LOGINA luta entre Eliezer e os cinco homens começou.O primeiro avançou rapidamente, mirando os ombros de Eliezer, tentando acertá-lo e desestabilizá-lo. Mas não teve sucesso.Eliezer desviou no instante certo, agarrou o braço do homem e o manteve afastado com um chute certeiro no tórax. O impacto fez o homem perder o equilíbrio e soltar a arma.Eliezer não desperdiçou a oportunidade.Apanhou a arma do chão, apontou para a coxa direita do homem e disparou e o grito ecoou pelo corredor.A luta naquele espaço já era difícil por si só. O corredor era estreito demais para permitir movimentos amplos e, com o primeiro oponente diante de Eliezer, os outros quatro não podiam avançar livremente. Qualquer movimento precipitado poderia fazê-los acertar o próprio companheiro — ou, pior, o bebê.Por isso, precisavam esperar.Um de cada vez.Um contra um.Eliezer apontou a arma para a testa do homem ferido e puxou o gatilho e nada aconteceu.A munição havia acabado.— Merda...Ele não hesitou.Avançou e
Dimitri desceu do pequeno degrau que diferenciava o chão e caminhou em direção do Alex despertando o alerta dos 25 homens presentes naquela sala.— Pelo que percebo, você é apenas uma criança que nunca resolveu os próprios problemas e agora tenta desesperadamente conseguir alguma validação. Mas, aconteça o que acontecer aqui hoje, Alex, você não vai encostar um dedo em ninguém. Muito menos nessa criança que está no seu colo.Alex ergueu levemente o olhar.— Para uma pessoa encurralada, você está muito confiante.Dimitri sorriu.— Admito que sim, Alex. Até porque foi justamente a benevolência e a felicidade do meu pai que criaram a minha última carta na manga.Alex franziu o cenho.— Do que está falando?Dimitri não respondeu.Antes que Alex pudesse compreender o que acabara de ouvir, um estrondo ensurdecedor tomou conta da casa!Os vidros das janelas explodiu em milhares de fragmentos, espalhando-se pelo chão, enquanto homens desconhecidos invadiam o interior da casa de maneira descon
— Particularmente, eu detestei a história — disse Dimitri, despreocupado, mantendo os olhos fixos em Alex, que parecia estranhamente entretido com cada palavra.— Por quê? — A voz de Eliezer saiu fraca. — Por que você quer tanto ser o chefe da Cúpula a ponto de fazer tudo isso? Tudo isso que você fez... Por quê, pai?Dimitri permaneceu em silêncio por alguns segundos.Então, sorriu.Não era um sorriso de felicidade. Era quase de nostalgia.— Você está me obrigando a desenterrar um passado que eu preferia deixar enterrado... Mas tudo bem. Eu te conto.Ele respirou lentamente antes de continuar.— Nasci como o terceiro filho legítimo dos meus pais. Diferentemente dos meus irmãos, eu era aquele que mais amava a paz e o silêncio. Nunca tive grandes ambições. Nunca sonhei com poder, glória ou domínio. Durante toda a minha infância, eu queria apenas uma coisa: aquilo que as pessoas gostam de chamar de felicidade e amor.Alex fez uma breve pausa.— Para o meu pai, porém, isso era abominável.
O hall de entrada estava tomado por homens.Vinte e cinco.Todos pertencentes a Alex.Estavam armados, atentos e preparados para reagir ao menor movimento suspeito. Alguns mantinham as mãos próximas às armas; outros observavam cada respiração, cada olhar, cada gesto.No centro daquele cerco estavam Eli e Dimitri.Um círculo humano havia sido formado ao redor dos dois.Dimitri permanecia imóvel.Calmo por fora.Por dentro, porém, algo começava a ruir.Alex observou os dois por alguns segundos antes de sorrir.Um sorriso lento. Quase satisfeito.— Deixa eu te contar uma coisa muito bonita que você desconhece, Dimitri Delcime.Dimitri não respondeu.Alex inclinou levemente a cabeça.— Fui eu quem matou o seu pai. Sabia?Por alguns segundos, nada aconteceu.Nenhuma reação.Nenhuma palavra.Então Dimitri cerrou os punhos.Os músculos de sua mandíbula ficaram rígidos, e seus olhos se fixaram nos de Alex com uma intensidade quase assassina.Era como se seu olhar pudesse atravessar a carne da
Dimir e Eli seguiram em direção à localização indicada, mas, quanto mais avançavam, mais uma coisa parecia errada.Não havia guardas.Nenhum homem nas entradas. Nenhuma movimentação pelos corredores. Nenhuma comunicação no rádio.Era como se aquela parte da casa tivesse sido simplesmente abandonada.Ou pior...Como se alguém tivesse ordenado que todos saíssem do caminho.Eli levou a mão ao comunicador.— Central! Atualizem-me!Silêncio.Ele franziu a testa.— Central?!Nada.Apenas estática.— Você é burro? — Dimitri soltou, sem sequer olhar para ele. — É óbvio que não haverá comunicação. Você acha que o seu pai faria da própria casa um lugar fácil de acessar ou hackear? Tudo aquilo que a sua Central conseguiu enxergar... era exatamente o que ele queria permitir.Eli fechou os olhos por um instante, respirando fundo.— Que merda... Para de falar na minha cabeça, caramba! — rosnou
Memories on— Dante, seu idiota! Era para você me cobrir!— Credo! — Dante ergueu uma sobrancelha, divertindo-se. — E perder toda a diversão? Nunca.À sua frente, a entrada do túnel permanecia mergulhada em sombras. Era o acesso subterrâneo à maior base de distribuição de armas ilegais daquela região.A missão parecia simples no papel.Entrar. Encontrar a filha do sheik. Tirá-la dali. Levá-la de volta para a base.O problema era que, quando se tratava de Dante Delcime, nada permanecia simples por muito tempo.A jovem era filha de um dos poucos homens que ainda mantinham relações amistosas com o antigo líder da máfia, pai de Dante. Por isso, a ordem era clara: encontrá-la e trazê-la de volta viva.Alex respirou fundo, tentando controlar a irritação.— Você nunca segue o plano. Nós dois poderíamos ter morrido lá atrás!Dante deu de ombros.— Calma, Alex. Eu te protejo.Alex virou o rosto lentamente.— Eu não preciso da sua proteção.— Tem certeza?— Absoluta.— Que pena. Eu estava começ







