre o baile? — um lampejo de mágoa passou por seu rosto. — Grace, você vai? Ou… não vai porque me odeia?

As palavras foram escolhidas com perfeição. Se eu recusasse, provaria que ela estava certa e pareceria mesquinha. Eu não queria discutir. Apenas assenti.
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