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last update publish date: 2026-10-13 18:17:23

— Particularmente, eu detestei a história — disse Dimitri, despreocupado, mantendo os olhos fixos em Alex, que parecia estranhamente entretido com cada palavra.

— Por quê? — A voz de Eliezer saiu fraca. — Por que você quer tanto ser o chefe da Cúpula a ponto de fazer tudo isso? Tudo isso que você fez... Por quê, pai?

Dimitri permaneceu em silêncio por alguns segundos.

Então, sorriu.

Não era um sorriso de felicidade. Era quase de nostalgia.

— Você está me obrigando a desenterrar um passado que e
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  • O Príncipe da Máfia    117

    — Particularmente, eu detestei a história — disse Dimitri, despreocupado, mantendo os olhos fixos em Alex, que parecia estranhamente entretido com cada palavra.— Por quê? — A voz de Eliezer saiu fraca. — Por que você quer tanto ser o chefe da Cúpula a ponto de fazer tudo isso? Tudo isso que você fez... Por quê, pai?Dimitri permaneceu em silêncio por alguns segundos.Então, sorriu.Não era um sorriso de felicidade. Era quase de nostalgia.— Você está me obrigando a desenterrar um passado que eu preferia deixar enterrado... Mas tudo bem. Eu te conto.Ele respirou lentamente antes de continuar.— Nasci como o terceiro filho legítimo dos meus pais. Diferentemente dos meus irmãos, eu era aquele que mais amava a paz e o silêncio. Nunca tive grandes ambições. Nunca sonhei com poder, glória ou domínio. Durante toda a minha infância, eu queria apenas uma coisa: aquilo que as pessoas gostam de chamar de felicidade e amor.Alex fez uma breve pausa.— Para o meu pai, porém, isso era abominável.

  • O Príncipe da Máfia    116

    O hall de entrada estava tomado por homens.Vinte e cinco.Todos pertencentes a Alex.Estavam armados, atentos e preparados para reagir ao menor movimento suspeito. Alguns mantinham as mãos próximas às armas; outros observavam cada respiração, cada olhar, cada gesto.No centro daquele cerco estavam Eli e Dimitri.Um círculo humano havia sido formado ao redor dos dois.Dimitri permanecia imóvel.Calmo por fora.Por dentro, porém, algo começava a ruir.Alex observou os dois por alguns segundos antes de sorrir.Um sorriso lento. Quase satisfeito.— Deixa eu te contar uma coisa muito bonita que você desconhece, Dimitri Delcime.Dimitri não respondeu.Alex inclinou levemente a cabeça.— Fui eu quem matou o seu pai. Sabia?Por alguns segundos, nada aconteceu.Nenhuma reação.Nenhuma palavra.Então Dimitri cerrou os punhos.Os músculos de sua mandíbula ficaram rígidos, e seus olhos se fixaram nos de Alex com uma intensidade quase assassina.Era como se seu olhar pudesse atravessar a carne da

  • O Príncipe da Máfia    115

    Dimir e Eli seguiram em direção à localização indicada, mas, quanto mais avançavam, mais uma coisa parecia errada.Não havia guardas.Nenhum homem nas entradas. Nenhuma movimentação pelos corredores. Nenhuma comunicação no rádio.Era como se aquela parte da casa tivesse sido simplesmente abandonada.Ou pior...Como se alguém tivesse ordenado que todos saíssem do caminho.Eli levou a mão ao comunicador.— Central! Atualizem-me!Silêncio.Ele franziu a testa.— Central?!Nada.Apenas estática.— Você é burro? — Dimitri soltou, sem sequer olhar para ele. — É óbvio que não haverá comunicação. Você acha que o seu pai faria da própria casa um lugar fácil de acessar ou hackear? Tudo aquilo que a sua Central conseguiu enxergar... era exatamente o que ele queria permitir.Eli fechou os olhos por um instante, respirando fundo.— Que merda... Para de falar na minha cabeça, caramba! — rosnou

  • O Príncipe da Máfia    114

    Memories on— Dante, seu idiota! Era para você me cobrir!— Credo! — Dante ergueu uma sobrancelha, divertindo-se. — E perder toda a diversão? Nunca.À sua frente, a entrada do túnel permanecia mergulhada em sombras. Era o acesso subterrâneo à maior base de distribuição de armas ilegais daquela região.A missão parecia simples no papel.Entrar. Encontrar a filha do sheik. Tirá-la dali. Levá-la de volta para a base.O problema era que, quando se tratava de Dante Delcime, nada permanecia simples por muito tempo.A jovem era filha de um dos poucos homens que ainda mantinham relações amistosas com o antigo líder da máfia, pai de Dante. Por isso, a ordem era clara: encontrá-la e trazê-la de volta viva.Alex respirou fundo, tentando controlar a irritação.— Você nunca segue o plano. Nós dois poderíamos ter morrido lá atrás!Dante deu de ombros.— Calma, Alex. Eu te protejo.Alex virou o rosto lentamente.— Eu não preciso da sua proteção.— Tem certeza?— Absoluta.— Que pena. Eu estava começ

  • O Príncipe da Máfia    113

    Aquela noite parecia não ter fim.Por mais que Eli e Laise avançassem, por mais que homens caíssem e posições fossem destruídas, parecia que a mansão simplesmente fabricava novos inimigos para ocupar o lugar dos que tombavam.Sangue por sangue. Homem por homem.A cada minuto, a batalha tornava-se mais caótica.No interior da residência, a Escala Delta permanecia posicionada no hall de entrada, protegendo todos os acessos ao piso principal.Foi então que um dos homens percebeu algo, uma corrente de ar atravessou o salão e ele notou que janela à esquerda, que poucos minutos antes permanecia fechada, estava agora aberta.O guarda virou lentamente o rosto e parou.Havia alguém ali, de pé e completamente imóvel.Dimitri.Ele permanecia junto à janela, encarando os homens como se tivesse acabado de entrar numa sala onde ninguém representava ameaça alguma.Na mão direita, brincava distraidamente com uma pequena moeda dourada.Girava-a entre os dedosUma vez.Duas.Três.Como se tivesse todo

  • O Príncipe da Máfia    112

    Antes que Alex pudesse reorganizar suas tropas, uma nova comoção explodiu no lado oposto da propriedade.— Escala Gama! Respondam! — ordenou Gosman pelo rádio.Nenhuma resposta.Na área da piscina, Laise compreendeu exatamente o que estava acontecendo.Com a maior parte da atenção voltada para o ataque de Eliezer na entrada principal, vários homens haviam abandonado suas posições para reforçar a Escala Alfa.Era a oportunidade que ela esperava.Não venceria pela força.Venceria pelo silêncio.A pouca iluminação transformava a ala traseira num labirinto de sombras, e Laise movia-se entre elas como se fizesse parte da própria escuridão.Respirava devagar.Cada passo era calculado.Cada movimento evitava o menor ruído.Chegou ao muro que cercava a piscina.Retirou as duas adagas presas às pernas.As lâminas penetraram o concreto uma após a outra, servindo de apoio para sua escalada.Em poucos segundos, alcançou o topo.Do outro lado, um dos guardas caminhava lentamente, completamente alh

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